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Aos Profissionais e Professores

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Nadia A. Bossa

É essencial que o psicopedagogo tenha em mente essa demanda e estabeleça com o professor uma relação de troca. Ele tem muito a contribuir no diagnóstico psicopedagógico e é personagem fundamental no processo de intervenção. O inverso também é verdadeiro: o professor deve lembrar que o psicopedagogo muito pode ajudar na difícil tarefa de ensinar.

Quero acrescentar que é inconcebível profissionais da educação assumirem uma postura onipotente de auto-suficiência. Buscar parceria com outras áreas do conhecimento, ao contrário de indicar isenção, significa maturidade pessoal e profissional. Historicamente esta parceria tem sido muito difícil. A própria ciência tem contribuído para que as várias áreas do conhecimento façam recortes do ser humano, resultando numa visão parcial da realidade. Analisando a história da educação brasileira, podemos verificar que conhecimentos produzidos pela medicina e psicologia serviram para justificar os problemas de aprendizagem escolar, atribuindo-lhes causas orgânicas ou emocionais. Tais conhecimentos deram origem a vários mitos acerca do fracasso escolar, os quais por longos anos cumpriram a função ideológica de ocultar, mesmo dos professores com grande compromisso político e social, as verdadeiras falhas do sistema educacional brasileiro.

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Aos Pais ou Responsáveis

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Dificuldades de Aprendizagem

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Aos Pais ou

Responsáveis

Várias teorias acerca do funcionamento psíquico afirmam que nós nascemos com uma tendência nata para a aprendizagem.

Neste sentido, basta lembrarmos que iniciamos nosso processo de aprendizagem bem cedo. Aprendemos mamar, falar, andar, pensar e um milhão de outras coisas que vão garantir nossa sobrevivência e nos tornar humanos.

Dizem ainda as teorias que a curiosidade é também uma característica que surge bem cedo na nossa vida. Por volta dos três anos já somos seres curiosos, capazes de construir as primeiras hipóteses a respeito da nossa existência. Logo, a aprendizagem e a construção do conhecimento são processos naturais e espontâneos na nossa espécie e, se não estão ocorrendo, certamente existe uma razão, pois uma lei da natureza está sendo contrariada. É preciso então identificar a causa dessa falha para que a vida possa seguir seu curso normal.

É assim que deve ser a aprendizagem escolar: um processo natural e espontâneo, mais até, um processo prazeroso. Descobrir e aprender deve ser um grande prazer. Se não é, algo está errado.

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SEÇÃO 6 - PUERPÉRIO

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CAPÍTULO 30

SEÇÃO 6

O puerpério

ASPECTOS ANATÔMICOS, FISIOLÓGICOS E CLÍNICOS . . . . . . . . . . . . . .646

MAMAS E LACTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .649

CUIDADOS MATERNOS DURANTE O PUERPÉRIO . . . . . . . . . . . . . . . . .654

CUIDADOS DOMICILIARES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .658

O puerpério é o intervalo que engloba as primeiras semanas subsequentes ao parto. Como esperado, a duração desse “período” não é exata, mas a maioria considera que varie de 4 a 6 semanas.

Embora seja uma fase relativamente simples quando comparada com a gravidez, o puerpério caracteriza-se por muitas alterações fisiológicas, podendo algumas delas serem simplesmente incômodas para a mãe que acabou de dar à luz, mas também podendo ocorrer complicações graves.

Certas mães se sentem abandonadas depois do parto porque o foco das atenções agora está voltado para o bebê. Desse modo, o puerpério pode ser um período de intensa ansiedade para muitas mães. Para ilustrar tal afirmação, os dados reunidos pelo Pregnancy Risk Assessment Monitoring System

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SEÇÃO 2 - ANATOMIA E FISIOLOGIA DA MÃE E DO FETO

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CAPÍTULO 2

SEÇÃO 2

Anatomia da mãe

PAREDE ANTERIOR DO ABDOME . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .14

ÓRGÃOS REPRODUTORES EXTERNOS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .15

ÓRGÃOS REPRODUTORES INTERNOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .21

ANATOMIA MUSCULOESQUELÉTICA DA PELVE . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .29

O conhecimento sobre a anatomia da pelve e a da parede do abdome inferior femininas é essencial à prática obstétrica. É possível haver variações importantes nas estruturas anatômicas entre as mulheres, sendo este fato particularmente verdadeiro no que se refere aos principais vasos sanguíneos e nervos.

