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Capítulo 10 - O currículo formal: legitimidade, decisões e descentralização

José Gimeno Sacristán Grupo A PDF Criptografado

10 O currículo formal:

legitimidade, decisões e descentralização

Francisco Beltrán Llavador

Universidade de Valência

O

currículo que passará a ser empre­ gado, assumindo para isso os for­ matos outorgados, dependerá, tanto em seu conteúdo quanto nos próprios for­ matos, não apenas das determinações trata­ das no restante desta obra, mas também e, sobretudo, das decisões adotadas para cada caso e situação, por parte das instâncias administrativas que estão legitimadas para assumir essa capacidade; ainda que isso não negue a faculdade de ações mediante as quais outros níveis – inclusive, às vezes, o mesmo nível – improvisem ou articulem diferentes modos de oferecer resistência à adoção prá­ tica de tais decisões.

A macropolítica do currículo e suas implicações nos âmbitos micro: Estruturas curriculares e relações de poder

No Capítulo 2 foi dada uma definição ad hoc de “política” que permite seu entendi­ mento em termos de luta (Mouffe, 1999) e, consequentemente, não pretende eliminar uma das contrapartes; ao contrário, acarreta

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C A P Í T U L O 1 - PROCESSO DEDESENVOLVIMENTO DA PESQUISA CIENTÍFICA

José Osvaldo de Sordi Editora Saraiva PDF Criptografado

CAPÍTULO 1

PROCESSO DE

DESENVOLVIMENTO

DA PESQUISA

CIENTÍFICA

“Eu raramente planejo minha pesquisa, ela que me planeja.”

MAX PERUTZ

desenvolvimento proj_pesquisa - miolo.indd 1

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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Após a leitura deste capítulo, você:

Compreenderá o processo de desenvolvimento da pesquisa científica.

Entenderá como o Projeto de pesquisa está inserido no processo de desenvolvimento da pesquisa científica.

desenvolvimento proj_pesquisa - miolo.indd 2

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Elaborar um projeto de pesquisa é uma atividade desafiadora para aqueles que o desenvolvem pela primeira vez. Nesse sentido, este livro se propõe a auxiliar nesse processo, apresentando de forma estruturada e integrada as atividades, as técnicas e as porções de texto (seções) que costumam compor um projeto de pesquisa. Apesar de haver variações das atividades, das técnicas e das seções de texto, segundo o método de pesquisa e a estratégia de pesquisa selecionados, há um conjunto de elementos que podem ser considerados comuns. Neste livro, a ideia

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2.2 design thinking como abordagem de inovação

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 2  •  Para que serve o design thinking?

as três aplicações, em maior ou menor medida, uma vez que elas estão intimamente interligadas.

Para ilustrar essa articulação entre as aplicações, apresentamos nos tópicos seguintes casos e entrevistas sobre o uso de DT em diferentes contextos educacionais – no ensino presencial, na modalidaSEGUNDO O DICIONÁRIO MICHAELIS, “INOVAR É A de a distância e na educação corporativa. Também

CAPACIDADE DE CRIAR, INVENTAR, ENCONTRAR UM trazemos a perspectiva de educadores e de outros

NOVO PROCESSO E INTRODUZIR NOVIDADES” especialistas, com diferentes perfis e objetivos educacionais, que adotam o DT como abordagem de inovação, como metodologia para solução de problemas e como estratégia de ensino-aprendizagem.1

2.2 �design thinking como abordagem de inovação

Como vimos no início deste capítulo, o DT é bastante disseminado e aceito como uma abordagem de inovação. Vejamos o que isso significa em termos genéricos e, em seguida, mais especificamente no campo educacional.

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Design como modo de pensar

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

associado às propriedades formais e à estética dos produtos resultantes de um processo sistemático de criação.

De fato, segundo o dicionário Houaiss, design equivale à “concepção de um produto (máquina, utensílio, mobiliário, embalagem, publicação etc.), especialmente no que se refere à sua forma física e funcionalidade”.4 Essa definição diferencia o design de superfície, mais ocupado com os aspectos estéticos e com a imagem de um produto no mercado, do design de funcionamento interno, mais ligado à engenharia (criação de estruturas, dispositivos e processos).

