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Parte I - Plano ético

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

parte I

Plano ético

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1

Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

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Parte II - Plano moral

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

Formação ética

157

p a r t e II

Plano moral

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3

Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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Parte I - Processos de Conhecimento

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

Desenvolvimento cognitivo e educação: processos do conhecimento e conteúdos específicos 21

é o fundamento da função. A função semiótica apresenta diferentes manifestações, como o desenho, a imagem mental, o jogo simbólico, a linguagem ou a inteligência representativa (Piaget; Inhelder, 1969).

Graças a esse poder de evocação, que claramente diferencia o significante do significado, o pensamento da criança se modifica em profundidade. Piaget ressalta três transformações fundamentais quando comparadas à inteligência prática e à inteligência representativa: 1) enquanto a primeira está sujeita a ações sucessivas, a inteligência representativa pode forjar simultaneamente uma visão de conjunto; 2) permite que a criança foque sua atenção não somente nos resultados de suas intenções, mas também nos meios que tem utilizado; e 3) possibilita levar em conta situações possíveis separadas espacial e temporalmente, se liberando do “aqui e agora”.

Portanto, tudo parece indicar que, para Piaget, a utilização dos signos desempenha um papel essencial no desenvolvimento cognitivo, tornando possível um novo modo de pensamento. O que ocorre é que, se nos aprofundamos na explicação que Piaget oferece da função semiótica, essa importância do semiótico se matiza. Piaget explica de modo diferente a origem dos significantes e a dos significados. Os significantes (a parte material do signo) são o resultado do processo de acomodação dos esquemas aos objetos; têm, portanto, uma natureza imitativa e estática. Ao contrário, os significados são o resultado do processo de assimilação dos objetos aos esquemas de ação. Para Piaget, os significados são o elemento dinâmico do pensamento.

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Parte I - Bases Conceituais e Metodológicas

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

1

Piaget: perspectivas e limitações de uma tradição de pesquisa

José A. Castorina

A psicologia genética como uma tradição de pesquisa científica

A

obra da psicologia de Piaget – e a pesquisa sobre psicologia poste rior, inspirada em suas ideias – é uma tradição de pesquisa cientí fica (Castorina, 1993), ou seja, uma sequência histórica de hipóteses e teorias que surgem e se modificam a partir de um núcleo básico, cujos compromissos estabelecem como devem ser enfrentados os problemas da pesquisa. Basicamente, o núcleo duro oferece um conjunto de pressupostos gerais sobre as entidades e os processos do âmbito do questionamento, bem como os métodos que devem ser utilizados para investigar os problemas e construir as teorias no âmbito do domínio (Laudan,

1986). A avaliação de uma tradição de pesquisa científica como progressiva ou retrógrada depende tanto da qualidade empírica da independência de suas pesquisas como da consistência interna e externa da totalidade de suas teses básicas e elaborações. É necessário contar com seu potencial para a revisão de seu próprio núcleo, isto é, para a recuperação da consistência frente às críticas ou exigências da pesquisa.

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Parte II - Desenvolvimento de Conteúdos Específicos e Educação

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

7

A compreensão de noções sociais

Juan Delval e Raquel Kohen

As representações do mundo social

A

s pessoas constroem representações de toda a realidade que as rodeia e entre essas representações estão as da própria vida social. Ao longo de seu desenvolvimento, chegam a ter ideias bastante precisas sobre como funciona o mundo social, sobre as relações com os outros e sobre como estão organizadas as instituições sociais dentro das quais elas se desenvolvem. Para agir na sociedade necessitam adquirir ideias sobre a economia – entendida como a produção e a distribuição dos recursos que por definição são escassos –, e a gestão do poder político, assim como de muitos outros temas e também do que deve ser feito em diferentes situações.

Quando os seres humanos nascem não dispõem dessas ideias, mas os adultos as têm, razão pela qual devemos supor que eles as formam ou adquirem de alguma maneira ao longo do seu período de desenvolvimento e durante o resto de sua vida. O que temos de examinar é como as ideias sobre o mundo social, sobre as instituições e sobre as normas que as regulam são adquiridas ou como são construídas.

