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Medium 9788565848442

Capítulo 7 - Educar a partir da interculturalidade: exigências curriculares para o diálogo entre culturas

José Gimeno Sacristán Grupo A PDF Criptografado

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Educar a partir da interculturalidade: exigências curriculares para o diálogo entre culturas

José Antonio Pérez Tapias

Universidade de Granada

É

famosa a declaração de Fernando de los

Ríos nas Cortes Constituintes da II República quando, ao abordar a questão crucial da laicidade do Estado, disse que “na

Espanha, o revolucionário é o respeito”. Recordamo-nos frequentemente desse lúcido diagnóstico de um político socialista – que foi Ministro da Justiça e de Estado e também ocupou a pasta de Ensino Público – não somente porque na Espanha atual continua sendo necessário aprofundar a aprendizagem do respeito recíproco, mas porque, em nossas so­ciedades complexas onde convivem pessoas de diversas procedências e de diferentes culturas, o respeito se converte na indispensável chave necessária para afirmar que seja possível uma vida em comum à altura da dignidade humana.

Respeito significa reconhecer o outro, cuidando para que seus direitos não sejam menosprezados, recebendo-o no espaço comum da convivência enquanto possibilitamos a expressão de sua alteridade. É a atitude moral básica que torna possível a relação entre seres humanos, deixando para trás, de um lado, a imposição mediante a força que mantém as

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Medium 9788580553123

Capítulo 4 - Avaliação formativa

Michael K. Russell, Peter W. Airasian Grupo A PDF Criptografado

capítulo

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Avaliação formativa

Tópicos-chave

Avaliação informal durante a instrução

Validade e confiabilidade na avaliação instrucional

Atividades formais de avaliação formativa

Acomodações durante a instrução

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Russell & Airasian

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após ler este capítulo, você poderá:

Diferenciar avaliação de planejamento de avaliação instrucional.

Descrever o que os professores fazem ao longo da avaliação instrucional.

Explicar o uso de nível de tolerância e conhecimento prático.

Identificar problemas que influenciam a validade e a confiabilidade na avaliação instrucional.

Escrever ou fazer perguntas de nível mais alto ou mais baixo e perguntas convergentes e divergentes.

Citar estratégias para o questionamento efetivo.

Acomodar os alunos com deficiências durante a instrução e a avaliação instrucional.

PENSAR SOBRE ENSINAR

Quais são as atividades mais importantes para as quais o professor deve estar preparado durante a instrução?

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Medium 9788536323541

6. Parcerias e interessados

Tim Brighouse, David Woods Grupo A PDF Criptografado

168 Tim Brighouse e David Woods

ças e os jovens com frequência chamam a atenção para a segurança na es­ cola, em casa e nos locais públicos como sendo uma preocupação funda­ mental – parcerias para uma escola mais segura podem proporcionar a segurança que a criança necessita para se sobressair. Clínicas informais nos centros para crianças colocam as esco­las na base da comunidade e me­ lhoram tanto os níveis de saúde quan­to de desempenho dos alunos, com uma alimentação saudável e esque­mas de segurança no caminho, para que a escola siga desempenhando seu papel. Muitas escolas procuram atingir os padrões de “escolas saudáveis” atra­vés de uma série de atividades escolares e comunitárias. Em termos de bem-estar econômico, há uma ampla série de organizações, serviços e negócios através dos quais os alunos podem obter um maior entendi­mento econômico e uma consciência do mundo do tra­ balho além da­quela obtida através do currículo. As empresas podem con­ tribuir com apoio, tanto em termos de empregados habilitados e compro­ metidos quanto em termos de patrocínio, como no apoio a escolas técnicas ou profissionalizantes. Algumas escolas estão vinculadas a empresas que pro­porcionam mentores para os alunos. Outras empresas voluntárias aju­ dam as escolas com seus programas de Young Enterprise e atuam através de parcerias com o Education Business. Os desafios de “dar uma contribuição positiva” para a comunidade exige que o programa de cidadania da escola seja bem ensinado, com um entendimento desen­volvido dos direitos e res­ ponsabilidades dos estudantes e também das outras pessoas, e partici­pando ativamente das atividades da comunidade, como projetos ambientais, filan­ tropia e regeneração local.

