154 capítulos
Medium 9788522481286

4 Sistema MRP II – Manufacturing Resources Planning

CORRÊA, Henrique L.; GIANESI, Irineu G. N.; CAON, Mauro; Grupo Gen PDF Criptografado

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Sistema MRP II – Manufacturing

Resources Planning

4.1 De MRP para MRP II

No capítulo anterior, vimos como o MRP permite que, com base na decisão de produção dos produtos finais, determinemos o que, quanto e quando produzir e comprar os diversos semi-acabados, componentes e matérias-primas. De fato, a introdução da técnica do MRP nos sistemas de planejamento das empresas contribuiu muito para simplificar a gestão dos materiais, sejam comprados ou fabricados. Entretanto, para quem vive o ambiente fabril, é notório que não basta garantir a disponibilidade dos materiais para garantir a viabilidade da produção de determinados itens em determinado momento.

Há outra questão importante que não é tratada pelo MRP: há capacidade suficiente para realizar o plano de produção sugerido pelo MRP? Os recursos humanos e equipamentos são suficientes para cumprir o plano no prazo?

Como vimos, o objetivo do MRP é ajudar a produzir e comprar apenas o necessário e apenas no momento necessário (no último momento possível), visando eliminar estoques, gerando uma série de “encontros marcados” entre componentes de um mesmo nível, para operações de fabricação ou montagem. Assim, qualquer atraso na produção de um item fabricado (por exemplo, por problemas de capacidade produtiva insuficiente), em determinado ponto da estrutura do produto, irá gerar dois problemas indesejáveis: atraso na produção e na entrega do produto final, em relação às datas planejadas, e concomitante formação de estoque daqueles componentes que chegaram pontualmente, ou até mais cedo, ao “encontro”. O que fazer para eliminar esses atrasos? Há duas saídas possíveis. A primeira é simplesmente garantir que haja sempre capacidade disponível, ou seja capacidade em excesso, para viabilizar a produção dentro dos prazos – ou lead times – considerados pelo MRP, o que certamente representa custos adicionais referentes ao investimento em equipamento e/ou instalações, além da ociosidade da mão-de-obra.

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Medium 9788521630227

4 Vendo os Problemas de Cima

BREMER, Carlos; Espôsto, Kleber; TORRES, Paulo; FREITAS, Paulo Grupo Gen PDF Criptografado

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Vendo os Problemas de Cima

“Que desafio! Não imaginava que a situação estaria tão complicada nesta empresa, quando aceitei assumir o cargo, a ponto de não conseguir resolver com minha experiência e criatividade”, pensava Samuel enquanto acomodava-se no avião para Nova Iorque, rumo à conferência.

Samuel admirava os últimos raios de sol daquele fim de tarde pela janela. Apesar de ser um homem prático, gostava de sentar-se no assento da janela desde pequeno, quando costumava viajar ao lado do pai. Mas seus pensamentos ainda estavam na empresa: em tudo o que enfrentara até aquele momento e o que estava por vir. Como poderia fazer a companhia finalmente deslanchar?

Por que uma grande empresa e sua cadeia de suprimentos, com bons profissionais e com equipamentos de primeira linha, não conseguia registrar um bom desempenho há dois anos?

“Temos potencial para crescer, já que somos a melhor na comparação com as concorrentes”, pensou, e foi interrompido pelo aviso de que estavam prontos para decolar.

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Medium 9788522481286

10 Sistemas Híbridos com o MRP II/ERP

CORRÊA, Henrique L.; GIANESI, Irineu G. N.; CAON, Mauro; Grupo Gen PDF Criptografado

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Sistemas Híbridos com o

MRP II/ERP

10.1 Introdução

Nenhum sistema ou lógica específica é panacéia para todos os males. Quando pensamos em administração industrial, atualmente, ninguém mais discute que as abordagens contingenciais são as mais adequadas. Segundo essas abordagens, problemas característicos de diferentes contingências (ou situações) demandam diferentes soluções; assumimos que não há uma “melhor solução” para todos os problemas. Em outras palavras, diferentes lógicas de gestão teriam, segundo esta abordagem, diferentes “vocações”, ou se encaixariam melhor para proverem soluções para determinadas situações, mas seriam piores para lidar com outras, de características diferentes. Como, muitas vezes, unidades produtivas dentro de uma empresa possuem diferentes subunidades com diferentes características,1  a adoção de uma lógica específica “pura” de gestão para tratar das diferentes subunidades carregaria o risco de determinadas subunidades serem muito bem servidas (para as quais a lógica “pura” adotada se encaixasse melhor) e outras não terem para seus problemas e necessidades soluções satisfatórias. Trabalhar com diferentes lógicas para atender a diferentes necessidades, mesmo dentro de uma unidade produtiva, só demanda, muitas vezes, que mais de um sistema seja utilizado, de forma integrada.

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Medium 9788522470297

1 ESTÁGIO ATUAL DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE DE CARGAS NO BRASIL

WANKE, Peter F. Editora Atlas S.A. PDF Criptografado

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ESTÁGIO ATUAL DAS

EMPRESAS DE TRANSPORTE DE

CARGAS NO BRASIL1

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INTRODUÇÃO

O transporte de cargas é o principal componente dos sistemas logísticos das empresas. Sua importância pode ser medida através de, pelo menos, três indicadores financeiros: custo, faturamento e lucro. O transporte representa, em média,

64% dos custos logísticos, 4,3% do faturamento e, em alguns casos, mais que o dobro do lucro (FLEURY; WANKE; FIGUEIREDO, 2000; BOWERSOX; CLOSS;

STANK, 1999). Com relação às nações com razoável grau de industrialização, diversos estudos e pesquisas apontam que os gastos com transporte oscilam ao redor de 6% do PIB (LIMA, 2005).

Tanto no âmbito das políticas públicas de investimento em infraestrutura quanto no âmbito gerencial de empresas privadas e estatais, a principal decisão relativa ao transporte de cargas é a escolha dos modais de transporte (FIGUEIREDO; FLEURY; WANKE, 2003). São cinco os modais de transporte de cargas: rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aéreo. Cada um possui estrutura de custos e características operacionais específicas que os tornam mais adequados para determinados tipos de produtos e de operações.

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Medium 9788597009910

6 - Gestão de Transporte

DIAS, Marco Aurélio Grupo Gen PDF Criptografado

Gestão de Transporte

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09/11/2016 15:42:10

Síntese do Capítulo

O transporte rodoviário representa no Brasil quase 70% do volume transportado.

Neste capítulo, você entenderá a importância do rodoviarismo e as causas que levaram a essa alta concentração de cargas movimentadas. Também vai aprender um pouco mais sobre os principais equipamentos utilizados pelas transportadoras e pelos carreteiros autônomos ou agregados.

Objetivos

•• Conhecer a formação de tarifas de transportes e seus custos incidentes, tanto os fixos como os variáveis.

•• Aprender a identificar a melhor escolha do equipamento de transporte.

•• Conhecer e saber como se aplica o frete-valor ad valorem e quais as variações de custo no transporte e entrega de uma carga.

DIAS.indb 192

09/11/2016 15:42:10

Gestão de Transporte

6.1 Introdução

A análise da participação de cada modal de transporte na movimentação de cargas no Brasil revela um quase monopólio do transporte rodoviário.

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