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Medium 9788584291816

7. Envolvo-me tanto em diálogo quanto em monólogo

John Hattie; Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…incentivar os alunos a falar sobre o conteúdo.

…levar os alunos a alcançar o sucesso por meio da cooperação com os outros.

Sei perfeitamente bem...

…que as instruções precisam ser claramente formuladas.

…os benefícios dos métodos de aprendizagem cooperativa, como o princípio think-pair-share.

Meu objetivo é sempre...

…incentivar os alunos a se comunicar mais uns com os outros.

…incentivar os alunos a apresentar seus processos de reflexão e solução com mais frequência.

Estou plenamente convencido...

…de que os alunos devem se comunicar uns com os outros.

…de que é importante fazer os alunos participarem com mais frequência.

Cenário

Um dos principais momentos do ensino é observar os alunos se envolverem em uma discussão sobre o conteúdo de aprendizagem, para vê-los usar argumentos significativos e fazer críticas construtivas uns aos outros. Nesses momentos, quando eles se tornam professores, não há nada melhor do que simplesmente sentar e ouvir. O poder dos colegas entra em jogo, e os indivíduos experimentam o benefício do diálogo.

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Medium 9788521636250

Capítulo 1 Uma Breve História das Formas de Ensinar

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

Contextualizando

Antepassado, de Carlos Drummond de Andrade

Só te conheço de retrato,

não te conheço de verdade,

mas teu sangue bole em meu sangue

e sem saber te vivo em mim

e sem saber vou copiando

tuas imprevistas maneiras. (...)

Refaço os gestos que o retrato

não pode ter, aqueles gestos

que ficaram em ti à espera

de tardia repetição,

e tão meus eles se tornaram,

tão aderentes ao meu ser

que suponho tu os copiaste

de mim antes que eu os fizesse. (...)

Neste poema, Drummond fala sobre como nossos antepassados são capazes de influenciar nossas atitudes, ainda que não os tenhamos conhecido. Com base na leitura deste poema, reflita:

• As formas de ensinar utilizadas no passado influenciam os métodos atuais?

• É possível existir um método de ensino que não tenha sido influenciado pelos pensadores da educação do passado?

• Existe algum método de ensino que seja totalmente livre da influência do contexto histórico?

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Medium 9788521621881

Capítulo 7 - Temas Transversais em Psicologia da Educação

GAMEZ, L Grupo Gen ePub Criptografado

A concepção de ensino em muitas de nossas escolas ora é mais voltada para um ensino guiado, determinista, planejado, ora é mais voltada para um ensino que concebe a aprendizagem como um processo de descoberta, construção, interação, significação, a partir de um resgate sócio-histórico e cultural.

Por trás dessas diferentes formas de conceber a educação, e, claro, concepções intermediárias entre esses polos, você percebe a intencionalidade que permeia as diferentes abordagens pedagógicas? Se observar com atenção, verá na prática o que diferencia, muitas vezes, as orientações pedagógicas de corrente teórica aplicada.

É fato que a história da Educação em nosso país é repleta de ressignificações. O papel do professor tem sido frequentemente questionado e, felizmente, modificado com o passar do tempo. Na mesma proporção, também a escola tem encontrado espaço para se reinventar. Aquela imagem do professor de notório saber, detentor de um conhecimento a ser transmitido aos seus alunos, foi sendo substituída pelo conceito de professor mediador, que não apenas ensina, mas também aprende nessa relação, mediando a situação de ensino e aprendizagem. Você acha que é esse tipo de professor que está sendo formado pelas faculdades de Educação?

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Medium 9788584291885

Capítulo 10. Avaliação de projetos de tecnologias digitais na educação pública brasileira: experiência do programa Escolas Rurais Conectadas

Rodrigo Barbosa e Silva; Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

experiência do programa Escolas Rurais Conectadas

Gustavo Giolo Valentim, Juliano Bittencourt, Mariana Pereira da Silva

A inovação no sistema escolar tem sido um desafio para a comunidade que advoga o potencial transformador da tecnologia nos ambientes de aprendizagem. Na primeira década dos anos de 2000, Papert (2001), ao refletir sobre por que os sistemas educacionais assimilavam as inovações às práticas antigas, em vez de se transformarem frente às novas possibilidades abertas pela tecnologia, aponta para a necessidade de uma estratégia mais sistêmica e desenvolvimentista para a introdução do computador nas escolas.

Cavallo e colaboradores (2004) aprofundam essa reflexão ao apresentar um framework para se refletir sobre o processo de inovação em sistemas educacionais, trazendo como ideia central o conceito de que a transformação em escala macro é constituída por inúmeras transformações micro que progressivamente se agregam, chegando a um momento em que colocam o sistema vigente em contradição, tornando a mudança de paradigma inevitável e posicionando novos modelos como alternativas.

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Medium 9788584290482

Capítulo 7. As tecnologias digitais no ensino híbrido — Alexsandro Sunaga, Camila Sanches de Carvalho

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

ALEXSANDRO SUNAGA
CAMILA SANCHES DE CARVALHO

Das muitas tecnologias utilizadas na escola, poucas se tornaram tão tradicionais como a lousa e o giz. Ultimamente, nas salas de aula, já podemos encontrar projetores multimídia e televisores digitais, mas poucos são utilizados devido à possível resistência por parte dos professores e gestores das escolas, que muitas vezes não tiveram a formação inicial para isso ou não possuem o conhecimento necessário para promover um uso de qualidade, por serem imigrantes digitais.

Tradicionalmente, as aulas são expositivas, e os alunos devem voltar para casa com o caderno repleto de conteúdos copiados da lousa, pois acredita-se que essa seja uma forma eficiente de ensino. Porém, com o avanço das tecnologias digitais e a consequente facilidade de acesso à informação, a escola já não é a única fonte de conhecimento disponível para as pessoas. Por meio do desenvolvimento dos computadores, smartphones, tablets e internet, pode-se aprender em qualquer lugar e a qualquer hora. Contudo, o papel da escola não termina, mas se expande, e cabe a ela direcionar e capacitar os alunos a explorar responsavelmente esses novos caminhos.

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