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Medium 9788573073744

CAPÍTULO 5 - Compreender o ensino na escola: modelos metodológicos de investigação educativa

José Gimeno Sacristán, Ángel I. Pérez Gómez Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 5

COMPREENDER O ENSINO NA

ESCOLA: MODELOS METODOLÓGICOS

DE INVESTIGAÇÃO EDUCATIVA

A.I. Pérez Gómez

COMPLEXIDADE E SINGULARIDADE

DOS FENÔMENOS EDUCATIVOS

O problema da investigação nas ciências sociais em geral, e na educação, em particular, está na peculiaridade do objeto de conhecimento: os fenômenos sociais, os fenômenos educativos. O caráter subjetivo e complexo destes requer uma metodologia de investigação que respeite sua natureza.

No entanto o modelo de ciência e de investigação científica que se impôs historicamente, e no qual fomos educados e socializados na vida acadêmica até nossos dias, é um modelo positivista que triunfou no desenvolvimento das ciências naturais e em seus espetaculares progressos nas aplicações tecnológicas. Dessa forma, se impôs como único modelo de concepção científica, adquirindo o monopólio da cientificidade. Por esta razão, de experiência e prestígio, quando o conhecimento em ciências sociais pretende superar o estado de pura especulação filosófica ou de saber de opinião, adere-se ao modelo positivista como única garantia de rigor e de eficiência.

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Medium 9788536319414

2 As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille, Maria Suzana de Stefano Menin Grupo A PDF Criptografado

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As virtudes segundo os jovens

Yves de La Taille

Virtudes! Tema clássico da moralidade e do civismo. E também tema recorrente da antiga educação moral que, baseada no “verbo docente”, cantava as glórias de algumas delas e denunciava os terríveis riscos pessoais e sociais de seus opostos, os vícios. Lê-se, por exemplo, no livro Petite

Histoire de l’enseignement de la morale à l’école de Michel Jeury e JeanDaniel Baltassat, que uma atividade proposta às crianças era a de conjugar em vários tempos e modos frases do tipo “Eu preferiria me matar a faltar com o meu nome”, ou “Seja bom. Seja forte. Não seja maldoso. Tenha confiança. Não tenha medo. Escute, não se mexa! Acorde! Acabe sua lição.

Não se queixe” (Jeury; Baltassat; 2000, p.73). Como se vê, virtudes como honra, coragem, bondade, confiança, perseverança, tranquilidade, força, e outras mais eram, sem demais nuances, apresentadas como qualidade boas e necessárias ao adulto digno desse nome. Quanto aos vícios, eles eram evidentemente definidos como aspectos pessoais contrários às virtudes.

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Medium 9788584290840

Capítulo 4 - Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem

César Coll Salvador, Carles Monereo, Urie Bronfenbrenner, José A. Castorina, Ricardo J. Baquero, John Heron, Katia Stocco Smole Grupo A PDF Criptografado

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Ciclos de vida e ciclos de aprendizagem*

JOHN HERON

>> Conhecer uma teoria contemporânea sobre a aprendizagem, percebendo uma interação dinâmica entre vida e mente.

>> Os ciclos básico e reverso de aprendizagem do ego e de aprendizagem da pessoa.

* N. de E.: Capítulo originalmente publicado no livro ILLERIS, K. et al. Teorias contemporâneas da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2012. 280p.

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100 psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Neste capítulo, apresento minha abordagem aos processos de vida e aprendizagem, derivada de minha teoria da pessoa (HERON, 1992). Ela leva a uma série de modelos e mapas – conjecturas estruturais – que o leitor é convidado a conhecer, como um conjunto de lentes para olhar diferentes aspectos da vida e da aprendizagem.

Como essas lentes proporcionam uma visão seletiva, por mais que possam esclarecer, elas também limitam. Elas não representam a realidade; não oferecem mais do que maneiras possíveis de interpretar nossa experiência. Elas se concentram em apenas um tipo de história, entre muitas outras concebíveis, sobre como vivemos e aprendemos. Contudo, creio que seja uma história proveitosa.

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Medium 9788536303871

19. Adotando a XP

Kent Beck Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

19

Adotando a XP

Adote uma prática da XP a cada vez, sempre abordando o problema que mais preocupa o seu time. Uma vez que ele não é mais o seu problema mais importante, passe para o próximo.

