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Princípios e dicas

Marcelo Castilho; Ericson Straub; Hélio de Queiroz; Paulo Biondan Grupo A PDF Criptografado

Perspectiva e traços

No design automotivo, a perspectiva tem o importante

parte da representação. Eles são normalmente depura-

papel de criar um efeito de impacto na visualização. Ela

dos e recombinados em um processo de modelagem

determina a profundidade, o ângulo de visão e a dra-

mental e manual.

maticidade que se pretende demonstrar. Associada a outros elementos, como a luz e a sombra, a perspectiva

é determinante para o processo volumétrico.

O início da representação pode partir da construção de

sólidos geométricos ou, então, partindo de detalhes

sólidos geométricos em perspectiva. O paralelepípedo

como rodas, faróis ou vidros. O designer parte geral-

pode ser um importante gabarito para este passo. Para

mente de uma ideia preexistente da representação desejada. Os primeiros traços contêm uma síntese da volumetria principal e dos elementos que vão fazer

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Desenho a partir de um sólido

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Passo a passo

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

Passo a passo

Materiais utilizados em um rendering manual

A qualidade dos materiais escolhidos influi diretamente na geração de um rendering.

Marcadores, markers ou rotuladores são tradicionalmente definidos como formadores da base de um rendering. A ponta em forma de chanfro das canetas é uma característica fundamental para se obter a gestualidade e a rapidez nos traçados. E são exatamente a gestualidade e a rapidez nos traçados que marcam um rendering manual ou, até mesmo, um rendering digital.

Os marcadores funcionam à base de solventes, o que possibilita o preenchimento homogêneo de grandes superfícies e a superposição de camadas de tinta sem provocar

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abc do Rendering

danos às fibras do papel. Outro material importante é o pastel seco, indispensável para a representação de volumes e superfícies de alto brilho e de forma arredondada. Para dar mais homogeneidade e transparência ao rendering, geralmente é utilizado o pó raspado do bastão. A dureza e a consistência do material também devem ser levadas em conta no momento da criação de um rendering. Se o material for quebradiço ou muito duro, pode danificar o trabalho.

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A evolução dos meios de representação do design

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

A evolução dos meios de representação do design

O ato da representação visual faz parte da evolução do homem. Mais do que apenas a caracterização de crenças, o desenho tem um papel fundamental como elemento de comunicação entre os povos. Tem sido assim desde a evolução das antigas formas de escrita, que nasceram da necessidade de registro e de transmissão do conhecimento adquirido, estabelecendo uma ligação entre o emissor e o receptor e permitindo o compartilhamento de códigos comuns ao longo das gerações.

A representação no design – apesar de utilizar alguns códigos específicos que, muitas vezes, diferenciam-se de outras formas de representação visual – tem um papel similar ao da escrita porque também parte da necessidade de comunicar uma ideia. Desde a Antiguidade, o ato da representação tem uma estreita ligação com as artes, mas foi somente no final da Idade Média, quando arquitetos e projetistas começaram a ser chamados pela Igreja para projetar e renovar catedrais e edifícios, que surgiu a real necessidade de se estabelecer um diálogo efetivo entre o projetista, o cliente e os operários que deveriam executar a obra. Filippo Brunelleschi, um dos mais importantes arquitetos daquele período, foi um dos primeiros a desenvolver seus projetos com base na transferência de ideias para o papel, tendo sido responsável pelo projeto da cúpula da Igreja Santa Maria Del Fiore, em Florença, na Itália.

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Introdução

Marcelo Castilho; Ericson Straub; Hélio de Queiroz; Paulo Biondan Grupo A PDF Criptografado

Introdução

Quando resolvemos dar início ao planejamento deste

outros produtos “rodantes”, tais como caminhões, tra-

livro, tínhamos claro o que havia funcionado bem no

tores, ônibus e máquinas agrícolas.

primeiro livro da série abc do Rendering: trazer a nossa visão do rendering aplicado ao design de produto, em exercícios passo a passo combinados com uma visão analítica do trabalho de outros profissionais.

