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Medium 9789724417134

Uma nova história da arte

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Uma nova história da arte

Quando Bramante foi incumbido pelo Papa Júlio II (21) de executar a construção da cúpula de São Pedro, no seu entusiasmo impulsivo, conseguiu fazer avançar a obra com uma celeridade tal que, alguns anos depois, aquando da morte do primeiro empreiteiro e construtor, os quatro poderosos pilares da cúpula erguiam-se prontos. Ora, a isso seguiu-se um longo intervalo de reflexão até que se tomou a decisão de avançar para a abóboda da cúpula e terminar assim a construção; conta-se que se examinou a capacidade de carga dos pilares e que ela foi considerada insuficiente, de tal modo que foi preciso proceder ao reforço substancial dos alicerces, antes de se continuar a construção. Foi necessário meio século, até Miguel Ângelo e Giacomo della Porta (22), para que a

(21) Donato d’Angelo Lazzari, dito Bramante da Urbino (1444-1514), recebeu do Papa Júlio II, em 1503, a comissão de reconstruir a basílica de São Pedro em Roma. O seu projecto, que era marcadamente romano-bizantino, foi bastante alterado depois da sua morte.

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Medium 9789724418933

TODA A ÉPOCA ESPIRITUAL

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

TODA A ÉPOCA ESPIRITUAL

Texto publicado na revista XX. Siècle em 1943, um ano antes da morte de Kandinsky.

As nove primeiras linhas são retomadas de uma publicação de luxo, 10 Origin, editada em 1942 por Max Bill, na Allianz Verlag de

Zurique e que oferecia xilogravuras de Kandinsky e de muitos outros artistas. Kandinsky escreveu a este propósito uma curta introdução.

Ele retoma a ideia segundo a qual todos os domínios espirituais de uma época estão ligados por um mesmo conteúdo, que eles procuram exprimir seguindo uma forma perfeitamente adequada.

O conteúdo espiritual da nossa época é a luta contra o materialismo puro.

A arte possui além disso uma virtude profética que lhe permite exprimir o conteúdo da época futura. Este conteúdo é o advento da ideia sintética na qual se unirão o espírito e a matéria.

O texto continua com um grande extrato do texto anterior a este

(«O valor de uma obra concreta»), no qual ele liga a obra de um determinado pintor a essa fisionomia geral de uma época, ao seu conteúdo presente e futuro.

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Medium 9789724418933

TELA VAZIA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

TELA VAZIA

Publicado no n.º 5-6 da revista Cahiers de l’Art, em 1935.

Esta edição da revista era quase exclusivamente consagrada aos surrealistas. Kandinsky inseria-se nela de um modo bastante natural tendo em conta os numerosos contactos que os surrealistas haviam tido com ele desde a sua chegada a Paris em 1933. Convém a este propósito sublinhar que Kandinsky é o único pintor abstrato de quem

André Breton disse bem desde 1938 (1).

Aqui, de maneira quase fenomenológica, o autor dá-nos informações acerca da sua criação. Trata-se de uma tentativa, conforme aos objetivos gerais de Kandinsky, para aproximar de modo interior os meios e o conteúdo da sua arte.

O resultado é uma expressão literária, que retoma mesmo certas passagens dos seus poemas e que nos mostra o pintor em contacto com os meios da criação pictórica. Kandinsky define os três períodos do seu encontro com estes meios nos últimos 25 anos.

Antes da Primeira Guerra Mundial é o «diapasão dramático»:

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Sobre os amadores de arte: antigos e modernos

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Sobre os amadores de arte: antigos e modernos(*)

Um dos fenómenos mais marcantes da vida moderna é o associativismo. Qual é o seu móbil, donde vem o ímpeto urgente para tal? A resposta imediata reza: a comunidade de interesses.

Um dado número de pessoas consagra-se à mesma actividade, segue as mesmas tendências, e cada qual crê que sai a ganhar, se todos unirem esforços para atingir um e o mesmo objectivo. Mas acresce a isto uma segunda coisa. Aqueles que se unem com uma determinada finalidade crêem assim que estão a ser úteis não só a si próprios mas também à colectividade, na medida em que desempenham uma tarefa determinada como que numa espécie de divisão do trabalho no seio da colectividade. O egoísmo em estado puro nunca pode ser o princípio da sociedade; há, sem dúvida, sociedades que parecem estar dele imbuídas a um ponto extremo, mas ainda assim é-lhes inerente uma necessidade interna, pois de outro modo não subsistiriam: o todo ameaçado por elementos

(*) Conferência proferida na Sociedade vienense dos amadores de arte

(nota do editor alemão).