A

gradeço a Don Wells pela resposta simples e obviamente correta para a questão de como adotar a XP:

1. escolha o seu pior problema;

2. resolva-o da maneira XP;

3. quando ele não for mais seu pior problema, repita os passos 1 e 2 acima.

Os dois lugares óbvios por onde começar são os testes e o Jogo de Planejamento.

Muitos projetos estão impregnados com problemas de qualidade ou com um desequilíbrio de poder entre negócios e desenvolvimento. O segundo livro sobre a XP, Extreme Programming Applied: Playing to win, irá abordar esses dois tópicos por eles serem lugares tão comuns para começar.

Existem muitas vantagens nesta abordagem. É tão simples que até mesmo eu consegui entender (uma vez que Don a elucidou para mim). Visto que você aprenderá apenas uma prática de cada vez, você pode fazer um bom trabalho ao aprender cada uma delas. Já que você irá sempre abordar seus problemas mais difíceis, você terá muita motivação para fazer mudanças e obterá feedback positivo imediato de seus esforços.

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Medium 9788584291670

Capítulo 1. Tecnologia para o estabelecimento de documentação de língua de sinais

Ygor Corrêa, Carina Rebello Cruz Grupo A PDF Criptografado

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Tecnologia para o estabelecimento de documentação de língua de sinais

Ronice Müller de Quadros

A documentação de línguas para a constituição dos corpora se desenvolveu muito com os avanços tecnológicos. Segundo

McCarthy e Okeeffe (2010), a invenção do escâner representou um grande avanço na linguística de corpus na década de 1990.

Depois disso, na virada do milênio, os textos passaram a ser digitais de forma ilimitada, consolidando a linguística de corpus.

A possibilidade de ter à disposição dados linguísticos em grandes quantidades viabiliza a identificação de padrões que não eram vistos anteriormente. Conforme os autores indicam, o problema do linguista mudou de acessar grandes quantidades de dados para elaborar metodologias confiáveis que descrevam e deem conta das evidências linguísticas.

No caso das línguas de sinais, está se avançando na mesma direção. Com a possibilidade de acessar vídeos digitalmente, os dados nessas línguas tornam-se cada vez mais acessíveis e também em quantidades muito maiores do que antes. Além disso, os avanços tecnológicos permitem anotar vídeos usando softwares que os integram a sistemas de anotação que localizam os dados de modo muito preciso. Por exemplo, estamos usando o sistema de anotação Eudico (Eudico Language Annotator – Elan1), tecnologia esta que tem revolucionado os estudos linguísticos das línguas de sinais.

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Medium 9788584291694

Capítulo 36. O desafio de trabalhar com as tecnologias da informação e da comunicação nas escolas de educação básica da rede pública de São Paulo: uma experiência, diferentes relatos

Flavio Rodrigues Campos, Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

O DESAFIO DE TRABALHAR COM

AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO

E DA COMUNICAÇÃO NAS ESCOLAS

DE EDUCAÇÃO BÁSICA DA REDE

PÚBLICA DE SÃO PAULO:

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uma experiência, diferentes relatos

Maria Lucia M. Carvalho Vasconcelos | Valéria Bussola Martins

Os resultados das avaliações da educação bra­ sileira, sejam eles nacionais ou internacionais, têm demonstrado o quanto ainda precisamos melhorar nosso ensino, nossas estratégias.

Apenas para corroborar essa afirmação, ve­ jamos, na Tabela 36.1, os resultados extraídos das provas de língua portuguesa e matemática aplicadas pelo Sistema de Avaliação da Educa­

ção Básica (SAEB), em 2016.

TABELA 36.1 Resultados das provas de língua portuguesa* e de matemática** no SAEB de 2016

Nota média adequada

Nota média atingida

3º ano do ensino fundamental I

Português: de

175 a 225

172,3

Matemática: de 200 a 250

201,8

9º ano do ensino fundamental II

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Medium 9788536313696

15. A Filosofia como Escuta: As lições da psicanálise

Havi Carel Grupo A PDF Criptografado

○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○

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A FILOSOFIA

COMO ESCUTA

As lições da psicanálise

Havi Carel

O que busco na fala é a resposta ao outro. O que me constitui como um sujeito é a minha questão.

