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Capítulo 3 - O Ambientalismo e a Abordagem Behaviorista

L. Gamez Grupo Gen ePub Criptografado

Observe a história em quadrinhos a seguir e repare na diferença de estímulos para cada personagem.

Embora ambos tenham observado os mesmos estímulos, podemos perceber que os processos de atenção variam de pessoa para pessoa e são sempre seletivos, ou seja, dependem das contingências de reforço, que pode ser positivo ou negativo. Em outras palavras, você percebe que um mesmo contexto pode ser percebido de forma diferente pelas pessoas e é totalmente dependente da subjetividade humana, mesmo diante da mesma situação?

Cenas como essa se repetem diariamente em nossos cotidianos, em diferentes contextos, com diferentes estímulos, proporcionando diferentes respostas. Pode-se dizer, então, que o comportamento humano, além de ser influenciado pelos estímulos provenientes do meio externo, é também resultado dos processos de privação ou saciação a que os indivíduos estão submetidos? Seria então o comportamento influenciado, sobretudo, pelas características provenientes do meio e resultante dos estímulos dele provenientes?

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Capítulo 6 - Contribuições da Psicanálise à Educação

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Você já ouviu a expressão “Freud explica”? O que ela realmente quer dizer? Observando a charge acima, será que podemos facilmente identificar que papel exerce a família no desenvolvimento da personalidade? E na geração de conflitos psicológicos que resultam dessa relação familiar? Será que é possível termos uma consciência exata de quem somos? Como justificar determinados atos quando agimos por impulso, ou de forma aparentemente inconsciente? E será que as ações inconscientes não eram, no fundo no fundo, exatamente a maneira como gostaríamos de agir? Todas essas questões, e muitas outras, podem ser explicadas pela Psicanálise. Mas será que Freud explicava tudo mesmo?

O foco restrito deste capítulo-ensaio sobre Psicanálise e as suas contribuições na área da educação se dará através da ótica de seu fundador. Aqui você conhecerá os principais pressupostos da teoria psicanalítica postulada por Sigmund Freud (1856-1939), um médico que, em consequência do seu interesse pela Neurologia, desenvolveu várias formulações teóricas envolvendo a análise da consciência humana, que considerava limitada e inadequada. Para ele, a compreensão dos motivos fundamentais do comportamento humano deveria se dar à luz do inconsciente.

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Capítulo 2 - As Raízes Filosóficas em Psicologia da Educação

L. Gamez Grupo Gen ePub Criptografado

Se o estudo da Filosofia pode lhe parecer reservado aos teóricos e às conversas entre intelectuais, você pode estar enganado. Você já pensou de que forma a Filosofia pode ajudar a organizar seu pensamento e resolver algumas questões do dia a dia, ou ainda problemas mais complexos?

Antes de começar a refletir sobre esse assunto e entender a influência do pensamento filosófico nas diferentes abordagens em Psicologia da Educação, observe a tirinha do Franjuca.

De que forma a Filosofia auxilia o personagem Franjuca a viver? Por que ele busca uma nova realidade para alcançar sua felicidade? Afinal, a percepção, nesse caso, é influenciada pelos sentidos, ou a aparente razão é que dá o tom do cenário?

Neste capítulo, você conhecerá as origens do pensamento filosófico em Psicologia da Educação. Já que existe uma grande diversidade de abordagens teóricas nessa área de conhecimento, você verá que tais divergências são originadas por diferentes filosofias, isto é, diferentes maneiras de ver o mundo e encontrar explicações para ele, sobretudo na visão de homem e da sua relação com os demais. Para entender esses questionamentos, você estudará a origem da escola e as diferenças entre o pensamento empirista e racionalista, cuja dicotomia explica as grandes divergências entre as várias abordagens psicológicas aqui retratadas.

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Capítulo 4 - A Abordagem Cognitivista e o Enfoque do Construtivismo

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O meio certamente é um fator preponderante na determinação do comportamento, das atitudes e valores no ser humano, mas também a natureza de cada pessoa e sua capacidade cognitiva interferem na forma como reage às ações do ambiente, visto que a maneira de olhar e sentir o mundo é diferente de pessoa para pessoa, sejam elas influenciáveis ou não.