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Medium 9788520432273

Sobre o design gráfico deste livro – depoimento de Rico Lins

NACCACHE, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

SOBRE O DESIGN

GRÁFICO DESTE LIVRO

DEPOIMENTO DE

RICO LINS

LIBERDADE E LIMITES

O limite é um estímulo poderoso na criação.

Os designers gráficos de minha geração, no

Brasil, puderam experimentá-lo de modo bastante claro: para muito do que realizamos anos atrás, não tivemos referências, não havia nem mesmo certas técnicas, e justamente por isso tivemos liberdade e valia tudo na solução dos desenhos.

As pessoas às vezes não gostam de lidar com limites. Eu gosto. Eles exigem consistência do trabalho criativo. Geram necessidade de um envolvimento maior – quando temos que encontrar uma solução em condições estritas.

Não impedem a conceitualização. Ao contrário, oferecem uma base para ela. Este livro nasceu com limites importantes para o design.

AS FOTOGRAFIAS DOS DEBATES

O primeiro e principal limite estava nas fotos.

Elas não foram preparadas para o projeto gráfico.

São um registro documental dos encontros.

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Medium 9788536305523

SEGURANÇA NO TRABALHO E EM CASA

Tilley, Alvin R Grupo A PDF Criptografado

SEGURANÇA NO TRABALHO E EM CASA

Segurança é uma necessidade humana básica. Os fatores humanos vão além de apenas aumentar a eficiência das máquinas e os lucros, eles também consideram de modo consciente a segurança e o conforto dos seres humanos. Os seguintes termos definem as categorias de segurança:

Basicamente seguro: o erro humano não irá degradar ou danificar equipamentos, representar risco ou causar ferimentos.

Razoavelmente seguro: o erro humano poderia resultar em ferimentos.

Perigoso: o erro humano provavelmente causará ferimentos ou a morte.

Catastrófico: o erro humano pode causar ferimentos graves – a perda de um membro, ferimentos, a morte ou mortes múltiplas.

Segurança é preocupação para todos os projetistas, que devem investigar e eliminar todos os perigos e tentar tornar todas as condições basicamente seguras. Alguns engenheiros consideram o potencial de erro humano tão grande que é impossível antecipar todos os erros que podem ocasionar ferimentos. Contudo, o projetista deve levar em consideração como os erros podem se dar e tentar imaginar situações nas quais podem ocorrer danos aos equipamentos e ferimentos aos usuários.

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Medium 9789724418933

REFLEXÕES SOBRE A ARTE ABSTRATA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

REFLEXÕES SOBRE A ARTE ABSTRATA

Em 1931, Christian Zervos solicitou a Kandinsky, para os Cahiers d’Art, uma resposta a um inquérito sobre a arte abstrata, acusada:

«1. de ser voluntariamente inexpressiva e excessivamente cerebral e, por conseguinte, de estar em contradição com a própria natureza da verdadeira arte, a qual seria essencialmente de ordem sensual e emotiva;

«2. de ter voluntariamente substituído a emoção proveniente das longínquas profundezas do inconsciente por um exercício mais ou menos hábil e subtil, mas sempre objetivo, de tons puros e desenhos geométricos;

«3. de ter limitado as possibilidades que se ofereciam à pintura e à escultura até reduzir a obra de arte a um simples jogo de cores inscritas em formas de um racionalismo plástico muito restritivo, as quais poderiam ser muito convenientes para um cartaz ou um catálogo de publicidade mas de valor nulo para obras que se pretendem do domínio artístico;

«4. de ter, por severidade técnica e despojamento total, levado a arte a um impasse, assim suprimindo todas as suas possibilidades de evolução e de desenvolvimento.»

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Medium 9789724418933

PINTURA ABSTRATA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

PINTURA ABSTRATA

Publicado em 1935, no n.° 6 da Kronick van Hedendaagse Kunst en Kultuur.

Tendo fugido da Alemanha nazi em 1933, Kandinsky encontrara refúgio em Paris. Paris era para ele um sonho já antigo, que a necessidade o forçou a realizar. Mas aí ir-se-ia encontrar muito isolado.

Como escreveu Miró, testemunha dessa época, «nessa altura, os mestres recusavam-se educadamente a recebê-lo, os críticos apelidavam-no de professor escolar e classificavam os seus quadros como obras de senhoras».

Foi uma grande deceção para Kandinsky, que já na Alemanha, em 1912, sofrera os ataques mais ferozes contra as suas teorias.