Nesse sentido, o design traz à superfície as funções internas de um produto, exprimindo-as não apenas visualmente mas de diferentes modos, sejam eles sensoriais (por meio de cores, formas, texturas, sons) ou cognitivos (por meio de linguagem, metáforas, hipertexto, mapas conceituais, realidade virtual).

No design thinking, os resultados do design são expressos primeiramente na forma de protótipos (de produtos, processos, serviços, soluNO DESIGN THINKING, OS RESULTADOS DO DESIGN

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12. Como ler corretamente?

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

12.

Como ler corretamente?

E

is a pergunta de um amigo: “Paulo, como ler de modo produtivo?” Gostei da pergunta, pois, para ele,“produtivo” quer dizer “como ler e entender corretamente a ponto de ficar bem inspirado?” Sim! É exatamente isso que uma boa leitura faz ao bom leitor. A boa leitura inspira ações, discursos, com­ portamentos e, enfim, outros escritos. Parece fácil e é fácil, mas

é fácil em tese. Na tarefa da leitura, percebemos que até pes­ soas inteligentes e com uma formação não desprezível trope­

çam. Uma boa parte delas não tropeça no meio do texto, mas logo na primeira frase.

O que é que há nas primeiras frases ou até mesmo antes, no título, que se põe como um desvio em vez de ser um gancho para levar o leitor a um bom entendimento do texto? Nesse caso, na maioria das vezes, se o texto é confeccionado por um bom escritor, o problema não está no texto, e sim no leitor. É que o leitor, nesse caso, tem uma frase inicial pronta, posta para ele de antemão, colocada na frente do texto que irá ler. Trata-se

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17. Teoria e prática

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

17.

Teoria e prática

P

aulo Freire insistia na articulação perfeita entre teoria e prática, ele queria ultrapassar essa dualidade. Todavia, não raro, era difícil que fosse entendido no que efetivamente estava propondo. Uma boa parte de seu público, até por razões

óbvias – a falta de filosofia no ensino médio e até mesmo no superior –, não o compreendia exatamente. Muitos passaram uma vida toda trabalhando com escritos de Paulo Freire sem nunca terem tomado o que ele dizia sobre teoria e prática no sentido que em que ele utilizava essa terminologia.

Frequentemente, as pessoas imaginavam que, com o termo

“prática”, Freire estava se referindo ao cotidiano do fazer educação, envolvendo as relações entre professor e aluno. Tratar-se-ia, portanto, do comportamento de ambos, o que os levariam, após algum tempo, a poder dizer que viveram e se transformaram por meio de uma contínua relação de ensino-aprendizagem.

Nessa mesma linha, essas pessoas imaginavam que o termo

“teoria” referia-se aos princípios políticos e à pedagogia ao que

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9. O tal do “preconceito linguístico”

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

9.

O tal do “preconceito linguístico”

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autora do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) para as escolas em

2011, quer abolir o que ela chama de “preconceito linguístico”.

Para tal, imagina que o melhor método é dizer que ninguém mais escreve errado, ou seja, que o “certo” e o “errado” devem ser abolidos da escola, em se tratando do uso de nossa língua. A intenção da autora é boa, mas a maneira como o faz não é útil por causa do uso pouco aconselhável do termo “preconceito”.

Preconceito é, em grande parte, pré-conceito. Ou seja, formamos uma noção que não poderia ser chamada de conceito porque é o nosso entendimento apressado e falho de uma pessoa, situação ou entidade, etc. Assim, no caso imaginado pela autora, alguém que visse uma pessoa falando “nóis vortemo com uma baita di uma reiva”, poderia acabar por julgar a capacidade intelectual e, até mesmo, o caráter moral dessa pessoa por conta desse seu uso da língua distante do padrão da norma

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7. O tal “professor reflexivo”

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

7.

O tal “professor reflexivo”

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aulo Freire falou muito e enfaticamente da necessidade de o professor refletir sobre a sua prática. No entanto, em nenhum momento, Paulo Freire quis dizer com isso que sua proposta estava relacionada ao que, depois, veio a se envolver com a idolatria do “professor reflexivo”. Não é difícil ver as razões para isso.

