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Medium 9788536313627

Capítulo 6. Conciliar historidade e competência do ator: a teoria da estruturação de Giddens

Anne Van Haecht Grupo A PDF Criptografado

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Anne Van Haecht

Conciliar historicidade e competência do ator: a teoria da estruturação de Giddens

Etnometodologia (no sentido de Garfinkel) e fenomenologia social contribuem para uma revalorização da subjetividade do ator, mas correm o risco de deixar para trás a historicidade do social, sua inscrição em relações sociais de dominação.

Conciliar o ponto de vista do ator individual e o ponto de vista do social (grupo identitário, classe e sociedade global) constitui um desafio ao qual essas duas correntes intelectuais não respondem plenamente.

Bourdieu (1987, p. 147), como foi dito, propôs uma solução para esse problema, que não passa da tensão existente entre objetivismo e subjetivismo, caracterizando seu projeto sociológico de “estruturalismo construtivista” ou de “construtivismo sociológico”. Mas o que ele entende por isso?

Por estruturalismo, quero dizer que há no próprio mundo social, e não somente nos sistemas simbólicos, na linguagem, no mito, etc., estruturas objetivas, independentes da consciência e da vontade dos agentes...

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Medium 9788536302287

Capítulo 5. Desenvolvimento, educação e educação escolar: a teoria sociocultural do desenvolvimento e da aprendizagem

César Coll, Álvaro Marchesi, Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

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COLL, MARCHESI, PALACIOS & COLS.

Desenvolvimento, educação e educação escolar: a teoria sociocultural do desenvolvimento e da aprendizagem

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ROSARIO CUBERO E ALFONSO LUQUE

INTRODUÇÃO

Nas primeiras décadas do século XX, a psicologia já era uma disciplina científica reconhecida e em crescente processo de institucionalização na América do Norte e em muitos países europeus. Tinham sido publicados importantes estudos sobre o desenvolvimento das capacidades durante a infância e gozava de grande prestígio a pesquisa experimental sobre a aprendizagem animal e a humana. Produzira-se, inclusive, uma notável literatura sobre a aplicação de tais descobertas da psicologia evolutiva e da psicologia da aprendizagem na educação das crianças. Entretanto, nenhum dos sistemas teóricos construídos antes de 1925 tinham considerado a educação como processo decisivo na gênese das capacidades psicológicas que nos caracterizam como seres humanos.

Por isso, pode parecer um tanto surpreendente que um jovem e desconhecido professor de psicologia na Escola de Magistério de uma pequena capital de província da Rússia ousasse propor e desenvolver uma teoria revolucionária na qual a natureza humana é o resultado da interiorização, socialmente guiada, da experiência cultural transmitida de geração em geração. Mas aquele ousado Lev Semionovitch

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Medium 9788584290482

Apresentação da Fundação Lemann — Denis Mizne

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

Promover a excelência com equidade na educação, ou seja, garantir que todos os brasileiros tenham acesso a uma educação de excelência é um dos grandes objetivos da Fundação Lemann. Para cumprir essa missão, desenvolvemos e apoiamos projetos inovadores, realizamos pesquisas para embasar políticas públicas, oferecemos formação para profissionais da educação e para lideranças de diversas áreas capazes de contribuir para as transformações sociais no Brasil. Dessa forma, buscamos criar um ecossistema virtuo­so em que tecnologia e inovação dialogam com a realidade educacional do país, ao mesmo tempo em que fortalecem o papel relevante dos educadores e dos profissionais do setor na garantia do aprendizado de todos os alunos.

Por seu potencial acelerador de transformações em escala, a tecnologia é uma das grandes apostas da Fundação Lemann na superação dos desafios educacionais urgentes de um país com as dimensões do Brasil. Longe de ser um fim em si, ela pode contribuir para assegurar que o ensino ocorra de maneira dinâmica, personalizada e abrangente. Já são muitas as soluções inovadoras para a educação com bons resultados sendo acompanhados. O acesso a plataformas on-line abre oportunidades para que o aprendizado em grupo ocorra simultaneamente e sem limitações geográficas, ao mesmo tempo em que permite que cada aluno se desenvolva do seu jeito.