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Medium 9788584291151

Capítulo 4 - Procedimentos metodológicos nas salas de aula do curso de pedagogia: experiências de ensino híbrido

Lilian Bacich, José Moran Grupo A PDF Criptografado

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Procedimentos metodológicos nas salas de aula do curso de pedagogia: experiências de ensino híbrido

Ivaneide Dantas da Silva

Elizabeth dos Reis Sanada

PALAVRAS INICIAIS

A discussão sobre o baixo desempenho dos estudantes brasileiros da educação básica tem sido algo permanente nos últimos anos. Entre os diversos fatores responsáveis por essa situação, podemos mencionar as dificuldades dos docentes em, considerando as demandas do mundo contemporâneo, acompanhar as contribuições teóricas mais recentes para a condução dos processos de ensino e aprendizagem em sala de aula de modo inovador, personalizado e centrado na aprendizagem do estudante.

Em documento produzido pelo Ministério da Educação, no ano de 2000, já se apontava o quanto as mudanças propostas para a educação básica no país necessitariam redimensionar a formação de professores. Segundo o documento,

[...] as novas concepções sobre a educação, as revisões e atualizações nas teorias de desenvolvimento e aprendizagem, o impacto da tecnologia da informação e das comunicações sobre os processos de ensino e de aprendizagem, suas metodologias, técnicas e materiais de apoio [...] delineiam um cenário educacional com exigências para cujo atendimento os professores não foram nem estão sendo preparados.

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Medium 9788573074260

A Aprendizagem dos Conteúdos Procedimentais

Antoni Zabala Grupo A PDF Criptografado

A PRÁTICA EDUCATIVA / 43

De um ponto de vista educacional, e numa primeira aproximação, os dois tipos de conteúdos nos permitem tratá-los conjuntamente, já que ambos têm como denominador comum a necessidade de compreensão.

Não podemos dizer que se aprendeu um conceito ou princípio se não se entendeu o significado. Saberemos que faz parte do conhecimento do aluno não apenas quando este é capaz de repetir sua definição, mas quando sabe utilizá-lo para a interpretação, compreensão ou exposição de um fenômeno ou situação; quando é capaz de situar os fatos, objetos ou situações concretos naquele conceito que os inclui. Podemos dizer que sabemos o conceito “rio” quando somos capazes de utilizar este termo em qualquer atividade que o requeira, ou quando com este termo identificamos um determinado rio; e não apenas quando podemos reproduzir com total exatidão a definição mais ou menos estereotipada deste termo. Podemos dizer que sabemos o princípio de Arquimedes quando este conhecimento nos permite interpretar o que sucede quando um objeto submerge num líquido. Em qualquer caso, esta aprendizagem implica uma compreensão que vai muito além da reprodução de enunciados mais ou menos literais. Uma das características dos conteúdos conceituais é que a aprendizagem quase nunca pode ser considerada acabada, já que sempre existe a possibilidade de ampliar ou aprofundar seu conhecimento, de fazê-la mais significativa.

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Medium 9788577260577

SECÃO DOZE: ALTERAÇÕES CUTÂNEAS EXÓGENAS

Avram, Grupo A PDF Criptografado

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I

Atlas Colorido de Dermatologia Estética

CAPÍTULO 57 Perfuração da orelha

A perfuração da orelha é realizada para facilitar a utilização de brincos. Quando se assegura que o procedimento seja realizado em um serviço de saúde por um médico, o paciente tem a garantia de que o procedimento é efetuado em condições seguras e controladas.

QUESTÕES ESCLARECEDORAS

FUNDAMENTAIS

• Alergias de contato a metais

• História de quelóides ou cicatrizes hipertróficas

ABORDAGEM

Existem dois métodos comumente utilizados na perfuração: manual ou com a ajuda de uma pistola automática para perfuração da orelha (Fig. 57.1). Antes de realizar qualquer procedimento, é importante ter certeza da posição correta escolhida para a perfuração. A simetria com a orelha contralateral é fundamental para um aspecto cosmético satisfatório. Antes do procedimento, o paciente deve revisar as posições escolhidas utilizando um espelho.

PROCEDIMENTO

• Esterilizar todos os instrumentos.

• Esterilizar e anestesiar o lóbulo da orelha.

