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Capítulo 5. Desenvolvimento, educação e educação escolar: a teoria sociocultural do desenvolvimento e da aprendizagem

César Coll, Álvaro Marchesi, Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

Desenvolvimento, educação e educação escolar: a teoria sociocultural do desenvolvimento e da aprendizagem

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ROSARIO CUBERO E ALFONSO LUQUE

INTRODUÇÃO

Nas primeiras décadas do século XX, a psicologia já era uma disciplina científica reconhecida e em crescente processo de institucionalização na América do Norte e em muitos países europeus. Tinham sido publicados importantes estudos sobre o desenvolvimento das capacidades durante a infância e gozava de grande prestígio a pesquisa experimental sobre a aprendizagem animal e a humana. Produzira-se, inclusive, uma notável literatura sobre a aplicação de tais descobertas da psicologia evolutiva e da psicologia da aprendizagem na educação das crianças. Entretanto, nenhum dos sistemas teóricos construídos antes de 1925 tinham considerado a educação como processo decisivo na gênese das capacidades psicológicas que nos caracterizam como seres humanos.

Por isso, pode parecer um tanto surpreendente que um jovem e desconhecido professor de psicologia na Escola de Magistério de uma pequena capital de província da Rússia ousasse propor e desenvolver uma teoria revolucionária na qual a natureza humana é o resultado da interiorização, socialmente guiada, da experiência cultural transmitida de geração em geração. Mas aquele ousado Lev Semionovitch

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Capítulo 6. Conciliar historidade e competência do ator: a teoria da estruturação de Giddens

Anne Van Haecht Grupo A PDF Criptografado

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Anne Van Haecht

Conciliar historicidade e competência do ator: a teoria da estruturação de Giddens

Etnometodologia (no sentido de Garfinkel) e fenomenologia social contribuem para uma revalorização da subjetividade do ator, mas correm o risco de deixar para trás a historicidade do social, sua inscrição em relações sociais de dominação.

Conciliar o ponto de vista do ator individual e o ponto de vista do social (grupo identitário, classe e sociedade global) constitui um desafio ao qual essas duas correntes intelectuais não respondem plenamente.

Bourdieu (1987, p. 147), como foi dito, propôs uma solução para esse problema, que não passa da tensão existente entre objetivismo e subjetivismo, caracterizando seu projeto sociológico de “estruturalismo construtivista” ou de “construtivismo sociológico”. Mas o que ele entende por isso?

Por estruturalismo, quero dizer que há no próprio mundo social, e não somente nos sistemas simbólicos, na linguagem, no mito, etc., estruturas objetivas, independentes da consciência e da vontade dos agentes...

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Medium 9788584290482

Apresentação da Fundação Lemann — Denis Mizne

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

Promover a excelência com equidade na educação, ou seja, garantir que todos os brasileiros tenham acesso a uma educação de excelência é um dos grandes objetivos da Fundação Lemann. Para cumprir essa missão, desenvolvemos e apoiamos projetos inovadores, realizamos pesquisas para embasar políticas públicas, oferecemos formação para profissionais da educação e para lideranças de diversas áreas capazes de contribuir para as transformações sociais no Brasil. Dessa forma, buscamos criar um ecossistema virtuo­so em que tecnologia e inovação dialogam com a realidade educacional do país, ao mesmo tempo em que fortalecem o papel relevante dos educadores e dos profissionais do setor na garantia do aprendizado de todos os alunos.

Por seu potencial acelerador de transformações em escala, a tecnologia é uma das grandes apostas da Fundação Lemann na superação dos desafios educacionais urgentes de um país com as dimensões do Brasil. Longe de ser um fim em si, ela pode contribuir para assegurar que o ensino ocorra de maneira dinâmica, personalizada e abrangente. Já são muitas as soluções inovadoras para a educação com bons resultados sendo acompanhados. O acesso a plataformas on-line abre oportunidades para que o aprendizado em grupo ocorra simultaneamente e sem limitações geográficas, ao mesmo tempo em que permite que cada aluno se desenvolva do seu jeito.

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Apresentação do Instituto Península — Ana Maria Diniz

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

O Instituto Península acredita que é possível transformar a realidade da educação brasileira por meio de um professor que acredite de verdade em seu potencial de catalisador para fazer seus alunos aprenderem. Que possa despertar neles a curiosidade, por meio da qual cada um será guiado pelo interminável mundo do aprender e do conhecimento. Que confie em si a ponto de aceitar que não é o único detentor de conhecimento no processo de ensino e aprendizagem.

