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Medium 9788584290420

Capítulo 14 - Ações de longa distância - toque intermediado por implementos

Luiz Gustavo Bonatto Rufino; Suraya Cristina Darido Grupo A PDF Criptografado

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Ações de longa distância – toque intermediado por implementos

Observamos, até o presente momento, propostas de atividades tanto de curta como de média distância. Passamos então, a partir de agora, a apresentar propostas de atividades de práticas de longa distância, ou seja, intermediadas por implementos. Inicialmente, apresentaremos práticas de longa distância com toque direto, ou seja, tem-se como finalidade a ação encostar o implemento na outra pessoa. É esse o foco da ação.

As práticas de longa distância apresentam algumas características similares às de média distância, uma vez que o objetivo é tocar ou percutir, de alguma forma, o corpo da outra pessoa. No entanto, nas práticas de longa distância, essas ações de toque são intermediadas por implementos.

A utilização de implementos possibilita às ações de longa distância características peculiares, ou seja, a distância entre os envolvidos precisa ser, de forma geral, maior do que nas práticas de média distância, por exemplo, para haver um processo de eficácia maior na utilização dessas ferramentas.

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Medium 9788584291397

Capítulo 7. Princípios éticos para uma avaliação pedagica holística

Júlia Oliveira-Formosinho; Christine Pascal Grupo A PDF Criptografado

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Princípios éticos para uma avaliação pedagógica holística

Júlia Oliveira-Formosinho, João Formosinho,

Christine Pascal e Tony Bertram

INTRODUÇÃO

Desenvolvemos agora o nosso Credo Pedagógico para uma avaliação pedagógica holística sustentado na imagem de criança e de educador, em nosso entendimento da natureza de escola e de educação, de pedagogia da infância e de avaliação pedagógica. Propomos 12 princípios que inspiram uma avaliação pedagógica orientada pela ética. Apresentamos os princípios do nosso Credo Pedagógico na introdução desta obra; aqui fazemos uma apresentação mais aprofundada.

TRÊS INSTÂNCIAS PARA A ORGANIZAÇÃO

DOS PRINCÍPIOS ÉTICOS

Para pensar os princípios pedagógicos de uma perspectiva de avaliação holística, organizamos a apresentação dos princípios pedagógicos em três instâncias: a instância paradigmática, a instância teórica e a instância praxeológica. Na verdade, a maioria dos princípios que assumimos pode ser enquadrada em mais de uma dessas instâncias.

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Medium 9788536300146

Capítulo 11 - Um espaço educacional possível: interdisciplinaridade e ensino especial na rede municipal de ensino de Porto Alegre

Claudio Roberto Baptista; Cleonice Bosa Grupo A PDF Criptografado

Autismo e educação: reflexões e propostas de intervenção

UM ESPAÇO EDUCACIONAL

POSSÍVEL:

INTERDISCIPLINARIDADE E ENSINO

ESPECIAL NA REDE MUNICIPAL DE

ENSINO DE PORTO ALEGRE

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Maria Dolores Marrone Castanho

Representamos a Escola Municipal Especial de Ensino Fundamental

Prof. Luiz Francisco Lucena Borges e vamos destacar o trabalho de construção de um projeto pedagógico interdisciplinar no qual estamos envolvidas há cinco anos, inicialmente como professora e, atualmente, como vice-diretora, compondo a equipe diretiva.1

A primeira turma com a qual trabalhamos era composta por crianças que estavam ingressando na escola. Após essa experiência, trabalhamos com uma turma infanto-juvenil e mais adiante com alunos adolescentes.

Ao longo desses anos, pudemos participar de mudanças significativas na trajetória da escola, período em que um modelo educacional se firmou, contrapondo-se a um modelo clínico de intervenção.

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Medium 9788536303208

CAPÍTULO 4 - TESTEMUNHOS DAMUDANÇA: ANOTAÇÕESE REGISTROS

Horn, Maria da Graça Souza Grupo A PDF Criptografado

SABORES • CORES • SONS • AROMAS...