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Medium 9788584290482

Capítulo 3. Otimização do espaço escolar por meio do modelo de ensino híbrido — Fernanda Schneider

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

FERNANDA SCHNEIDER

É trivial discutirmos a necessidade de readequação de nosso sistema de ensino no Brasil. A partir da elaboração dos Planos Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, e, posteriormente, com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2000), os professores tiveram a oportunidade de refletir sobre a necessidade de um ensino que valorize o pensamento crítico, desenvolvido a partir da interação entre os alunos, permitindo-lhes o contato com diferentes formas de pensar e ampliando sua autopercepção como cidadãos no contexto em que estão inseridos. A partir de então, podemos dizer que algumas modificações ocorreram em sala de aula; entretanto, parece-nos que essas mudanças estão mais atreladas ao conteúdo em si, não abordando, assim, a forma de ensinar. Isso não significa que esse fato não tenha sido importante: pensamos que a elaboração dos PCNs é um marco, mas é preciso ir além. Nesse sentido, este capítulo apresenta algumas considerações voltadas de modo mais específico para o aluno. Para isso, partimos da constatação de que as modificações no sistema educacional, como as proporcionadas pelos PCNs (1998a, 1998b), ainda não foram suficientes para que de fato tivéssemos um impacto altamente positivo na aprendizagem. Isso pode ser observado nas muitas pesquisas que têm sido realizadas e que envolvem ensino e aprendizagem: muitas delas têm apontado o fato de que os resultados, em muitas instituições de ensino, não satisfazem as expectativas em relação ao desempenho dos alunos. Entre esses trabalhos, podemos citar os estudos de Martinelli e Genari (2009), Silva e Brandão (2011), Souza e Zibetti (2011) e Bragagnolo e Souza (2011), que abordam o fracasso escolar a partir de causas como falta de motivação e de análise subjetiva do aluno, fatores biológicos, emocionais, familiares e culturais (PINHEIRO; WEBER, 2012). Além das pesquisas, podemos observar todos os anos os resultados das provas sistemáticas realizadas nas diferentes esferas educacionais. Para entender de fato o problema, certamente, pesquisas são necessárias, pois colaboram para o entendimento das necessidades e lançam luz a novos caminhos. No entanto, é preciso um olhar mais de perto, associando estudos e pesquisas ao mesmo tempo em que se questiona, discute e abre ­espaço a quem está em sala de aula no dia a dia: professores e alunos. Qual é a realidade das escolas no Brasil? O que o docente pode fazer? Como se sente o aluno? Como se sente o professor? É possível transformar a educação utilizando os recursos disponíveis? Que importância tem o desenvolvimento da autonomia do aluno para a aprendizagem? Como desenvolver a autonomia do estudante? Essas questões serão abordadas no decorrer do capítulo, e as noções a serem apresentadas são fruto de leituras, discussões e aplicações do modelo de ensino chamado híbrido em sala de aula. Para isso, baseamo-nos em autores como Fantin e Rivoltella (2012), Moran, Masetto e Behrens (2013), Rohrs (2010) e Lévy (1997). ­Primeiramente, na seção “Personalização do ensino: o que é, onde ocorre e quais são seus benefícios?”, abordamos a personalização e procuramos responder às questões propostas; em seguida, na seção “O desafio de promover a aprendizagem do aluno”, apresentamos aspectos que envolvem o desenvolvimento de todos os alunos; e, por fim, em “De mero espectador a protagonista da aprendizagem: o desenvolvimento da autonomia do aluno em diferentes contextos educacionais – relato de experiências”, apresentamos relatos de atividades e depoimentos, com o objetivo de compartilhar observações e de exemplificar questões práticas.

