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Capítulo 7 - O Desenvolvimento de Competências e a Participação Pessoal na Construção de um Novo Modelo Educacional

Philippe Perrenoud; Monica Gather Thurler Grupo A PDF Criptografado

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O Desenvolvimento de Competências e a

Participação Pessoal na

Construção de um Novo

Modelo Educacional

Cristina Dias Allessandrini*

Dialogar sobre um tema significa receber uma informação e processála, estabelecendo articulações entre os conteúdos na construção de novas relações. Desse modo, o trabalho de cada profissional da educação é qualificar o diálogo entre as inúmeras questões que vivenciamos em nosso cotidiano, com cada tema abordado no decorrer de palestras, textos e livros que nos auxiliam na compreensão dos mecanismos invisíveis atuantes no processo.

Estudá-los e compreendê-los tornam-se fundamental para nosso aprimoramento técnico. Entretanto, o entendimento de um autor estrangeiro oriundo de uma outra realidade educacional que se assemelha à nossa e, ao mesmo tempo, difere dela, torna-se importante. Nesse sentido, a leitura do texto original é peça fundamental no sistema que se estabelece, pois sua tradução e conseqüente abertura para nosso público devem expressar

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Capítulo 4. Artes visuais nos Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte

Rosa Iavelberg Grupo A PDF Criptografado

Para gostar de aprender arte

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Artes visuais nos Parâmetros

Curriculares Nacionais de Arte

A escrita dos Parâmetros Curriculares Nacionais (1996-1997)

Coordenei a comissão de redação do documento de Arte para o 1o e 2o ciclo do ensino fundamental. Fui uma das suas elaboradoras para o 3o e 4o ciclo e consultora de

Arte do Referencial Curricular para a Educação Infantil.

Maria F. R. Fusari, Maria Heloisa C.T. Ferraz, Regina S. B. Machado, os assessores

Heloisa M. Sales, Karen Muller, Ricardo Brein, Iveta M. B. A. Fernandes, Isabel A. Marques e as supervisoras Ingrid D. Koudela e Ana Mae T. B. Barbosa, participaram comigo dessa empreitada que exigiu muito fôlego.

Pela primeira vez, tínhamos a oportunidade de redigir um parâmetro curricular de arte a ser distribuído para os professores em todo o território nacional.

Perguntávamo-nos: como gerar a mobilização desejável para fazer progredir uma educação em arte, de caráter humanista, pela emancipação das camadas desfavorecidas da população – sem que, para isso, tivéssemos de ser prescritivos? Como escrever um documento governamental crítico e atualizado, para um profissional de educação que se quer participativo e livre, competente e responsável para edificar seus projetos educativos e curriculares?

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Capítulo 3. Currículo de artes visuais: relações entre objetivos, conteúdos,orientações didáticas e avaliação

Rosa Iavelberg Grupo A PDF Criptografado

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Currículo de artes visuais: relações entre objetivos, conteúdos, orientações didáticas e avaliação

Em cada desenho de currículo, existe um conjunto de decisões e escolhas subjacentes, tanto no que se refere à área de conhecimento como na forma de aplicação em sala de aula.

O currículo precisa ser concebido como um projeto em permanente transformação, no qual a visão de educação e o papel da escola são constantemente reorientados, segundo os avanços teóricos e práticos dos temas e das questões a ele conectados.

Os objetivos de um desenho curricular definem as intenções educativas, o motivo pelo qual educar. Cada objetivo orienta a seleção de um conjunto variado de conteúdos.

Um objetivo para o ensino de artes visuais no ensino fundamental pode ser construir um percurso de criação pessoal cultivado, isto é, alimentado pela produção cultural em arte. Há, em tal objetivo, tendência de maior concentração dos conteúdos e, pela sua natureza, esse será o eixo de aprendizagem do ato de fazer arte do estudante.

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Medium 9788536303925

11 - Do Giz ao Mouse – A Informática no Processo Ensino-Aprendizagem

Sonia Simões Colombo Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

11

Do Giz ao Mouse – A Informática no

Processo Ensino-Aprendizagem

Jânia do Valle Barbosa

Os homens criam as ferramentas e as ferramentas recriam os homens.

(Marshall Mcluhan)

EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA

As pipas foram trocadas pelo Counter Strike em que garotos de 13 anos programam jogos. A televisão, em muitos casos, foi substituída pelas lan houses em que adolescentes passam horas concentrados em frente a uma tela de computador. E a escola? Como pode conviver com esta nova realidade?

A encruzilhada para os educadores de hoje é como utilizar os novos meios tecnológicos de modo a atender às expectativas de mudança. A discussão entre os profissionais de ensino de que a informática irá robotizar os alunos e a máquina substituirá os professores está ultrapassada. Deve-se reconhecer que existe um descompasso entre a velocidade da evolução das diferentes tecnologias e o ritmo das mudanças na escola.