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para colocar os trabalhos. Poucas diferenças se percebem entre as três salas. As mesas e as cadeiras, por exemplo, nos NB, tinham modelos que reproduziam as usadas no ensino fundamental em tamanho menor. No

NB1, eram agrupadas em cinco conjuntos e, no NB2, formavam dois grandes conjuntos. No NA, compunham hexágonos quando agrupadas, formando quatro conjuntos de mesas. Em relação às diferenças mais significativas entre as salas de aula, aponto a construção de um castelo em papel pardo num dos cantos da sala do B2. Nas salas do NA e do B1, o tapete e as almofadas, lugar para realizarem a roda,1 localizavam-se na parede das janelas, mais ou menos ao centro. No NB2, esse espaço estava situado em frente ao quadro-negro.

Como as crianças brincam: os jogos que não são jogados

Conforme Bronfenbrenner (1996), o microssistema, entre os vários sistemas ambientais, é o cenário mais próximo em que o desenvolvimento ocorre. Assim sendo, a organização do ambiente da sala de aula de uma instituição de educação infantil pode ser considerada como um microssistema e constitui-se, por excelência, em um local onde características físicas, sociais e simbólicas permitirão, ou não, conforme estiver estruturado, que muitas interações ocorram entre as crianças e entre as crianças e os objetos e os materiais.

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Medium 9788584290376

D. Aprender ou ser ensinado? eficácia ou conforto ?

Claudio de Moura Castro Grupo A PDF Criptografado

126 d. Aprender ou ser ensinado?

Eficácia ou conforto?

Como brevemente mencionado na seção anterior, alguns alunos têm o hábito de reclamar daqueles professores que, em vez de dar aulas explicando a matéria, propõem exercícios, projetos e aplicações. Segundo eles, usando esse método, os professores nada fazem durante a aula, enquanto os alunos precisam lutar por conta própria para entender o assunto. Isso é visto como malandragem do professor. É inaceitável, pois ele ganha para ensinar e, em vez disso, abandona os alunos, que sofrem para aprender sozinhos.

Será que com essa manobra a vida dos professores fica mais mansa? Ou acaba dando mais trabalho? Para o nosso assunto, isso não interessa. O erro dos alunos é não reconhecer que o professor está optando por um modelo de aprendizado ativo e não passivo.

E como dito, os métodos ativos são mais eficazes.

Ao ouvir a aula, você não faz realmente um grande esforço e, tampouco, aprende muito. Ao ser desafiado a entender, lutando com uma aplicação ou exercício, você acaba saindo de sua zona de conforto, obrigando-se a confrontar sua própria ignorância diante da matéria.

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Medium 9788584291885

Capítulo 14. Um modelo de oficinas de IoT para estudantes do ensino médio

Rodrigo Barbosa e Silva; Paulo Blikstein Grupo A ePub Criptografado

Cassia Fernandez, Leandro Coletto Biazon, Alexandre Martinazzo, Irene Karaguilla Ficheman, Roseli de Deus Lopes

Atividades relacionadas com programação, computação física, robótica e, mais recentemente, com a internet das coisas (IoT, do inglês internet of things) vêm sendo oferecidas a estudantes da educação básica devido ao desenvolvimento e disseminação de novas ferramentas adequadas para uso por crianças e jovens. O trabalho com esses temas possibilita o engajamento em atividades de aprendizagem interativa, dinâmica e multidisciplinar, que podem contribuir para o aumento da motivação e para a assimilação de conceitos científicos, tecnológicos, matemáticos, artísticos e de engenharia na resolução de problemas da vida real.

A conexão de sensores e atuadores a redes e a dispositivos móveis tem estado cada vez mais presente no cotidiano, trazendo à tona discussões a respeito da IoT. Ferramentas vêm sendo desenvolvidas pela indústria para tal integração, despertando novas possibilidades para a criação de objetos inteligentes.