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Medium 9788584290482

Apresentação do Instituto Península — Ana Maria Diniz

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

O Instituto Península acredita que é possível transformar a realidade da educação brasileira por meio de um professor que acredite de verdade em seu potencial de catalisador para fazer seus alunos aprenderem. Que possa despertar neles a curiosidade, por meio da qual cada um será guiado pelo interminável mundo do aprender e do conhecimento. Que confie em si a ponto de aceitar que não é o único detentor de conhecimento no processo de ensino e aprendizagem.

Quando isso acontecer, o Brasil será de fato um país diferente. Somente nesse dia estaremos no caminho seguro para extinguir a principal barreira que nos separa dos países ricos: a barreira do conhecimento. Nossos professores serão bem preparados, cheios de entusiasmo para ensinar, aprender e estimular cada criança e adolescente a se interessar pelo aprendizado contemplando os diversos olhares: da vida, da natureza e da arte.

Com esses ideais, o Instituto Península foi constituído, com a missão de contribuir para a educação básica de qualidade de crianças e adolescentes no Brasil a partir da formação, da valorização e do fortalecimento de professores como agentes multiplicadores de modernos métodos de ensino e aprendizagem.

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Medium 9788584290482

Capítulo 9. A cultura escolar na era digital: o impacto da aceleração tecnológica na relação professor-aluno, no currículo e na organização escolar — Rodrigo Abrantes da Silva, Ailton Luiz Camargo

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

O impacto da aceleração tecnológica na relação professor-aluno, no currículo e na organização escolar

RODRIGO ABRANTES DA SILVA
AILTON LUIZ CAMARGO

Qual o significado da expressão “cultura escolar”? Trata-se de sua cultura material? Da cultura dos alunos? Dos princípios e valores que definem sua política pedagógica? De seu sistema de gestão? Enfim, quais seriam os elementos definidores da cultura escolar?

A escola e o sistema educativo em seu conjunto podem ser entendidos como uma instância de mediação entre os significados, os sentimentos e as condutas da comunidade social e o desenvolvimento particular de novas gerações. (PÉREZ GÓMEZ, 2001, p. 11).

Não podemos ignorar que a atividade educativa é, antes de tudo, uma manifestação cultural e, portanto, constitui-se ao longo do tempo por meio de rupturas, mudanças e transformações sociais, políticas e econômicas. Além disso, ela está diretamente vinculada às tradições, aos valores, às ideias e aos costumes de um povo, em um determinado período histórico.

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Medium 9788584290482

Capítulo 6. A avaliação e a tecnologia: a questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido — Eric Freitas Rodrigues

Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando De Mello Trevisani Grupo A ePub Criptografado

A questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido

ERIC FREITAS RODRIGUES

A experiência escolar é marcada por simbólicos momentos que nos permitem visualizar perfeitamente sua natureza cíclica. No construto escolar clássico, os alunos são recebidos em um modelo seriado que lhes permite, desde muito novos, notar os ritmos regulares com que passam, de bimestre a bimestre, boletim a boletim, por cada conjunto de informações e, ao completarem uma fase do currículo, retornam, no ano seguinte, para reiniciar a mesma jornada, uma etapa acima caso tenham obtido sucesso. Ao professor, cabe a outra face dessa relação: estabelecer um primeiro contato, delinear métodos de trabalho e programas curriculares, apresentar sua disciplina aos estudantes e avançar pelo currículo e pelas propostas até uma derradeira conclusão do ano, quando é feita a seleção dos alunos habilitados ou não a prosseguirem para um novo período de desafios.

Como qualquer jornada regida por ciclos, os eventos que se repetem tornam-se quase rituais que demarcam as etapas de um ano: a organização das turmas, a sequência dos bimestres (ou trimestres), a entrega de notas, os conselhos de classe, os períodos de recuperação e assim por diante. ­Entre esses “eventos-rituais”, a avaliação é um dos que carrega ainda mais significados, uma vez que, exatamente como um ritual de passagem, deve habilitar ou reter aqueles que a ela se submetem, abalizando os alunos capacitados, ou não, ao início de um novo ciclo, ao avanço de mais uma etapa.

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Medium 9788520433133

1. Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo; CASTRO, Susana de Editora Manole PDF Criptografado

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Os impasses do Humanismo e a “crise da educação”

Paulo Ghiraldelli Jr.

