2616 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788584291267

Capítulo 4 - Substituição do trabalho preditivo por automação, robotização e inteligência artificial provocando o fim do vínculo empregatício

Rui Fava Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 4

Substituição do trabalho preditivo por automação, robotização e inteligência artificial provocando o fim do vínculo empregatício

A fábrica do futuro terá apenas dois empregados, um homem e um cachorro. O homem estará lá para alimentar o cachorro. O cachorro estará lá para impedir que o homem toque nos equipamentos.

Warren Gamaliel Bennis

1925-2014

A proporção das metamorfoses nos últimos tempos tem sido sem precedentes, nos pegando desprevenidos, razão pela qual continuaremos a ser perpétuos novatos quando se trata de tecnologia. Precisamos acreditar mais nas coisas improváveis. Tudo está em fluxo constante de mutação, e, com imaginação, poderemos aprender a discernir o que está à frente com mais clareza e naturalidade.

A Revolução Agrícola está assentada na produção de alimentos; a Revolução

Industrial, alicerçada na manufatura das coisas; e a Revolução Tecnológica, fundamentada na entrega de serviços por máquinas inteligentes munidas de inteligência artificial (IA). A transfiguração

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848060

Capítulo 15 | A organização do trabalho nos estabelecimentos escolares

Monica Gather Thurler; Olivier Maulini Grupo A PDF Criptografado

15

A organização do trabalho nos estabelecimentos escolares

Monica Gather Thurler

Université de Genève

O

s estabelecimentos escolares são conhecidos, do ponto de vista da teoria dos sistemas, como organizações fragmentadas, “celulares” (Marx e van Ojen,

1993). Já há 30 anos, Lortie (1975) referiase a isso evocando a imagem de egg-crate structures, isto é, escolas e salas de aula – e, dentro delas, professores e alunos – designados aos seus lugares de trabalho segundo o princípio das embalagens de ovos, de maneira a ficarem protegidos e separados uns dos outros por divisórias físicas e mentais.

Esse modo de funcionamento remonta à implantação da obrigatoriedade da escola, na metade do século XIX, e corresponde a uma lógica organizacional da época, concebida com a preocupação de tornar mais eficazes as cadeias de produção industriais, primeiramente, e depois as burocracias. Partindo do princípio de que é possível delimitar, recortar e definir clara-

Ver todos os capítulos
Medium 9788573077612

Capítulo 2 | Textos em matemática: por que não?

Kátia Stocco Smole; Maria Ignez Diniz Grupo A PDF Criptografado

Ler, Escrever e Resolver Problemas

29

c a p í t u l o

Textos em Matemática:

Por Que Não?

Kátia C. S. Smole

A produção de textos nas aulas de matemática cumpre um papel importante para a aprendizagem do aluno e favorece a avaliação dessa aprendizagem em processo.

Organizar o trabalho em matemática de modo a garantir a aproximação dessa área do conhecimento e da língua materna, além de ser uma proposta interdisciplinar, favorece a valorização de diferentes habilidades que compõem a realidade complexa de qualquer sala de aula.

2

U

m grupo de alunos da 3ª série havia acabado de fazer uma atividade sobre frações e percebido que as frações com numerador um ficam menores à medida que o denominador aumenta. A professora da classe pediu que escrevessem sobre o que haviam aprendido com a atividade. Então, eles produziram o seguinte texto:

No dicionário, fração é uma parte do todo. Como um papel que é fracionado para formar uma dobradura.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302270

Capítulo 5. Desenvolvimento socioafetivo na primeira infância

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E EDUCAÇÃO, V.1

5

105

Desenvolvimento socioafetivo na primeira infância

MARÍA JOSÉ ORTIZ, MARÍA JESÚS FUENTES E FÉLIX LÓPEZ

Neste capítulo, são analisadas as origens da vida social e emocional, as diferenças individuais nos diversos processos socioafetivos e os fatores individuais e contextuais que explicam tais diferenças. Um tema central, portanto, será o desenvolvimento do vínculo afetivo da criança com os cuidadores principais e a análise dos variados fatores que intervêm no estabelecimento de um laço afetivo seguro ou inseguro. O desenvolvimento dos diversos aspectos da vida emocional e o modo como fatores temperamentais e relacionais marcam diferenças em todos esses campos será objeto de uma revisão geral. Finalmente, são analisadas as primeiras relações com os iguais e o papel dos pais e educadores na aquisição e no desenvolvimento precoce da competência social infantil.