Essas controvérsias estão na origem do surgimento da abordagem cognitivista, impulsionada pelas críticas ao Behaviorismo. Compreender de que forma se processam a cognição humana (ato de conhecer) e as faculdades mentais, tais como a memória, a atenção, a linguagem, o raciocínio, a organização do conhecimento, os modelos de reconhecimento e a capacidade para resolução de problemas, são apenas alguns dos tópicos estudados pelo enfoque cognitivista da Psicologia.

Quem convive com crianças frequentemente se questiona sobre algumas de suas atitudes e comportamentos, mas sobretudo sobre a forma como adquirem e constroem o conhecimento.

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Capítulo 7 - Temas Transversais em Psicologia da Educação

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A concepção de ensino em muitas de nossas escolas ora é mais voltada para um ensino guiado, determinista, planejado, ora é mais voltada para um ensino que concebe a aprendizagem como um processo de descoberta, construção, interação, significação, a partir de um resgate sócio-histórico e cultural.

Por trás dessas diferentes formas de conceber a educação, e, claro, concepções intermediárias entre esses polos, você percebe a intencionalidade que permeia as diferentes abordagens pedagógicas? Se observar com atenção, verá na prática o que diferencia, muitas vezes, as orientações pedagógicas de corrente teórica aplicada.

É fato que a história da Educação em nosso país é repleta de ressignificações. O papel do professor tem sido frequentemente questionado e, felizmente, modificado com o passar do tempo. Na mesma proporção, também a escola tem encontrado espaço para se reinventar. Aquela imagem do professor de notório saber, detentor de um conhecimento a ser transmitido aos seus alunos, foi sendo substituída pelo conceito de professor mediador, que não apenas ensina, mas também aprende nessa relação, mediando a situação de ensino e aprendizagem. Você acha que é esse tipo de professor que está sendo formado pelas faculdades de Educação?

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Capítulo 5 - A Abordagem Histórico-Cultural e o Aporte Sociointeracionista

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Você sabe por que a teoria histórico-cultural, ou como é conhecida no Brasil, a escola de Vygotsky, ou sociointeracionismo, tem esse nome? Seus autores partiam do pressuposto de que o homem é um ser de natureza eminentemente social.

O sociointeracionismo passou a ser conhecido e discutido no Brasil há relativamente pouco tempo, a partir dos estudos de Vygotsky, que foram amplamente divulgados por Luria e Leontiev, a chamada psicologia soviética, produzida após a Revolução soviética de 1917.

O período posterior à Revolução soviética foi de efervescência intelectual, abrindo espaço para as vanguardas artísticas, o pensamento científico e uma grande preocupação em promover novas políticas educacionais. Foi nesse período que Vygotsky intensificou seus estudos em Psicologia, visitando comunidades rurais a fim de pesquisar a relação entre o nível de escolaridade e o conhecimento e a influência das tradições no desenvolvimento cognitivo.

Porém, em 1924, quando Josef Stálin assumiu o poder, o ambiente cultural ficou cada vez mais limitado e a obra de Vygotsky foi censurada pela ditadura.

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Capítulo 1 - A Natureza da Psicologia da Educação

L. Gamez Grupo Gen ePub Criptografado

Quando alguém comenta que um objeto ou uma pessoa é inteligente, a que exatamente está se referindo? Será que à sua capacidade de resposta e aprendizado? Ou será que se refere, no caso dos seres humanos, à existência de um elevado coeficiente intelectual, como se fosse possível medi-lo com precisão e confiabilidade? Será então que aprendizagem e inteligência caminham juntas?

Você já pensou?

O que exerce maior influência na aprendizagem humana, a capacidade cognitiva de processamento da informação ou o meio em que a pessoa está inserida? E este interfere diretamente no seu aprendizado e na formação da sua inteligência? Afinal, existe uma inteligência inata, que trazemos ao nascer, ou a mente é uma tábula rasa e tudo o que sabemos é derivado de um processo de aprendizagem e de interação com o meio? Você, no que acredita?

Howard Gardner, um conhecido psicólogo cognitivo e educacional que leciona Cognição e Educação na Universidade de Harvard, define inteligência como “a capacidade de resolver problemas ou de criar produtos que sejam valorizados dentro de um ou mais cenários culturais”.1

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Capítulo 10. Planejando a mudança — Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

LILIAN BACICH
ADOLFO TANZI NETO
FERNANDO DE MELLO TREVISANI

A seguir, apresentaremos alguns planos de aulas que foram elaborados e aplicados pelos professores do nosso Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido. Os planos estão comentados e envolvem cada um dos modelos citados ao longo do livro: rotação por estações, laboratório rotacional, sala de aula invertida, rotação individual e flex.

