22 capítulos
Medium 9788577805815

Capítulo 3 - O Projeto da Pele da Edificação

Niura Martím Chivelet, Ignacio Fernandez Solla Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO

3

O Projeto da Pele da Edificação

3.1 Vedação externa com painéis fotovoltaicos e painéis de terracota. Cobertura com beirais de painéis fotovoltaicos integrados. Foto: cortesia da

Oskomera.

O projeto do sistema fotovoltaico

Até muito recentemente, os módulos fotovoltaicos eram projetados com um único objetivo: a geração de eletricidade a partir da energia solar. O sistema de módulos ou painéis fotovoltaicos era um novo apetrecho que não era bem-vindo e costumava terminar na cobertura do prédio, totalmente desvinculado do conceito de projeto do arquiteto. Além disso, os custos duplicavam: primeiramente se terminava o revestimento da fachada por completo, e depois se instalava o sistema fotovoltaico como uma pele sobreposta.

Foi apenas em meados da década de 1990 que os arquitetos e a indústria fotovoltaica encontraram uma base comum para integrar de maneira efetiva os módulos fotovoltaicos aos sistemas de vedação de fachada. O primeiro passo para a integração efetiva é dar-se conta de que quase todas as edificações usam suas janelas como uma fonte de energia solar passiva (que proporciona luz todo o ano e ganhos térmicos durante o inverno). Converter as superfícies opacas do prédio (fachadas, coberturas ou elementos de proteção solar) em geradores ativos de eletricidade, integrando painéis fotovoltaicos a eles, é parte do mesmo processo de projeto de criação de aberturas em uma fachada, para conseguir iluminação e ventilação.

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Medium 9788582605110

O Movimento da Cidade-Jardim

Francis D.K. Ching, Mark Jarzombek, Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

Global

O MOVIMENTO DA CIDADE-JARDIM

o planejado, não fracassou, como muitos haviam previsto, e atraiu fábricas como a Spirella Company (1912), que produzia espartilhos. No fim, o movimento das cidades-jardim gerou mais de 30 comunidades na Inglaterra. O livro de Howard também inspirou o desenvolvimento das chamadas “cidades novas” (new towns), construídas na Inglaterra depois da Primeira Guerra Mundial.

Canberra, capital da Austrália, também foi influenciada pelos conceitos do projeto de Howard.

Aldeia

Aldeia

Cinturão verde

Industrial

Centro (área comercial)

Aldeia

Residencial

Cinturão verde

rro

Aldeia

v ia

seria uma simples aldeia. O tamanho estipulado era de confortáveis 2.428 hectares, que não pertenceriam aos cidadãos individualmente, mas a um condomínio. O núcleo urbano propriamente dito ocuparia os 405 hectares centrais, em um parque com edifícios públicos e circundado de lojas. Ao redor desse parque central correria uma larga galeria comercial de vidro, um “Palácio de

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Medium 9788582605110

O Edifício de Escritórios da Friedrichstrasse

Francis D.K. Ching, Mark Jarzombek, Vikramaditya Prakash Grupo A PDF Criptografado

1900 d.C.

17.136  Plantas do projeto para o Edifício de Escritórios da Friedrichstrasse e para arranha-céus de vidro, Berlim

17.137  Proposta para o Edifício de Escritórios da Friedrichstrasse

O EDIFÍCIO DE ESCRITÓRIOS

DA FRIEDRICHSTRASSE

Em 1921, foi lançado um concurso para o projeto de uma torre comercial na Friedrichstrasse, em

Berlim. Apesar de Ludwig Mies van der Rohe

(1886–1969) não ter vencido, em grande parte por ter ignorado todas as normas do prospecto, seu projeto entrou para a história dos arranha-céus, devido a seu caráter radicalmente inovador. Mies iniciou seu aprendizado com o pai, como pedreiro de cantaria. No entanto, seu talento levou-o a Berlim, onde trabalhou durante algum tempo para Bruno Paul, um dos mais influentes arquitetos da Art Nouveau na Alemanha, e depois para o arquiteto Peter Behrens, mais voltado para o Modernismo.

As casas construídas por Mies na década de

1920 eram, sem dúvida, funcionais, mas é difícil considerá-Ias criativas. Elas contrastavam muito com seus trabalhos que não foram construídos, os quais eram bastante imaginativos e representavam uma extensão lógica da emergente estética modernista. Sua proposta para o concurso de arquitetura da torre de escritórios, por exemplo, mostra um composto de três torres prismáticas angulares, conectadas no centro por um núcleo de circulação, com um espaço cilíndrico aberto livre de alto a baixo. O esqueleto de aço, com lajes de piso em balanço, era totalmente fechado com vidro. O projeto reduzia o edifício a seus elementos fundamentais: o núcleo de circulação e as cápsulas (pods) dos escritórios. O núcleo que contém as escadas, os elevadores e os banheiros

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Medium 9788577804436

Quem é o Dono da Água?

Sue Roaf, David Crichton, Fergus Nicol Grupo A PDF Criptografado

Vai Chover Muito?

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tenha que construir uma enorme rede de canais para irrigar as terras agrícolas que hoje são irrigadas pelo Brahmaputra, mas eles afirmam que o projeto todo poderia ter efeitos catastróficos no país. Estará se formando outra guerra pela água?9

A ÁGUA DE POÇOS ARTESIANOS

Um dos problemas dos poços artesianos é que eles levam a uma redução dos recursos. As águas subterrâneas são o principal fornecimento para mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo e elas estão diminuindo em quase todo lugar. Debaixo da Cidade do México, o lençol freático já diminuiu dois metros em média, e no Meio-Oeste norte-americano sua redução é de três metros em uma década e 30 metros em alguns lugares. Tem-se bombeado tanta água subterrânea na Flórida que os aqüíferos correm o risco de serem inundados pela água do mar. Doze cidades com mais de 10 milhões de habitantes dependem das reservas de águas subterrâneas, incluindo Xangai, Bangkok, Londres e Calcutá. A água é utilizada para o uso doméstico da população mundial, que cresce rapidamente, além dos fins industriais e agrícolas. São necessárias mil toneladas de água para se cultivar uma tonelada de trigo e 2 mil toneladas de água para uma tonelada de arroz, e os pequenos agricultores serão os primeiros a sofrer as conseqüências quando os aqüíferos secarem. A população estimada que depende das águas subterrâneas nas diferentes regiões inclui: 75% da Europa, 32% da Ásia da região do Pacífico,

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Medium 9788577805761

Capítulo 30 - O Desafio da Contemporaneidade

José Ramón Alonso Pereira Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO

30

O Desafio da

Contemporaneidade

A globalização na aurora do século XXI

Ao nos questionarmos sobre a arquitetura contemporânea, estamos fazendo uma pergunta impossível de responder, porque estamos dentro dela: estamos inseridos no desafio da contemporaneidade, ela

é o nosso presente, e é absolutamente impossível termos as certezas de outrora. Por isso, a revisão das posições atuais tem de ser mais crítica do que histórica, e a crítica atual, ao outorgar a primazia aos processos figurativos, elabora uma infinidade de categorias e classificações cada vez mais complexas. Vivemos presos em uma espessa rede de termos em constante transformação, que não busca subsistir mais do que o tempo fugaz imposto pelos modismos. Os ideais estéticos da modernidade foram substituídos por alguns ideais estéticos identificados com um jogo gramatical sem conteúdo.

Nesta era de individualismo coletivo e frenético entre os séculos XX e XXI, a arquitetura ocidental – que vimos nascer no presente eterno do laboratório egípcio – hoje se estende por todo o planeta.

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