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Medium 9788521621881

Capítulo 3 - O Ambientalismo e a Abordagem Behaviorista

GAMEZ, L Grupo Gen ePub Criptografado

Observe a história em quadrinhos a seguir e repare na diferença de estímulos para cada personagem.

Embora ambos tenham observado os mesmos estímulos, podemos perceber que os processos de atenção variam de pessoa para pessoa e são sempre seletivos, ou seja, dependem das contingências de reforço, que pode ser positivo ou negativo. Em outras palavras, você percebe que um mesmo contexto pode ser percebido de forma diferente pelas pessoas e é totalmente dependente da subjetividade humana, mesmo diante da mesma situação?

Cenas como essa se repetem diariamente em nossos cotidianos, em diferentes contextos, com diferentes estímulos, proporcionando diferentes respostas. Pode-se dizer, então, que o comportamento humano, além de ser influenciado pelos estímulos provenientes do meio externo, é também resultado dos processos de privação ou saciação a que os indivíduos estão submetidos? Seria então o comportamento influenciado, sobretudo, pelas características provenientes do meio e resultante dos estímulos dele provenientes?

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Capítulo 10. Planejando a mudança — Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello Trevisani

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

LILIAN BACICH
ADOLFO TANZI NETO
FERNANDO DE MELLO TREVISANI

A seguir, apresentaremos alguns planos de aulas que foram elaborados e aplicados pelos professores do nosso Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido. Os planos estão comentados e envolvem cada um dos modelos citados ao longo do livro: rotação por estações, laboratório rotacional, sala de aula invertida, rotação individual e flex.

Ao final, são apresentados outros planos de aula, mas sem comentários. O objetivo é que você se baseie nos comentários e observações realizados nos primeiros planos para refletir sobre todos os aspectos envolvidos em um modelo de ensino híbrido. Algumas questões norteadoras serão apresentadas, porém não se restrinja a elas! Pense sobre todos os pontos abordados e discutidos no decorrer desta obra para refletir e construir o modelo de ensino híbrido mais adequado à sua realidade. Boa leitura!

Para ver esta tabela como imagem, clique aqui.

PLANO DE AULA: Modelo de rotação por estações

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Capítulo 3. Otimização do espaço escolar por meio do modelo de ensino híbrido — Fernanda Schneider

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

FERNANDA SCHNEIDER

É trivial discutirmos a necessidade de readequação de nosso sistema de ensino no Brasil. A partir da elaboração dos Planos Curriculares Nacionais (PCNs), em 1998, e, posteriormente, com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio (2000), os professores tiveram a oportunidade de refletir sobre a necessidade de um ensino que valorize o pensamento crítico, desenvolvido a partir da interação entre os alunos, permitindo-lhes o contato com diferentes formas de pensar e ampliando sua autopercepção como cidadãos no contexto em que estão inseridos. A partir de então, podemos dizer que algumas modificações ocorreram em sala de aula; entretanto, parece-nos que essas mudanças estão mais atreladas ao conteúdo em si, não abordando, assim, a forma de ensinar. Isso não significa que esse fato não tenha sido importante: pensamos que a elaboração dos PCNs é um marco, mas é preciso ir além. Nesse sentido, este capítulo apresenta algumas considerações voltadas de modo mais específico para o aluno. Para isso, partimos da constatação de que as modificações no sistema educacional, como as proporcionadas pelos PCNs (1998a, 1998b), ainda não foram suficientes para que de fato tivéssemos um impacto altamente positivo na aprendizagem. Isso pode ser observado nas muitas pesquisas que têm sido realizadas e que envolvem ensino e aprendizagem: muitas delas têm apontado o fato de que os resultados, em muitas instituições de ensino, não satisfazem as expectativas em relação ao desempenho dos alunos. Entre esses trabalhos, podemos citar os estudos de Martinelli e Genari (2009), Silva e Brandão (2011), Souza e Zibetti (2011) e Bragagnolo e Souza (2011), que abordam o fracasso escolar a partir de causas como falta de motivação e de análise subjetiva do aluno, fatores biológicos, emocionais, familiares e culturais (PINHEIRO; WEBER, 2012). Além das pesquisas, podemos observar todos os anos os resultados das provas sistemáticas realizadas nas diferentes esferas educacionais. Para entender de fato o problema, certamente, pesquisas são necessárias, pois colaboram para o entendimento das necessidades e lançam luz a novos caminhos. No entanto, é preciso um olhar mais de perto, associando estudos e pesquisas ao mesmo tempo em que se questiona, discute e abre ­espaço a quem está em sala de aula no dia a dia: professores e alunos. Qual é a realidade das escolas no Brasil? O que o docente pode fazer? Como se sente o aluno? Como se sente o professor? É possível transformar a educação utilizando os recursos disponíveis? Que importância tem o desenvolvimento da autonomia do aluno para a aprendizagem? Como desenvolver a autonomia do estudante? Essas questões serão abordadas no decorrer do capítulo, e as noções a serem apresentadas são fruto de leituras, discussões e aplicações do modelo de ensino chamado híbrido em sala de aula. Para isso, baseamo-nos em autores como Fantin e Rivoltella (2012), Moran, Masetto e Behrens (2013), Rohrs (2010) e Lévy (1997). ­Primeiramente, na seção “Personalização do ensino: o que é, onde ocorre e quais são seus benefícios?”, abordamos a personalização e procuramos responder às questões propostas; em seguida, na seção “O desafio de promover a aprendizagem do aluno”, apresentamos aspectos que envolvem o desenvolvimento de todos os alunos; e, por fim, em “De mero espectador a protagonista da aprendizagem: o desenvolvimento da autonomia do aluno em diferentes contextos educacionais – relato de experiências”, apresentamos relatos de atividades e depoimentos, com o objetivo de compartilhar observações e de exemplificar questões práticas.