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Medium 9788573076387

4. PARADOXOS E DILEMAS NA APRENDIZAGEM DO PROJETO

Schön, Donald Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 4

PARADOXOS E DILEMAS

NA APRENDIZAGEM DO PROJETO

Até aqui, abordamos o diálogo entre Quist e Petra pelo que ele revela em termos do ato de projetar. O que observaríamos se o tomássemos como exemplo de educação para o projeto?

Petra, que tentou fazer algo por conta própria, não conseguia sair do mesmo lugar. Ela parece não ter claro exatamente o que deveria estar fazendo, ou tem idéias sobre o assunto que são incongruentes com as de Quist.

Quist, depois de ouvir seus “grandes problemas”, começa a tecer suas críticas.

Usando a linguagem de desenho/fala para tornar seu processo acessível a

Petra, ele demonstra o tipo de processo que acredita que deveria estar conduzindo, pontuando sua demonstração com reflexões sobre o processo de projeto.

O que Petra faz com tudo isso? Quist não pergunta, e ela não diz. Se ela permanece confusa sobre o significado de “processo de projeto”, apesar das demonstrações e reflexões de Quist, nem nós temos condições de sabê-lo a partir das informações disponíveis. Mas há uma considerável evidência de que muitos estudantes no estágio de desenvolvimento em que Petra se encontra estão bastante confusos sobre o projeto; na verdade, eles consideram,

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Medium 9788522478392

Parte II - 11 Métodos e técnicas de pesquisa

ANDRADE, Maria Margarida de Grupo Gen PDF Criptografado

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Métodos e técnicas de pesquisa

11.1 Métodos

Quando o homem começou a interrogar-se a respeito dos fatos do mundo exterior, na cultura e na natureza, surgiu a necessidade de uma metodologia da pesquisa científica.

Metodologia é o conjunto de métodos ou caminhos que são percorridos na busca do conhecimento.

Descartes, pensador e filósofo francês, em seu Discurso do método,1 expõe a ideia fundamental de que é possível chegar-se à certeza por intermédio da razão.

Das concepções de Descartes surgiu o método dedutivo, cuja técnica se fundamenta em esclarecer as ideias através de cadeias de raciocínio.

Para Descartes, para quem verdade e evidência são a mesma coisa, pelo raciocínio torna-se possível chegar a conclusões verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em partes, começando-se pelas proposições mais simples e evidentes até alcançar, por deduções lógicas, a conclusão final.

Segundo Francis Bacon (1561-1626), filósofo inglês, a lógica cartesiana, racionalista, não leva a nenhuma descoberta, apenas esclarece o que estava implícito, pois somente através da observação se pode conhecer algo novo. Este princípio básico fundamenta o método indutivo, que privilegia a observação como processo para chegar-se ao conhecimento. A indução consiste em enumerar os enunciados

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Medium 9788584291755

Capítulo 4. Planejando uma disciplina em torno da aprendizagem invertida

Robert Talbert Grupo A PDF Criptografado

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Planejando uma disciplina em torno da aprendizagem invertida

Vimos até agora uma definição de aprendizagem invertida e exploramos a história e a teoria por trás dela, além de diversos exemplos de professores comuns em uma ampla variedade de contextos construindo e conduzindo disciplinas usando-a com

ótimos resultados. Nessa altura, espero que a sua curiosidade tenha sido instigada e que você esteja se perguntando como pode planejar ou reformular algumas das suas disciplinas para também usar essa metodologia. Se for assim, então a pergunta natural é: como faço isso?

Neste capítulo, apresentaremos algumas ideias básicas sobre o design da disciplina – fluxos de trabalho estruturados para preparar uma disciplina começando pelos fatos básicos sobre ela desde o primeiro dia de aula e muito além. Focaremos, em particular, em um modelo de planejamento de disciplina proposto por Dee Fink que enfatiza a “aprendizagem significativa” na sua essência e veremos como este pode ser adaptado para o planejamento de um ambiente de aprendizagem invertida. Terminaremos com uma visão prévia dos dois próximos capítulos, os quais descrevem um modelo de sete passos para o design desse estilo de aprendizagem no nível da aula individual.

