223 capítulos
Medium 9788577800148

CAPÍTULO 6 - O IMPACTO AMBIENTAL DO TURISMO

Cooper, Chris Grupo A PDF Criptografado

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PARTE II • O DESTINO TURÍSTICO

IMPACTO AMBIENTAL

No final da década de 1970, a OECD definiu uma estrutura para o estudo do estresse ambiental ocasionado pelas atividades de turismo. Essa estrutura colocava em evidência quatro categorias principais de atividades estressantes, incluindo a reestruturação ambiental permanente (grandes construções, como auto-estradas, aeroportos e resorts); a geração de efluentes (dejetos biológicos e não biológicos que podem prejudicar a piscicultura e a pesca, causar danos à saúde e reduzir a atratividade de um destino); o estresse ambiental direto causado pelo turismo (destruição de recifes de corais, vegetação, dunas etc. devido à presença e às atividades dos turistas); os efeitos sobre a dinâmica das populações (como a migração e o aumento das densidades urbanas acompanhado pelo declínio das populações em outras áreas rurais).

Em 1992, a United Nations Conference on the Environment and Development, no

Rio de Janeiro, aqueceu um debate que estava sendo posto de lado e fez surgir de uma nova máxima: “Somente é permissível aquilo que pode ser sustentado pela natureza e pela sociedade a longo prazo”. Esse novo impulso recebeu o título de Agenda 21, para refletir o fato de que era uma declaração política que visava levar o mundo ao século

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Medium 9788520429501

18. Evolução de renda, emprego e salários nas propriedades rurais na metade sul do Rio Grande do Sul

SANTOS, Eurico de Oliveira; SOUZA, Marcelino de Editora Manole PDF Criptografado

18

Evolução

de renda, emprego

e salários nas propriedades rurais na metade sul do

Grande

do

Rio

Sul

Eurico de Oliveira Santos

Marcelo Ribeiro

Hugo Anibal González Vela

Carlos Ernesto González Esquivel

Este capítulo analisa a proporção de renda proveniente da atividade turística, a oferta de empregos fixos e temporários e a evolução dos salários nas propriedades rurais, localizadas na metade sul do Rio Grande do

Sul, que oferecem serviços turísticos. Entrevistaram-se os proprietários das fazendas em 1997, 2002 e 2006. No primeiro momento, foram identificadas nove fazendas em 1997; número que cresceu para 43 em 2002, e para

52 em 2006. Definiu-se agroturismo como a atividade cuja principal fonte de renda das propriedades provém da atividade primária e turismo rural aquela que tem sua principal fonte no setor terciário. A renda proveniente da agricultura teve um importante aumento no período de 1997-2002, seguido de uma baixa, no período de 2002-2006, nas fazendas que ofereciam agroturismo, enquanto nas fazendas que ofereciam turismo rural a renda proveniente dos serviços cresceu até 90%. O número de empregos gerados por fazenda manteve-se estável no primeiro período, mas sofreu uma baixa no segundo, o que gerou uma média de 6,4 por propriedade e reafirmou o caráter familiar da empresa. Os salários deflacionados não obtiveram

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Medium 9788520431146

Capítulo 3 - A sustentabilidade como projeto para a cidadania planetária

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

A sustentabilidade como projeto para a cidadania planetária

3

Oklinger Mantovaneli Jr.

Internacionalista, FURB

INTRODUÇÃO: ECOLOGIA, GOVERNABILIDADE

ECOLÓGICA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Neste capítulo são desenvolvidos argumentos sociológicos capazes de aproximar a ideia de sustentabilidade do debate sobre gestão cidadã de políticas.

Este início de século representa um momento de grande definição histórica para a humanidade, diante da consciência crescente de que o impacto da ação humana sobre o ambiente biofísico, social e psicocul‑ tural vem afetando a saúde e mesmo a sobrevivência no planeta (Brasil,

1997, cap. 1).

Difunde‑se, cada vez mais, “a ideia de que é preciso refazer os elos entre a pessoa e o planeta ameaçados por inimigos comuns”. Essa ideia

“serve então, hoje em dia, como elemento de união a inúmeros componen‑ tes da sensibilidade ecológica no mundo” (Alphandéry et al., 1992, p. 34), embora a ecologia não seja e não deva ser vista como uma disciplina ou um modo unívoco de compreender o mundo.

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Medium 9788536303062

7. Práticas de Gestão de Eventos

Watt, David C. Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

7

Práticas de

Gestão de Eventos

Este capítulo descreve alguns casos de organização de eventos, assim como dispositivos e procedimentos para a sua implementação prática. Os primeiros seis capítulos já apresentaram estruturas gerenciais, organizacionais e financeiras que devem ser consideradas. Aqui, ilustraremos a forma como o processo é desenvolvido, apresentando estudos de caso e métodos utilizados por profissionais em atividades concretas.

Os dados apresentados foram obtidos a partir de diversas fontes; muitos deles foram elaborados por mim, outros foram produzidos por pessoas que trabalham na área. Todas as autorias estão devidamente registradas, mas devo agradecer sinceramente a cada indivíduo e organização por permitir que seu trabalho seja publicado, contribuindo com outros profissionais e estudantes na busca de excelência na produção de eventos. Este capítulo visa a apresentar a boa prática bem como dados reais àqueles que trabalham com eventos, para que tais experiências possam ser adequadamente adaptadas à sua própria situação.

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Medium 9788520429501

16. Mulher, turismo e desenvolvimento rural: o trabalho feminino na atividade turística

SANTOS, Eurico de Oliveira; SOUZA, Marcelino de Editora Manole PDF Criptografado

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Mulher, turismo e desenvolvimento rural: o trabalho feminino na atividade turística

Raquel Lunardi

Introdução

A década de 1990 marcou um novo momento no debate sobre o desenvolvimento rural. Os enfoques analíticos que até então privilegiavam a modernização da agricultura cederam espaço a discussões da ruralidade por meio de outras interfaces, a partir de temas que não contemplavam apenas a análise da atividade agrícola como indutora do desenvolvimento rural, mas também das atividades não agrícolas, da utilização do espaço rural como espaço de produção de bens não agrícolas, de desenvolvimento de novas atividades, multifuncionalidades e novas possibilidades, as quais estariam relacionadas com um repertório diversificado de formas de reação e inovação, que iam desde estratégias de economia (agricultura de baixo custo) até formas de pluriatividade e de diversificação das fontes de rendas (Ploeg et al., 2004).

A busca por esse novo meio de vida (livehoods) surge a partir da introdução de atividades não agrícolas no meio rural e tenta explicar a relação

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