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Medium 9788521636250

Capítulo 9 Tecnologia na Educação: Novos Desafios para a Didática

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

Contextualizando

A Viúva Simões (excerto, de Júlia Lopes de Almeida)

A rua tinha trechos menos tumultuosos de feição aristocrática, onde as casas não se abriam tão burguesmente à poeira e à curiosidade de fora; mas logo em outro quarteirão, tudo mudava, aspecto de pessoas e de coisas, como se se tivesse dado um salto para outro bairro. Então, em vez de prédios grandes, de cortinas cerradas e plantas ornamentais nas entradas, eram as casas apertadas, desiguais; e, de vez em quando, ou um frege tresandando a azeite e sardinhas, ou uma quitanda apertada, cheirando a fruta apodrecida e a hortaliça murcha. Nesse ponto andavam crianças aos magotes pela calçada, de mãos dadas, embaraçando os transeuntes. À porta de um barbeiro ou de outra qualquer casa de negócio, sufocada por prédios maiores, conversavam algumas pessoas com muitos gestos e poucas risadas.

No trecho extraído do livro de Almeida, é possível perceber que ela faz uma leve, mas objetiva, crítica às mudanças, principalmente pelo fato de estas acontecerem tão próximas ao diferente.

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Capítulo 2 A Didática na Formação do Educador

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

Contextualizando

A Criança, da obra Poemas Inconjuntos, de Alberto Caeiro

A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas

Age como um deus doente, mas como um deus.

Porque embora afirme que existe o que não existe

Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,

Sabe que existir existe e não se explica,

Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,

Sabe que ser é estar em um ponto

Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.

O poema de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa) fala sobre como algumas coisas existem, mesmo que não se perceba com clareza sua existência, utilizando o ponto de vista da criança como início desta reflexão. O ato de ensinar faz com que muitas vezes acreditemos que seja necessário exclusivamente dominar o conteúdo a ser ensinado, esquecendo que o método de ensino é fundamental para que se atinja o objetivo maior: fazer com que o outro aprenda.

Com base neste poema, reflita:

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Medium 9788584291816

3. Colaboro com os colegas e alunos sobre minhas concepções de progresso e meu impacto

John Hattie; Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

3

QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…economizar tempo dividindo o trabalho com outros professores.

…compartilhar responsabilidades em equipe.

Sei perfeitamente bem...

…que falhas podem ser superadas em equipe.