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Medium 9788565848060

Capítulo 18 | Saber organizar o trabalho escolar para além da classe: uma competência a desenvolver

Monica Gather Thurler; Olivier Maulini Grupo A PDF Criptografado

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Saber organizar o trabalho escolar para além da classe

Uma competência a desenvolver

Philippe Perrenoud

Université de Genève

A

organização do trabalho é um componente da formação de numerosos profissionais. Não é o caso dos professores. O próprio conceito de organização do trabalho não faz parte do mundo escolar, salvo no sentido mais comum.

Evidentemente, em certos programas de formação inicial, com conteúdos e amplitudes muito variáveis, aborda-se a questão da “gestão de classe” (Archambault e

Chouinard, 2003; Doyle, 1986; Evertson,

1987, 1989; Fijalkow e Nault, 2002; Legault,

1993; Martineau, Gauthier e Desbiens, 1999;

Maulini, 1999; Nault, 1998; Rey, 1998; Vellas,

2002). Na formação, a gestão da classe é concebida com bastante frequência como um componente da “formação prática”, algo que se aprende “em estágios”, por tentativa e erro, ou observando um professor experiente quando ele organiza o espaço ou planeja as atividades e a progressão no programa.

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Medium 9788597017335

12 - Como integrar atividades desenvolvidas fora - da sala de aula

GIL, Antonio Carlos Grupo Gen PDF Criptografado

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Como integrar atividades desenvolvidas fora da sala de aula

A maioria das obras que tratam da Didática do Ensino Superior enfatiza as atividades desenvolvidas no âmbito da sala de aula. De fato, as aulas são essenciais para o aprendizado das disciplinas que compõem o currículo dos cursos universitários. Por essa razão, confere-se significativa importância à atuação do professor em classe. Parte significativa do aprendizado, no entanto, ocorre fora da sala de aula. Leitura de livros, jornais e revistas, trabalhos escritos, pesquisa em biblioteca e em laboratório, observação direta de fenômenos, excursões e desempenhos artísticos são atividades desenvolvidas pelos estudantes em outros ambientes, mas essenciais para o aprendizado.

Requer-se, portanto, que as atividades desenvolvidas dentro e fora da sala de aula integrem-se harmoniosamente. Assim, foi elaborado o presente capítulo com o propósito de auxiliar o professor no desempenho dessas tarefas. Após estudá-lo cuidadosamente, você será capaz de:

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Medium 9788573074260

Critérios para a Análise das Sequências: Os Conteúdos de Aprendizagem como Explicitação das Intenções Educativas

Antoni Zabala Grupo A PDF Criptografado

A PRÁTICA EDUCATIVA / 59

dem ser válidas. Cada uma delas tem aspectos suficientemente positivos, daí que todas podem ter alguma utilidade. De qualquer forma, segundo quais sejam nossos objetivos, nosso conhecimento dos processos subjacentes à aprendizagem e o contexto educativo em que se realizam, nos daremos conta de que são incompletas. O que nos interessa desta análise é reconhecer as possibilidades e as carências de cada unidade, com o fim de que nos permita compreender outras propostas e reconhecer, em cada momento, aquelas seqüências que se adaptam mais

às necessidades educacionais de nossos alunos.

CRITÉRIOS PARA A ANÁLISE DAS SEQÜÊNCIAS:

OS CONTEÚDOS DE APRENDIZAGEM COMO

EXPLICITAÇÃO DAS INTENÇÕES EDUCATIVAS

Um primeiro olhar nos exemplos propostos servirá para examinar se cada um deles pretende alcançar os mesmos objetivos. Assim, para a análise das seqüências examinaremos, em primeiro lugar, os conteúdos que se trabalham, a fim de julgar se são os mais apropriados para a consecução dos objetivos.