O APEGO

O que é o apego e quais suas funções

Ver todos os capítulos
Medium 9788522484959

2 MÉTODOS DAS CIÊNCIAS SOCIAIS

Antonio Carlos Gil Grupo Gen PDF Criptografado

MÉTODOS DAS

CIÊNCIAS SOCIAIS

2

2.1 Método científico

A ciência tem como objetivo fundamental chegar à veracidade dos fatos. Neste sentido não se distingue de outras formas de conhecimento. O que torna, porém, o conhecimento científico distinto dos demais é que tem como característica fundamental a sua verificabilidade.

Para que um conhecimento possa ser considerado científico, torna-se necessário identificar as operações mentais e técnicas que possibilitam a sua verificação. Ou, em outras palavras, determinar o método que possibilitou chegar a esse conhecimento.

Pode-se definir método como caminho para se chegar a determinado fim. E método científico como o conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos adotados para se atingir o conhecimento.

Muitos pensadores do passado manifestaram a aspiração de definir um método universal aplicável a todos os ramos do conhecimento. Hoje, porém, os cientistas e os filósofos da ciência preferem falar numa diversidade de métodos, que são determinados pelo tipo de objeto a investigar e pela classe de proposições a descobrir. Assim, pode-se afirmar que a Matemática não tem o mesmo método da Física, e que esta não tem o mesmo método da Astronomia. E com relação às ciências sociais, pode-se mesmo dizer que dispõem de grande variedade de métodos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788522466030

5 TEORIA E PRÁTICA

DEMO, Pedro Grupo Gen PDF Criptografado

5

TEORIA E PRÁTICA

5.1. OBSERVAÇOES INICIAIS

Uma das características das c1encias soc1a1s é de terem uma vinculação intrínseca com a prática, de tal ordem que a omissão prática torna-se inevitavelmente uma espécie de prática. O descompromisso é uma forma de compromisso, já que a isenção é no fundo outra forma de tomar posição.

Nas outras ciências a prática aparece extrinsecamente à construção científica, ao nível do seu uso e da posição política do cientista como cidadão. Por ser extrínseca não é menos importante, nem precisa ser menor o compromisso. Mas. do ponto de vista metodológico.

é muito diferente, como víamos.

Existem, por outra, práticas que não são políticas ou tendencialmente políticas. Há as profissionais, dedicadas ao treinamento, ou aquelas experimentais, dedicadas à verificação de hipóteses teóri· cas, e assim por diante. De todos os modos. sua importância para as ciências sociais é capital, porquanto marcam com profundidade a relevância das ciências sociais para a sociedade, bem como o tipo de metodologia científica que lhes cabe.

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848619

Capítulo 11 - As duas missões da escola

Philippe Perrenoud Grupo A PDF Criptografado

11

As duas missões da escola

Na maioria dos países, há um único sistema educacional, apesar de várias escolas pertencerem ao setor privado. Nesse sistema, a escolarização é a mesma para todas as crianças até o final do primeiro ciclo do ensino fundamental, podendo haver uma orientação para diferentes programas no início do ensino médio ou, até mesmo, no final da escolaridade obrigatória. Nós nos esquecemos que, em várias partes do mundo, até o final do século XIX ou, em alguns países, até o início do século XX, conviviam dois sistemas educacionais, um destinado às crianças das classes populares, as quais saíam da escola na idade de 12 ou 14 anos com uma instrução elementar. O outro sistema, que preparava para o ensino superior, era destinado aos filhos da burguesia, que entravam na escola com 6 ou 7 anos para cursar uma escolaridade que os formava em ciências humanas, e os conduziria ao baccalauréat*. Para essas duas redes de escolarização, Baudelot e Establet (1971) propuseram a denominação “rede primário-profissional (PP)” e “rede secundário-superior (SS)”. A mobilidade entre essas redes era pouquíssima, até mesmo inexistente. Não havia concorrência, pois a primeira rede visava dar aos filhos das classes populares uma instrução mínima, para que eles pudessem entrar no mercado de trabalho aos 15 anos, ou antes, enquanto a segunda rede formava uma elite destinada a exercer as profissões mais qualificadas e a ocupar postos de poder na sociedade. A seleção