Uma vez vi um jovem mestrando falar sobre o “professor reflexivo”. Perguntei como ele se via: seria ele um professor ou um “professor reflexivo”? Ele respondeu que se esforçava para ser um “professor reflexivo”. Pedi, então, que me dissesse sobre o que refletia. Respondeu-me prontamente que refletia sobre sua “prática diária como professor”. Solicitei que me contasse sobre a reflexão, o que ele fazia, concretamente, nessa reflexão.

No entanto, ele voltou a repetir o jargão, que refletia sobre“tudo” da sua prática. Pedi exemplos. Ele tentou esboçar um, mas novamente preferiu falar o que havia lido, dizendo que refletia so-

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1. O futuro do oprimido

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

1.

O futuro do oprimido

O

que nos diz a palavra “oprimido”? Essa palavra se associou de modo umbilical ao nome de Paulo Freire. O livro Pedagogia do oprimido tornou-se mundialmente famoso.

Nos Estados Unidos, em menos de duas décadas, ultrapassou a casa de 25 edições. Uma vez nas livrarias, saltou das prateleiras da área de educação para se reproduzir também nas ciências sociais e filosofia. E isso para o bem e para o mal das relações entre Paulo Freire e a palavra “oprimido”. Qual o papel da palavra “oprimido” no discurso de Paulo Freire? O que ocorreu de ruim e de bom com o ganho de popularidade dessa palavra?

Primeiro, aponto o bom. Durante muito tempo, a educação foi desatenta a uma crença que agora nos parece simples: as relações políticas, ou seja, as relações de poder atravessam nossas vidas e também toda a educação, seja ela escolar ou não. A pedagogia ganhou muito ao ver que estudantes (e professores) podiam ser tomados antes como aprendizes-oprimidos do que simplesmente como aprendizes. Um banho freireano de socio-

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4. A universidade bancária

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

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A universidade bancária

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“pedagogia bancária” é uma das melhores caracterizações da pedagogia adotada pela maior parte de nossos professores, inclusive no ensino superior, onde realmente ela não se aplicaria. Trata-se de uma figura criada por Paulo Freire, exatamente para denunciar o caráter dos procedimentos tradicionais em educação. Nos anos 1960-1970, Paulo Freire a utilizou para servir de sparring da sua“pedagogia libertadora”. Com essa expressão,“pedagogia bancária”, o que ele queria dizer, basicamente, é que a dinâmica tradicional em sala de aula implica um professor que deposita informações para os estudantes, os quais por sua vez guardam-nas “no cofre” da memória. Essas informações são, depois, sacadas pelo professor, em geral, no dia da prova. O aluno é o “banco” e o professor o usuário dessa

“casa bancária”.

É bastante interessante que, na universidade atual, até mesmo os professores que se dizem freireanos acabam por ceder à comodidade da “pedagogia bancária”. Uns fazem isso por

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14. Nascemos sem preconceitos?

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

14.

Nascemos sem preconceitos?

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m dos melhores filmes nacionais que já vi é de Cacá

Diegues, o Bye Bye Brasil. Cacá não é nada bobo, muito pelo contrário. Em um texto publicado no jornal O Globo, “O horror da diferença” (09/04/11), alinhava uma série de acontecimentos no Brasil e no exterior cuja marca comum é a famosa intolerância, contra a qual o discurso liberal se fez sentir desde o início da modernidade. Ele está certo, ao menos até quase o final do seu artigo. Ao terminar o artigo, no entanto, afirma algo que não ajuda na sua condenação às discriminações,“nascemos todos sem preconceitos”.

Não podemos nascer sem preconceitos. A maior parte de nós, filósofos, acredita hoje que não nascemos com nenhum conceito ou protoconceito e, então, não faz sentido dizer que nascemos sem preconceitos. Essa discussão de nascer ou não nascer com isso ou aquilo não diz nada sobre nós, os “bípedessem-penas”. Além disso, do ponto de vista prático, o que vale dizer que nascemos sem preconceitos? Nada ou quase nada.

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18. Paulo Freire: filosofia da educação e a política

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

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Paulo Freire: filosofia da educação e a política

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palavra educação pode ser derivada, alternadamente, de dois termos do latim: educere e educare. A primeira tem o sentido de “conduzir exteriormente” e a segunda, de “criar” ou

“alimentar”. É interessante notar que nenhuma das partes dessa etimologia dupla é dispensável. Optando por educere, temos uma acepção de educação em que são importantes as regras exteriores ao aprendiz. Adotando educare, a acepção de educação é a que espera ver o aprendiz colocando regras para si mesmo. Em termos de filosofia da educação, as duas grandes linhas mestras na pedagogia coincidem com essa dupla etimologia.