Quando isso acontecer, o Brasil será de fato um país diferente. Somente nesse dia estaremos no caminho seguro para extinguir a principal barreira que nos separa dos países ricos: a barreira do conhecimento. Nossos professores serão bem preparados, cheios de entusiasmo para ensinar, aprender e estimular cada criança e adolescente a se interessar pelo aprendizado contemplando os diversos olhares: da vida, da natureza e da arte.

Com esses ideais, o Instituto Península foi constituído, com a missão de contribuir para a educação básica de qualidade de crianças e adolescentes no Brasil a partir da formação, da valorização e do fortalecimento de professores como agentes multiplicadores de modernos métodos de ensino e aprendizagem.

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Capítulo 3. Otimização do espaço escolar por meio do modelo de ensino híbrido — Fernanda Schneider

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

FERNANDA SCHNEIDER

É trivial discutirmos a necessidade de readequação de nosso sistema de ensino no Brasil. A partir da elaboração dos Planos Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, e, posteriormente, com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2000), os professores tiveram a oportunidade de refletir sobre a necessidade de um ensino que valorize o pensamento crítico, desenvolvido a partir da interação entre os alunos, permitindo-lhes o contato com diferentes formas de pensar e ampliando sua autopercepção como cidadãos no contexto em que estão inseridos. A partir de então, podemos dizer que algumas modificações ocorreram em sala de aula; entretanto, parece-nos que essas mudanças estão mais atreladas ao conteúdo em si, não abordando, assim, a forma de ensinar. Isso não significa que esse fato não tenha sido importante: pensamos que a elaboração dos PCNs é um marco, mas é preciso ir além. Nesse sentido, este capítulo apresenta algumas considerações voltadas de modo mais específico para o aluno. Para isso, partimos da constatação de que as modificações no sistema educacional, como as proporcionadas pelos PCNs (1998a, 1998b), ainda não foram suficientes para que de fato tivéssemos um impacto altamente positivo na aprendizagem. Isso pode ser observado nas muitas pesquisas que têm sido realizadas e que envolvem ensino e aprendizagem: muitas delas têm apontado o fato de que os resultados, em muitas instituições de ensino, não satisfazem as expectativas em relação ao desempenho dos alunos. Entre esses trabalhos, podemos citar os estudos de Martinelli e Genari (2009), Silva e Brandão (2011), Souza e Zibetti (2011) e Bragagnolo e Souza (2011), que abordam o fracasso escolar a partir de causas como falta de motivação e de análise subjetiva do aluno, fatores biológicos, emocionais, familiares e culturais (PINHEIRO; WEBER, 2012). Além das pesquisas, podemos observar todos os anos os resultados das provas sistemáticas realizadas nas diferentes esferas educacionais. Para entender de fato o problema, certamente, pesquisas são necessárias, pois colaboram para o entendimento das necessidades e lançam luz a novos caminhos. No entanto, é preciso um olhar mais de perto, associando estudos e pesquisas ao mesmo tempo em que se questiona, discute e abre ­espaço a quem está em sala de aula no dia a dia: professores e alunos. Qual é a realidade das escolas no Brasil? O que o docente pode fazer? Como se sente o aluno? Como se sente o professor? É possível transformar a educação utilizando os recursos disponíveis? Que importância tem o desenvolvimento da autonomia do aluno para a aprendizagem? Como desenvolver a autonomia do estudante? Essas questões serão abordadas no decorrer do capítulo, e as noções a serem apresentadas são fruto de leituras, discussões e aplicações do modelo de ensino chamado híbrido em sala de aula. Para isso, baseamo-nos em autores como Fantin e Rivoltella (2012), Moran, Masetto e Behrens (2013), Rohrs (2010) e Lévy (1997). ­Primeiramente, na seção “Personalização do ensino: o que é, onde ocorre e quais são seus benefícios?”, abordamos a personalização e procuramos responder às questões propostas; em seguida, na seção “O desafio de promover a aprendizagem do aluno”, apresentamos aspectos que envolvem o desenvolvimento de todos os alunos; e, por fim, em “De mero espectador a protagonista da aprendizagem: o desenvolvimento da autonomia do aluno em diferentes contextos educacionais – relato de experiências”, apresentamos relatos de atividades e depoimentos, com o objetivo de compartilhar observações e de exemplificar questões práticas.

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