PAREDE ANTERIOR DO ABDOME

A parede anterior do abdome contém as vísceras abdominais, sofre estiramento para acomodar o útero em expansão na gravidez e provê acesso cirúrgico aos órgãos reprodutores internos.

Assim, há necessidade de um conhecimento abrangente sobre sua estrutura disposta em camadas para que seja possível penetrar cirurgicamente a cavidade abdominal.

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SEÇÃO 4 - TRABALHO DE PARTO E PARTO

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CAPÍTULO 17

SEÇÃO 4

Trabalho de parto e parto normais

CONDUTA NO TRABALHO DE PARTO E PARTO NORMAIS. . . . . . . . . . .390

 Situação fetal, apresentação, atitude e posição

A orientação do feto em relação à pelve materna é descrita em termos da situação fetal, apresentação, atitude e posição.

PROTOCOLOS DE TRATAMENTO DO TRABALHO DE PARTO . . . . . . . . .405

Situação fetal

MECANISMOS DO TRABALHO DE PARTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .374

CARACTERÍSTICAS DO TRABALHO DE PARTO NORMAL . . . . . . . . . . . .384

O parto é o período que vai do início das contrações uterinas regulares até a expulsão da placenta. O processo pelo qual isto normalmente acontece é chamado trabalho de parto ⎯ um termo que, no contexto obstétrico, comporta várias conotações na língua inglesa.

De acordo com o New Shorter Oxford English Dictionary (1993), o esforço corporal fatigante, intenso e sofrido, principalmente quando doloroso, é característico do trabalho de parto, sendo desta maneira, implicado no processo do parto. Estas conotações parecem, sem exceção, apropriadas para nós e enfatizam a necessidade de que os atendentes assumam uma posição de suporte às necessidades das mulheres em trabalho de parto, principalmente no tocante ao efetivo alívio da dor.

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SEÇÃO 3 - ANTEPARTO

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CAPÍTULO 7

SEÇÃO 3

Aconselhamento pré-concepcional

BENEFÍCIOS DO ACONSELHAMENTO PRÉ-CONCEPCIONAL . . . . . . . . . .174

BENEFÍCIOS DO ACONSELHAMENTO PRÉ-CONCEPCIONAL

DISTÚRBIOS CLÍNICOS CRÔNICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .175

DOENÇAS GENÉTICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .177

CONSELHEIROS PRÉ-CONCEPCIONAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .180

CONSULTA DE ACONSELHAMENTO PRÉ-CONCEPCIONAL . . . . . . . . . . .180

Em 2006, os Centers for Disease Control and Prevention

(CDCs) definiram o cuidado pré-concepcional como “um conjunto de intervenções que visam identificar e modificar riscos biomédicos, comportamentais e sociais para a saúde ou o resultado da gestação de uma mulher através da prevenção e do tratamento”. Além disso, estabeleceu as seguintes metas para melhorar o cuidado pré-concepcional:

1. Melhorar o conhecimento, as atitudes e os comportamentos de homens e mulheres com relação a saúde préconcepção;

2. Garantir que todas as mulheres em idade reprodutiva recebam os serviços de cuidado pré-concepção — como a triagem de risco baseada em evidências, a promoção da saúde e as intervenções — que possibilitarão a elas entrar na gravidez com saúde ótima;

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SEÇÃO 7 - COMPLICAÇÕES OBSTÉTRICAS

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CAPÍTULO 34

SEÇÃO 7

Hipertensão na gravidez

TERMINOLOGIA E CLASSIFICAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .706

DIAGNÓSTICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .706

os problemas sem solução mais significativos e intrigantes em obstetrícia.