…que a responsabilidade pode ser compartilhada em equipe.

Meu objetivo é sempre...

…consolidar forças por meio do trabalho em equipe.

…superar falhas na minha equipe.

Estou plenamente convencido...

…de que os pontos fortes podem ser consolidados em equipe.

…de que é importante cooperar com os colegas.

Cenário

Como um advogado lida com um caso que parece não ter mais salvação? Quais opções tem um jornalista cujas investigações levam a fatos aparentemente contraditórios? O que um cientista faz quando sua pesquisa chega a um beco sem saída? O que pessoas bem-sucedidas fazem nesses casos é dialogar e tentar resolver seus problemas cooperando com os outros.

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7. Envolvo-me tanto em diálogo quanto em monólogo

John Hattie; Klaus Zierer Grupo A ePub Criptografado

7

QUESTIONÁRIO PARA AUTORREFLEXÃO

Avalie-se de acordo com as seguintes afirmações:

1 = discordo totalmente, 5 = concordo totalmente.

Sou muito bom em...

…incentivar os alunos a falar sobre o conteúdo.

…levar os alunos a alcançar o sucesso por meio da cooperação com os outros.

Sei perfeitamente bem...

…que as instruções precisam ser claramente formuladas.

…os benefícios dos métodos de aprendizagem cooperativa, como o princípio think-pair-share.

Meu objetivo é sempre...

…incentivar os alunos a se comunicar mais uns com os outros.

…incentivar os alunos a apresentar seus processos de reflexão e solução com mais frequência.

Estou plenamente convencido...

…de que os alunos devem se comunicar uns com os outros.

…de que é importante fazer os alunos participarem com mais frequência.

Cenário

Um dos principais momentos do ensino é observar os alunos se envolverem em uma discussão sobre o conteúdo de aprendizagem, para vê-los usar argumentos significativos e fazer críticas construtivas uns aos outros. Nesses momentos, quando eles se tornam professores, não há nada melhor do que simplesmente sentar e ouvir. O poder dos colegas entra em jogo, e os indivíduos experimentam o benefício do diálogo.

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Medium 9788584291854

Capítulo 3 Conheça seu filho

Ken Robinson; Lou Aronica Grupo A ePub Criptografado

Você sabe que seu filho é diferente. Nunca o confundiria com outra criança que more na mesma rua. Evitaremos analogias de flocos de neve aqui, mas o fato é que nenhuma criança é igual a qualquer outra no planeta, ou até na mesma casa. Se você tem dois ou mais filhos, sabe que eles não nasceram como páginas em branco. Cada um tem seu próprio caráter inato, talentos e personalidades únicas e são geneticamente destinados a viver de maneiras diferentes. Claro, algumas crianças são parecidas, mas suas personalidades são inconfundíveis. O que significa para você educá-las?

QUEM SÃO ESSAS PESSOAS?

Você provavelmente já ouviu a discussão sobre “inato versus adquirido” (nature versus nurture). As crianças são moldadas por sua herança genética ou por suas experiências culturais? Se você é o pai biológico, fez uma grande contribuição para a natureza genética de seu filho. Ele pode ter seus olhos e sua intolerância à comida picante; pode ter o nariz de seu parceiro, a altura e a tendência para espirrar sob luz solar intensa. Ele também pode ter o seu fascínio por bandas de rock da década de 60 e a aversão do seu parceiro a romances de mistério com gatos. Esse provavelmente é o lado “experiencialista” em jogo. Então, o que é mais importante para seu filho e o que ele pode se tornar?

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Capítulo 7 Vá à fonte

Ken Robinson; Lou Aronica Grupo A ePub Criptografado

Quem foram seus professores favoritos quando você estava na escola? Não me recordo de todos, mas alguns ainda permanecem após todos esses anos; alguns por suas excentricidades, outros por seu ensino inspirador, alguns, por ambos. No meio do ensino médio, Davis era o nosso professor de latim, um homem pálido e de rosto fino, na casa dos 60 anos, que parecia um irmão mais velho do Mr. Bean. Ele era desgrenhado como muitos acadêmicos e impressionantemente erudito. Quando ele falava, embalava a bochecha em sua mão levantada, como se estivesse se consolando, o que ele provavelmente estava. Ele o fazia quando estava sentado, com seu cotovelo apoiado sobre a mesa. O que me intrigava era que ele continuava fazendo isso mesmo quando se levantava e andava pela sala, parecendo uma manobra ainda mais desajeitada.

