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9. Copa do Mundo: o turismo de eventos entra em campo

Marlene Matias Manole PDF Criptografado

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Copa do Mundo: o turismo de eventos entra em campo

Sérgio Miranda Paz

Introdução

Criado há quase 150 anos nas escolas e universidades britânicas, o futebol teve, a princípio, a função de ser um instrumento para a educação de jovens, para a manutenção da saúde e para a melhoria do condicionamento físico. Logo, porém, ele se transformou numa prazerosa atividade de lazer e socialização.

Pela simplicidade das regras, do equipamento utilizado e das instalações necessárias, e por permitir que praticantes de qualquer biótipo pudessem praticá‑lo, o futebol rapidamente se popularizou. Sua expansão pelo mundo foi facilitada pela grande extensão territorial do Império Britânico em fins do século XIX.

Sendo o futebol um jogo, a competição lhe é inerente. Do desejo da vitória, surgiram os campeonatos, de âmbito municipal, regional, nacional, e o primeiro torneio internacional, envolvendo as seleções dos países do Reino Unido. O que talvez não esperassem os seus criadores é que o futebol despertasse tanto interesse em pessoas que queriam permanecer fora de campo, simplesmente para observar as disputas, admirar a arte de seus praticantes e incentivar um dos lados oponentes – os torcedores! Para abrigá‑los, construíram‑se arquibancadas em volta dos campos de jogo – os estádios. As plateias aumentaram, e o futebol se transformou num grande espetáculo. Os ingressos passaram a ser cobrados, aumentando a exigência pela qualidade do espetáculo e pela busca da vitória. Investimentos no treinamento e na contratação de atletas fizeram surgir o profissionalismo.

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Medium 9788520432228

Capítulo 3 - Os interesses culturais

MELO, Victor Andrade de; ALVES JR., Edmundo de Drummond Editora Manole PDF Criptografado

capítulo 3

Os interesses culturais

As linguagens

No capítulo anterior, identificamos que as atividades de lazer são sempre culturais, compreendidas em seu sentido mais amplo. Isto é, não devemos considerar como cultura somente uma variedade de linguagens/manifestações, mas também um conjunto de valores, normas, hábitos e representações que norteiam a vida em sociedade.

De qualquer forma, quando prepara sua atuação, o profissional de lazer faz uso dessas linguagens/manifestações para compor seu programa. Seria interessante, então, que pudéssemos vislumbrar um panorama geral de tais possibilidades de intervenção. Um quadro classificatório seria muito útil para auxiliar na realização de nossa tarefa.

Uma classificação das atividades de lazer nos é apresentada por

Joffre Dumazedier (1976), que leva em conta o interesse central desencadeado, aquele que motiva o indivíduo a buscar a prática. Considerando essa proposta, poderíamos compor nosso programa tendo em vista as diversas possibilidades de mobilizar essas diferentes escolhas, ampliando e enriquecendo o alcance de nossa atuação.

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Medium 9788541203951

PRIMEIRA PARTE – Capítulo 2 – O Hotel como Empresa

DI MURO, Luis Grupo Gen PDF Criptografado

2

O Hotel como

Empresa

Capítulo

2. CONCEITOS BÁSICOS

2.1 Contrato de Hospedagem

Os aspectos legais que regulamentam a hospedagem provêm de épocas imemoriais. Recentemente se descobriu que os egípcios, durante o governo do faraó Queóps, na IV Dinastia, ano 2600 a.C., já dispunham de regulamentos que definiam obrigações para aqueles que ofereciam alojamento de forma onerosa.

Primeiro os gregos, depois os romanos foram aperfeiçoando o ofício de “taberneiro” e “pousadeiro”, estabelecendo direitos e obrigações para eles e seus clientes e as penas por descumprimento correspondentes. Lamentavelmente com a queda do Império Romano as “pousadas” praticamente desapareceram e deixaram os mosteiros em seu lugar.

Depois do obscurantismo, estabelecido durante a Época Medieval e com a chegada do Renascimento na Itália e outros países da Europa (séculos XV e XVI), as pousadas floresceram novamente.

Assim, as regulamentações aplicadas a estes meios de hospedagem seguiram se aperfeiçoando no decorrer dos anos.

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Medium 9788520435816

Parte II – Compreendendo o que é evento

Marlene Matias Manole PDF Criptografado

PA R T E I I

Compreendendo o que é evento

CAPÍTULO

3

Conceitos, classificação e tipologia

Conceitos

Para que se possa entender melhor o objeto deste estudo, dentro de um processo histórico, torna-se necessário inicialmente conceituá-lo.

Segundo Simões (1995), evento é um acontecimento criado com a finalidade específica de alterar a história da relação organização-público, em face das necessidades observadas. Caso esse acontecimento não ocorresse, a relação tomaria rumo diferente e, certamente, problemático.

Para Giácomo (1993), “evento é componente do mix da comunicação, que tem por objetivo minimizar esforços, fazendo uso da capacidade sinérgica da qual dispõe o poder expressivo no intuito de engajar pessoas numa ideia ou ação”.

Como os eventos são uma atividade dinâmica, sua conceituação tem sido objeto de modificações, conforme vai evoluindo. Portanto, segundo a experiência de vários especialistas da área, evento significa:

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Medium 9788520431993

15. Dimensão financeira e análise de investimentos

BENI, Mario Carlos Editora Manole PDF Criptografado

15

Dimensão financeira e análise de investimentos

J O S É B E N TO C A R LO S A M A R A L J Ú N I O R

Introdução

À atividade do turismo são atribuídos alguns sofismas que geram percepções gerais, ora como mito, ora como realidade, além de estar contaminada por inúme‑ ras promessas. Essa atividade tem registrado crescimento médio anual de 5% ao longo das últimas décadas, caracterizando‑se como um fenômeno de deslocamen‑ to de massa que envolve um contingente de mais de 800 milhões de turistas inter‑ nacionais, e as tendências apontam para um número de mais de 1,5 bilhão de pes‑ soas em 2020.

Todo esse movimento de pessoas tem despertado a atenção de diversos estu‑ diosos das mais variadas áreas do conhecimento, tais como economia, sociologia, antropologia, geografia, meio ambiente e outras. Uma das grandes preocupações desses estudiosos é com relação aos efeitos ou impactos que o turismo de massa pode provocar nas áreas receptoras.

No entanto, do ponto de vista dos governantes e dos investidores da iniciativa privada, esses números do turismo mundial também têm despertado grandes inte‑ resses e muito se tem dito sobre os benefícios gerados por essa atividade. Frases como “o turismo é o maior gerador de empregos”, “o turismo é o principal motor de desenvolvimento regional”, “o turismo gera divisas e riquezas para o país”, são comuns nos discursos sobre o turismo proferidos por vários de seus admiradores

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