O que é que está mesmo em crise?

Dos estudantes do ensino superior brasileiro, 38% não sabem

ler e escrever de modo satisfatório. Esse dado, de julho de 2012,

é alarmante e caracteriza uma crise da educação brasileira. Ou-

tros países populosos, mesmo em fase de melhoria de vida da população, já tiveram crises da educação no passado. Os Estados

Unidos detectaram uma crise assim no ensino básico, na década

de 1950, em plena época de ouro de sua economia. Eles saíram

dessa situação e hoje o estudante norte-americano rivaliza com

o europeu. Talvez o Brasil saia dessa crise, talvez não. Pode ser até que entre de cabeça nisso de modo irrecuperável em médio

prazo. Não sabemos. O que sabemos é que essas crises que apon-

tam as deficiências dos estudantes estão circunscritas a tempos

e lugares, e vão e voltam. É importante prestar atenção nelas,

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Medium 9788582715079

Capítulo 5 - Treinamento do controle executivo no contexto da pesquisa e da clínica psicopedagógica

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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TREINAMENTO

DO CONTROLE

EXECUTIVO

NO CONTEXTO

DA PESQUISA

E DA CLÍNICA

PSICOPEDAGÓGICA

HELENA CORSO

GRACIELA INCHAUSTI DE JOU

TAISE CORTEZ ANTUNES PEREIRA

VIVIANE BASTOS FORNER

O

ditado “A prática leva à perfeição” – tão utilizado em nosso cotidiano para estimular a aprendizagem de todo iniciante – exprime a ideia de que repetindo, treinando e praticando tudo pode ser aprendido.

Mas o que há por trás dessa premissa?

Qual é o processo cognitivo responsável por essa prometida mudança? Quais são as transformações que acontecem em nosso cérebro para alcançar tal objetivo?

Tentando responder a essas perguntas, o presente capítulo aborda o treinamento das funções executivas (FEs) e a neuroplasticidade cognitiva, tendo como base o artigo de revisão Executive control training from middle childhood to adolescence, de Julia Karbach e Kerstin Unger, publicado em 2014.1

Essas autoras chamam a atenção para o aumento de estudos científicos sobre treinamento das FEs, uma vez que tais funções cognitivas são apontadas como preditoras de várias realizações ao longo da vida, como desempenho acadêmico, nível socioeconômico e saúde física.

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Medium 9788521635895

2 O estudante do século XXI: futuro profissional da Engenharia

Gabriel Elmôr Filho, Laurete Zanol Sauer, Nival Nunes de Almeida, Valquíria Villas-Boas Grupo Gen ePub Criptografado

Estamos olhando para uma sociedade cada vez mais dependente
de máquinas, mas cada vez menos capaz de as fazer ou até de as
utilizar de forma eficaz.

Douglas Rushkoff

Em diversas instituições de ensino superior (IES) as características de um novo estudante vêm sendo motivo de preocupação. Algumas IES têm estudado esse perfil, visando à redução de índices elevados de abandono e insucesso, já constatados no final do século passado, bem como à necessidade imperiosa de se levar em consideração, no planejamento dos currículos dos cursos, o perfil desta nova geração que se apresenta. O comportamento dos estudantes tem mudado radicalmente, o que nos leva a crer que os sistemas educacionais vigentes devem ser (re)pensados, a fim de compreender, criar e utilizar ambientes de aprendizagem com a qualidade necessária.

Em meados de 2015, foram divulgados, no Brasil, os resultados de uma pesquisa, realizada pela Fundação Lemann,1 com o apoio do Todos pela Educação (TPE).2 A referida pesquisa revela como alguns estudantes veem a educação e foi promovida com base na questão: “como a escola se relaciona com a vida adulta de jovens recém-formados no ensino médio?” Foram entrevistados 40 jovens com idades entre 20 e 21 anos, com bom desempenho no ensino médio, com notas acima da média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e já atuantes no mercado de trabalho e/ou estudantes universitários. A pesquisa também ouviu especialistas em Educação, empresários, empregadores, professores universitários e representantes de organizações não governamentais. A partir do relato de 120 entrevistados, as conclusões da pesquisa foram preocupantes: há uma desconexão entre o que é ensinado na escola e as habilidades exigidas do estudante no ambiente profissional, bem como na graduação. Os resultados apontaram para defasagens na aprendizagem, centradas exatamente em competências e habilidades básicas, como comunicação oral e escrita e raciocínio lógico.

