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Capítulo 3 - Mutações urbanas

Carlos Leite, Juliana di Cesare Marques Awad Grupo A PDF Criptografado

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MUTAÇÕES URBANAS

Cidades genéricas

A noção de território tem variado ao longo do tempo. O conceito de território foi-nos passado pela modernidade e assim tem vindo até o presente, quando, claramente, já não satisfaz à dinâmica da vida contemporânea, à fragmentação espacial das metrópoles e à realidade do mundo globalizado.

As novas tecnologias e a globalização econômica têm alterado os significados das nossas noções de geografia e distância. Após estudos exaustivos das alterações urbanas provocadas pelo processo de globalização, Saskia Sassen (2008) conclui que há, na verdade, uma geografia da centralização e não da dispersão ou descontinuidade, que não respeita fronteiras urbanas ou nacionalidades. No final do século

20, a globalização impôs ao território uma dinâmica até então inesperada. Deve-se ter em mente, porém, que, mesmo nos lugares onde os vetores da globalização estão mais presentes, o território habitado e com vida local mantém características próprias, cria novas sinergias que se contrapõem à globalização. Vive-se, portanto, uma realidade de crise, um conflito cultural da sociedade que se apresenta na escala do território. Esses processos simultâneos – globalização e fragmentação – geram territórios contraditórios, desconexões e intervalos na mancha urbana.

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Medium 9788521632351

19 Vidros

Luiz Alfredo Falcão Bauer Grupo Gen ePub Criptografado

Eng.o Nilton Soler Saintive • Eng.o Rafael Bruni • Prof. Dr. Samuel Márcio Toffoli

19.1 Introdução

19.2 Produção do Vidro Plano

19.2.1 Processos Mais Antigos

19.2.2 Vidro Float

19.3 O Vidro na Arquitetura

19.4 Vidros Coloridos, Termorrefletores e Insulados

19.4.1 Vidros Coloridos e Termorrefletores

19.4.2 Vidros Duplos ou Insulados

19.4.3 Tensões Térmicas em Uso

19.5 Vidros Impressos

19.5.1 Processo de Fabricação e Características

19.5.2 Tipos

19.5.3 Aplicações

19.6 Vidros de Segurança

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Medium 9788577805761

Capítulo 7 - A Cabana Clássica

José Ramón Alonso Pereira Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO

7

A Cabana Clássica

Da ordem à edificação

As primeiras manifestações conhecidas da arquitetura grega são pequenas cabanas construídas no campo ou em lugares sagrados relacionados aos deuses. Elas eram construções frágeis e, às vezes, desmontáveis, mas pertencem a uma tradição à qual a arquitetura clássica deve muito.

O templo grego que nasceu no século VII a.C. como evolução da mégaron micênica – uma simples sala retangular precedida de um pórtico de colunas – não tem as mesmas proporções do egípcio nem aquelas que terá o templo cristão. Construído para guardar uma imagem divina, ele apresenta, em geral, dimensões médias e exclui o altar de seu recinto, deixando-o no exterior.

Suas origens estão em uma plataforma horizontal ou estilobata

– quase sempre de planta retangular – sobre a qual se elevava uma caixa de paredes e uma cobertura ou telhado com duas águas que projetava ao exterior um triângulo ou frontão, rematando o prédio e recebendo uma decoração de esculturas.

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Medium 9788577805761

Capítulo 20 - A Composição Arquitetônica

José Ramón Alonso Pereira Grupo A PDF Criptografado

C APÍTULO

20

A Composição

Arquitetônica

A composição básica:

Durand e suas lições de arquitetura

Reagindo às insuficiências da tipologia como estrutura platônica ou idealista para a arquitetura, Durand recorre a ideais aristotélicos como a busca das causas e a redução dos fenômenos a um pequeno número de princípios explicativos.

Discípulo de Boullée, Jean-Nicolas-Louis Durand (17601834) pertence à geração napoleônica que institucionaliza o processo revolucionário. Dirigindo até 1800 a nova École Polytechnique, Durand enfrenta o problema do ensino arquitetônico como um problema social novo, cuja resposta pedagógica, suas leçons d’architecture, deve proporcionar ao estudante um método de projeto e construção para qualquer circunstância (Figura 20.1).

Trata-se de um método e não de um tipo, pois a arquitetura deixa de querer refletir tipos ideais para passar a aplicar o rigor do método científico aos programas edificatórios; um método baseado na composição como momento-chave no qual a razão age sem in2ª parte

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Medium 9788580550023

3. A ARQUITETURA DA ÍNDIA ANTIGA E DO SUDESTE DA ÁSIA

Michael Fazio, Marian Moffett, Lawrence Wodehouse Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

A ARQUITETURA DA ÍNDIA ANTIGA

E DO SUDESTE DA ÁSIA

A

pré-história da Índia é, em grande parte, um relato dos assentamentos ao longo do vale do Indo e suas planícies fluviais – atualmente parte do Paquistão e Afeganistão –, onde diversas culturas regionais prosperaram a partir de cerca de 3000 a.C. Essa fase madura durou cerca de mil anos, iniciando em meados de 2700 a.C., quando Harappa (na porção nordeste do vale) e Mohenjo-Daro (no Indo, quase 640 quilômetros a sudoeste) aparentemente eram as principais cidades de uma extensa

área. Muitos detalhes sobre a cultura dessa região ainda são bastante obscuros, pois não há unanimidade entre os estudiosos quanto ao alfabeto de Harappa, que possui mais de 400 caracteres. Em todo caso, muitos dos escritos que restaram são encontrados em timbres pessoais, os quais dificilmente revelarão muito sobre essa civilização. A base da economia era a agricultura, facilitada pela irrigação e a inundação periódica provocada pelos rios. Havia também o comércio, não somente interno, mas também com assentamentos do sul da Arábia e da Mesopotâmia. Como resultado, houve algumas influências culturais externas. A civilização com escrita no vale do Indo foi de desenvolvimento posterior e de curta duração, se comparada a da Mesopotâmia ou do Egito, porém, a região sobre a qual o vale do Indo exercia controle era maior. Mais de 1.000 sítios arqueológicos de Harappa foram identificados ao longo de uma área de quase 1,3 milhão de km².

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