Ele sempre segurava um pequeno bastão, como a varinha de um mágico, que apontava para qualquer lugar de seu interesse, alguma coisa no quadro ou para um aluno desatento. Quando ele fazia uma pergunta, ficava em pé em frente a você e tocava o bastão ameaçadoramente em sua mesa enquanto esperava, como um louva-a-deus, pela resposta. Era uma técnica própria, mas ele concentrava a turma maravilhosamente. Eu aprendi muito de latim desse modo.

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Capítulo 6 - Contribuições da Psicanálise à Educação

GAMEZ, L Grupo Gen ePub Criptografado

Você já ouviu a expressão “Freud explica”? O que ela realmente quer dizer? Observando a charge acima, será que podemos facilmente identificar que papel exerce a família no desenvolvimento da personalidade? E na geração de conflitos psicológicos que resultam dessa relação familiar? Será que é possível termos uma consciência exata de quem somos? Como justificar determinados atos quando agimos por impulso, ou de forma aparentemente inconsciente? E será que as ações inconscientes não eram, no fundo no fundo, exatamente a maneira como gostaríamos de agir? Todas essas questões, e muitas outras, podem ser explicadas pela Psicanálise. Mas será que Freud explicava tudo mesmo?

O foco restrito deste capítulo-ensaio sobre Psicanálise e as suas contribuições na área da educação se dará através da ótica de seu fundador. Aqui você conhecerá os principais pressupostos da teoria psicanalítica postulada por Sigmund Freud (1856-1939), um médico que, em consequência do seu interesse pela Neurologia, desenvolveu várias formulações teóricas envolvendo a análise da consciência humana, que considerava limitada e inadequada. Para ele, a compreensão dos motivos fundamentais do comportamento humano deveria se dar à luz do inconsciente.

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Capítulo 6. A avaliação e a tecnologia: a questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido — Eric Freitas Rodrigues

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

A questão da verificação de aprendizagem no modelo de ensino híbrido

ERIC FREITAS RODRIGUES

A experiência escolar é marcada por simbólicos momentos que nos permitem visualizar perfeitamente sua natureza cíclica. No construto escolar clássico, os alunos são recebidos em um modelo seriado que lhes permite, desde muito novos, notar os ritmos regulares com que passam, de bimestre a bimestre, boletim a boletim, por cada conjunto de informações e, ao completarem uma fase do currículo, retornam, no ano seguinte, para reiniciar a mesma jornada, uma etapa acima caso tenham obtido sucesso. Ao professor, cabe a outra face dessa relação: estabelecer um primeiro contato, delinear métodos de trabalho e programas curriculares, apresentar sua disciplina aos estudantes e avançar pelo currículo e pelas propostas até uma derradeira conclusão do ano, quando é feita a seleção dos alunos habilitados ou não a prosseguirem para um novo período de desafios.

Como qualquer jornada regida por ciclos, os eventos que se repetem tornam-se quase rituais que demarcam as etapas de um ano: a organização das turmas, a sequência dos bimestres (ou trimestres), a entrega de notas, os conselhos de classe, os períodos de recuperação e assim por diante. ­Entre esses “eventos-rituais”, a avaliação é um dos que carrega ainda mais significados, uma vez que, exatamente como um ritual de passagem, deve habilitar ou reter aqueles que a ela se submetem, abalizando os alunos capacitados, ou não, ao início de um novo ciclo, ao avanço de mais uma etapa.

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Capítulo 7. As tecnologias digitais no ensino híbrido — Alexsandro Sunaga, Camila Sanches de Carvalho

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

ALEXSANDRO SUNAGA
CAMILA SANCHES DE CARVALHO

Das muitas tecnologias utilizadas na escola, poucas se tornaram tão tradicionais como a lousa e o giz. Ultimamente, nas salas de aula, já podemos encontrar projetores multimídia e televisores digitais, mas poucos são utilizados devido à possível resistência por parte dos professores e gestores das escolas, que muitas vezes não tiveram a formação inicial para isso ou não possuem o conhecimento necessário para promover um uso de qualidade, por serem imigrantes digitais.