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Parte II - Os inícios do conhecimento

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

Desenvolvimento cognitivo e educação: os inícios do conhecimento 155

to) e estimar a frequência de acontecimentos ou objetos (número). Dificilmente poderíamos imaginar um mundo alheio a eles e menos ainda sobreviver nele.

Passando agora ao bebê: suas expectativas sobre o mundo são semelhantes às do adulto? Desde quando ele conhece as propriedades que distinguem seres animados (pessoas, animais) de seres inanimados (objetos)?

Neste capítulo abordaremos estes e outros aspectos do desenvolvimento do conhecimento do bebê, anteriores ao surgimento da função semiótica.

Como o bebê conhece a realidade?

Diferentes teorias, diferentes respostas

Uma das grandes diferenças entre os teóricos do desenvolvimento reside precisamente em sua perspectiva sobre o desenvolvimento. Alguns o concebem como um processo evolutivo no qual as transformações mais importantes são produzidas durante a ontogênese (a vida do indivíduo) enquanto outros o consideram um processo de enriquecimento a partir de um substrato filogenético (p. ex., as capacidades selecionadas ao longo da história da espécie). Entre os dois extremos existem posições intermédias que tentam integrar aspectos de ambas as perspectivas, a evolutiva-ontogenética e a evolucionista-filogenética. Mas qualquer que seja a abordagem teórica escolhida todos consideram que o estudo do bebê é uma oportunidade única para tentar desvendar os segredos da origem do conhecimento: Qual é o estado inicial do bebê e como ele experimenta o mundo? Como ele chega a conhecer a realidade? Comecemos esboçando as respostas que diferentes teorias têm oferecido desde os princípios do século XX até os dias de hoje.

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Aos Pais ou Responsáveis

Bossa, Nadia Grupo A PDF Criptografado

Dificuldades de Aprendizagem

11

Aos Pais ou

Responsáveis

Várias teorias acerca do funcionamento psíquico afirmam que nós nascemos com uma tendência nata para a aprendizagem.

Neste sentido, basta lembrarmos que iniciamos nosso processo de aprendizagem bem cedo. Aprendemos mamar, falar, andar, pensar e um milhão de outras coisas que vão garantir nossa sobrevivência e nos tornar humanos.

Dizem ainda as teorias que a curiosidade é também uma característica que surge bem cedo na nossa vida. Por volta dos três anos já somos seres curiosos, capazes de construir as primeiras hipóteses a respeito da nossa existência. Logo, a aprendizagem e a construção do conhecimento são processos naturais e espontâneos na nossa espécie e, se não estão ocorrendo, certamente existe uma razão, pois uma lei da natureza está sendo contrariada. É preciso então identificar a causa dessa falha para que a vida possa seguir seu curso normal.

É assim que deve ser a aprendizagem escolar: um processo natural e espontâneo, mais até, um processo prazeroso. Descobrir e aprender deve ser um grande prazer. Se não é, algo está errado.

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Aos Profissionais e Professores

Bossa, Nadia Grupo A PDF Criptografado

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Nadia A. Bossa

É essencial que o psicopedagogo tenha em mente essa demanda e estabeleça com o professor uma relação de troca. Ele tem muito a contribuir no diagnóstico psicopedagógico e é personagem fundamental no processo de intervenção. O inverso também é verdadeiro: o professor deve lembrar que o psicopedagogo muito pode ajudar na difícil tarefa de ensinar.

Quero acrescentar que é inconcebível profissionais da educação assumirem uma postura onipotente de auto-suficiência. Buscar parceria com outras áreas do conhecimento, ao contrário de indicar isenção, significa maturidade pessoal e profissional. Historicamente esta parceria tem sido muito difícil. A própria ciência tem contribuído para que as várias áreas do conhecimento façam recortes do ser humano, resultando numa visão parcial da realidade. Analisando a história da educação brasileira, podemos verificar que conhecimentos produzidos pela medicina e psicologia serviram para justificar os problemas de aprendizagem escolar, atribuindo-lhes causas orgânicas ou emocionais. Tais conhecimentos deram origem a vários mitos acerca do fracasso escolar, os quais por longos anos cumpriram a função ideológica de ocultar, mesmo dos professores com grande compromisso político e social, as verdadeiras falhas do sistema educacional brasileiro.