Ao final, são apresentados outros planos de aula, mas sem comentários. O objetivo é que você se baseie nos comentários e observações realizados nos primeiros planos para refletir sobre todos os aspectos envolvidos em um modelo de ensino híbrido. Algumas questões norteadoras serão apresentadas, porém não se restrinja a elas! Pense sobre todos os pontos abordados e discutidos no decorrer desta obra para refletir e construir o modelo de ensino híbrido mais adequado à sua realidade. Boa leitura!

Para ver esta tabela como imagem, clique aqui.

PLANO DE AULA: Modelo de rotação por estações

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Capítulo 3. Otimização do espaço escolar por meio do modelo de ensino híbrido — Fernanda Schneider

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FERNANDA SCHNEIDER

É trivial discutirmos a necessidade de readequação de nosso sistema de ensino no Brasil. A partir da elaboração dos Planos Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, e, posteriormente, com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2000), os professores tiveram a oportunidade de refletir sobre a necessidade de um ensino que valorize o pensamento crítico, desenvolvido a partir da interação entre os alunos, permitindo-lhes o contato com diferentes formas de pensar e ampliando sua autopercepção como cidadãos no contexto em que estão inseridos. A partir de então, podemos dizer que algumas modificações ocorreram em sala de aula; entretanto, parece-nos que essas mudanças estão mais atreladas ao conteúdo em si, não abordando, assim, a forma de ensinar. Isso não significa que esse fato não tenha sido importante: pensamos que a elaboração dos PCNs é um marco, mas é preciso ir além. Nesse sentido, este capítulo apresenta algumas considerações voltadas de modo mais específico para o aluno. Para isso, partimos da constatação de que as modificações no sistema educacional, como as proporcionadas pelos PCNs (1998a, 1998b), ainda não foram suficientes para que de fato tivéssemos um impacto altamente positivo na aprendizagem. Isso pode ser observado nas muitas pesquisas que têm sido realizadas e que envolvem ensino e aprendizagem: muitas delas têm apontado o fato de que os resultados, em muitas instituições de ensino, não satisfazem as expectativas em relação ao desempenho dos alunos. Entre esses trabalhos, podemos citar os estudos de Martinelli e Genari (2009), Silva e Brandão (2011), Souza e Zibetti (2011) e Bragagnolo e Souza (2011), que abordam o fracasso escolar a partir de causas como falta de motivação e de análise subjetiva do aluno, fatores biológicos, emocionais, familiares e culturais (PINHEIRO; WEBER, 2012). Além das pesquisas, podemos observar todos os anos os resultados das provas sistemáticas realizadas nas diferentes esferas educacionais. Para entender de fato o problema, certamente, pesquisas são necessárias, pois colaboram para o entendimento das necessidades e lançam luz a novos caminhos. No entanto, é preciso um olhar mais de perto, associando estudos e pesquisas ao mesmo tempo em que se questiona, discute e abre ­espaço a quem está em sala de aula no dia a dia: professores e alunos. Qual é a realidade das escolas no Brasil? O que o docente pode fazer? Como se sente o aluno? Como se sente o professor? É possível transformar a educação utilizando os recursos disponíveis? Que importância tem o desenvolvimento da autonomia do aluno para a aprendizagem? Como desenvolver a autonomia do estudante? Essas questões serão abordadas no decorrer do capítulo, e as noções a serem apresentadas são fruto de leituras, discussões e aplicações do modelo de ensino chamado híbrido em sala de aula. Para isso, baseamo-nos em autores como Fantin e Rivoltella (2012), Moran, Masetto e Behrens (2013), Rohrs (2010) e Lévy (1997). ­Primeiramente, na seção “Personalização do ensino: o que é, onde ocorre e quais são seus benefícios?”, abordamos a personalização e procuramos responder às questões propostas; em seguida, na seção “O desafio de promover a aprendizagem do aluno”, apresentamos aspectos que envolvem o desenvolvimento de todos os alunos; e, por fim, em “De mero espectador a protagonista da aprendizagem: o desenvolvimento da autonomia do aluno em diferentes contextos educacionais – relato de experiências”, apresentamos relatos de atividades e depoimentos, com o objetivo de compartilhar observações e de exemplificar questões práticas.

