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10. Foco na aprendizagem e na linguagem da aprendizagem

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…identificar os pontos fortes e fracos dos alunos.

…determinar o conhecimento acadêmico prévio dos alunos.

Sei perfeitamente bem...

…que as experiências prévias dos alunos precisam ser levadas em consideração.

…o nível de desempenho dos alunos.

Meu objetivo é sempre...

…levar em consideração os pontos fortes e fracos dos alunos.

…levar em consideração o conhecimento acadêmico prévio dos alunos ao ensinar.

Estou plenamente convencido...

…de que é importante conhecer os pontos fortes e fracos dos alunos.

…de que deveria levar em consideração o conhecimento acadêmico prévio dos alunos ao ensinar.

Cenário

História de vida de uma aluna do 1º ano: Vitória gosta de ir à escola, ela quer aprender a ler, escrever e aritmética. Ela frequentou a educação infantil por um longo tempo e ligou muitos pontinhos, pintou e fez continhas básicas a fim de se preparar para aprender essas habilidades. Agora é o primeiro dia dela na escola. Ela finalmente está com as crianças grandes. E o que ela tem de fazer nas primeiras semanas de aula? Ligar pontinhos, pintar e fazer continhas básicas. Vitória pergunta à professora por que ela tem de fazer as mesmas coisas que fez na educação infantil, mas não se convence da resposta que recebe: “Porque todos nós começamos do zero”.

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11. Aprendizagem visível: uma visão

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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Taylor Swift & Cia. ou como inspirar a paixão pela aprendizagem

Em março de 2015, visitei a International German School em Bruxelas. Depois de um curso de formação continuada muito estimulante e agradável, tive algumas horas disponíveis antes que meu voo de volta a Munique partisse. Decidi ir ao centro da cidade observar algumas pessoas e aproveitar o sol da primavera. Sentei-me em um banco em frente ao teatro de ópera. Não demorou muito para três meninas chamarem minha atenção e para eu fazer a seguinte observação, que me deixou uma impressão duradoura: essas três meninas, que deviam ter entre 13 e 15 anos, estavam tentando imitar os movimentos de dança que Taylor Swift faz no vídeo da música “Shake It Off”. Era impressionante ver como elas se esforçavam, como tentavam repetidamente entrar um pouco mais na música – a intensidade da discussão e da prática dos movimentos, copiando e corrigindo umas às outras –, como cometiam erros como uma oportunidade e, por último, mas não menos importante, como se divertiam fazendo aquilo. A aprendizagem era visível nesses momentos. Uma hora passou voando enquanto eu observava, e, quando saí para ir ao aeroporto, as três meninas continuavam praticando. Eu me perguntei: por que a escola não pode ser assim?

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1 Introdução

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

Se apenas com idealismo nada se consegue de prático, sem essa
força propulsora é impossível realizar algo de grande.

Almirante Álvaro Alberto

Nos dias de hoje, há uma pressão permanente das atualizações tecnológicas. Fronteiras físicas internacionais são superadas e as comunicações estão muito mais fáceis de serem realizadas. Além disso, bases de dados e informações armazenadas na rede computacional mundial, assim como as mídias sociais, têm gerado desafios educacionais, econômicos e sociais impactantes. Por outro lado, crises econômicas, necessidade de saneamento básico e água potável, dentre tantos outros problemas, ainda atingem drasticamente diversos países.

Nesse cenário, a Educação em Engenharia tem buscado atender as demandas da sociedade em todo o mundo. Assim, a formação técnico-científica de engenheiros(as) deve compreender a inter-relação existente entre governo, academia e empresa na produção de bens e serviços, mas também buscar que os egressos das escolas de Engenharia sejam profissionais técnicos, competentes e socialmente responsáveis.

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1. Sou um avaliador do meu impacto na aprendizagem dos alunos

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…tornar meu impacto visível na aprendizagem do aluno.

…usar métodos para tornar meu impacto visível na aprendizagem do aluno.

Sei perfeitamente bem...

…que o desempenho do aluno torna meu impacto visível.

…que o desempenho do aluno me ajuda a aumentar meu impacto.

Meu objetivo é sempre...

…avaliar meu impacto na aprendizagem do aluno.

…usar vários métodos para medir o desempenho do aluno e avaliar meu impacto na sua aprendizagem.