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Parte 1 - Palavras-chave

Giulio Ceppi; Michele Zini Grupo A PDF Criptografado

1

Palavras-chave bem-estar global relação osmose multissensorialidade epigênese comunidade construtividade narração normalidade significativa

Palavras-chave e metáforas usadas para formular critérios gerais e contextos na tentativa de identificar as características desejáveis de um ambiente para crianças pequenas, baseadas em uma análise crítica da experiência dos centros de educação infantil de Reggio Emilia.

Uma “estratégia de atenção” significa ter a disposição para ouvir e ser receptivo às outras pessoas, o que é essencial em todo e qualquer contexto educacional.

Receptibilidade e atenção aos outros como um valor, como respeito às diferenças, quaisquer sejam elas: diferenças de raça, religião, gênero e cultura, estendendo-se para qualquer outro tipo de diferenças. Disposição para ouvir como uma metáfora para relacionamentos múltiplos, assim como uma forma de diálogo e troca. O objetivo

é criar um ambiente de empatia para ouvir as crianças e sua centena de linguagens.

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Parte 3 - Ensaios e contribuições

Giulio Ceppi; Michele Zini Grupo A PDF Criptografado

3

Ensaios e contribuições

Carla Rinaldi

Andrea Branzi

Vea Vecchi

Jerome Bruner

Antonio Petrillo

Paolo Icaro

Alessandro Sarti

Alberto Veca

Ensaios que discutem as questões pedagógicas e de projetos que formam a base teórica da pesquisa, um produto dos estudos realizados nas creches e pré-escolas de Reggio Emilia e na Domus Academy durante seu projeto de pesquisa conjunto.

Carla Rinaldi

O ambiente da infância

Projetar o espaço de uma creche ou pré-escola (ou quem sabe possamos dizer simplesmente escola) é um evento altamente criativo, não apenas em termos de pedagogia e arquitetura, mas em termos sociais, culturais e políticos.

A instituição escolar, na verdade, pode desempenhar um papel muito especial no desenvolvimento cultural e na experimentação sociopolítica, na medida em que esse momento (projeção) e esse lugar (a escola) podem ser experienciados não como tempo e espaço para reproduzir e transmitir conhecimentos já estabelecidos, mas como um lugar para a verdadeira criatividade.

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Parte 2 - Elementos de projeto

Giulio Ceppi; Michele Zini Grupo A PDF Criptografado

2

Elementos de projeto formas relacionais iluminação cores materiais odores sons microclima

Reflexões sobre os elementos de projeto, com observações sobre distribuição espacial e sobre as

“qualidades agradáveis”: iluminação, cores, materiais, sons, odores e microclima.

O objetivo é fornecer instrumentos de análise e observações práticas para o design de interiores e exteriores das creches e pré-escolas.

formas relacionais

No decorrer dos anos, as creches e pré-escolas municipais de Reggio Emilia desenvolveram uma experiência valiosa de colaboração entre educadores e arquitetos na construção de escolas para crianças pequenas.

Esta experiência levou a um amplo conhecimento em relação à distribuição do espaço e às decisões de planejamento, fornecendo indicações para a construção de ambientes de acordo com critérios fortemente ligados ao ponto de vista pedagógico, assim como ao ponto de vista da organização do espaço.

Diversas diretrizes foram, então, desenvolvidas para os arquitetos e designers que também tivessem uma conotação teórica e pedagógica forte.

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Capítulo 4. Cultura do "respeito de si"

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

4

Cultura do “respeito de si”

Os capítulos dedicados à “cultura do tédio” e à “cultura da vaidade” são, como vimos, complementares. Neles procurei oferecer uma visão geral de dois traços da contemporaneidade que seriamente comprometem o que

Ricoeur define como perspectiva ética: uma vida boa, para e com outrem, em instituições justas. Em uma cultura do tédio e da vaidade, temos uma vida pequena, sem ou contra outrem, em instituições injustas.1

No capítulo dedicado à “cultura do sentido”, comecei a apontar algumas direções para, na educação dos jovens, ajudá-los a construir a perspectiva ética, as quais devem ser agora completadas pelo que se costuma chamar “educação moral”. Como, na perspectiva teórica adotada aqui, o respeito moral por outrem pressupõe a construção de representações de si entre as quais as de valor moral ocupam lugar central, uma “educação moral” depende necessariamente de uma “cultura do respeito de si”.