Ver todos os capítulos
Medium 9788521621881

Capítulo 6 - Contribuições da Psicanálise à Educação

L Gamez Grupo Gen ePub Criptografado

Você já ouviu a expressão “Freud explica”? O que ela realmente quer dizer? Observando a charge acima, será que podemos facilmente identificar que papel exerce a família no desenvolvimento da personalidade? E na geração de conflitos psicológicos que resultam dessa relação familiar? Será que é possível termos uma consciência exata de quem somos? Como justificar determinados atos quando agimos por impulso, ou de forma aparentemente inconsciente? E será que as ações inconscientes não eram, no fundo no fundo, exatamente a maneira como gostaríamos de agir? Todas essas questões, e muitas outras, podem ser explicadas pela Psicanálise. Mas será que Freud explicava tudo mesmo?

O foco restrito deste capítulo-ensaio sobre Psicanálise e as suas contribuições na área da educação se dará através da ótica de seu fundador. Aqui você conhecerá os principais pressupostos da teoria psicanalítica postulada por Sigmund Freud (1856-1939), um médico que, em consequência do seu interesse pela Neurologia, desenvolveu várias formulações teóricas envolvendo a análise da consciência humana, que considerava limitada e inadequada. Para ele, a compreensão dos motivos fundamentais do comportamento humano deveria se dar à luz do inconsciente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319162

Capítulo 15 - Como a autoidentidade das crianças está relacionada às experiências com a mídia na vida diária?

Sharon R. Mazzarella; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

15

COMO A AUTOIDENTIDADE

DAS CRIANÇAS ESTÁ RELACIONADA ÀS

EXPERIÊNCIAS COM A MÍDIA NA VIDA DIÁRIA?

Joellen Fisherkeller

Isto é o que a televisão está dizendo agora. Ela não está enfatizando a família, não está enfatizando o crescimento. Você sabe, “dinheiro-dinheiro-dinheiro, você tem que ter o seu, você tem que se parecer assim, você tem que comprar isto”. E eu sei, muitos adolescentes estão atravessando momentos difíceis, tentando se adequar ao que eles veem nos vídeos musicais, ao que eles veem nos anúncios, ao que a mídia diz que é legal. A mídia ficou tão audaciosa que ela realmente diria: “isto é legal, aquilo não é, siga isto, não siga aquilo”. E isso é uma estratégia de marketing.

Chris

Na citação acima, Chris, um rapaz afro-americano de 21 anos a quem entrevistei em Nova York, resume alguns dos desafios com os quais as crianças se defrontam enquanto estão crescendo em um mundo saturado de mensagens e imagens de múltiplas mídias que são, como ele diz, todas elas, parte de “uma estratégia de marketing” (Fisherkeller, 2002, p. 146). Muitos adolescentes, e crianças pequenas também, observam a mídia para ver o que é “legal”, como se vestir, ou, como diz Chris, “o que seguir”. Para todos nós, não há como escapar da cultura do consumismo e de todos os sistemas da mídia comercial que a promovem e mantêm, tanto localmente quanto globalmente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788584291281

Atividades para construir normas

Jo Boaler; Jen Munson; Cathy Williams Grupo A PDF Criptografado

14   Boaler, Munson & Williams

ATIVIDADES PARA

CONSTRUIR NORMAS

ENCORAJANDO O BOM

TRABALHO EM GRUPO

Sempre usamos esta atividade antes que os alunos trabalhem juntos em matemática, pois isso ajuda a melhorar as interações no grupo. Os professores que já experimentaram esta atividade ficaram satisfeitos com as respostas reflexivas dos estudantes e consideraram úteis seus pensamentos e palavras para a criação de um ambiente positivo e apoiador. A primeira coisa a fazer é pedir que os alunos reflitam em grupo sobre coisas que não gostam que as pessoas digam ou façam quando estão trabalhando juntos em matemática. Os alunos elaboram algumas ideias muito importantes, como o fato de não gostarem que as pessoas deem logo a resposta, se apressem no trabalho ou ignorem as ideias dos outros. Depois que tiveram tempo