INCIDÊNCIA E FATORES DE RISCO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .709

ETIOPATOGENIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .709

FISIOPATOLOGIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .714

PREDIÇÃO E PREVENÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .725

TRATAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .728

CONSEQUÊNCIAS A LONGO PRAZO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .747

Os distúrbios hipertensivos complicam 5 a 10% das gestações, formando, em conjunto, um membro da tríade mortal, juntamente com a hemorragia e infecção, que contribui muito para as taxas de morbidade e mortalidade maternas. Com a hipertensão, a pré-eclâmpsia — quer isoladamente, quer superposta à hipertensão crônica — é a mais perigosa. Conforme discutido mais adiante, a hipertensão não proteinúrica de início recente durante a gravidez — denominada hipertensão gestacional — é seguida por sinais e sintomas de pré-eclâmpsia em quase 50% das ocasiões, sendo a pré-eclâmpsia identificada em 3,9% das gestações (Martin e cols., 2009). De forma sistemática, a Organização Mundial da Saúde revê a mortalidade materna em nível mundial (Khan e cols., 2006). Nos países desenvolvidos, 16% das mortes maternas decorrem de distúrbios hipertensivos. Este percentual é maior que os das três outras causas principais: hemorragia — 13%, aborto — 8% e sepse — 2%. Nos EUA, de 1991 a 1997, Berg e colaboradores (2003) reportaram que quase 16% de 3.201 mortes maternas resultaram de complicações da hipertensão relacionada com a gravidez. De maneira importante, Berg e colaboradores (2005) reportaram, mais adiante, que mais da metade destas mortes relacionadas com a hipertensão era passível de prevenção.

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SEÇÃO 1 - VISÃO GERAL

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CAPÍTULO 1

SEÇÃO 1

Visão geral da obstetrícia

ESTATÍSTICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2

GESTAÇÃO NOS EUA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .4

MEDIDAS PARA AVALIAR OS CUIDADOS OBSTÉTRICOS . . . . . . . . . . . . . .4

TÓPICOS OPORTUNOS EM OBSTETRÍCIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .7

A palavra obstetra é derivada do latim obstetrix, que significa parteira; de ob-sto — estar de pé diante de —, referindo-se à posição assumida em frente à parturiente. Petraglia (2008) encontrou evidências da atividade das parteiras em registros do

Egito antigo e do Império Romano. O papiro egípcio de Ebers

(1900 a 1550 AC) reconhece a ocupação de parteira como sendo da mulher e relacionada com a obstetrícia e ginecologia, particularmente com a aceleração do processo do parto e do nascimento. Petraglia também relata que serviços de parteiras foram descritos em toda a Idade Média e até o século XVIII, quando o cirurgião as substituiu em tal atividade. Nesta época, a medicina começava a comprovar que os processos científicos modernos eram melhores para as parturientes e seus lactentes do que aqueles praticados por parteiras leigas.

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SEÇÃO 5 - FETO E RECÉM-NASCIDO

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CAPÍTULO 28

SEÇÃO 5

O recém-nascido

INÍCIO DA RESPIRAÇÃO PULMONAR . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .590

CONDUÇÃO DO NASCIMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .590

MÉTODOS USADOS PARA AVALIAR O ESTADO DO RECÉM-NASCIDO . .594

CUIDADOS PREVENTIVOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .598

CUIDADOS ROTINEIROS AO RECÉM-NASCIDO . . . . . . . . . . . . . . . . . . .598

Imediatamente após o nascimento, a sobrevida do recémnascido depende de uma transição imediata e adequada para a respiração pulmonar. Os alvéolos repletos de líquidos devem se expandir com o ar, a perfusão deve ser iniciada assim como a troca entre oxigênio e dióxido de carbono.