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Capítulo 7. As tecnologias digitais no ensino híbrido — Alexsandro Sunaga, Camila Sanches de Carvalho

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ALEXSANDRO SUNAGA
CAMILA SANCHES DE CARVALHO

Das muitas tecnologias utilizadas na escola, poucas se tornaram tão tradicionais como a lousa e o giz. Ultimamente, nas salas de aula, já podemos encontrar projetores multimídia e televisores digitais, mas poucos são utilizados devido à possível resistência por parte dos professores e gestores das escolas, que muitas vezes não tiveram a formação inicial para isso ou não possuem o conhecimento necessário para promover um uso de qualidade, por serem imigrantes digitais.

Tradicionalmente, as aulas são expositivas, e os alunos devem voltar para casa com o caderno repleto de conteúdos copiados da lousa, pois acredita-se que essa seja uma forma eficiente de ensino. Porém, com o avanço das tecnologias digitais e a consequente facilidade de acesso à informação, a escola já não é a única fonte de conhecimento disponível para as pessoas. Por meio do desenvolvimento dos computadores, smartphones, tablets e internet, pode-se aprender em qualquer lugar e a qualquer hora. Contudo, o papel da escola não termina, mas se expande, e cabe a ela direcionar e capacitar os alunos a explorar responsavelmente esses novos caminhos.

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Anexo 1: Esclarecendo dúvidas sobre os modelos de ensino híbrido

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Apresentamos nesta seção algumas respostas de questionamentos que surgiram durante todo o processo do Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido em momentos de socialização dos aprendizados do grupo com outros professores interessados no tema. As respostas foram elaboradas pelos professores participantes do Grupo de Experimentações, após vivenciarem diferentes modelos de ensino híbrido em suas aulas. Acreditamos que essas dúvidas permeiam todos que começam a trabalhar com aulas nos modelos de ensino híbrido apresentados neste livro, e, apesar de não existirem respostas únicas, sabemos que esse pode ser um ponto de partida para futuras reflexões e desencadeamentos de como podemos usar o ensino híbrido da melhor forma no contexto educacional de nosso país.

ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA

Como dividir os alunos por atividade?

Ao iniciar uma atividade no modelo de ensino híbrido, o professor pode organizar e dividir os estudantes da forma que julgar mais apropriada para a sua turma, seja pelos números (pares ou ímpares, por exemplo), pelo sexo, por sorteios, pela ordem de chamada, etc. À medida que ele for observando e identificando as dificuldades dos alunos, poderá, nas aulas seguintes, personalizar as atividades de acordo com as dificuldades a serem trabalhadas por grupo e/ou por indivíduo. O grande diferencial do modelo de ensino híbrido é a personalização do ensino.

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Capítulo 6. A avaliação e a tecnologia: a questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido — Eric Freitas Rodrigues

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A questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido

ERIC FREITAS RODRIGUES

A experiência escolar é marcada por simbólicos momentos que nos permitem visualizar perfeitamente sua natureza cíclica. No construto escolar clássico, os alunos são recebidos em um modelo seriado que lhes permite, desde muito novos, notar os ritmos regulares com que passam, de bimestre a bimestre, boletim a boletim, por cada conjunto de informações e, ao completarem uma fase do currículo, retornam, no ano seguinte, para reiniciar a mesma jornada, uma etapa acima caso tenham obtido sucesso. Ao professor, cabe a outra face dessa relação: estabelecer um primeiro contato, delinear métodos de trabalho e programas curriculares, apresentar sua disciplina aos estudantes e avançar pelo currículo e pelas propostas até uma derradeira conclusão do ano, quando é feita a seleção dos alunos habilitados ou não a prosseguirem para um novo período de desafios.

Como qualquer jornada regida por ciclos, os eventos que se repetem tornam-se quase rituais que demarcam as etapas de um ano: a organização das turmas, a sequência dos bimestres (ou trimestres), a entrega de notas, os conselhos de classe, os períodos de recuperação e assim por diante. ­Entre esses “eventos-rituais”, a avaliação é um dos que carrega ainda mais significados, uma vez que, exatamente como um ritual de passagem, deve habilitar ou reter aqueles que a ela se submetem, abalizando os alunos capacitados, ou não, ao início de um novo ciclo, ao avanço de mais uma etapa.