suficiente para a tempestade de ideias em grupo, colete as ideias. Em geral, fazemos isso confeccionando uma lista ou cartaz “Do que não gostamos” e pedindo que cada grupo contribua com uma ideia, circulando pela sala até que algumas ideias tenham sido compartilhadas (geralmente 10). A seguir, fazemos o mesmo para a lista ou cartaz “Do que gostamos”. Pode ser interessante apresentar à turma os cartazes finais com as normas acordadas em sala de aula sobre as quais você e eles podem refletir durante o ano. Se algum aluno compartilhar um comentário negativo, como “Eu não gosto de esperar pelas pessoas lentas”, não coloque isso no cartaz; em vez disso, use esse comentário como uma oportunidade para discutir a questão. Isso raramente acontece, e os alunos em geral são muito ponderados e respeitosos com as ideias que compartilham.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319162

Capítulo 10 - O que os jovens aprendem sobre o mundo ao assistirem televisão?

Sharon R. Mazzarella; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

10

O QUE OS JOVENS APRENDEM SOBRE

O MUNDO AO ASSISTIREM TELEVISÃO?

Michael Morgan

Fazer a pergunta aparentemente simples colocada no título acima é abrir um vasto leque de questões complexas. Como demonstram de forma intensa os capítulos deste livro, existem muitas maneiras de se pensar a respeito do papel da televisão e outras mídias nas vidas dos jovens. A televisão pode potencialmente afetar o comportamento dos jovens com relação à violência e agressão, assim como em relação ao sexo; pode ainda afetar o que eles compram, como eles querem se vestir ou agir, como eles definem suas identidades

(e compreendem a dos outros) e como eles chegam a entender o seu lugar no mundo. A televisão pode interferir no que eles comem e no que leem – até mesmo o quanto dormem. Ela pode oferecer a eles (por bem ou por mal) formas de resolverem seus problemas pessoais e os da sociedade mais ampla. Ela pode abrir suas mentes para formas novas e mais ricas de conceber o mundo ou entorpecê-los com uma dieta tediosa e sem imaginação que desencoraja uma exploração intelectual mais abrangente. Ela pode fornecer uma “moeda de troca” em comum que facilite a interação da família ou dos pares ou montar o cenário para o isolamento ou conflito. A lista dos possíveis impactos continua sem cessar.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536305592

Apêndice A - Tabelas Matemáticas

Mark Grinblatt Grupo A PDF Criptografado

APÊNDICE

Tabelas Matemáticas

A

700

APÊNDICE A

APÊNDICE A

TABELAS MATEMÁTICAS

TABELA A.1 Valor Futuro de US$ 1 ao Final de Períodos t = (1 + r)t

Taxa de juros

Período

1%

2%

3%

4%

5%

6%

7%

8%

9%

1

2

3

4

5

1,0100

1,0201

1,0303

1,0406

1,0510

1,0200

1,0404

1,0612

1,0824

1,1041

1,0300

1,0609

1,0927

1,1255

1,1593

1,0400

1,0816

1,1249

1,1699

1,2167

1,0500

1,1025

1,1576

1,2155

1,2763

1,0600

1,1236

1,1910

1,2625

1,3382

1,0700

1,1449

1,2250

1,3108

1,4026

1,0800

1,1664

1,2597

1,3605

1,4693

1,0900

1,1881

1,2950

1,4116

1,5386

6

7

8

9

10

1,0615

1,0721

1,0829

Ver todos os capítulos
Medium 9788536319162

Capítulo 11 - Como as crianças e os adolescentes são retratados no horário nobre da televisão?

Sharon R. Mazzarella; Colaboradores Grupo A PDF Criptografado

11

COMO AS CRIANÇAS E OS ADOLESCENTES

SÃO RETRATADOS NO HORÁRIO

NOBRE DA TELEVISÃO?