Estou plenamente convencido...

…de que preciso avaliar meu impacto na aprendizagem do aluno de forma regular e sistemática.

…de que preciso usar a aprendizagem do aluno para avaliar meu impacto.

Cenário

Imagine dois professores. Ambos preparam suas aulas de forma apropriada e consciente. Enquanto o primeiro formula sua mensagem central como “quero dar uma boa aula”, a máxima do outro é “quero que o meu impacto sobre os alunos seja visível ao final da aula”. Ambas as abordagens são convincentes em um primeiro momento. No entanto, em um segundo momento, a diferença fica clara: o primeiro professor ficará satisfeito se sentir que, no final do período, a aula foi boa, os alunos participaram, não houve interrupção no fluxo da aula e o conteúdo mais importante foi apresentado. Sem dúvida, isso também importa para o outro professor, mas ele não confiará na intuição e procurará evidências. Como resultado, pelo menos no final da aula, mas provavelmente também durante ela, ele terá de assumir o papel de avaliador repetidas vezes, ouvindo em vez de falar, tornando a aprendizagem visível e mostrando aos alunos o que são capazes de fazer – e o que ainda não são capazes. A aula não terminará sem que esse professor tente tornar sua influência visível por meio da avaliação do desempenho de aprendizagem dos alunos.

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2 O estudante do século XXI: futuro profissional da Engenharia

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

Estamos olhando para uma sociedade cada vez mais dependente
de máquinas, mas cada vez menos capaz de as fazer ou até de as
utilizar de forma eficaz.

Douglas Rushkoff

Em diversas instituições de ensino superior (IES) as características de um novo estudante vêm sendo motivo de preocupação. Algumas IES têm estudado esse perfil, visando à redução de índices elevados de abandono e insucesso, já constatados no final do século passado, bem como à necessidade imperiosa de se levar em consideração, no planejamento dos currículos dos cursos, o perfil desta nova geração que se apresenta. O comportamento dos estudantes tem mudado radicalmente, o que nos leva a crer que os sistemas educacionais vigentes devem ser (re)pensados, a fim de compreender, criar e utilizar ambientes de aprendizagem com a qualidade necessária.

Em meados de 2015, foram divulgados, no Brasil, os resultados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Lemann,1 com o apoio do Todos pela Educação (TPE).2 A referida pesquisa revela como alguns estudantes veem a educação e foi promovida com base na questão: “como a escola se relaciona com a vida adulta de jovens recém-formados no ensino médio?” Foram entrevistados 40 jovens com idades entre 20 e 21 anos, com bom desempenho no ensino médio, com notas acima da média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e já atuantes no mercado de trabalho e/ou estudantes universitários. A pesquisa também ouviu especialistas em Educação, empresários, empregadores, professores universitários e representantes de organizações não governamentais. A partir do relato de 120 entrevistados, as conclusões da pesquisa foram preocupantes: há uma desconexão entre o que é ensinado na escola e as habilidades exigidas do estudante no ambiente profissional, bem como na graduação. Os resultados apontaram para defasagens na aprendizagem, centradas exatamente em competências e habilidades básicas, como comunicação oral e escrita e raciocínio lógico.

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2. Vejo a avaliação como um fator que informa meu impacto e os próximos passos

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…adaptar meu ensino quando os alunos não atingem os objetivos de aprendizagem.

…usar o desempenho dos alunos para tirar conclusões sobre as minhas reflexões em relação aos objetivos, ao conteúdo, aos métodos e aos recursos didáticos.

Sei perfeitamente bem...

…que o desempenho dos alunos é um feedback sobre o sucesso do meu ensino.

…que o desempenho dos alunos me permite tirar conclusões sobre as minhas reflexões em relação às metas, ao conteúdo, aos métodos e aos recursos didáticos.

Meu objetivo é sempre...

…medir o desempenho dos alunos de forma regular e sistemática.

…usar métodos objetivos para medir o desempenho dos alunos e avaliar o sucesso do meu ensino.

Estou plenamente convencido...

…de que preciso verificar o desempenho dos alunos de forma regular e sistemática.

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3. Colaboro com os colegas e alunos sobre minhas concepções de progresso e meu impacto

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…economizar tempo dividindo o trabalho com outros professores.