(Jacques Lacan , Écrits)1

Quando pensamos sobre como a filosofia é comunicada, usualmente pensamos em leitura, escrita e fala. Uma atividade filosófica que não tem recebido muita reflexão é a da escuta, e menos ainda a de ser escutado. A escuta é usualmente percebida como uma posição passiva, submissa, mas em contraste com essa concepção gostaria de entendê-la como uma atividade desejante, absorvente, que é a condição do discurso. A escuta aceita, rejeita e altera as idéias; é a condição de sua expressão.

Não podemos falar ou, mais precisamente, comunicar se ninguém está escutando. Este artigo começa com a idéia de que o conhecimento é intersubjetivo e de que o aprendizado está baseado na comunicação. Com isso em mente, farei três sugestões para estratégias de escuta que facilitam a comunicação dentro do discurso filosófico e, portanto, permitem que o aprendizado e o desenvolvimento do pensamento tenham lugar. A primeira é escutar com sensibilidade especial ao som rangente daquelas partes de um argumento filosófico que não funcionam. A segunda é a de continuar falando mesmo quando alcançamos um beco sem saída filosófico, de modo a escutar o que é difícil, às vezes impossível, de se escutar.

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Medium 9788536327013

5. DIREITO DE FAMÍLIA E PSIQUIATRIA FORENSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Jose G. Taborda Grupo A PDF Criptografado

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DIREITO DE FAMÍLIA E PSIQUIATRIA FORENSE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

VINHETA

João Carlos, 15 anos, branco, estudante do 8º ano, residente em abrigo municipal, foi encaminhado à equipe de serviço universitário de Psiquiatria Forense da Criança e do Adolescente, por determinação de magistrada, em razão de quadro de “alterações de comportamento, atos infracionais contra o patrimônio, violência e ameaças contra pessoas (incluindo ato infracional análogo a tentativa de estupro); uso e comércio de drogas ilícitas, uso de

álcool, humor muito oscilante, relações interpessoais constantemente conflituosas e dificuldade em aceitar regras”. Além dos processos pelos atos infracionais, há mais dois processos relacionados ao adolescente, um para “averiguação de situação de risco” e outro contra a genitora, para extinção do poder familiar, proposto pelo Ministério Público. Neste último, a genitora-ré declarou, em juízo, que “prefere ir presa a ter que aceitar o filho de volta em casa”. Na análise documental da história médico-legal de João Carlos consta: abandono, fuga de casa desde os 13 anos e evasão do centro de atendimento onde cumpria medida socioeducativa. Dos 13 aos 15 anos, o adolescente recebeu vários diagnósticos de instituições públicas, e, em laudos oficiais, foram identificadas alterações mentais e de comportamento, como as seguintes: (i) “desprovido de compaixão ou culpa, sem noção de limite, denotando frieza, além de ter personalidade psicopática, sem qualquer possibilidade de reversão”; (ii) “quadro de ambivalência afetiva, alucinações auditivas, dissociação do pensamento, ideação delirante de cunho persecutório, sendo seu quadro no momento diagnosticado como transtorno esquizofrênico”;

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Medium 9788573077704

2. Educação Infantil e as Novas Definições da Legislação

Carmem Maria Craidy, Gládis E. Kaercher Grupo A PDF Criptografado

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Craidy & Kaercher

da que os pais, a sociedade e o poder público têm que respeitar e garantir os direitos das crianças definidos no artigo 227 que diz:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência e opressão.

Assim, nem os pais, nem as instituições de atendimento, nem qualquer setor da sociedade ou do governo poderão fazer com as crianças o que bem entenderem ou o que considerarem válido. Todos são obrigados a respeitar os direitos definidos na Constituição do país que reconheceu a criança como um cidadão em desenvolvimento. Outras duas definições importantes da Constituição foram que os trabalhadores (homens e mulheres) têm direito à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até os seis anos de idade em creches e pré-escolas; (art. 7º/XXV) e ainda: O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de

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Medium 9788584291199

Estratégia 3 - Aplicabilidade de um conceito por representação visual com envolvimento de estudo de caso ou unidade de aprendizagem

Fausto Camargo, Thuinie Daros Grupo A PDF Criptografado

A sala de aula inovadora   25

Como alternativa, os alunos podem permanecer sentados e passar uma folha de flip-chart para o grupo ao lado, após determinado tempo. Assim, em vez de o grupo circular, a folha passa a movimentar-se pelos grupos.