Nancy Signorielli

A posição central da televisão

A televisão continua a ser uma mídia de massa central e penetrante na cultura americana. Ela desempenha um papel distinto e historicamente sem precedentes como o ambiente de aprendizagem mais comum, constante e vívido da nossa nação. Os americanos passam boa parte do seu tempo no mundo da televisão, seja assistindo a programação transmitida em rede, a cabo, atrações de passatempo ou filmes no seu DVD ou VCR. Na média dos lares, o aparelho televisor fica ligado por mais ou menos sete horas por dia, e uma pessoa em média assiste mais de três horas por dia (Vivian, 2005). As crianças, a geração mais madura e as minorias assistem tipicamente mais televisão. No ambiente de multimídia de hoje, as crianças entre 8 e 18 anos gastam, em média, seis horas e meia por dia com as diferentes mídias (Rideout et al., 2005). Isso inclui o tempo gasto com computador e videogames, além de assistir em torno de três horas de televisão por dia com uma hora adicional assistindo DVDs ou videoteipes. Mesmo os estudantes universitários de hoje, com a proliferação dos sistemas a cabo na maioria dos campus das universidades, consomem uma quantidade considerável de conteúdo de televisão. Consequentemente, no início do século XXI, muito poucos indivíduos escapam da exposição aos padrões de imagem, informação e valores animados e recorrentes da televisão.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536302270

Capítulo 1. Psicologia evolutiva: conceito, enfoques, controvérsias e métodos

César Coll; Álvaro Marchesi; Jesús Palacios Grupo A PDF Criptografado

1

Psicologia evolutiva: conceito, enfoques, controvérsias e métodos

JESÚS PALACIOS

O DESENVOLVIMENTO PSICOLÓGICO E

SEUS DETERMINANTES FUNDAMENTAIS

Como tantas outras disciplinas científicas

(como a história ou a geologia, por exemplo), a psicologia evolutiva trabalha com a mudança ao longo do tempo. Como as outras disciplinas nas quais se divide o amplo campo da psicologia, a psicologia evolutiva trata da conduta humana. O que diferencia a psicologia evolutiva das disciplinas não-psicológicas mencionadas anteriormente é que seu objeto de estudo é a conduta humana, tanto em seus aspectos externos e visíveis como nos internos e não-diretamente perceptíveis. Mas em relação

às outras disciplinas psicológicas, o que a diferencia é seu interesse pela conduta humana do ponto de vista de suas mudanças e transformações ao longo do tempo.

O fato de existirem outras disciplinas psicológicas que também estudam a mudança ao longo do tempo nos obriga a acrescentar algum outro traço diferenciador na definição anterior. Sem dúvida, a psicoterapia também estuda as mudanças ao longo do tempo, e podemos dizer o mesmo das diferentes disciplinas que estudam os processos de aprendizagem; em um e em outro caso, parte-se de um estado inicial da pessoa (um determinado problema psicológico, por exemplo, ou uma conduta que não é capaz de realizar) e procura-se conseguir que esse estado inicial se transforme em uma situação diferente (a superação do problema ou a aquisição da conduta). Dois

Ver todos os capítulos
Medium 9788565848817

Capítulo 4 - As dimensões cognitiva, afetiva e emocional contempladas na educação

Adelar Hengemühle Grupo A PDF Criptografado

4

As dimensões cognitiva, afetiva e emocional contempladas na educação

O conhecimento só produz mudança na medida em que também é conhecimento afetivo. (Spinoza).

N

ossos pressupostos sugerem que o processo educativo seja motivador, significativo, instigador, de modo a aguçar a curiosidade e provocar a necessidade dos estudantes, integrando e envolvendo as dimensões cognitiva, emocional e afetiva, não restritas ao nível das relações pessoais, mas aplicada, principalmente, na relação com os novos conhecimentos a serem abordados ou reconstruídos durante o processo.

Esse é o elemento que queremos acrescentar às históricas reflexões; ou seja, a relação afetiva e emocional, focada nas relações pessoais, agora as ultrapassa e encontra o campo da relação com o conhecimento.

Temos consciência de que a educação precisa desenvolver ao máximo as dimensões e potencialidades humanas. Essa é a missão maior de todo ato formativo. A amplitude dessa natureza humana está permeada pelo subjetivo do sujeito que, em movimento constante, desloca-se na busca da satisfação de suas necessidades e desejos, nos quais estão implícitas as relações humanas, mas também a busca em conhecer por que as coisas são como são. As motivações levam-nos a fazer da busca um processo provocante e instigador, e não uma tarefa da qual precisamos dar conta e dela nos livrar.

De acordo com Morin (2000a), precisamos ensinar a condição humana. O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social e histórico. Esse deveria ser o objeto essencial de todo o pro-

Ver todos os capítulos

Carregar mais