…compartilhar responsabilidades em equipe.

Sei perfeitamente bem...

…que falhas podem ser superadas em equipe.

…que a responsabilidade pode ser compartilhada em equipe.

Meu objetivo é sempre...

…consolidar forças por meio do trabalho em equipe.

…superar falhas na minha equipe.

Estou plenamente convencido...

…de que os pontos fortes podem ser consolidados em equipe.

…de que é importante cooperar com os colegas.

Cenário

Como um advogado lida com um caso que parece não ter mais salvação? Quais opções tem um jornalista cujas investigações levam a fatos aparentemente contraditórios? O que um cientista faz quando sua pesquisa chega a um beco sem saída? O que pessoas bem-sucedidas fazem nesses casos é dialogar e tentar resolver seus problemas cooperando com os outros.

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3 Fundamentos de aprendizagem ativa

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

E por isso, repito, que ensinar não é transferir conteúdo a ninguém, assim como aprender não é memorizar o perfil do conteúdo transferido no discurso vertical do professor. Ensinar e aprender têm que ver com o esforço metodicamente crítico do professor de desvelar a compreensão de algo e com o empenho igualmente crítico do aluno de ir entrando como sujeito em aprendizagem, no processo de desvelamento que o professor ou professora deve deflagrar. Isso não tem nada que ver com a transferência de conteúdo e fala da dificuldade, mas, ao mesmo tempo, da boniteza da docência e da discência.

Paulo Freire,
Pedagogia da Autonomia, 1996

Que base conceitual é capaz de fundamentar o planejamento de ambientes de aprendizagem ativa, onde o estudante tenha espaço para agir, discutir, problematizar e analisar a sua ação? Um modo de explicar o aprender no qual possam ser considerados os aspectos físicos, biológicos, mentais, psicológicos, culturais e sociais? Que leve em conta a interdependência entre os processos de pensamento e de construção do conhecimento? Que promova a visão de contexto, sem separar o sujeito de sua circunstância e de seus relacionamentos, auxiliando-o a compreender o mundo como uma teia sistêmica e interligada, de forma a evidenciar os processos cíclicos da natureza, da qual se faz parte? Um modo de pensar, que desencadeie um novo sistema ético, com valores, percepções e condutas que contribuam para o desenvolvimento sustentável? Tais questionamentos têm sido motivo de estudos (SAUER; SOARES apud CURY, 2004; INOVA ENGENHARIA, 2006; TANG, 2015; BATES, 2015), os quais, em muitos casos, não têm sido considerados com a devida atenção.

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4 Sala de aula invertida

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

Adotar práticas instrucionais que engajem os estudantes no processo de aprender é o aspecto determinante da aprendizagem ativa.

Michael J. Prince

Em todos os capítulos deste livro, nos dedicamos à apresentação de argumentos, procurando justificar que a implementação de estratégias e métodos de aprendizagem ativa em sala de aula constitui uma das soluções mais eficazes não só para engajar ativamente os estudantes em seus processos de aprendizagem, bem como contribuir para a formação de profissionais com as competências e habilidades necessárias para enfrentar as demandas que continuamente têm surgido. Com efeito, os estudos abordados nos capítulos anteriores apontam que estratégias e métodos de aprendizagem ativa são mais efetivos para a construção de conhecimento do que as aulas expositivas tradicionais. Entretanto, é importante destacar que não estamos nos referindo a qualquer aula expositiva. De fato, uma aula expositiva dialogada, bem planejada, que leva em conta o conhecimento prévio dos estudantes, é uma boa estratégia, em muitas situações, tais como “abrir um tema de estudo”, “fazer uma síntese do conteúdo estudado”, “comunicar experiências, atualizações, ou explicações necessárias”, dentre outras. Contudo, concordamos com Masetto (2011), quando aponta algumas medidas indispensáveis para preparar e ministrar aulas expositivas. Dentre as principais medidas citadas pelo autor, destacamos: o professor precisa ter clareza do objetivo daquela aula; da sequência lógica, para não fugir do tema com que vai conduzir a aula; do tempo a ser utilizado, que não pode exceder o limite de atenção do estudante ao qual já nos referimos no Capítulo 2, Seção 2.2; da importância de prever espaço para manifestações dos estudantes, além de:

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4. Sou um agente de mudanças e acredito que todos os alunos podem melhorar

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em. . .

