133 capítulos
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PARTE I - Concessões de rodovias e renegociação no Brasil

OLIVEIRA, Gesner; OLIVEIRA FILHO, Luiz Chrysostomo de (orgs.) Grupo Gen PDF Criptografado

Concessões de rodovias e renegociação no Brasil

CÉSAR MATTOS

Introdução

O leilão de concessão das rodovias federais em 2007 foi considerado um retumbante sucesso pelo governo, especialmente em função dos elevados deságios dos lances para os preços dos pedágios, como no caso do trecho da Fernão

Dias, que atingiu 65,4%. Atualmente, os pedágios federais permanecem com valores relativamente módicos, se considerarmos a comparação com os pedágios paulistas.

De outro lado, uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) de 2012 mostra que das 20 melhores rodovias em território nacional, 19 estão em São Paulo, são concedidas ao setor privado e reguladas pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (ARTESP). Apenas uma rodovia federal, a BR-116, que liga Rio de Janeiro a São Paulo, licitada em 2007 e regulada pela Agência

Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), está entre estas 20 (em 11o lugar). Enquanto apenas 9,9% das rodovias do país estão em estado considerado “ótimo”, em São

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Medium 9788521627081

Capítulo 12 - Mitigação da Pobreza

FRIEDMAN, Milton; FRIEDMAN, Rose D. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 12

Mitigação da Pobreza

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O

dos países ocidentais nos últimos dois séculos e a ampla distribuição dos benefícios da livre-empresa reduziram em enorme escala a extensão da pobreza, em qualquer sentido absoluto, nos países capitalistas do

Ocidente. A pobreza, porém, é em parte questão relativa, e, mesmo nesses países, muita gente ainda vive em condições que consideramos pobreza. crescimento econômico extraordinário

Um recurso, sob muitos aspectos o mais desejável, é a caridade privada. Vale notar que o apogeu do laissez-faire, em meados e em fins do século XIX, na Inglaterra e nos Estados Unidos, foi época de extraordinária proliferação de organizações e de instituições filantrópicas privadas. Um dos principais custos da maior intervenção do governo no bem-estar social foi o correspondente recuo das atividades filantrópicas privadas.

Poder-se-ia argumentar que a filantropia privada é insuficiente porque seus benefícios favorecem outras pessoas além das que fizeram as contribuições — mais uma vez, o efeito de vizinhança. Sinto-me incomodado pela visão da pobreza; beneficio-me com sua mitigação; para mim, no entanto, os benefícios são os mesmos, não importa quem pague pela mitigação; o benefício da caridade alheia, por conseguinte, também me favorece. Em outras palavras, todos nós talvez nos dispuséssemos a contribuir para a mitigação da pobreza, desde que todas as outras pessoas agissem da mesma maneira. Também é possível que relutássemos em contribuir com a mesma quantia sem essa certeza. Em pequenas comunidades, a pressão pública não raro

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Medium 9788521626848

Parte II - Capítulo 10 - Médias Móveis, Ajustamento Polinomial Direto e Extrapolação de Tendência

NEVES, Cesar das; ROSSI, José W. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

10

Médias Móveis, Ajustamento

Polinomial Direto e Extrapolação de Tendência

10.1 Método das Médias Móveis .......................................................... 229

10.2 Ajustamento Polinomial Direto ...................................................... 234

10.3 Extrapolação de Tendência ........................................................... 240

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10.1.1  Descrição do método

Este não é propriamente um método de previsão, e sim uma técnica de tratamento de dados.

Vimos, no método da decomposição, o uso do conceito de médias móveis para eliminar a sazonalidade da série observada. Aqui será mostrado como o método pode ser usado para eliminar flutuações de uma maneira geral. Isso pode ser útil quando se quer observar movimentos no tempo de uma variável de uma forma menos errática. Esse método é abordado em detalhes em

Kendall (1973).

O método consiste na estimativa da tendência polinomial a um conjunto de observações no tempo. Isto é, por definição, tem-se:

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Medium 9788521617464

Capítulo 2 - Notas sobre a Reforma Regulatória do Setor Financeiro

CARNEIRO, Dionisio Dias; DE BOLLE, Monica Baumgarten (orgs.) Grupo Gen PDF Criptografado

2

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Notas sobre a Reforma Regulatória do Setor Financeiro

Armando Castelar Pinheiro

2.1

Introdução

Em regimes de livre mercado, a regulação é, pelo menos em teoria, uma das formas de corrigir falhas de mercado que comprometem a eficiência na alocação de recursos, permitindo alcançar um nível mais alto de bem-estar social. Nem todas as atividades econômicas são igualmente afetadas por falhas de mercado e, consequentemente, nem todas requerem o mesmo grau de regulação. No mercado financeiro, porém, essas falhas são tão graves e presentes que a regulação é vista como essencial para garantir o seu bom funcionamento e, em certo grau, a sua própria existência.

O Estado interfere no mercado financeiro de cinco maneiras principais:

1 por meio dos instrumentos usuais de política monetária, procurando suavizar o ciclo econômico, em grande parte por meio do canal da disponibilidade e do custo do crédito;

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Medium 9788521626848

Parte I - Capítulo 3 - Heterocedasticidade, Autocorrelação e Modelos Arch

NEVES, Cesar das; ROSSI, José W. Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

3

Heterocedasticidade,

Autocorrelação e Modelos ARCH

3.1 Heterocedasticidade ......................................................................... 61

3.2 Autocorrelação nos Erros da Regressão ............................................ 69

3.3 Aplicação com Dados da Economia Brasileira ................................... 73

3.4 Modelos ARCH .................................................................................. 74

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3.1.1  �Estimadores de mínimos quadrados ordinários e matriz de covariância consistente para heterocedasticidade

Suponha-se o modelo de regressão Y 5 Xb 1 u, no qual E(u) 5 0 e E(uuT) 5 V. Independentemente da forma da matriz V tem-se aqui que a matriz das variâncias e covariâncias dos estimadores de MQO seria dada por que é às vezes conhecida como a matriz sanduíche, já que a matriz

T

X  VX se situa entre duas matrizes idênticas dadas por (X TX)21. Naturalmente, com os erros da regressão tendo variância constante e sendo adicionalmente não autocorrelacionados, isto é, com E(uuT ) 5 s2I, então a equação acima fica reduzida à

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