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Medium 9788520431993

6. Observatório de Turismo e Cultura, integração regional do cluster de turismo e desenvolvimento socioeconômico da Serra Gaúcha

BENI, Mario Carlos Editora Manole PDF Criptografado

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Observatório de Turismo e Cultura, integração regional do cluster de turismo e desenvolvimento socioeconômico da Serra Gaúcha

E D E G A R LU I S TO M A Z ZO N I

Introdução

As propostas de desenvolvimento do turismo, nos mais diversos âmbitos e ní‑ veis de abrangência territorial, justificam‑se pelo desenvolvimento socioeconômi‑ co, cujo sentido é a inclusão social, com base não somente em aspectos materiais, como renda e acesso ao consumo, mas também em aspectos emocionais, como sen‑ timento de aceitação, de pertencimento e de reconhecimento. O desenvolvimento

é um processo cíclico virtuoso, que se inicia com a mudança de mentalidades. A inclusão social e a qualidade de vida são fundamentos da sustentabilidade, pois o verdadeiro desenvolvimento é o sustentável.

O que os teóricos contemporâneos enfatizam é a força do institucionalismo, por meio da cooperação entre os agentes sociais, visando retornos coletivos. Tra‑ ta‑se de processo para cuja realização é relevante a atuação das instituições de en‑ sino e pesquisa. Para viabilizar políticas e projetos, os estudos e análises do desen‑ volvimento socioeconômico fundamentam‑se em referenciais de delimitação geográfica, espacial ou territorial.

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Medium 9788520432228

Capítulo 5 - O profissional de lazer

MELO, Victor Andrade de; ALVES JR., Edmundo de Drummond Editora Manole PDF Criptografado

capítulo 5

o profissional de lazer

O homem que em sua atividade profissional está ligado somente a um pequeno fragmento isolado do todo adquire apenas uma formação fragmentária; tendo eternamente nos ouvidos só o ruído monótono da roda que faz girar, nunca desenvolve a harmonia de seu ser, e em lugar de imprimir em sua natureza a marca da humanidade, ele somente é um reflexo de sua profissão, de sua ciência.

A educação estética do homem (1795), Friedrich Schiller

O animador cultural: olha ele aí!

Já são comuns as preocupações referentes à formação do profissional de lazer. Vale lembrar, entre outras iniciativas, a realização de eventos com temática específica e a publicação de artigos em livros, anais de eventos e periódicos.

Na área empresarial, aquela que se preocupa com a formação do gestor/administrador, vemos também surgir várias iniciativas. Podemos dar o exemplo do crescimento do número de mbas (Master of

Business Administration) ligados ao entretenimento. Outro indício interessante é o oferecimento de cursos ligados a marketing e a produção cultural, algo relacionado ao fato de que esse mercado tem avançado notavelmente no Brasil nos últimos anos.

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Medium 9788520432228

Capítulo 3 - Os interesses culturais

MELO, Victor Andrade de; ALVES JR., Edmundo de Drummond Editora Manole PDF Criptografado

capítulo 3

Os interesses culturais

As linguagens

No capítulo anterior, identificamos que as atividades de lazer são sempre culturais, compreendidas em seu sentido mais amplo. Isto é, não devemos considerar como cultura somente uma variedade de linguagens/manifestações, mas também um conjunto de valores, normas, hábitos e representações que norteiam a vida em sociedade.

De qualquer forma, quando prepara sua atuação, o profissional de lazer faz uso dessas linguagens/manifestações para compor seu programa. Seria interessante, então, que pudéssemos vislumbrar um panorama geral de tais possibilidades de intervenção. Um quadro classificatório seria muito útil para auxiliar na realização de nossa tarefa.

Uma classificação das atividades de lazer nos é apresentada por

Joffre Dumazedier (1976), que leva em conta o interesse central desencadeado, aquele que motiva o indivíduo a buscar a prática. Considerando essa proposta, poderíamos compor nosso programa tendo em vista as diversas possibilidades de mobilizar essas diferentes escolhas, ampliando e enriquecendo o alcance de nossa atuação.

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Medium 9788520438404

12. Comunicação e sustentabilidade: fontes e recursos

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

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Comunicação  e   sustentabilidade:     fontes  e  recursos

Wilson  da  Costa  Bueno

A   problemática   socioambiental   frequenta,   com   generosidade,  a  literatura  brasileira  contemporânea,  inclusive  a  de  comunicação.  Da  mesma  forma,  é  cada  vez  mais  ampla  a  oferta  de  materiais  (livros,  dissertações  e  teses,  artigos,  vídeos  etc.)  que  tratam   do   tema.   Visando   favorecer   o   acesso   a   estas   fontes   e   recursos,   listamos  aqui  um  conjunto  formidável  deles,  muitos  dos  quais   podem  ser  obtidos  gratuitamente,  como  no  caso  de  artigos  ou   documentos  online  e  mesmo  vídeos  disponíveis  na  web.