A preocupação dos educadores concentra-se agora na busca do melhor aproveitamento do computador no processo ensino-aprendizagem. Como utilizar o fácil acesso às informações, a autonomia na busca do conhecimento e a racionalização do tempo em prol da qualidade educacional?

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Medium 9788536303925

3 - Gestão da Qualidade no Sistema Instituição de Ensino

Sonia Simões Colombo Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

3

Gestão da Qualidade no

Sistema Instituição de Ensino

Paulo Heitor Colombo

A

s instituições de ensino, ao contrário do que acontecia anos atrás, já estão mudando seus paradigmas e passando a olhar para si mesmas como empresas inseridas em um cenário de negócios. É evidente que, para permanecerem vivas, terão de se adaptar às regras do jogo, com respostas cada vez mais rápidas e eficazes.

E a regra do jogo é: identificar e atender as necessidades e as expectativas de seus clientes e de outras partes interessadas (proprietários, mantenedores, acionistas, fornecedores, comunidade acadêmica em geral) na busca de melhores posições competitivas, através da conquista de excelentes padrões de qualidade. A melhoria nos padrões de qualidade depende basicamente da eficiência interna e da flexibilidade para a mudança.

O nosso objetivo, neste capítulo, é apresentar uma “proposta” para esta conquista por meio da implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade voltado para as instituições de ensino. Não é nossa intenção apresentar novas propostas pedagógicas e nem interferir nas existentes, mas sim melhorar a qualidade do trabalho.

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Medium 9788536303925

12 - Implantando e Gerindo uma Instituição de Ensino Superior Virtual: Case UVB

Sonia Simões Colombo Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

12

Implantando e Gerindo uma Instituição de Ensino

Superior Virtual: Case UVB

René Birocchi

INTRODUÇÃO

Uma instituição de ensino superior virtual ou “universidade virtual” (como muitas vezes é denominada) é responsável pela gestão de recursos de aprendizagem baseados em tecnologia web. Isso significa dizer que a instituição virtual deve dominar o ciclo completo da relação de ensino e aprendizagem que se estrutura nas novas tecnologias da informação e da comunicação: os processos de produção de conteúdos, a aplicação de cursos, o relacionamento com comunidades virtuais, etc.

Existem diversas formas de uma instituição de ensino regular dar início a essa

área nova, que, sem dúvida, poderá impactar positivamente no seu posicionamento estratégico, em pelo menos dois aspectos: redução de custos em relação ao ensino presencial e diferenciação da instituição, que poderá ver sua imagem associada à inovação tecnológica propiciada por esse novo meio.

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Medium 9788573077612

Capítulo 8 | Por que formular problemas?

Kátia Stocco Smole; Maria Ignez Diniz Grupo A PDF Criptografado

c a p í t u l o

Por que Formular Problemas?

Cristiane H. Chica

Quando o aluno cria seus próprios textos de problemas, ele precisa organizar tudo que sabe e elaborar o texto, dando-lhe sentido e estrutura adequados para que possa comunicar o que pretende.

Nesse processo, aproximam-se a língua materna e a matemática, as quais se complementam na produção de textos e permitem o desenvolvimento da linguagem específica. O aluno deixa, então, de ser um resolvedor para ser um propositor de problemas, vivenciando o controle sobre o texto e as idéias matemáticas.

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Joice e Paula são duas espigas de milho que moram num grande milharal no interior de São Paulo.

Resolveram participar de concurso de cabelos.

Joice estava radiante em frente do espelho penteando seus cabelos, quando percebeu que eles estavam caindo. Decidiu contá-los. Ela estava com 1247 fios e no chão 320 caídos.

Desesperada com a possibilidade de não participar do concurso, foi investigar os fios de Paula.

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Medium 9788573077612

Capítulo 9 | A informática e a comunicação matemática

Kátia Stocco Smole; Maria Ignez Diniz Grupo A PDF Criptografado

c a p í t u l o

A Informática e a

Comunicação Matemática

Estela Milani

O computador, símbolo e principal instrumento do avanço tecnológico, não pode mais ser ignorado pela escola. No entanto, o desafio

é colocar todo o potencial dessa tecnologia a serviço do aperfeiçoamento do processo educacional, aliando-a ao projeto da escola com o objetivo de preparar o futuro cidadão.

Neste capítulo, abordamos a importância da utilização da informática no ensino de matemática, relatando algumas experiências em que o computador desempenhou papel relevante como instrumento de motivação, ferramenta na execução de tarefas e até recurso essencial.

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A informática alterou sensivelmente o modo e a qualidade de vida em todo o mundo. A utilização de satélites e o advento da internet, rede mundial de informações via computador, tornaram a comunicação mais fácil e rápida, possibilitando-nos saber em tempo real o que ocorre de um extremo ao outro do planeta.