A evolução dos meios de representação do design automotivo busca a integração digital de todas as áreas de negócio das organizações. Nesse sentido, a realidade virtual vem sendo amplamente utilizada, visando

Neste segundo livro, tornamos a proposta mais abran-

a facilitar o compartilhamento de informações. Os

gente ao incluir trabalhos de estudantes selecionados

protótipos físicos são substituídos por modelos virtuais,

num concurso que envolveu universidades de todo o

e a integração via sistema corporativo tem possibilitado

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O desenho como forma de representação. Essência ou necessidade?

Ericson Straub; Marcelo Castilho; Paulo Biondan; Hélio de Queiroz Grupo A PDF Criptografado

O desenho como forma de representação.

Essência ou necessidade?

A era digital trouxe alterações significativas para o processo de representação do design. Em meados dos anos 1980, no início da propagação dos novos sistemas operacionais e dos softwares de computação gráfica, os designers mais entusiasmados diziam que a representação à mão livre estava fadada a desaparecer. No entanto, tantos anos depois, percebemos que a representação à mão livre ainda não deu o suspiro final. Ao contrário, encontra-se longe disso, apesar de algumas previsões para o setor

Sketch utilizando caneta esferográfica e marcador

Marcelo Castilho

terem se concretizado.

Na atualidade, existem mais e mais designers buscando o aprimoramento das técnicas de representação manual, mesmo tendo à disposição os mais modernos softwares ligados ao design e ao processo de representação. Talvez a poética da concepção gestual – solidificada pelo conhecimento técnico, mas fundamentalmente constituída por um processo holístico e intuitivo – conduza os designers em sua busca pela pureza criativa. Afinal, a essência do ser humano está ligada à representação visual, seja nos registros pré-históricos encontrados em cavernas, na arte do Renascimento ou, simplesmente, na expressão de uma criança revelada por meio de singelos desenhos.

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Superfícies e texturas

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Superfícies e texturas

Superfícies e texturas

Cada material ou superfície específica possui uma expressão própria, muitas vezes somente visual, em outras envolvendo aspectos tridimensionais ou sensoriais. Este é o desafio na representação de texturas e superfícies: não apenas retratar o material ou o produto, mas demonstrar a sensação tátil ou tridimensional de um material. A representação do design com a finalidade de apresentar a ideia deve comunicar para o interlocutor de maneira clara qual é a superfície, o material ou a textura de determinado objeto.

Nesse processo de representação, são utilizados materiais como marcadores, pastéis, lápis de cor, guache, aquarela e papéis de texturas diferenciadas, tudo com o objetivo de demonstrar de modo rápido e claro a natureza de uma superfície ou textura. O que se busca é capturar o detalhe que define uma superfície, buscando o estereótipo de representação de determinado material. Por exemplo, a representação de superfícies cromadas

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Galeria

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Hélio de Queiroz

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abc do Rendering Automotivo

Hélio de Queiroz

Galeria

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Ericson Straub

Galeria

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Marcelo Castilho

RENDERINGS E SKETCHES

Marcelo Castilho

RENDERINGS E SKETCHES

Galeria

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Danilo Rodrigues

DEPARTAMENTO DE DESIGN GM DO BRASIL

Eduardo Walendowsky

DEPARTAMENTO DE DESIGN GM DO BRASIL

Galeria

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Danilo Rodrigues

DEPARTAMENTO DE DESIGN GM BRASIL DO BRASIL

Dennis Karassawa

DEPARTAMENTO DE DESIGN GM BRASIL DO BRASIL

Pedro Guarinon

DEPARTAMENTO DE DESIGN GM DO BRASIL

Pedro Guarinon

DEPARTAMENTO DE DESIGN GM DO BRASIL

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Fiat Design Center LATAM

RENDERINGS E SKETCHES

Fiat Design Center LATAM

RENDERINGS E SKETCHES

Fiat Design Center LATAM

RENDERINGS E SKETCHES

Fiat Design Center LATAM

RENDERINGS E SKETCHES

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Fiat Design Center LATAM

RENDERINGS E SKETCHES

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Fundamentos da representação

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Fundamentos da representação