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Capítulo 8. Quando a inovação na sala de aula passa a ser um projeto de escola — Verônica Cannatá

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VERÔNICA CANNATÁ

Este capítulo é um convite à reflexão sobre a importância do envolvimento da equipe de gestão na validação de mudanças significativas no ensino e na escola, seja a partir de um modelo sustentado, seja a partir de um modelo disruptivo. Mais precisamente, é uma tentativa de percurso pelos elementos e figuras representativos da gestão escolar e sua relação com a implantação de um modelo de ensino híbrido. O diretor, o coordenador, o professor, o aluno e o funcionário são agentes desse processo, e uma gestão pode ser democrática e eficaz se eles se integrarem e executarem suas ações em parceria.

Quando falamos em escola, para muitos, a palavra gestão está associada apenas à figura do diretor. Administrar, gerenciar, direcionar, organizar, gerir, decidir e escolher os caminhos e os investimentos da instituição são as atribuições desse profissional que vêm à mente.

Uma instituição educacional, seja ela pública ou privada, em seu sistema hierárquico, atribui poderes de atuação e gestão ao diretor; porém, é preciso levar em conta a contradição de sua função (PARO, 1991). Se a instituição é pública, a autonomia do diretor, a partir de parâmetros nacionais educacionais e administrativos, passa a ser atribuída à garantia da ordem, à execução de processos, à administração de recursos (muitas vezes escassos!), à validação de planejamentos e ao cumprimento de regimentos e estatutos previamente elaborados pelas Secretarias de Educação. O poder do diretor é limitado pelo poder do Estado.

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Apresentação da Fundação Lemann — Denis Mizne

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Promover a excelência com equidade na educação, ou seja, garantir que todos os brasileiros tenham acesso a uma educação de excelência é um dos grandes objetivos da Fundação Lemann. Para cumprir essa missão, desenvolvemos e apoiamos projetos inovadores, realizamos pesquisas para embasar políticas públicas, oferecemos formação para profissionais da educação e para lideranças de diversas áreas capazes de contribuir para as transformações sociais no Brasil. Dessa forma, buscamos criar um ecossistema virtuo­so em que tecnologia e inovação dialogam com a realidade educacional do país, ao mesmo tempo em que fortalecem o papel relevante dos educadores e dos profissionais do setor na garantia do aprendizado de todos os alunos.

Por seu potencial acelerador de transformações em escala, a tecnologia é uma das grandes apostas da Fundação Lemann na superação dos desafios educacionais urgentes de um país com as dimensões do Brasil. Longe de ser um fim em si, ela pode contribuir para assegurar que o ensino ocorra de maneira dinâmica, personalizada e abrangente. Já são muitas as soluções inovadoras para a educação com bons resultados sendo acompanhados. O acesso a plataformas on-line abre oportunidades para que o aprendizado em grupo ocorra simultaneamente e sem limitações geográficas, ao mesmo tempo em que permite que cada aluno se desenvolva do seu jeito.

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Anexo 2: Recursos: sugestões

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

Recurso

Descrição

Endereço

Indicação

Plataformas e Plataformas Adaptativas

Moodle

Software livre (gratuito) de apoio à aprendizagem, em que há possibilidade de trocas entre grupos, acompanhamento individual e acompanhamento de ensino a distância.

www.moodle.org

Todas as áreas do conhecimento

Edmodo

Plataforma que permite troca de materiais entre professores e/ou alunos a partir de interesses em comum, possibilitando que os docentes vejam trabalhos de outros.

www.edmodo.com

Todas as áreas do conhecimento

Google Docs

Compartilhamento de arquivos e construção colaborativa de conteúdos.

docs.google.com

Todas as áreas do conhecimento

Khan Academy

Plataforma adaptativa de matemática. Fornece feedback em tempo real para professores e alunos, identificando suas dificuldades.

pt.khanacademy.org

Matemática

Geekie

Personaliza o ensino para cada aluno, possibilitando que professores e escolas acompanhem o desempenho e conheçam as características de aprendizado de cada estudante.

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