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Medium 9788536302287

Capítulo 19. O ensino e a aprendizagem da matemática: uma perspectiva psicológica

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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O ensino e a aprendizagem da matemática: uma perspectiva psicológica

JAVIER ONRUBIA, M.a JOSÉ ROCHERA E ELENA BARBERÀ

INTRODUÇÃO

A matemática constituiu, especialmente nas últimas décadas, um dos domínios específicos mais estudados pela pesquisa psicoeducacional. Uma das razões de tal interesse pode ser encontrada no fato de que os processos de ensino e aprendizagem da matemática refletem e permitem abordar de maneira particularmente adequada temáticas básicas para a pesquisa psicoeducacional atual, como os processos de resolução de problemas, as linguagens formais e os sistemas notacionais de representação que medeiam a aprendizagem escolar, ou a relação entre conhecimento específico, conhecimento procedimental e capacidades metacognitivas. Outra dessas razões remete, muito provavelmente, às dificuldades, habitualmente conhecidas e amplamente documentadas, que muitos alunos manifestam para aprender matemática na escola; dificuldades que são ainda mais urgentes de resolver diante dos níveis crescentes de conhecimento matemático que parece requerer um ambiente social e tecnológico cuja complexidade aumenta rapidamente.

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Medium 9788536302096

Capítulo 15. A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

A atenção à diversidade na sala de aula e as adaptações do currículo

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ROSA BLANCO

A educação escolar tem como objetivo fundamental promover, de forma intencional, o desenvolvimento de certas capacidades e a apropriação de determinados conteúdos da cultura, necessários para que os alunos possam ser membros ativos em seu âmbito sociocultural de referência. Para atingir o objetivo indicado, a escola deve conseguir o difícil equilíbrio de oferecer uma resposta educativa, tanto compreensiva quanto diversificada, proporcionando uma cultura comum a todos os alunos, que evite a discriminação e a desigualdade de oportunidades e, ao mesmo tempo, que respeite suas características e suas necessidades individuais.

Existem necessidades educativas comuns, compartilhadas por todos os alunos, relacionadas às aprendizagens essenciais para o seu desenvolvimento pessoal e sua socialização, que se expressam no currículo escolar. Nem todos os alunos, porém, enfrentam com a mesma bagagem e da mesma forma as aprendizagens estabelecidas nele, visto que têm capacidades, interesses, ritmos, motivações e experiências diferentes que medeiam seu processo de aprendizagem. O conceito de diversidade remete-nos ao fato de que todos os alunos têm necessidades educativas individuais próprias e específicas para ter acesso às experiências de aprendizagem necessárias à sua socialização, cuja satisfação requer uma atenção psicológica individualizada. Nem toda necessidade individual, porém, é especial. Algumas necessidades individuais podem ser atendidas pelo trabalho individual que o professor realiza na

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Capítulo 12. Afetos, emoções, atribuições e expectativas: o sentido da aprendizagem escolar

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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Afetos, emoções, atribuições e expectativas: o sentido da aprendizagem escolar

MARIANA MIRAS

INTRODUÇÃO

O que experimentam, o que sentem os alunos quando aprendem ou estão em situação de fazê-lo? Nas últimas décadas, os pesquisadores formularam essas questões a crianças e adolescentes e obtiveram, em primeira instância, uma resposta recorrente: “quer dizer, quando realmente aprendo?”. Os alunos parecem estabelecer uma distinção entre o mero fato de aprender e aprender realmente, referindo-se invariavelmente nesse caso a experiências a partir das quais são capazes de ver algum aspecto da realidade, incluindo a si mesmos, de uma óptica nova, diferente

(Perry, 1978). Ao responder assim aos pesquisadores, os alunos salientam que, quando conseguem aprender, não apenas encontram uma compreensão mais ou menos completa daquilo que aprendem, mas que em alguma medida o fazem seu e, a partir desse momento, passa a fazer parte do jogo de “óculos” que utilizam para olhar a realidade. Em suma, recordam-nos que a aprendizagem, na melhor das hipóteses, além de modificar nossa compreensão do que são as coisas, transforma o sentido que elas têm para nós.

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Medium 9788536302287

Capítulo 23. As instituições escolares como fonte de influência educacional

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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As instituições escolares como fonte de influência educacional

ELENA MARTÍN E TERESA MAURI

INTRODUÇÃO

Se perguntássemos a alguém se a instituição escolar influi na maneira de aprender dos alunos que nela estudam, a resposta mais provável é a afirmativa. Professores, pais e alunos costumam atribuir uma grande importância às características concretas do professor responsável pela escolarização de seus filhos, mas intuem que há outros fatores que ultrapassam o que ocorre estritamente na sala de aula e repercutem de forma relevante na educação dos estudantes. O interesse progressivamente maior que as famílias dedicam à escolha de uma escola é um reflexo dessa consciência.