…aplicar métodos de sucesso para tornar meu ensino diferenciado.

…aplicar várias estratégias para melhorar a motivação dos alunos.

Sei perfeitamente bem. . .

…que meu ensino tem impacto sobre os alunos.

…que existem várias estratégias para melhorar a motivação.

Meu objetivo é sempre. . .

…ter um impacto sobre os alunos por meio de meu ensino.

…motivar os alunos em seu processo de aprendizagem.

Estou plenamente convencido. . .

…de ter um impacto positivo sobre os alunos por meio de meu ensino.

…de que é importante questionar continuamente o impacto de meu ensino.

Cenário

Considere a seguinte situação (talvez até o faça lembrar de algo de sua própria infância): um aluno altamente motivado e interessado decide que quer explorar uma nova área do conhecimento, mas o que ouve de seus pais é: “Você não consegue fazer isso. É muito difícil”. O sucesso da empreitada está em jogo: ele conseguirá convencer seus pais de que eles estão errados? Ele tem a força necessária ou vai acreditar nas pessoas ao seu redor e suprimir seus próprios interesses e suas motivações para dar espaço às opiniões dos outros? O mesmo processo de aprendizagem do aluno pode ser diferente quando ele ouve as palavras: “Você consegue fazer isso. Nós acreditamos em você”. Seu interesse crescerá e sua motivação aumentará, liberando poderes que inclusive ele não sabia que tinha até então. A fé realmente pode mover montanhas.

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5. Esforço-me para que os alunos sejam desafiados, e não apenas para que “façam o seu melhor”

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

5

QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…desenvolver atividades desafiadoras com base nos níveis de aprendizagem.

…estabelecer objetivos de aprendizagem desafiadores de acordo com as necessidades de aprendizagem dos alunos.

Sei perfeitamente bem...

…que as atividades nas minhas aulas devem ser desafiadoras.

…que os requisitos de aprendizagem devem ser desafiadores para os alunos.

Meu objetivo é sempre...

…planejar minha aula para incluir objetivos desafiadores baseados no nível de aprendizagem.

…planejar atividades para que sejam um desafio para os alunos.

Estou plenamente convencido...

…de que é importante que os alunos se esforcem.

…de que objetivos de aprendizagem desafiadores e adequados podem ser formulados apenas com base no nível de aprendizagem.

Cenário

Todo professor já viu o brilho nos olhos de um aluno quando a aprendizagem se tornou visível não apenas em termos quantificáveis, mas também em um sentido emocional: o aluno aceita o desafio e lida com um trabalho que será difícil. A sensação que esse aluno experimenta é fácil de ver: “Vai ser difícil e, talvez, eu não consiga. Mesmo existindo uma grande chance de fracassar, vou tentar!”. Quão grande é a alegria do aluno quando seu esforço e trabalho são seguidos de sucesso? Esses são os momentos que fazem o ensino valer a pena – como os aplausos que um ator de teatro recebe ao final de uma apresentação.

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5 O modelo híbrido e a aprendizagem ativa

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

Ensinar na era da Internet significa que devemos ensinar hoje as habilidades de amanhã.

Jennifer Fleming

Neste capítulo, discorremos sobre possibilidades de aprendizagem ativa, no modelo híbrido de Educação, também conhecido como semipresencial, ou blended learning, que se caracteriza por uma mescla de encontros presenciais e a distância. Para além de princípios orientadores, formação e acompanhamento de professores em ação, imprescindíveis ao adotarmos este modelo, concentramos nossas reflexões em possibilidades já experimentadas, em consonância com os pressupostos teóricos aqui abordados, em uma perspectiva pedagógica interacionista e focada no protagonismo do estudante, no que se refere à aprendizagem (LIMA; SAUER; CARBONARA, 2009). Assim, nossa concepção pedagógica de ambiente virtual de aprendizagem (AVA) é apresentada, destacando-se a importância de que estejam claros, tanto para estudantes quanto para professores, ao optarem pelo modelo híbrido, seus respectivos papéis na condução do AVA, a fim de assegurar a aprendizagem.