Isso posto, tudo o que foi escrito no capítulo dedicado à “cultura do sentido” também vale para a educação moral. Com efeito, nós, adultos, precisamos cuidar do mundo, pois, se não o fizermos, além de deixarmos

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Capítulo 2. Cultura do sentido

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

2

Cultura do sentido

Fechei o capítulo anterior afirmando que somente uma cultura do sentido pode vencer uma cultura do tédio. Afirmei também que tal batalha é possível de ser travada com provável sucesso. Nunca uma cultura é um todo coeso. Em todas elas há sempre paradoxos, tensões, oposições, ambiguidades, contradições, que permitem o movimento, a evolução, a superação. O mesmo vale para os indivíduos. A abordagem construtivista, à qual me filio, vê no homem ricas capacidades de adaptação, de autorregulação, de equilibração, que lhe permitem criar novas formas de pensar e de sentir, que lhe permitem criar novas estruturas mentais que podem dar novos rumos à compreensão que tem do mundo e da vida. A abordagem construtivista vê no sujeito recursos para superar insatisfações, resolver problemas, sair de situações desconfortáveis ou até mesmo insuportáveis.

Para tanto, duas condições devem ser contempladas. A primeira: que o sujeito esteja, de fato, em uma situação que considera problemática. A segunda: que tenha a seu alcance elementos para alimentar a construção de novas soluções.

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Capítulo 1. Cultura do tédio

Yves de La Taille Grupo A PDF Criptografado

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Cultura do tédio

É de Benjamin Disraeli o aforismo “a vida é curta demais para ser pequena”. Acrescentaria eu: “para quem sofre de tédio, ela é longa demais, porque pequena”.

A vida é curta! Expressão corrente. Mas por que é empregada? Será uma avaliação objetiva do tempo de que dispomos para habitar o planeta

Terra? Será uma queixa relativa à brevidade de nossa permanência no mundo? Um espanto diante do ritmo em que se sucedem dias e noites?

Uma maneira de expressar nosso medo da morte?

Sim, essas razões são válidas, mas não esgotam o sentido da brevidade da vida. Durasse nossa vida tanto quanto aquela de alguns répteis, ainda seria curta demais, pois finita. Durasse ela vários séculos, ainda seria breve, pois não eterna. Para quem teme a morte, a vida é sempre curta demais. Quem emprega a referida expressão para lamentar nossa condição provisória pensa em viver apenas para não morrer.

Há, porém, quem tema a morte, não apenas porque ela nos priva da vida, mas porque a brevidade desta nos impede de fazer tudo aquilo que gostaríamos. Há quem pense que a vida é curta demais, não tanto como angústia diante do absurdo da morte, mas como frustração existencial.

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Capítulo 3. Cultura da vaidade

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Cultura da vaidade

Na Parte I do livro (Plano Ético), empreguei a metáfora do turista para descrever certas características do homem contemporâneo. E, em alguns momentos, fiz comentários de ordem moral: o turista é geralmente alguém que demonstra total indiferença em relação aos possíveis sofrimentos, mazelas e catástrofes pelos quais passam os nativos dos lugares que visita. Tal país é governado por ditadores corruptos? Isso não vai desencorajar o turista a deixar lá seu dinheiro se há locais prestigiosos a serem vistos. Tal outro padece de profunda miséria? Pouco importa, se há praias idílicas ou soberbas cachoeiras. Tal região foi devastada por catástrofe natural? Se não há mais perigo e se os hotéis já foram reconstruídos, lá vai ele gastar seu fragmento de tempo chamado férias. E, se lá está ele quando explode uma rebelião, quando acontece um terremoto ou quando há rumores de uma doença contagiosa, ele corre ao aeroporto, maldizendo seu azar. Sim, o turista costuma ser um indiferente, indiferente em relação à qualidade de vida de quem o acolhe em seu país.1

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