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Medium 9788582715079

Capítulo 3 - A família como parte importante da equipe: do diagnóstico à intervenção precoce da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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A FAMÍLIA COMO

PARTE IMPORTANTE

DA EQUIPE: DO

DIAGNÓSTICO À

INTERVENÇÃO

PRECOCE DA

CRIANÇA COM

TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

ADRIANA LATOSINSKI KUPERSTEIN

FABIANE DE C. BIAZUS

LUCIANA C. VIECELLI S. PIRES

U

m dos momentos mais marcantes para quem está sendo atendido por um especialista do neurodesenvolvimento é quando a família recebe o diagnóstico. Imagine a cena em que os pais estão diante do médico, e este afirma: “seu filho tem transtorno do espectro autista”.

Para algumas famílias, tal confirmação pode ser devastadora, sinalizando um futuro desconhecido e assustador – ao mesmo tempo um final e um começo: um final para tudo aquilo que se supunha até então a respeito do filho, mas um começo de uma nova trajetória de vida, com muitos aprendizados e desafios.

O presente capítulo procura fornecer às famílias e aos leitores que sentem afeto e se preocupam com os indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) estratégias para agir e intervir precocemente no seu desenvolvimento, desde o momento do diagnóstico, propiciando assim a base do que hoje conhecemos como plasticidade cerebral: os estímulos do ambiente e as percepções sensoriais podem modificar e moldar o sistema nervoso central, e isso ocorre em todo momento em que há uma aprendizagem nova.1

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Medium 9788582715079

Capítulo 13 - A interface da fonoaudiologia e da musicoterapia no desenvolvimento da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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A INTERFACE DA

FONOAUDIOLOGIA E

DA MUSICOTERAPIA

NO DESENVOLVIMENTO

DA CRIANÇA COM

TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

DANIELA ZIMMER

NATÁLIA MAGALHÃES

A

linguagem, objeto de estudo da fonoaudiologia, é um sistema complexo e dinâmico de símbolos convencionais utilizados em vários modelos de comunicação. A aquisição da linguagem se dá em contextos históricos, sociais e culturais. Seu uso para uma comunicação eficaz exige uma compreensão ampla da interação humana entre pistas verbais e não verbais, voz, motivação e aspectos socioculturais.

Trata-se de uma função cortical superior, e seu desenvolvimento se ampara em uma estrutura anatomofuncional geneticamente determinada e em estímulos ambientais.

O desenvolvimento adequado da linguagem é fundamental para que o desenvolvimento infantil ocorra, seja do ponto de vista social, relacional ou ao nos referirmos à aprendizagem formal.

A aquisição de forma, conteúdo e uso da linguagem assume papel importante na construção dela e na compreensão de sua organização interna.

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Medium 9788582715079

Capítulo 16 - Reflexões musicoterapêuticas acerca da aprendizagem e das habilidades musicais da criança com transtorno do espectro autista

Newra Tellechea Rotta, Cesar Augusto Nunes Bridi Filho, Fabiane Romano de Souza Bridi Grupo A PDF Criptografado

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REFLEXÕES

MUSICOTERAPÊUTICAS

ACERCA DA

APRENDIZAGEM E

DAS HABILIDADES

MUSICAIS DA CRIANÇA

COM TRANSTORNO DO

ESPECTRO AUTISTA

NATÁLIA MAGALHÃES

E

mbora tenha havido nos últimos anos um grande avanço na neurociência, permitindo uma melhor compreensão do transtorno do espectro autista (TEA), existem ainda muitas questões que permanecem sem resposta, como, por exemplo, sua etiologia.