• Aplicar pressão lenta, introduzir a agulha de calibre 14 a

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Medium 9788584290123

Capítulo 6 - Formação de professoresalfabetizadores

Cláudia da Mota Darós Parente, Luiza Elena L. Ribeiro do Valle, Maria José Viana Marinho de Mattos Grupo A PDF Criptografado

Formação de professores alfabetizadores

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Andréia Osti

Introdução

Para discutir a questão da formação de professores alfabetizadores é necessária a reflexão sobre dois aspectos. Primeiramente, o que se entende por formação e quais são as variáveis que participam desse processo. Em segundo lugar, há de se debater sobre a alfabetização no Brasil, definir o que esse termo compreende e quais são os conceitos e pressupostos necessários para embasar a formação de um professor alfabetizador.

A formação do professor ocorre no âmbito acadêmico e na prática escolar. O primeiro propicia ao docente uma gama de conteúdos e a visão de diversas correntes teóricas em suas dimensões pedagógicas, filosóficas, políticas, psicológicas, dentre outras. A segunda fornece ao professor não apenas o meio no qual seus conhecimentos serão aplicados, testados e desenvolvidos, mas também lhe confere a legitimidade do título, ou seja, é na escola que o professor se constrói como profissional, se reconstrói e se modifica ao longo de sua carreira.

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Medium 9788563899828

Capítulo 10. Inteligência e afetividade

Fernando Becker Grupo A PDF Criptografado

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Inteligência e afetividade

[...] estou persuadido que chegará o dia em que a psicologias das funções cognitivas e a psicanálise serão obrigadas a se fundir numa teoria geral que melhorará as duas corrigindo uma e outra, e é esse futuro que é conveniente prepararmos, mostrando desde agora as relações que podem existir entre as duas. (Piaget, 1972/1973, p. 3).

[...] e essa correlação foi para mim bastante sugestiva de que a emoção era um componente integral da maquinaria da razão. (Damásio, 1994/1996, p. 12)

A epistemologia genética caracteriza-se, nos seus funda­mentos, por negar a predeterminação do sujeito: o su­jeito não existe apenas por força da bagagem hereditária; também não existe apenas por força do meio, físico ou social. A respeito da abordagem epistemológica, diz Piaget (1973):

Sempre que se considera o desenvolvimento numa perspectiva epistemológica, uma multidão de problemas aparece com cla­reza, com uma evidência tal que a gente se espanta que ninguém os tenha visto antes. (p. 83)

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Medium 9788584291083

Capítulo 2. “Ler” antes de ler. Como facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita?

Fernanda Leopoldina Viana, Iolanda Ribeiro, Sylvia Domingos Barrera Grupo A PDF Criptografado

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“Ler” antes de ler. Como facilitar a aprendizagem da leitura e da escrita?

Fernanda Leopoldina Viana, Joana Cruz e Irene Cadime

Hoje, é consenso que a aprendizagem da leitura e da escrita tem início muito antes da entrada do aluno no 1º ciclo. Nos anos pré-escolares, independentemente da frequência à educação pré-escolar (que no Brasil é atualmente considerada obrigatória), as crianças vão construindo conhecimentos sobre a linguagem escrita, os quais assumem o papel de facilitadores da sua aprendizagem formal (JUSTICE;

KADERAVEK, 2002; WHITEHURST; LONIGAN, 1998).

Essa posição contraria a que prevaleceu durante várias décadas, a qual considerava que a aprendizagem da leitura se iniciava com a introdução formal ao código escrito (HANEY; HILL, 2004) e que esse ensino não deveria ter lugar sem que as crianças tivessem atingido um determinado grau de maturidade, ou seja, sem que tivessem um conjunto de competências – de tipo perceptivo e motor, como a lateralidade, a discriminação perceptiva, a coordenação visuomotora e o esquema corporal

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Medium 9788536314389

11. Desenhos Metodológicos (V) Delineamentos ex post facto

Adroaldo Gaya Grupo A PDF Criptografado

Ciências do movimento humano

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Desenhos metodológicos V

Delineamentos do tipo ex post facto

Adroaldo Gaya

Os delineamentos do tipo ex post facto, em uma primeira aproximação, se caracterizam por tratarem de situações que já vêm dadas aos pesquisadores. Em outras palavras, os pesquisadores, por meio de fatos já ocorridos, sugerem relações entre variáveis.