O texto que apresentamos dá testemunho da necessidade de se justificar e de explicar uma vez mais aquilo que criou.

Trata-se, portanto, de um artigo essencialmente polémico, no qual o autor se faz advogado da arte abstrata.

Nele encontramos, primeiro, uma reflexão sobre as diferentes denominações da arte abstrata: o termo «não-figurativo» exclui o objeto sem o substituir, o termo «absoluto» não vale muito mais.

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Medium 9788536305523

PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

Tilley, Alvin R Grupo A PDF Criptografado

PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS

A Americans with Disabilities Act (ADA), lei sancionada em

1990 e que entrou em vigor em 1992, estabelece os direitos civis para indivíduos com deficiência física nos locais de trabalho e nas edificações de uso público, inclusive nos órgãos governamentais locais e estaduais. As informações que serão apresentadas a seguir, pertinentes a pessoas com limitações físicas, foram obtidas da ADA.

Cerca de 43 milhões de norte-americanos apresentam uma ou mais deficiências físicas ou mentais e esse número está crescendo à medida que a população envelhece. Antes da

ADA, essas pessoas eram isoladas ou segregadas e freqüentemente discriminadas e colocadas em desvantagem social, vocacional, econômica e educacional.

Atualmente as pessoas com necessidades especiais, inclusive os usuários de cadeiras-de-rodas, devem ser atendidas em igualdade de produtos, serviços, recursos, privilégios, vantagens e acomodações. Os indivíduos com algum tipo de deficiência agora devem dispor de acomodações especiais em ambientes públicos disponibilizados pela iniciativa privada, como, por exemplo:

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Medium 9789724417134

Obra da natureza e obra de arte. II

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Obra da natureza e obra de arte. II

Num ensaio anterior, publicado com o mesmo título, tentei apresentar como, desde meados do século XIX, se revezaram três teorias relativamente à concepção da relação entre obra da natureza e obra de arte: a teoria puramente materialista de Gottfried

Semper, a teoria semi-materialista, que se associava à imagem mnésica, e a positivista, que se atinha somente ao impulso estético,

à vontade artística, como único dado positivo. Comum a todas estas três teorias era o facto de o princípio fundamental de cada uma delas ser apreendido como passível de evolução a partir de um motivo facilmente cognoscível, porquanto apenas deste modo se conseguia abrir a possibilidade de explicar satisfatoriamente a variegada mudança dos períodos estilísticos.

Ora, de alguns anos a esta parte, na Alemanha, ganhou uma crescente reputação entre artistas e leigos, amadores e historiadores da arte, a teoria artística, formulada pelo escultor alemão

Adolf Hildebrandt e sedimentada no seu livro «Das Problem der

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Obra da natureza e obra de arte. I

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

Obra da natureza e obra de arte. I

A concepção moderna da relação entre natureza e artes plásticas é dominada de uma ponta à outra pela noção de evolução.

Foi precedida pela concepção idealista que descortinava o objectivo das artes plásticas numa correcção da natureza, e acreditara que este objectivo fora alcançado na Antiguidade Clássica. Todas as restantes realizações humanas que se viriam a suceder nas artes plásticas seriam de entender apenas como obscurecimentos e imperfeições perante a ideia artística, pura e antiga, e o nosso objectivo prático seria hoje em dia atingir novamente essa correcção da natureza na obra de arte, se possível, na igual medida em que isso acontecera na Antiguidade Clássica.

A ideia de evolução, a que até as orientações artísticas não clássicas concedem uma razão de ser histórica, começou, em meados do século XIX, a ser compreendida pelo pensamento do homem moderno como património comum. Introduziu-se na história da arte, primeiramente, em nítida oposição à concepção idealista anterior, que recusava ao homem toda a capacidade de determinar o género da sua própria criação artística segundo a sua livre opinião. A concepção deste primeiro período da visão moderna da

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O VALOR DE UMA OBRA CONCRETA

Kandinsky, Wassily Grupo Almedina PDF Criptografado

O VALOR DE UMA OBRA CONCRETA

Publicado no n.º 5-6 da revista XX. Siècle, em 1938, este artigo continha uma continuação publicada no número seguinte. Trata-se de um texto escrito para o catálogo da Galeria Guggenheim.

Nele, Kandinsky interroga-se quanto ao papel da razão nas questões da arte. Poderemos basear nela uma opinião respeitante a uma obra?

A resposta é não: «Desconfiemos da razão pura em arte e não tentemos compreender a arte seguindo o perigoso caminho da lógica».