INÍCIO DA RESPIRAÇÃO PULMONAR

 Estímulos à respiração pulmonar

O recém-nascido começa a inalar e chorar quase imediatamente após nascer, indicando o início da respiração ativa. Entre os fatores que parecem influenciar a primeira inalação de ar estão:

1. A estimulação física, como manusear o recém-nato durante o nascimento.

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SEÇÃO 8 - COMPLICAÇÕES CLÍNICAS E CIRÚRGICAS

Frank Cunningham Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 41

SEÇÃO 8

Considerações gerais e avaliação maternal

FISIOLOGIA MATERNA E ALTERAÇÕES NOS VALORES

LABORATORIAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .912

MEDICAÇÕES DURANTE A GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .912

CIRURGIA DURANTE A GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .913

TÉCNICAS DE IMAGEM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .915

ULTRASSONOGRAFIA (US) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .921

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .921

DIRETRIZES PARA AS IMAGENS DIAGNÓSTICAS DURANTE

A GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .923

É difícil quantificar com exatidão a incidência e os tipos de enfermidades clínica e cirúrgica que complicam a gravidez. As estimativas foram obtidas de outros índices de hospitalização assim como de dados contidos nas certidões de nascimento

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Parte I - Processos de Conhecimento

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

Desenvolvimento cognitivo e educação: processos do conhecimento e conteúdos específicos 21

é o fundamento da função. A função semiótica apresenta diferentes manifestações, como o desenho, a imagem mental, o jogo simbólico, a linguagem ou a inteligência representativa (Piaget; Inhelder, 1969).

Graças a esse poder de evocação, que claramente diferencia o significante do significado, o pensamento da criança se modifica em profundidade. Piaget ressalta três transformações fundamentais quando comparadas à inteligência prática e à inteligência representativa: 1) enquanto a primeira está sujeita a ações sucessivas, a inteligência representativa pode forjar simultaneamente uma visão de conjunto; 2) permite que a criança foque sua atenção não somente nos resultados de suas intenções, mas também nos meios que tem utilizado; e 3) possibilita levar em conta situações possíveis separadas espacial e temporalmente, se liberando do “aqui e agora”.

Portanto, tudo parece indicar que, para Piaget, a utilização dos signos desempenha um papel essencial no desenvolvimento cognitivo, tornando possível um novo modo de pensamento. O que ocorre é que, se nos aprofundamos na explicação que Piaget oferece da função semiótica, essa importância do semiótico se matiza. Piaget explica de modo diferente a origem dos significantes e a dos significados. Os significantes (a parte material do signo) são o resultado do processo de acomodação dos esquemas aos objetos; têm, portanto, uma natureza imitativa e estática. Ao contrário, os significados são o resultado do processo de assimilação dos objetos aos esquemas de ação. Para Piaget, os significados são o elemento dinâmico do pensamento.

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Medium 9788565848718

Parte I - Bases Conceituais e Metodológicas

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

1

Piaget: perspectivas e limitações de uma tradição de pesquisa

José A. Castorina

A psicologia genética como uma tradição de pesquisa científica

A

obra da psicologia de Piaget – e a pesquisa sobre psicologia poste rior, inspirada em suas ideias – é uma tradição de pesquisa cientí fica (Castorina, 1993), ou seja, uma sequência histórica de hipóteses e teorias que surgem e se modificam a partir de um núcleo básico, cujos compromissos estabelecem como devem ser enfrentados os problemas da pesquisa. Basicamente, o núcleo duro oferece um conjunto de pressupostos gerais sobre as entidades e os processos do âmbito do questionamento, bem como os métodos que devem ser utilizados para investigar os problemas e construir as teorias no âmbito do domínio (Laudan,

1986). A avaliação de uma tradição de pesquisa científica como progressiva ou retrógrada depende tanto da qualidade empírica da independência de suas pesquisas como da consistência interna e externa da totalidade de suas teses básicas e elaborações. É necessário contar com seu potencial para a revisão de seu próprio núcleo, isto é, para a recuperação da consistência frente às críticas ou exigências da pesquisa.

