186 capítulos
Medium 9788521617341

8 “HOMEM RICO…”

HUBERMAN, Leo Grupo Gen ePub Criptografado

A Desvalorização da Moeda pelos Reis.

Acumulação de Ouro e Prata.

As Grandes Viagens e Descobertas.

A Revolução Comercial. Os Grandes Banqueiros.

Quando o presidente dos Estados Unidos, às três e dez da tarde de 31 de janeiro de 1934, assinou uma proclamação decretando que o número de grãos de ouro num dólar fosse reduzido de 25 8/10 para 15 5/21, estava seguindo um velho costume espanhol. Era também um velho costume inglês, francês e alemão. A desvalorização da moeda é um recurso que tem séculos de idade. Os reis da Idade Média que desejavam ter o dom de Midas, de transformar tudo em ouro, recorriam à desvalorização da moeda como substitutivo adequado para conseguir dinheiro.

Quando o presidente Roosevelt reduziu a percentagem de ouro do dólar, seu objetivo primordial foi o de elevar os preços. O fato de que essa redução tivesse dado ao Tesouro dos Estados Unidos um lucro de cerca de 2 bilhões e 150 milhões de dólares foi apenas incidental. Para os reis da Idade Média, porém, o objetivo principal era o lucro. Não queriam elevar os preços, mas estes se elevavam assim mesmo, devido à desvalorização.

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Medium 9788521621867

Capítulo 1. Economia Primário-Exportadora, Modernização e Subdesenvolvimento

GONÇALVES, Reinaldo Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

1

Economia PrimárioExportadora, Modernização e

Subdesenvolvimento

E

ste capítulo e o seguinte se concentram no desenvolvimento econômico do Brasil a partir da perspectiva histórica. A ênfase

é dada para as mudanças estruturais, ainda que, eventualmente, haja referências às políticas governamentais, suas causas, sua natureza e seus efeitos. O exercício taxonômico apresentado segue a maior parte dos estudos históricos existentes. Para simplificar, a formação econômica do país é dividida em seis períodos. A periodização é importante para se destacar e analisar o diferencial de desempenho e as mudanças estruturais ao longo do tempo.

Somente no Capítulo 3 é que se faz a análise dos indicadores de desempenho macroeconômico de longo prazo e o confronto dos resultados segundo as distintas fases, com destaque para o exame do desempenho da economia brasileira durante o Governo Lula.

Todo exercício de periodização da formação econômica corre o risco da simplificação exagerada. Esse risco aumenta quando se associa períodos da história econômica com a própria evolução política. Não obstante, para efeitos didáticos, pode-se dividir a formação econômica do país nas seguintes fases: sistema colonial

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Medium 9788521617464

Capítulo 13 - Riscos de Contraparte e Intermediação Financeira: Lições da Crise e Alternativas para Mitigá-los

CARNEIRO, Dionisio Dias; DE BOLLE, Monica Baumgarten (orgs.) Grupo Gen PDF Criptografado

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Riscos de Contraparte e

Intermediação Financeira: Lições da

Crise e Alternativas para Mitigá-los

André d’Almeida Monteiro

13.1 Introdução

No epicentro da maior crise financeira global vivida desde os anos

1930 está o risco de contraparte. Por risco de contraparte entendese a perda potencial gerada pelo descumprimento parcial ou total da contraparte em um contrato. O risco de contraparte inclui, por exemplo, o risco de crédito. Dentre os originadores desse tipo de risco, os intermediários financeiros nos mercados norte-americanos tiveram papel de destaque. O pânico que se instalou nos mercados financeiros ao redor do mundo em setembro e outubro de 2008 pode ser atribuído em boa dose aos riscos de contraparte gerados por estas instituições nos serviços prestados nos mercados de balcão de derivativos e de custódia de ativos. Esses riscos, entretanto, não deveriam surpreender, já que eles sempre estiveram presentes.

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Medium 9788521617341

Parte II - 19 - “EU ANEXARIA OS PLANETAS, SE PUDESSE...”

HUBERMAN, Leo Grupo Gen PDF Criptografado

19

“EU ANEXARIA OS PLANETAS,

SE PUDESSE...”

Uma Nova Teoria do Valor.

A Teoria Marginal da Utilidade. As Tarifas Protetoras.

O Crescimento da Grande Indústria.

Trustes, Cartéis, Combinações.

Os Excedentes de Mercadorias e de Capital.

Solução: as Colônias.

É

claro que tudo isso era perigoso. A teoria do valor do trabalho, exposta pelos economistas clássicos no princípio da Revolução Industrial, servira a uma finalidade útil.

A burguesia, então a classe progressista, transformara-a numa arma contra a classe politicamente retrógrada, mas poderosa, dos donos de terra, que denunciava como desfrutando, sem trabalhar, a atividade de outras pessoas. Nas mãos de Ricardo, que a usou juntamente com sua teoria da renda para atacar os donos de terra, a teoria do valor foi O.K.

Nas mãos de Marx, decididamente não foi O.K. Marx aceitara a teoria do valor do trabalho e a levara mais além, ao que julgou ser a sua conclusão lógica. O resultado, aos olhos da burguesia, foi desastroso. A situação se invertia totalmente. O que fora a sua arma na luta contra seu inimigo transformava-se na arma usada pelo proletariado contra ela!

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Medium 9788521605966

Introdução - Edmar Lisboa Bacha e Simon Schwartzman

BACHA, Edmar Lisboa; SCHWARTZMAN, Simon Grupo Gen PDF Criptografado

Introdução1

Edmar Lisboa Bacha

Simon Schwartzman

O Brasil vive, desde os anos 1930, um processo quase ininterrupto de desenvolvimento econômico, modernização social e participação política. Apesar de suas limitações, esse processo gerou uma visão de que somos realmente o país do futuro e, mais ainda, de que esse futuro está ao alcance das mãos. Nessa visão rósea, os períodos autoritários e as dificuldades econômicas — como os anos de ditadura de Getúlio Vargas e do governo militar, assim como a hiperinflação dos anos 1980 e os programas de ajuste dos anos 1990 — teriam sido apenas episódios passageiros, acidentes de percurso que não afetaram a marcha do progresso e da modernização. O crescimento da economia e a transferência maciça da população rural para as cidades, além da evolução favorável dos dados socioeconômicos mais básicos ao longo de várias décadas, pareceram confirmar esse otimismo. A expansão do setor público também fez parte dessa tendência, não só por seu papel crescente como provedor e gestor das políticas sociais, como também pelas oportunidades de renda e ocupação que tem proporcionado, através da criação de empregos diretos estáveis e bem remunerados, das transferências do governo federal a estados e municípios e dos negócios privados que se beneficiam dos gastos e empréstimos do setor público.

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