Este conselho retoma os temas do seu texto «Da compreensão da arte» (*), embora o ponto de vista seja diferente, uma vez que se trata aqui do problema dos critérios de julgamento da obra de arte.

A arte é o domínio do irracional, o único que resta aos homens num mundo esmagado pelo reinado da razão. Este irracional existe também na arte figurativa, sendo o objeto a ponte que permite ao artista entrar na pintura pura, se bem que ele goze de muito mais liberdade na pintura abstrata, na qual a supressão do objeto liberta e multiplica até ao infinito os meios de expressão.

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Medium 9789724417134

O Culto Moderno dos Monumentos

Riegl, Alois Grupo Almedina PDF Criptografado

O Culto Moderno dos Monumentos

1. Os valores de monumento e o seu desenvolvimento histórico

Por monumento no sentido mais antigo e originário compreende-se uma obra de mão humana, construída com o fito determinado de conservar sempre presentes e vivos na consciência das gerações seguintes feitos ou destinos humanos particulares

(ou conjuntos de tais feitos e destinos). Pode ser um monumento artístico ou um monumento escrito, conforme se dá a conhecer ao espectador o acontecimento a imortalizar com os meros meios expressivos da arte plástica ou valendo-se de uma inscrição; o mais frequente é encontrarem-se unidos em igual grau os dois géneros. O estabelecimento e conservação de tais monumentos

«intencionais», que se pode seguir até aos tempos mais recuados de que há provas da cultura humana, é hoje ainda maior. Mas, ao falarmos do culto moderno dos monumentos e da sua protecção, não pensamos de modo nenhum nos monumentos «intencionais», mas sim nos «monumentos artísticos e históricos», como rezou até ao presente a expressão oficial para tal, pelo menos na Áustria.

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Medium 9788536305523

O AMBIENTE

Tilley, Alvin R Grupo A PDF Criptografado

O AMBIENTE

RUÍDOS

• Modulações, ou seja, sons com variação irregular

Ruídos são sons indesejáveis. Se o ruído for muito alto, pode prejudicar o ouvido. A perda de audição devido a ruídos produzidos por equipamentos fabricados pelo homem é uma

“doença industrial”.

Os ruídos são medidos em decibéis (dB). A fórmula é a seguinte:

• Tons puros (8.192 Hz, os mais puros, e 256, 512 e

1.024, os menos puros)

⎛ P1 ⎞

⎝ P2 ⎠

número de dB = 20 log ⎜

onde P1= pressão do som sob consideração e P2= pressão de referência do som, com base na menor pressão de som audível por um homem jovem. O aumento da pressão em dez vezes aumenta a altura do som em 20 dB.

Tons puros são sons com uma única freqüência. No entanto, a maioria dos sons são harmônicos.

Os sons são caracterizados e diferenciados de acordo com as seguintes variáveis:

Os ruídos causam os seguintes efeitos nos seres humanos, podendo afetar os processos mentais mais elaborados:

• Nervosismo

• Irritabilidade

• Fatiga

Os ruídos às vezes podem ser úteis. Eles ajudam a detectar quando as coisas não estão funcionando corretamente; por exemplo, podemos ouvir um problema no motor de um automóvel. Devido ao ruído, podemos detectar as condições que requerem ações emergenciais.

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MOSTRADORES

Tilley, Alvin R Grupo A PDF Criptografado

MOSTRADORES

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Dê preferência a mostradores circulares, semicirculares, mostradores de conferência e mostradores com códigos de zona. Mostradores com contadores, mecânicos e digitais são úteis, assim como as unidades de leitura com matrizes de ponto e matrizes de segmentos e os mostradores gráficos. Use escalas simplificadas e índices como os apresentados.

Evite ponteiros ornamentados. Use a largura necessária para o ponteiro e diminua sua largura em direção à extremidade, de modo a corresponder à menor largura de índice. As cores dos ponteiros e dos índices devem combinar, especialmente se estes estiverem nivelados.

MOSTRADORES ANALÓGICOS E GRÁFICOS CIRCULARES

Dê preferência a um diâmetro de 57–102 mm para o mostrador, ou para maior precisão, use 102–150. Comece com zero do lado inferior esquerdo

(por exemplo, às 7 h) e sempre conte no sentido horário; colocar o zero às

12 h também é aceitável. Os números geralmente são colocados do lado de fora dos índices; mostradores muito pequenos, mostradores de conferência e mostradores codificados por zonas requerem números internos.

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