SEQUÊNCIA DIDÁTICA

1. O professor promove o debate e a discussão com os alunos sobre a importância de considerar todos os fatores na tomada de decisão e no planejamento. Os fatores referem-se ao tema da aula; a situação-problema que está sendo tratada. Com a movimentação dos grupos ou das folhas, outros fatores, ainda não considerados, podem ser mais adequados do que aqueles antes pensados e mudar a tomada de decisão ou o planejamento que inicialmente acreditava-se que fossem os ideais ou corretos.

2. Em grupo, os alunos devem preencher o modelo de ATF/I (Fig. 1).

Exemplo de cenário de ATF/I

Foi realizado o planejamento para a construção de um novo terminal e pista no aeroporto de Foz do Iguaçu, para lidar com o número crescente de turistas e o acentuado interesse comercial na região da tríplice fronteira. No entanto, a comunidade local e os ambientalistas se opõem.

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Medium 9788536319162

Capítulo 5 - Como os pesquisadores estudam os jovens e a mídia?

Sharon R. Mazzarella Grupo A PDF Criptografado

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COMO OS PESQUISADORES

ESTUDAM OS JOVENS E A MÍDIA?

Dafna Lemish

Enquanto pesquisadores, pais, educadores, legisladores, etc., temos muitas questões referentes às crianças, os jovens e a mídia. Estas questões são variadas, empolgantes e desafiadoras. Mas temos ferramentas adequadas em nosso “kit” para investigá-las? Geralmente, os métodos que escolhemos para pesquisa são tão importantes quanto as questões em si, já que estes revelam muito da nossa percepção de quem são as crianças, o que elas são capazes de fazer e estão dispostas a partilhar conosco, o valor dos nossos achados e as interpretações que fazemos deles.

Durante a longa história da pesquisa sobre as crianças, os jovens e a mídia, foi aplicado um amplo leque de metodologias. Uma razão para isto é que um vasto número de pesquisadores, oriundos de uma variedade de disciplinas, contribuiu para a base do nosso conhecimento: especialistas em mídia; psicólogos do desenvolvimento; sociólogos que estudam a infância e o lazer; estudiosos da cultura interessados na cultura popular das crianças, identidade e os processos de globalização; educadores que trabalham no campo dos conhecimentos sobre a mídia; profissionais da saúde especializados em crianças; profissionais engajados na produção de textos para crianças, e legisladores que fazem uma política voltada para o bem-estar das crianças. Na verdade, a maioria destas perspectivas está representada nos vários capítulos deste livro. Estas várias populações eruditas e aplicadas trabalharam dentro das tradições de pesquisa que lhes são familiares, isto é, aquelas que são percebidas como legítimas e “científicas” dentro das suas respectivas comunidades epistemológicas.2 Em consequência, uma ampla variedade de metodologias à disposição para o estudo dos fenômenos sociais e psicológicos foi aplicada ao estudo das crianças e a mídia: projetos experimentais, pesquisas, estudos de campo, etnografias, entrevistas, histórias de vida, artes gráficas, análises de conteúdo e críticas e outras similares.

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Medium 9788584290109

Capítulo 3 - Os professores daqui a cem anos. Brincando com o tempo

Beatriz Jarauta; Francisco Imbernón Grupo A PDF Criptografado

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Os professores daqui a cem anos.

Brincando com o tempo

Atuara Zirtae e Ocsicna Nonreb*

Universidade de Anolecra

Se olharmos a história da educação, poderemos ver que na primeira década do século anterior, o XXI, ocorreram reformas curriculares na formação dos professores, mas não na mesma proporção com relação à organização das escolas. Em muitos países isso foi um avanço. Pouco a pouco, em todos os países, esses estudos passaram a ser universitários com pleno direito. Os currículos foram melhorando, mas ainda estavam envolvidos nas grandes mudanças que tinham acontecido no final do século XX e início do século XXI. Ainda predominava o denominado grande desconcerto educacional de início do século XXI, que durou décadas.

Hoje em dia, depois de já entrarmos no ano de 2111, ser professor é totalmente diferente de como era há cem anos. De um lado, temos os professores de carne e osso, melhor dizendo, os chamados humanos; de outro, os tracks, que são máquinas de ensinar e praticamente predominam nas tarefas atuais de ensino. São os antigos computadores que hoje são quase humanos, pois estão capacitados para aprender mediante sua inteligência artificial.