Por exemplo: ao investigarmos as relações entre o uso de bebidas alcoólicas e acidentes viários, uma possibilidade seria a de consultarmos os prontuários policiais sobre acidentes nas estradas, registrarmos as ocorrências da variável “presença de álcool” ou “nível de alcoolemia” e procedermos às análises estatísticas adequadas para testar nossa hipótese. Se detectarmos níveis significativos de associação entre acidentes viários e ingestão de bebidas alcoólicas, por conseqüência lógica, poderemos sugerir a hipótese de que há maior probabilidade de acidentes nas estradas quando os sujeitos consumiram bebidas alcoólicas.

Exemplo semelhante é quando se afirma que fumar causa câncer. Tal conclusão é proveniente do fato de que há maior ocorrência de câncer em fumantes do que em não-fumantes, o que é sugerido, evidentemente, após os fatos terem ocorrido.

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Medium 9788547215781

1.3 principais perspectivas relativas aoprocesso de design thinking

Andrea Cristina Filatro, Carolina Costa Cavalcanti Editora Saraiva PDF Criptografado

DESIGN THINKING  na educação presencial, a distância e corporativa

1.3 �principais perspectivas relativas ao processo de design thinking

Existem variadas perspectivas sobre a gênese do design thinking e, como consequência, diferentes visões sobre as etapas do processo e métodos a serem adotados. Entretanto, especialmente no contexto brasileiro, as perspectivas mais conhecidas e disseminadas tanto no campo da administração quanto no campo de

­design são as abordagens da Ideo e da d.school.

Várias das publicações brasileiras que tratam do DT publicadas nos Anais do Congresso Brasileiro

EXISTEM VARIADAS PERSPECTIVAS SOBRE A GÊNESE de Pesquisa e Desenvolvimento em Design21 referenDO DESIGN THINKING E, COMO CONSEQUÊNCIA, ciam materiais disseminados pela Ideo e, como

DIFERENTES VISÕES SOBRE AS ETAPAS DO exemplo, podemos citar Chaves, Bittencourt e

PROCESSO E MÉTODOS A SEREM ADOTADOS

Taralli,22 que consideram esses materiais referências fundamentais para a compreensão do DT. A abordagem de DT disseminada pela d.school também serve como referencial para aqueles que querem utilizá-lo no contexto educacional.23, 24 Assim, a seguir conheceremos as características tanto da perspectiva da Ideo quanto da d.school.

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Medium 9788584291830

Capítulo 5. Perguntas essenciais: a porta de entrada para a compreensão

Grant Wiggins, Jay McTighe Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 5

Perguntas essenciais: a porta de entrada para a compreensão

Dada uma determinada disciplina ou um conceito particular, é fácil formular perguntas triviais... Também é fácil formular perguntas insuportavelmente difíceis. A proeza é encontrar perguntas intermediárias que possam ser respondidas e que levem você a algum lugar.

_ Jerome Bruner, The Process of Education, 1960

Questionar significa abrir, deixar exposto. Somente uma pessoa que tem perguntas pode ter [real compreensão].

_ Hans-Georg Gadamer, Truth and Method, 1994

U

ma unidade complexa ou programa de estudo irá naturalmente envolver muitas metas educacionais simultaneamente: conhecimentos, habilidades, atitudes, hábitos mentais e compreensão. Mas, como já dissemos, se o objetivo é ajudar os alunos a darem sentido e a usarem o que aprendem, então o planejamento (e o ensino resultante) deve focar explicitamente nas grandes ideias que conectam e dão significado a todos os fatos e habilidades específicos.

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Medium 9788577260546

3. Tratamento farmacológico da dor

Jamie H. Von Roenn, Judith A. Paice, Michael E. Preodor Grupo A PDF Criptografado

Tratamento farmacológico da dor

3

Jay Thomas, MD, PhD e Charles F. von Gunten, MD, PhD

M

N

lembrar que, mesmo quando a dor é suficientemente intensa para exigir medicamentos de um degrau mais alto, o tratamento combinado com medicamentos usados nos degraus mais baixos pode ainda ser empregado de modo sinérgico.

Finalmente, os médicos podem usar, em cada degrau, medicamentos adjuvantes para otimizar o controle da dor.

CRITÉRIOS FUNDAMENTAIS

A dor é subjetiva; a única medida da dor é o relato do paciente.

O tratamento ideal da dor requer a abordagem das dimensões física, psicológica, social e espiritual/existencial da pessoa que sente dor.