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Parte II - Desenvolvimento de Conteúdos Específicos e Educação

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

7

A compreensão de noções sociais

Juan Delval e Raquel Kohen

As representações do mundo social

A

s pessoas constroem representações de toda a realidade que as rodeia e entre essas representações estão as da própria vida social. Ao longo de seu desenvolvimento, chegam a ter ideias bastante precisas sobre como funciona o mundo social, sobre as relações com os outros e sobre como estão organizadas as instituições sociais dentro das quais elas se desenvolvem. Para agir na sociedade necessitam adquirir ideias sobre a economia – entendida como a produção e a distribuição dos recursos que por definição são escassos –, e a gestão do poder político, assim como de muitos outros temas e também do que deve ser feito em diferentes situações.

Quando os seres humanos nascem não dispõem dessas ideias, mas os adultos as têm, razão pela qual devemos supor que eles as formam ou adquirem de alguma maneira ao longo do seu período de desenvolvimento e durante o resto de sua vida. O que temos de examinar é como as ideias sobre o mundo social, sobre as instituições e sobre as normas que as regulam são adquiridas ou como são construídas.

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Medium 9788565848718

Parte II - Os inícios do conhecimento

Castorina, José A. Grupo A PDF Criptografado

Desenvolvimento cognitivo e educação: os inícios do conhecimento 155

to) e estimar a frequência de acontecimentos ou objetos (número). Dificilmente poderíamos imaginar um mundo alheio a eles e menos ainda sobreviver nele.

Passando agora ao bebê: suas expectativas sobre o mundo são semelhantes às do adulto? Desde quando ele conhece as propriedades que distinguem seres animados (pessoas, animais) de seres inanimados (objetos)?

Neste capítulo abordaremos estes e outros aspectos do desenvolvimento do conhecimento do bebê, anteriores ao surgimento da função semiótica.

Como o bebê conhece a realidade?

Diferentes teorias, diferentes respostas

Uma das grandes diferenças entre os teóricos do desenvolvimento reside precisamente em sua perspectiva sobre o desenvolvimento. Alguns o concebem como um processo evolutivo no qual as transformações mais importantes são produzidas durante a ontogênese (a vida do indivíduo) enquanto outros o consideram um processo de enriquecimento a partir de um substrato filogenético (p. ex., as capacidades selecionadas ao longo da história da espécie). Entre os dois extremos existem posições intermédias que tentam integrar aspectos de ambas as perspectivas, a evolutiva-ontogenética e a evolucionista-filogenética. Mas qualquer que seja a abordagem teórica escolhida todos consideram que o estudo do bebê é uma oportunidade única para tentar desvendar os segredos da origem do conhecimento: Qual é o estado inicial do bebê e como ele experimenta o mundo? Como ele chega a conhecer a realidade? Comecemos esboçando as respostas que diferentes teorias têm oferecido desde os princípios do século XX até os dias de hoje.

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Medium 9788536324241

SEÇÃO 2 - DIRETRIZES E ALGORITMOS

Aristides V. Cordioli Grupo A PDF Criptografado

A literatura contemporânea sobre o tratamento farmacológico das depressões é ampla, diversificada e, por vezes, contraditória. Mesmo que nas últimas décadas milhares de estudos mais consistentes tenham sido desenvolvidos, ainda nos deparamos com frequentes questionamentos sobre as limitações metodológicas dos estudos, a heterogeneidade das metodologias entre os estudos realizados, as amostras de pacientes não representativas da população real, os vieses de publicação, os conflitos de interesse e, não menos importante, a discussão permanente sobre a validade dos constructos nosográficos dos transtornos psiquiátricos. Essa variedade de informações pode gerar confusão no momento em que as evidências são aplicadas na clínica e testadas no mundo real.

A fim de sistematizar um corpo de evidências de pesquisa como ferramenta para a tomada de decisão em ambientes clínicos, foram criados diretrizes e algoritmos de tratamento. As diretrizes clínicas (do inglês practice guidelines) são “relatórios desenvolvidos de maneira sistemática para ajudar nas decisões de médicos e pacientes quanto ao cuidado de saúde apropriado em circunstâncias clínicas específicas”.1 Tipicamente, elas não recomendam sequências específicas para as opções de tratamento, embora possam sugerir (quando houver evidência suficiente) grupos de pacientes que poderiam se beneficiar mais, ou menos, de determinada intervenção. Apresentam um compilado

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