Fundamentos da representação

O potencial criativo de um designer ou artista deve ser enriquecido pelo processo da representação. Nesse sentido, a análise e os complexos fatores pelos quais se elaboram os juízos do desenho acabam sendo um processo natural. Cada desenho ou rendering é sempre um problema diferente que possui peculiaridades, porém alguns fundamentos são inerentes a qualquer tipo de desenho ou representação. Questões como a proporção ou a composição são, sem dúvida, fundamentos familiares e conhecidos mesmo

àqueles que desconhecem o desenho; o que muitas vezes não existe para alguns é a educação ou o aprendizado do olhar, que aguça a sensibilidade e o poder de transformar imagens mentais em uma representação bidimensional. Talvez a essência dessa pequena parte do livro seja salientar a importância do ato de desenhar – afinal, o sketch, por exemplo, é um desenho “in natura” que se utiliza de materiais próprios. O rendering, manual ou digital, é uma técnica, mas antes dele existe o desenho, a definição do que se quer representar.

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Desenho: expressão de uma cultura

Marcelo Castilho; Ericson Straub; Hélio de Queiroz; Paulo Biondan Grupo A PDF Criptografado

Desenho: expressão de uma cultura

Ari Rocha

A imagem precedeu a palavra. O grafismo paleolítico

situações, ideias e fatos que compõem a realidade.

encontrado em cavernas é considerado a origem do

Essas referências simbólicas são somente uma repre-

desenho. Essa manifestação de arte rupestre surgiu

sentação do mundo real, uma interpretação que guar-

antes mesmo que o homem utilizasse palavras ou

da relação com aquilo que cada indivíduo consegue

produzisse inscrições e símbolos que pudessem ser

entender dos fatos que vivencia, de acordo com sua

efetivamente reconhecidos como uma linguagem

cultura e nível intelectual. É válido, portanto, conside-

verbal articulada, cujo significado fosse estruturado de

rar que a história possa contar somente a “versão dos

forma sistemática e compreendido, mesmo que por um

vencedores”, que muitas vezes não corresponde aos

grupo restrito.

fatos verdadeiramente acontecidos, pelo menos em toda a sua magnitude.

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Galeria

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Galeria

Montagem com sketches produzidos com técnica de marcador, caneta esferográfica e pastel seco

Marcelo Castilho

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abc do Rendering

Rendering utilizando técnica de sketch manual e software de manipulação de imagens

Departamento de Design da

Volkswagen do Brasil / Marco Pavone

Galeria

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Renderings digitais utilizando software 3D

Electrolux Group Design Latin America /

Érik Gurski Lima, Leonardo Hatamura,

Fabio Matsuda, Rafael Raulino

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abc do Rendering

Galeria

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Renderings digitais

Electrolux Group Design Latin America /

Rafael Alonso

Rendering digital

Electrolux Group Design

Latin America /

Érik Gurski Lima

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abc do Rendering

Rendering digital

Electrolux Group Design

Latin America /

Rafael Raulino

Rendering digital

Electrolux Group Design

Latin America /

Vinícius Weinert

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Passo a Passo

Marcelo Castilho; Ericson Straub; Hélio de Queiroz; Paulo Biondan Grupo A PDF Criptografado

O desenho à mão livre, feito com ccaneta esferográfica, utiliza persp pectiva em ponto de fuga com d distorções propositais na posição d dos eixos e na proporção das rod das. Note como o paralelepípedo

– forma básica de qualquer ônibus

– também sofre distorção: em vez d de linhas retas, são utilizados arcos.

A intenção, em ambos os casos,

é criar um desenho dinâmico e ssedutor.

O rendering inicia com a aplicação de marcadores nos contornos da

área envidraçada, nos arcos de roda e na sombra projetada do veículo sobre o piso. O efeito gráfico obtido depende da habilidade em utilizar os marcadores com velocidade, ao mesmo tempo em que se trabalha no contraste entre as espessuras de linhas.

O pastel seco define os grandes planos, por meio da simplificação da representação de sombra e luz. São utilizadas duas cores em dois pontos de luz. Esses pontos de luz são posicionados de maneira a realçar o contraste entre as superfícies lateral e dianteira. O pastel roxo preenche toda a lateral, com ênfase na área mais próxima da frente do veículo.

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