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Medium 9788584291304

Capítulo 14 - Letramento corporal e abordagens de ensino e de aprendizagem

Margaret Whitehead Grupo A PDF Criptografado

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Letramento corporal e abordagens de ensino e de aprendizagem

Dominic Haydn-Davies

Introdução

Este capítulo explora como estruturar a aprendizagem de forma a desenvolver letramento corporal, procurando relacionar aspectos filosóficos e teóricos de capítulos anteriores à prática. A discussão concentra-se em abordagens de ensino e de aprendizagem para promover o letramento corporal. O capítulo procura demonstrar como uma variedade de aspectos do ensino pode ser utilizada eficazmente para desenvolver letramento corporal e sugerir que a maneira como o ensino é conduzido é tão importante, ou mesmo mais importante, do que o conteúdo que

é ensinado.

Quando se pretende desenvolver letramento corporal nos participantes é fundamental que eles sejam o foco de qualquer abordagem de ensino. Como responsável pela condução da prática, a decisão de empregar uma determinada abordagem de ensino deve originar-se das necessidades dos participantes: primeiro o aprendiz, depois a aprendizagem, sendo a atividade o contexto dessa aprendizagem. Essa decisão é de suma importância para qualquer ensino cujo objetivo seja desenvolver letramento corporal.

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Medium 9788584291694

Capíutlo 20. Inovação radical no ensino médio: o Colégio Sesi Paraná e a metodologia das oficinas de aprendizagem

Flavio Rodrigues Campos; Paulo Blikstein Grupo A PDF Criptografado

INOVAÇÃO RADICAL

NO ENSINO MÉDIO: o Colégio Sesi Paraná e a metodologia das oficinas de aprendizagem

Ana Paula Costa de Oliveira | Elaine Cristina de Andrade

Lilian Corrêa Luitz | Raquel de O. e S. do Nascimento | Rosilei Ferrarini

Cheguem até a borda, ele disse.

Eles responderam: Temos medo.

Cheguem até a borda, ele repetiu.

Eles chegaram.

Ele os empurrou... e eles voaram.

Guillaume Apollinaire

A inovação, na sociedade atual, é considerada em muitos setores a principal fonte para a solução de problemas. Nos últimos anos, as discussões sobre inovação voltaram-se para a educação, destacando-se a necessidade de estimular nos alunos as habilidades deste século, como trabalho em equipe, resolução de problemas, criatividade, relacionamento interpessoal, entre outras.

Há muitos conceitos de inovação, porém

Fullan (2003), que está mais próximo da teoria sistêmica, a apresenta como um campo aberto, com diferentes formas e significados, relacionados com o cenário no qual se encontra e seus atores. Ressalta-se, dessa forma, que a inovação não

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Medium 9788536308425

10 - Brincadeiras e narrativas infantis: contribuições de J. Bruner para a pedagogia da infância

Júlia Oliveira-Formosinho Grupo A PDF Criptografado

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Brincadeiras e narrativas infantis: contribuições de J. Bruner para a pedagogia da infância

Tizuko Morchida Kishimoto

A pedagogia da infância será analisada no contexto histórico do século XX, período das produções de Jerome Seymour Bruner. Além das obras do autor, quatro fontes auxiliam a contextualização de suas idéias: a magnífica historiografia de

Franco Cambi, em História da pedagogia (1999); sua detalhada autobiografia publicada em The history of psychology, de Lindzey (1980);1 a introdução às produções de Bruner até os anos de 1970, em Beyond the information given (1973), de

Jeremy Anglin, doutorando de Bruner e professor da Universidade de Harvard; o prólogo à obra The social foundations of language and thought (1980), de David

Olson, editor e pesquisador colaborador.

A pedagogia da infância é o olhar que seleciona os artigos da imensa e complexa produção de Bruner, espalhados por revistas especializadas em diversos países e reproduzidos em livros. Obras críticas posicionam o pesquisador e seus estudos na psicologia e pedagogia. Em sua longa carreira, adentrou as ciências da educação com grupos de estudos interdisciplinares. Inúmeras publicações em que participa são fruto de trabalho coletivo,2 enquanto outras são produzidas em sua homenagem.3 Neste capítulo, além de traçar as principais concepções do autor, demonstra-se que as brincadeiras e narrativas infantis integram uma proposta para uma pedagogia socioconstrutivista da eqüidade.

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