Contudo, a solidez de tal convicção não responde ao conhecimento dos processos e dos mecanismos mediante os quais se produz a influência. Diante das perguntas: como a escola exerce a função educacional e quais são os fatores institucionais que explicam que, ao final, se produzem umas e outras aprendizagens?, as respostas evidenciam uma compreensão vaga e parcial que se situa mais no campo da intuição que no do conhecimento refletido.

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Medium 9788536302287

Capítulo 15. Linguagem, atividade e discurso na sala de aula

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.2

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Linguagem, atividade e discurso na sala de aula

CÉSAR COLL

INTRODUÇÃO: A IMPORTÂNCIA

DA LINGUAGEM NA EDUCAÇÃO

A importância crescente atribuída à linguagem de professores e alunos para dar conta dos processos escolares de ensino e aprendizagem seguiu uma evolução similar, em linhas gerais, àquela descrita no capítulo anterior a propósito do contexto da sala de aula.

Em apenas algumas décadas, as que vão de finais dos anos 1950 à virada do século, a psicologia da educação passou, além de considerar a linguagem de forma quase exclusiva como um dos conteúdos básicos da educação escolar, a considerá-la também como uma das chaves fundamentais para explicar e procurar melhorar o ensino e a aprendizagem.

Em uma visão da sala de aula e do que nela ocorre como algo praticamente irrelevante para compreender o ensino e a aprendizagem, própria dos enfoques que presidem a pesquisa empírica do ensino até aproximadamente finais dos anos 1950, o estudo do que fazem e dizem professores e alunos enquanto realizam as atividades e as tarefas escolares é irrelevante.

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Medium 9788565848619

Capítulo 2 - Partir preferencialmente da vida das pessoas, em vez de ter os programas como ponto de partida

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

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Partir preferencialmente da vida das pessoas, em vez de ter os programas como ponto de partida

As reformas curriculares que visam ao desenvolvimento de competências na escola têm, como ponto de partida, a constatação de uma defasagem entre a vida para a qual a escola pretende preparar e a vida (no trabalho ou fora dele) que as crianças e os adolescentes escolarizados terão, efetivamente, quando se tornarem adultos. Porém, pelo fato dessa defasagem e das suas razões não serem objeto de uma análise precisa, corremos o risco de decidir estabelecer uma “abordagem por competências” de modo precipitado, com base numa conceitualização frágil e numa visão limitada e ingênua, sob vários aspectos, quanto à relação entre a educação escolar e a vida.

Práticas e campos conceituais

A intenção de fazer com que cada noção e cada saber parcial sejam mais “práticos” não deveria acarretar, automaticamente, a sua associação a um uso específico na sociedade. Na realidade, trata-se de uma questão de análise e de escala, para que se possa determinar como os saberes poderão e deverão se tornar ferramentas para a ação humana, no sentido mais amplo desta noção. Como julgar a utilidade e a pertinência prática de um saber? Seria na escala do conteúdo integral de uma disciplina, dos principais temas, dos capítulos ou das noções específicas? Afirmar que a matemática seria

útil na vida das pessoas não é dizer que essa utilidade se estenderia ao teorema

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Capítulo 11 - As duas missões da escola

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

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As duas missões da escola

Na maioria dos países, há um único sistema educacional, apesar de várias escolas pertencerem ao setor privado. Nesse sistema, a escolarização é a mesma para todas as crianças até o final do primeiro ciclo do ensino fundamental, podendo haver uma orientação para diferentes programas no início do ensino médio ou, até mesmo, no final da escolaridade obrigatória. Nós nos esquecemos que, em várias partes do mundo, até o final do século XIX ou, em alguns países, até o início do século XX, conviviam dois sistemas educacionais, um destinado às crianças das classes populares, as quais saíam da escola na idade de 12 ou 14 anos com uma instrução elementar. O outro sistema, que preparava para o ensino superior, era destinado aos filhos da burguesia, que entravam na escola com 6 ou 7 anos para cursar uma escolaridade que os formava em ciências humanas, e os conduziria ao baccalauréat*. Para essas duas redes de escolarização, Baudelot e Establet (1971) propuseram a denominação “rede primário-profissional (PP)” e “rede secundário-superior (SS)”. A mobilidade entre essas redes era pouquíssima, até mesmo inexistente. Não havia concorrência, pois a primeira rede visava dar aos filhos das classes populares uma instrução mínima, para que eles pudessem entrar no mercado de trabalho aos 15 anos, ou antes, enquanto a segunda rede formava uma elite destinada a exercer as profissões mais qualificadas e a ocupar postos de poder na sociedade. A seleção

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