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Medium 9788573079616

Capítulo 1 - POR QUE UMA NOVA MANEIRA DE ENSINAR?

Celso Antunes Grupo A PDF Criptografado

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POR QUE UMA

NOVA MANEIRA DE ENSINAR?

IMPOSSÍVEL ESCONDER OS INDÍCIOS DE UMA NOVA EDUCAÇÃO

Nunca se falou tanto em educação como agora. A quantidade de livros traduzidos e produzidos no país impressiona, assim como impressiona o número de pesquisas, tratados, dicionários e textos sobre ensino e aprendizagem. Além de publicações usuais, surgem outras formas e e-books, portais, revistas especializadas multiplicam-se na mesma proporção em que cresce o número de congressos e jornadas sobre temas educacionais, encontro com autores, simpósios e outros eventos. Nesse mesmo compasso, a Universidade de São Paulo, maior centro de pesquisas acadêmicas da América Latina, derruba paredes que separam seus cursos e isolam a produção de conhecimento e, através do Instituto de Estudos Avançados (IEA), cria uma rede de inteligência coletiva que, por meio de softwares on-line, permite a interação integral e múltipla entre estudantes de todas as idades, professores, profissionais do setor privado, ONGs diversas, escolas públicas e privadas, potencializando para todos, em toda parte, uma verdadeira “cidade do conhecimento”. No extraordinário frenesi dessa agitação, é comum fecharmos os olhos para a realidade mais abrangente e simplesmente acreditar que “o país, finalmente, acordou”.

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Medium 9788584291588

Capítulo 4. Recomendação pedagica a partir dos aspectos sociais

Patricia Alejandra Behar Grupo A PDF Criptografado

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RECOMENDAÇÃO PEDAGÓGICA

A PARTIR DOS

ASPECTOS SOCIAIS

Patricia Alejandra Behar | Ana Carolina Ribeiro Ribeiro

Caroline Bohrer do Amaral | Cristina Alba Wildt Torrezzan

Fátima Weber Rosas | Gislaine Rossetti Ferreira

Leticia Rocha Machado | Magalí Teresinha Longhi

Este capítulo tem por objetivo analisar os aspectos sociais em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) no intuito de debater sobre a recomendação pedagógica (RecPed) a partir das interações sociais. Para tanto, apresenta-se a funcionalidade denominada mapa social,1 incorporada ao

AVA Rede Cooperativa de Aprendizagem (ROODA).2 O objetivo dessa ferramenta é identificar as relações sociais construídas no AVA pelo sujeito da educação a distância (EAD).3 Com base nessa análise, o mapa social oferece a recomendação de estratégias pedagógicas (EPs), auxiliando o professor a compreender e aprimorar as interações na EAD. A partir dessas informações, o docente pode encontrar a oportunidade de identificar o perfil de cada aluno e/ou turma e planejar práticas pedagógicas focadas em suas necessidades. Demonstra-se, assim, uma importante ferramenta contra a evasão de alunos, pois possibilita a identificação precoce

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Medium 9788584290420

Capítulo 10 - Ações esperadas individuais e coletivas nas lutas

Luiz Gustavo Bonatto Rufino; Suraya Cristina Darido Grupo A PDF Criptografado

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Ações esperadas individuais e coletivas nas lutas

A partir da compreensão das lutas da escola e dos jogos de luta, origina-se todo o processo de classificação e diferenciação das práticas de luta.

A primeira grande diferenciação entre as práticas de luta está no nível de previsibilidade das ações motoras, umas sendo mais esperadas, ou previsíveis, outras mais inesperadas, ou imprevisíveis.

Acreditamos que o nível de previsibilidade das ações das lutas dita diferenças bastante acentuadas nas ações motoras e, inclusive, na lógica interna dessas práticas corporais. Se observarmos uma pessoa praticando algum tipo de movimento individualmente, um kata do caratê, por exemplo, podemos distinguir diferenças claras em comparação a uma luta de contato do mesmo caratê. Não somente pelo fato evidente de em uma situação a pessoa está sozinha e na outra ela relaciona-se com alguém, mas pela própria lógica interna dessas duas situações que são distintas entre si.

A separação entre ações esperadas, ou previsíveis, e inesperadas, ou imprevisíveis, deve ser concebida dentro de um continuum que varia de acordo com cada situação, contexto e ação motora empregada. A Figura 10.1 a seguir ilustra essa questão.

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