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I DELIMITANDO O BÁLTICO: LESTE OU OESTE? CENTRO OU NORTE?

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I

DELIMITANDO O BÁLTICO:

LESTE OU OESTE? CENTRO OU NORTE?

O mar Báltico está localizado no norte da Europa e banha o litoral da Escandinávia, da Europa continental e das ilhas da Dinamarca. Pelos estreitos de Skagerrak, Kattegat Storebaelt e Lillebaelt se comunica com o Mar do Norte, banhando: Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia,

Estônia, Lituânia, Polônia e Alemanha.

Ao longo da história, o mar Báltico recebeu diversos nomes. Durante o período do Império Romano foi chamado de Mare Suebicum, em referência ao povo germânico dos suevos, e também de mar dos bárbaros.

Os povos escandinavos o denominaram “mar do leste” e os estonianos

“mar do oeste”. A palavra “báltico” foi escrita pela primeira vez na sua forma latina, Balticum, nos trabalhos de Adam de Bremen (1050–1085) sobre a história da igreja de Hamburgo. A palavra Báltico não era utilizada com frequência para descrever a região até o século XIX, quando o Império Russo passou a dominá-la. Inicialmente, os russos utilizavam a expressão “mar do oeste” para se referir à região. Aos poucos passaram a associar a palavra “báltico” aos germânicos que viviam principalmente nos territórios atuais da Estônia e da Letônia.

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II A EXPANSÃO LITUANA E A LIVÔNIA MEDIEVAL

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II

A EXPANSÃO LITUANA E A LIVÔNIA MEDIEVAL

As primeiras referências escritas sobre o Báltico apareceram no momento em que missionários se estabeleceram na região para cristianizá-la. O nome Lituânia foi escrito pela primeira vez em 1009 em uma crônica germânica. A crônica relata o assassinato, ou martírio, de um missionário chamado Bruno que trabalhava para introduzir o cristianismo entre os que viviam na Lituânia.

Os povos do Báltico também aparecem nas crônicas que relatam os ataques e as invasões dos Vikings. A crônica A Vida do Santo Ansgar, do Arcebispo de Rimbert de Bremen, registrou a guerra e a vitória dos curonianos contra os dinamarqueses e também a vitória sueca em

850. Os suecos procuraram se estabelecer no sudeste da Letônia, mas a resistência local impediu que eles adentrassem na região. As constantes navegações vikings e seus ataques acabou por estabelecer algumas rotas e pontos comerciais tanto no mar Báltico e golfo da Finlândia, como nos rios que cortam a região. Pelo Rio Neva, ao sul, pode-se chegar ao lago Ladoga e mais ao sul à Novgorod, e ao leste alcançar o rio Volga e o mar Cáspio. Outra rota importante foi pelo rio Daugava até o Dniepre e ao sul de Kiev de onde pode-se chegar ao Mar Negro e a Constantinopla. Pelo território Lituano é possível atravessar navegando pelo Rio Nemunas. Diversas crônicas narram ataques de piratas e sequestros nessas rotas. A arqueologia encontrou moedas de ouro e prata de Bizâncio na região, o que confirma a circulação e o comércio.

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IV GUERRAS, REVOLUÇÕES E INDEPENDÊNCIAS

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IV

GUERRAS, REVOLUÇÕES E INDEPENDÊNCIAS

Nas cidades de Tallinn e de Riga existem monumentos em homenagem à Revolução de 1905, que podem ser visitados facilmente.

Em Vilnius, a memória daquele importante movimento político está simbolizada pela beleza da construção do edifício que atualmente é a sede da filarmônica da Lituânia. Ao contrário do que ocorreu com os demais monumentos dedicados às revoluções, eles não foram destruídos ou estão abandonados. A Revolução de 1905 entrou para memória do Báltico como um passo importante para a conquista da independência.

A Revolução de 1905 tem importância diferente para Estônia,

Letônia e Lituânia do que normalmente encontramos nos livros de história geral e de geopolítica. Nesses, o movimento no Império Russo

é visto como um prenúncio ou “ensaio geral” da revolução Bolchevique de 1917. Nessa visão, o foco é a Revolução Comunista ou os desdobramentos da política em São Petersburgo e Moscou. Na periferia do

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V A PRIMEIRA INDEPENDÊNCIA — ESTÔNIA, LETÔNIA E LITUÂNIA

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V

A PRIMEIRA INDEPENDÊNCIA — ESTÔNIA,

LETÔNIA E LITUÂNIA

Os governos da Estônia, Letônia e Lituânia tiveram que enfrentar muitas dificuldades para estruturar Estados para os quais não havia precedentes na História Moderna. A infraestrutura havia sido devastada pelas guerras. As necessidades mínimas da população eram difíceis de serem alcançadas. A autonomia não estava completamente assegurada e mesmo a formação dos exércitos nacionais ainda precisava ser resolvida. Precisavam formar um Estado a partir das poucas estruturas administrativas que possuíam. O primeiro passo, depois de formar um exército em meio à Guerra, era organizar a legislação. Os três países adotaram constituições inspiradas nas mais modernas em vigor na

Europa, como a alemã da República de Weimar. Formaram parlamentos: Riigikogu na Estônia, Saeima na Letônia e Seimas na Lituânia.

Os partidos seguiam as mesmas divisões ideológicas dos países ocidentais com organizações de direita e de esquerda. Na Estônia e na Letônia, os partidos comunistas foram proibidos, pois lutaram do lado da União Soviética na guerra de independência. Nos primeiros anos, os partidos socialistas eram os maiores e mais influentes, mas a democracia no Báltico não iria durar muito tempo e eles rapidamente perderiam o poder.

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III O BÁLTICO SOB DOMÍNIO DOS IMPÉRIOS

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III

O BÁLTICO SOB DOMÍNIO DOS IMPÉRIOS

Nos dias de hoje quando pensamos nos países escandinavos, em particular na Suécia, temos a imagem de um país pacífico e progressista. No entanto, é preciso lembrar que essa imagem foi construída na segunda metade do século XX. Durante séculos, a Suécia foi uma potência militar que disputou o domínio do norte da Europa e sobre o mar Báltico. Seu principal oponente nessa disputa foi o Império Russo, com o qual protagonizou guerras devastadoras e sangrentas que ficaram conhecidas como Grandes Guerras do Norte. Para entendermos esse processo histórico é preciso compreender a formação das duas outras potências que buscavam dominar o Báltico, o Império Russo e a União Polonesa-Lituana.

Depois que Ivan, o Terrível, tomou a Livônia, ele abriu um novo front de batalha contra a Lituânia em 1562. Embora a Lituânia tenha resistido às primeiras incursões, a presença russa fez acelerar o processo de integração com a Polônia. Esse acordo foi celebrado como a União de Lublin, em 1569, que criou a União das duas repúblicas

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