Tradicionalmente, as aulas são expositivas, e os alunos devem voltar para casa com o caderno repleto de conteúdos copiados da lousa, pois acredita-se que essa seja uma forma eficiente de ensino. Porém, com o avanço das tecnologias digitais e a consequente facilidade de acesso à informação, a escola já não é a única fonte de conhecimento disponível para as pessoas. Por meio do desenvolvimento dos computadores, smartphones, tablets e internet, pode-se aprender em qualquer lugar e a qualquer hora. Contudo, o papel da escola não termina, mas se expande, e cabe a ela direcionar e capacitar os alunos a explorar responsavelmente esses novos caminhos.

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Anexo 1: Esclarecendo dúvidas sobre os modelos de ensino híbrido

Lilian Bacich (org.); Adolfo Tanzi Neto (org.); Fernando de Mello Trevisani (org.) Grupo A ePub Criptografado

Apresentamos nesta seção algumas respostas de questionamentos que surgiram durante todo o processo do Grupo de Experimentações em Ensino Híbrido em momentos de socialização dos aprendizados do grupo com outros professores interessados no tema. As respostas foram elaboradas pelos professores participantes do Grupo de Experimentações, após vivenciarem diferentes modelos de ensino híbrido em suas aulas. Acreditamos que essas dúvidas permeiam todos que começam a trabalhar com aulas nos modelos de ensino híbrido apresentados neste livro, e, apesar de não existirem respostas únicas, sabemos que esse pode ser um ponto de partida para futuras reflexões e desencadeamentos de como podemos usar o ensino híbrido da melhor forma no contexto educacional de nosso país.

ORGANIZAÇÃO DA SALA DE AULA

Como dividir os alunos por atividade?

Ao iniciar uma atividade no modelo de ensino híbrido, o professor pode organizar e dividir os estudantes da forma que julgar mais apropriada para a sua turma, seja pelos números (pares ou ímpares, por exemplo), pelo sexo, por sorteios, pela ordem de chamada, etc. À medida que ele for observando e identificando as dificuldades dos alunos, poderá, nas aulas seguintes, personalizar as atividades de acordo com as dificuldades a serem trabalhadas por grupo e/ou por indivíduo. O grande diferencial do modelo de ensino híbrido é a personalização do ensino.

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Capítulo 10 Avaliação da Aprendizagem Escolar

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

Contextualizando

Dizes-me, de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)

(...)

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.

Sim, faço ideias sobre o mundo, e a planta nenhuma.

Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;

E as plantas são plantas só, e não pensadores.

Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

 

Como que sou inferior.

Mas não digo isso: digo da pedra, “é uma pedra”,

Digo da planta, “é uma planta”,

Digo de mim, “sou eu”.

E não digo mais nada. Que mais há a dizer?

No trecho de Caeiro, o autor discute a questão da superioridade do ser humano em relação a pedras e plantas. Em sua conclusão, parece ficar claro que não há uma relação hierárquica de importância entre as coisas que existem; há somente o fato de elas existirem. Com base neste texto, reflita:

• As pessoas tendem a avaliar as situações cotidianas com frequência?

• Por que, sempre que se quer avaliar, atribui-se um valor de julgamento?

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Capítulo 3 Relação entre Professor e Aluno

MALHEIROS, Bruno Taranto Grupo Gen ePub Criptografado

Contextualizando

Bons amigos (Machado de Assis)

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.

Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.

Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.

Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.

Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.

Porque amigo sofre e chora.

Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.

Porque amigo é a direção.

Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.

Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.

Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,

Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis, assim como outros grandes poetas, escrevia bastante sobre diversos tipos de relacionamento: amizade, cumplicidade, amor. Os relacionamentos existem onde existem duas ou mais pessoas. Na sala de aula, portanto, diversos tipos de relacionamento acontecem. Baseado no poema de Machado de Assis, reflita:

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