O tratamento farmacológico da dor requer um entendimento da fisiopatologia básíca da dor (i. e., se a dor

é nociceptiva, neuropática ou mista).

Os opióides são a base do tratamento farmacológico da dor intensa, independentemente da causa, mas freqüentemente são necessários medicamentos adjuvantes e suas combinações para o controle ótimo da dor neuropática intensa.

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Medium 9788536305592

Capítulo 22 - A Prática do Hedge

Mark Grinblatt Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

22

A Prática do Hedge

Objetivos de Aprendizagem

Depois da leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de

1. Descrever o beta de fator e o desvio-padrão, bem como os métodos de valor ao risco para estimar a exposição ao risco.

2. Usar contratos a termo, futuros, swaps e opções para gerar hedges.

3. Aplicar a relação de paridade de taxa de juros coberta em mercados de câmbio estrangeiro, para desenvolver hedges de câmbio.

4. Entender por que e como seguir um hedge com contratos futuros e a termo.

5. Usar modelos fatoriais e de regressão para determinar os índices de hedge.

6. Descrever a relação do hedge com regressão, do hedge com variância mínima e análise de média e variância.

No início dos anos 1990, a Metallgesellschaft AG, um dos maiores conglomerados da Alemanha, contava com capacidade considerável de refino em uma subsidiária da qual a empresa tinha 51 por cento das ações. Promessas de vender óleo para aquecimento das refinarias da subsidiária aos clientes, com preço garantido nos 10 anos seguintes, expuseram a empresa a um risco considerável ao preço do petróleo. Para compensar o risco que vinha com essas promessas, a administração da Metallgesellschaft decidiu comprar contratos futuros de petróleo cru na New York Mercantile Exchange. Em setembro de 1993, o preço do petróleo caiu vertiginosamente, e a Metallgesellschaft começou a receber solicitações de depósito de garantias suplementares sobre seus contratos futuros. O dinheiro exigido para atender a essas opções marginais de compra logo excedeu às receitas brutas da empresa originadas das vendas de óleo para aquecimento, e a Metallgesellschaft foi forçada a liquidar grande parte de sua posição de futuros, resultando em perdas de capital de US$ 1,34 bilhão. Como conseqüência desse fiasco de hedge, a alta administração foi substituída e os acadêmicos começaram a estudar o que tinha dado errado. O consenso foi de que a Metallgesellschaft possuía o índice de hedge errado – tão errado que sua posição de futuros aumentou a exposição da empresa ao risco do preço do petróleo, em vez de diminuí-la.

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Medium 9788573077742

Capítulo 1. As competências do professor profissional: Entre conhecimentos, esquemas de ação e adaptação, saber analisar

Philippe Perrenoud, Léopold Paquay, Marguerite Altet, Évelyne Charlier Grupo A PDF Criptografado

Formando professores profissionais

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CAPÍTULO

AS COMPETÊNCIAS DO PROFESSOR

PROFISSIONAL: ENTRE CONHECIMENTOS, ESQUEMAS

DE AÇÃO E ADAPTAÇÃO, SABER ANALISAR

Marguerite ALTET

1

Na França, a introdução de um sistema educacional de massa e a modificação do público escolar que se seguiu a ela, assim como a nova Lei de Orientação para a

Educação, de 1989, que coloca “o aluno no centro do sistema educacional”, acarretaram uma evolução na percepção dos papéis do professor.

Além disso, o Ministério empreendeu modificações em seus sistemas de formação: a criação dos Institut Universaire de Formation de Maîtres (IUFM) para formar um corpo único de professores, a importância assumida pelos Mission

Academic de Formation de Personnel de L’Éducation National (MAFPEN) e a formação contínua tornando-se uma “prioridade” (Bayrou, 1994) correspondem à vontade institucional de desenvolver uma “verdadeira formação profissional” para todos (Bancel, 1989), permitindo construir uma nova identidade profissional em termos de competências e de status de “professor profissional”. Com o reconhecimento de uma especificidade do profissional do ensino, os professores de escola elementar, colégio e liceu tornam-se “profissionais do ensino e da aprendizagem” formados pela apropriação de competências necessárias ao ato de ensinar (o saber-ensinar) e não apenas ao domínio de conteúdos de ensino (os conhecimentos disciplinares), como acontecia nos sistemas de formação anteriores.

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