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6. Dou feedback e ajudo os alunos a entendê-lo, interpretando e agindo de acordo com o feedback que recebo

John Hattie, Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

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QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…obter feedback dos alunos.

…usar o feedback dos alunos para melhorar meu ensino.

Sei perfeitamente bem...

…que preciso agir de acordo com o feedback dos alunos.

…fornecer feedback e ajudar os alunos a entendê-lo.

Meu objetivo é sempre...

…obter feedback dos alunos.

…refletir sobre o feedback dos alunos.

Estou plenamente convencido...

…de que estratégias regulares de feedback precisam ser integradas às aulas.

…de que eu deveria usar as opiniões dos alunos como feedback para mim.

Cenário

Que professor não está familiarizado com a seguinte situação: você passou muito tempo se esforçando e planejando uma aula e foi para a sala de aula altamente motivado e bem preparado, mas não funcionou como o planejado; a introdução falhou em produzir a reação pretendida, os alunos ficaram inquietos e, no final, você teve a sensação de não ter ensinado nada a eles. Você deixa a sala de aula insatisfeito e sem realmente saber o que aconteceu. Embora prefira começar do zero com um novo plano de aula no dia seguinte, você decide perguntar aos alunos o que acharam da aula. Para sua surpresa, descobre que estava enganado: eles dizem que acharam a aula interessante e que tiveram de fazer um grande esforço para atingir o objetivo. Um teste surpresa também produz resultados convincentes. Mais do que satisfeito com essa situação, você parte para enfrentar os próximos desafios junto com os alunos.

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6 Estratégias e métodos de aprendizagem ativa potencializadores da sala de aula invertida: descrição e exemplos de aplicação

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

Ensinar e aprender são processos correlatos, tanto quanto vender e comprar. Alguém dizer que ensinou quando ninguém aprendeu, é como dizer que vendeu quando ninguém comprou.

Dewey, 1910

Iniciamos este capítulo apresentando os conceitos de estratégia e método, utilizados neste livro, de acordo com nosso entendimento. Em primeiro lugar, precisamos nos referir à metodologia, que se ocupa de: fundamentos e pressupostos que sustentam um estudo ou área em particular; um conjunto de teorias, conceitos e ideias; e estudos sobre diferentes métodos. Em outras palavras, entendemos que a metodologia é o estudo dos métodos, ou seja, das etapas a serem seguidas em determinado processo. Tem como objetivo captar e analisar as características do método, avaliar suas capacidades, potencialidades, limitações ou distorções, além de criticar os pressupostos ou as implicações de sua utilização.

Quanto ao método, entendemos como um procedimento regular, explícito e passível de ser repetido para alcançar um resultado. No contexto do tema aqui abordado, o método é o modo sistemático e organizado pelo qual o professor desenvolve suas atividades, visando à aprendizagem dos estudantes. Assim, por exemplo, há métodos expositivos, métodos de laboratório, métodos científicos, matemáticos, historiográficos, sociológicos, pedagógicos, entre outros. São os meios para alcançar os objetivos de ensino, isto é, estão orientados para os resultados de aprendizagem, implicam a sucessão planejada de ações (técnicas e estratégias) e requerem a utilização de meios (recursos didáticos).

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7 Avaliação: processo contínuo e formativo

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

O valor da avaliação não está no instrumento em si, mas no uso que se faça dele.

Juan Manuel Álvarez Méndez

Neste capítulo, vamos discutir o processo de avaliação em ambientes de aprendizagem ativa. Para tanto, iniciamos chamando a atenção para a importância de que, tanto professores quanto estudantes, reconheçam a necessidade de diversificação das formas de avaliação, quando a intenção é a de integrá-la ao processo de aprendizagem. Em particular, o professor precisa se conscientizar de que não é possível conceber ambientes de aprendizagem ativa mantendo somente instrumentos de avaliação tradicionais.

De fato, concordamos com Mesquita (2015), quando afirma que ainda é possível constatar que os testes escritos são instrumentos de avaliação que constituem o maior peso na avaliação final da grande maioria das disciplinas na Educação em Engenharia. Segundo a autora, a elaboração de artigos, discussões, apresentações, entre outros, já está sendo adotada por alguns professores, porém, ainda não podemos observar mudanças significativas nas práticas de avaliação para além dos testes convencionais.

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