A identificação e o diagnóstico do transtorno, no entanto, estão ocorrendo cada vez mais cedo, possibilitando uma intervenção terapêutica adequada e imediata.

O artigo Estudos longitudinais prospectivos com bebês irmãos de autistas: lições aprendidas e direções futuras1 foi o impulsionador do presente capítulo.

Esse artigo destaca o impacto da primeira década de estudos sobre bebês irmãos de autistas com alto risco para TEA e identifica possíveis áreas de foco translacional para a próxima década de pesquisas. São descritas as trajetórias dos pais em busca do diagnóstico do primeiro filho, bem como os sinais diagnósticos apresentados pela criança, além dos fatores que levaram

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Medium 9788584290123

Capítulo 13 - O envelhecimento dos trabalhadores, o envelhecimento do pessoal docente, a organização do trabalho e a gestão da idade

Cláudia da Mota Darós Parente, Luiza Elena L. Ribeiro do Valle, Maria José Viana Marinho de Mattos Grupo A PDF Criptografado

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O envelhecimento dos trabalhadores, o envelhecimento do pessoal docente, a organização do trabalho e a gestão da idade

Edelvais Keller

Introdução

O envelhecimento humano depende de múltiplas condições, podendo estar relacionado a inúmeras variáveis, entre elas, psicológicas, familiares, educacionais, sociais, culturais, históricas e econômicas. Em países desenvolvidos, é considerado idoso o indivíduo com mais de 65 anos e, em países em desenvolvimento, com mais de 60 anos. As mulheres geralmente vivem mais do que os homens na população em geral, em países desenvolvidos ou em desenvolvimento.

O fenômeno da longevidade é mundial, a população envelhecida está aumentando. No Brasil, dados demográficos analisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2008, referentes ao futuro da população brasileira, projetam uma perspectiva de que a vida média do brasileiro chegará ao patamar de 81 anos em 2050. Os avanços da medicina e as melhorias nas condições gerais de vida da população repercutem no sentido de elevar a média de vida do brasileiro de 45,5 anos de idade, em 1940, para 72,7 anos, em 2008, ou seja, mais 27,2 anos de vida. Segundo a projeção do IBGE, o país continuará galgando anos na vida média de sua população, alcançando em 2050 o patamar de 81,29 anos.

As análises dos desdobramentos do Censo de 2010 do IBGE demonstram um aumento na participação de pessoas com 65 anos ou mais na população no período de 1960 a 2010, saltando de 2,7% para 7,4%. A redução dos ní-

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Medium 9788563899866

Capítulo 9 - Do treinamento à capacitação: a integração da educação ambiental ao setor produtivo

Adriane Lobo Costa, Carlos Hiroo Saito, Cleusa Helena Peralta Castell, Dione Kitzmann, Ivane Almeida Duvoisin, Luiz Augusto Passos, Martha Tristão, Michèle Sato, Milton L. Asmus, Nágila Caporlíngua Giesta, Sérgio Hiandui Nunes de Vargas Grupo A PDF Criptografado

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Do treinamento à capacitação a integração da educação ambiental ao setor produtivo

Dione Kitzmann e Milton L. Asmus

Apesar das diferenças inerentes aos seus contextos de ação, é possível traçar um paralelo entre as atividades de educação ambiental exercidas nas escolas e comunidades e aquelas de treinamento e capacitação1 de empresas e indústrias, à medida que todas atuam sobre o mesmo sujeito (ser humano) e buscam transformar as mesmas variáveis (conhecimentos, habilidades e atitudes).

A educação ambiental é definida como um conjunto de processos a partir dos quais os indivíduos e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências (Art. 1o da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA). Segundo Guimarães (2007), a educação ambiental é a busca da transformação de valores e atitudes pela construção de novos hábitos e conhecimentos. Para Edwards (1994), na educação ambiental o conhecimento é a educação sobre o ambiente, enquanto os valores e as atitudes positivas são uma educação para o ambiente.

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