Há uma pedagogia que acredita que a educação se realiza como uma maneira de tornar o aprendiz aquele que assimila regras que não são suas, mas que passarão a ser e, por isso, o tornarão uma pessoa educada. Há uma outra linha da pedagogia que entende a educação como uma maneira de tornar o aprendiz capaz de forjar suas próprias regras e, tendo isso ocorrido, pode se considerar uma pessoa educada.

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5. Um grego erótico: Paulo Freire

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

5.

Um grego erótico: Paulo Freire

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ohn Dewey usou o termo experience para falar sobre o que nós chamaríamos, em alguns momentos, de “vivência”, uma “expressão bem freireana”. Dewey e Paulo Freire centraram suas atenções em experience e “vivência”, respectivamente, porque viram a educação como algo que não poderia ficar restrito ao mundo das relações de ensino-aprendizagem como têm sido caracterizadas no ambiente escolar, em um sentido estrito. Dewey, particularmente – e Paulo Freire o seguiu nisso –, quis usar experience para sintetizar as noções que havia aprendido com Hegel: Erfahrung e Erlebnis1, ou seja, experiência não só como o que se vive historicamente, mas também como o que se vive psicologicamente. Creio que se Dewey fosse brasileiro, ele não usaria “experiência”, usaria, como Paulo Freire,“vivência”.

1

RORTY, R. & GHIRALDELLI JÚNIOR, P. Ensaios pragmatistas. Rio de

Janeiro: DPA, 2006.

28

As lições de Paulo Freire

A vivência é aquilo que proporciona o caminho aberto para a educação. Por um lado, ela já é a própria educação; por outro, abre a porta para os aperfeiçoamentos mais dirigidos da educação. A vivência tem a ver com o conjunto das relações educativas com que a cidade, com sua cultura, agarra o indivíduo nela inserido. O grego antigo poderia chamar isso, talvez, de paideia.

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15. O império “natural”

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

15.

O império “natural”

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riadna foi a primeira eliminada do reality show Big Brother Brasil 11. Sem sombra de dúvida, ela tinha a melhor história de vida de todos os participantes. Aliás, por todas as razões, inclusive as mais objetivas – como sua postura simpática na casa –, não é errado especular que tenha sido o preconceito popular que a jogou para fora em tão pouco tempo. Nossa população consegue ser menos intolerante com os gays, ao menos agora, talvez porque tenha encontrado um “demônio” ainda mais malévolo, o transexual.

Todavia, dizer “o nosso povo tem preconceitos” ou “nossa sociedade é hipócrita” e outras frases desse tipo não explicam nada. Quando evocamos a filosofia e as ciências humanas, aí, sim, melhoramos nosso entendimento. No caso, vale lembrar

Paulo Freire, tão preocupado e, em alguns momentos, muito ocupado com as distinções entre “natureza” e “cultura”. O que se pôs na jogada no caso de Ariadna foi uma dupla, identificada pelos nomes “natureza” e “verdade”, e tudo que envolveu seu

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13. Bullying

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

13.

Bullying

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á uma distinção entre bullying e mobbing que é antes europeia que americana. Ambos apontam para a prática da intimidação que varia da conversa ameaçadora à agressividade física. O bullying é mais americano; diz respeito às ameaças de um indivíduo “fortão” ou poderoso a algum menos musculoso ou sem qualquer poder. Não é uma prática incentivada nos Estados Unidos, mas guarda uma característica que, enfim, tem relação com um modo americano antigo de vida. O cultivo da individualidade e de certa “bravura” foram práticas próprias da maneira como a colonização se fez sentir na América.

O mobbing é, antes de tudo, o comportamento agressivo grupal contra um indivíduo. Está relacionado à intimidação mafiosa, é claro, mas, em determinadas situações, não fica longe do que, no limite, em uma situação de acirramento ideológico de

ânimos, pode levar à intimidação de tipo nazista. Nos Estados

Unidos, talvez fosse tomado por alguns praticantes do bullying como covardia – e o covarde e o looser, na América, têm igual

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