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Quem é o Dono da Água?

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Vai Chover Muito?

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tenha que construir uma enorme rede de canais para irrigar as terras agrícolas que hoje são irrigadas pelo Brahmaputra, mas eles afirmam que o projeto todo poderia ter efeitos catastróficos no país. Estará se formando outra guerra pela água?9

A ÁGUA DE POÇOS ARTESIANOS

Um dos problemas dos poços artesianos é que eles levam a uma redução dos recursos. As águas subterrâneas são o principal fornecimento para mais de 2 bilhões de pessoas ao redor do mundo e elas estão diminuindo em quase todo lugar. Debaixo da Cidade do México, o lençol freático já diminuiu dois metros em média, e no Meio-Oeste norte-americano sua redução é de três metros em uma década e 30 metros em alguns lugares. Tem-se bombeado tanta água subterrânea na Flórida que os aqüíferos correm o risco de serem inundados pela água do mar. Doze cidades com mais de 10 milhões de habitantes dependem das reservas de águas subterrâneas, incluindo Xangai, Bangkok, Londres e Calcutá. A água é utilizada para o uso doméstico da população mundial, que cresce rapidamente, além dos fins industriais e agrícolas. São necessárias mil toneladas de água para se cultivar uma tonelada de trigo e 2 mil toneladas de água para uma tonelada de arroz, e os pequenos agricultores serão os primeiros a sofrer as conseqüências quando os aqüíferos secarem. A população estimada que depende das águas subterrâneas nas diferentes regiões inclui: 75% da Europa, 32% da Ásia da região do Pacífico,

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Qual é o Futuro dos Edifícios Altos?

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Os Edifícios Altos

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do ponto de “descarga disruptiva”, aquele momento no qual uma bola de fogo explode, e morreram instantaneamente. No dia 23 de fevereiro de 1991, um incêndio começou no 22º andar da torre de 38 pavimentos conhecida como One Meridien

Plaza, na cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos. O fogo começou em uma pilha de panos sujos de óleo que havia sido deixada por um empreiteiro. O incêndio durou 19 horas, destruindo oito pavimentos e tirando a vida de três bombeiros.42 Em agosto de 2003, em um blecaute em Nova York, o corpo de bombeiro foi acionado diversas vezes para apagar incêndios provocados por velas.

QUAL É O FUTURO DOS EDIFÍCIOS ALTOS?

Em um mundo cada dia mais inseguro, será que realmente precisamos morar em edifícios mais perigosos? O que o bom senso nos diria sobre a altura máxima desejável para um edifício?

• Ele não deveria ser tão alto a ponto de se tornar um “edifício-alvo” – ele deveria ficar protegido pela linha imaginária demarcada pela silhueta da cidade, para escapar de vendavais e não projetar sombras nos edifícios próximos – isso depende da configuração urbana.

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A Agenda 21: o Exército é Formado

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A Adaptação de Edificações e Cidades às Mudanças Climáticas

A AGENDA 21: O EXÉRCITO É FORMADO

O mundo tem respondido diligentemente aos desafios do meio ambiente global, colocando a ciência e a inteligência necessárias para entender o problema e desenvolvendo programas para enfrentar os desafios identificados. Ele também tem formado os exércitos necessários para a guerra com ferramentas desenhadas para efetuar as mudanças pertinentes e, o que é mais importante, construir a capacidade individual e coletiva ao redor do mundo para assegurar que tais mudanças aconteçam. Esse processo começou no Rio.

Em 1992, a Rio-92, cuja denominação adequada é “United Nations Conference of Development and the Environment” [Conferência das Nações Unidas sobre

Meio Ambiente e Desenvolvimento], foi extremamente influente. Vinte anos depois da primeira conferência global sobre o meio ambiente na Suécia, em 1972, as Nações Unidas procuraram ajudar os governos a repensar o desenvolvimento econômico e encontrar formas de deter a destruição dos recursos naturais e a poluição do planeta.27 Estavam representados 108 chefes de Estado, e os documentos elaborados incluíam a Rio Declaration on Environment and Development [Declaração do Rio Sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento], a Agenda 21, a Framework Convention on Climate Change [Marco da Convenção Sobre Mudanças

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De quem é o Problema da Água?

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A Adaptação de Edificações e Cidades às Mudanças Climáticas

ao público em geral e a empresa não tem o direito de reclamar para si uma enorme parte dela. O governo também não tem o direito de permitir que uma empresa privada extraia tamanha quantidade de água subterrânea, o que poderia resultar na exaustão dos lençóis freáticos. Ou seja, no futuro, o mercado deverá atentar para a

11 instalação de indústrias que consomem muita água.

O caso da Coca-Cola é uma questão de super exploração da capacidade do meio ambiente de fornecer água suficiente para sustentar tanto a produção de refrigerantes nos níveis necessários, como apoiar as expectativas da comunidade local tradicional. Este cálculo básico de capacidade deveria ter sido feito e revisado no estágio de planejamento da instalação da indústria.

DE QUEM É O PROBLEMA DA ÁGUA?

Há duas questões aqui:

• A primeira é o desenvolvimento não sustentável – o projeto excede a capacidade do meio ambiente da área para sustentá-lo. Esta análise deveria ser feita, de acordo com o que vimos no caso da Coca-Cola citado anteriormente, usando cálculos dos recursos da água corrente, para cenários de climas futuros, para avaliar a capacidade de redução do meio ambiente para sustentar uma demanda exacerbada. Os cálculos de capacidade deveriam ser feitos no estágio de planejamento, como parte da análise de impacto ambiental do projeto, e as decisões de rejeitar indústrias como a de Kochi, devem ser tomadas antes que se incorra em grandes perdas.

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O Que Causa a Elevação do Nível dos Mares?

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A Elevação do Nível dos Mares

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Força de tombamento máxima (Sv)

24

22

20

18

16

14

1850

Controle

Emissões baixas

Emissões médias-baixas

Emissões médias-altas

Emissões altas

1900

1950

2000

2050

2100

Figura 8.5

Simulações feitas pelo Hadley Centre mostram o enfraquecimento da Corrente do Golfo durante o século XXI, embora não seja provável que a “interrupção de transporte de calor oceânico” ocorra ainda nesse século. (Fonte: UKCIP02 Climate Change Scenarios, encomendados

15 por DEFRA, produzidos por Tyndall & Hadley Centres para o UKCIP; Briefing Report, p. 14)

Os estudos do Programa Sobre Impactos Climáticos do Reino Unido (UKCIP) indicam que a Corrente do Golfo continuará sendo extremamente importante para o clima do Reino Unido. Embora ela possa perder um pouco de sua força no futuro – possivelmente cerca de 25% até o ano 2100 – é improvável que haja uma interrupção da Corrente do Golfo e um conseqüente resfriamento permanente do clima do Reino

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