Eles  estão  organizados  em  tipos  de  materiais  (obras  integrais,   artigos  online  e  vídeos),  com  as  referências  completas  ou  links,   quando  é  o  caso.  Para  as  obras  integrais  (livros,  dissertações  ou   teses),  além  das  referências  essenciais,  acrescentamos,  para  cada   uma  delas,  um  breve  resumo  e  uma  citação  relevante  que  a  representa.  No  total,  há  cerca  de  uma  centena  de  fontes  e  recursos  disponíveis  para  leitura,  estudo  e  reflexão.  Eles  podem  ser  úteis  inclusive  para  os  professores  que  ministram  disciplinas  nesta  área,   permitindo  seu  uso  ou  sua  indicação  para  seus  alunos.

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Medium 9788520437605

3. AS ORGANIZAÇÕES E SUA ADMINISTRAÇÃO

CHIAVENATO, Idalberto Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 3

AS ORGANIZAÇÕES E SUA

ADMINISTRAÇÃO

Objetivos de aprendizagem

•• Apresentar uma visão dos desafios e das mudanças de paradigmas que as organizações estão enfrentando.

•• Mostrar a ênfase nas tarefas, que predominou nos primeiros passos da teoria administrativa.

•• Mostrar a ênfase na estrutura organizacional e seus efeitos na teoria administrativa.

•• Mostrar a ênfase nas pessoas e seus efeitos na teoria administrativa.

•• Mostrar a ênfase no ambiente e seus efeitos na teoria administrativa.

Caso de apoio: Plug-On

Pedro Menendez é o diretor presidente da Plug-On, uma empresa high tech que produz e vende produtos eletrônicos para uso em informática. Menendez está no cargo há apenas 6 meses e seu principal desafio é simultaneamente lançar produtos novos no mercado e ajustar sua empresa continuamente às novas demandas do ambiente de negócios. Para tanto, Menendez precisa ser criativo e inovador, sem desprezar os aspectos cotidianos das operações da sua empresa, que precisam ter eficiência e eficácia em alto grau. Ele sabe que seu negócio se caracteriza pela globalização, mudança e competitividade.

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Medium 9788520433485

Parte 3 – Manual técnico: professores

SABA, Fabio Editora Manole PDF Criptografado

PARTE 3

Manual técnico: professores

Os tópicos apresentados a seguir fazem parte dos manuais técnicos para os professores de musculação, atividades aquáticas (natação e hidroginástica) e aulas em grupo (modalidades de ginástica, lutas e ritmos).

FUNÇÃO

O professor tem como função ensinar, tirar dúvidas, atender os clientes, controlar sua assiduidade, motivar para que não desistam e tornar prazeroso seu treino.

ATENDIMENTO AO CLIENTE

Atendimento inicial (cliente novo)

Musculação (Figura 10)

Existem dois tipos de clientes: o que ainda não fez a avaliação física

(mas já passou pela pré-orientação com o coordenador) e o que já fez e irá passar pela orientação.

parte 3 - manual técnico: professores

■■ Cumprimentos:

–– Cliente sem avaliação física (após pré-orientação): cumprimente de forma simpática e acolhedora, apresentando-se. Agende a avaliação e orientação física (recepção), explicando que somente após esses procedimentos o treino será elaborado. Aproveite o momento para explicar o funcionamento da Academia e esclarecer dúvidas.

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Medium 9788520431146

Capítulo 18 - Descentralização e intersetorialidade: um novo formato de gestão pública municipal

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Descentralização e intersetorialidade: um novo formato de gestão pública municipal1

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Luciano Antonio Prates Junqueira

Sociólogo, PUCSP

Rose Marie Inojosa

Comunicóloga, USP

INTRODUÇÃO

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A relação entre desenvolvimento social e gestão pública, tendo como referência a descentralização e a intersetorialidade, determina o tipo de estrutura da unidade gestora das políticas sociais. Esse processo é apresentado a partir da experiência de reforma administrativa da prefeitura municipal de Fortaleza, realizada em 1997.

O desenvolvimento como liberdade relatado por Sen (2000, p. 19) remete ao conceito de desenvolvimento social como sendo a possibilidade

Este capítulo resulta do processo de trabalho iniciado em novembro de 1996, quando, para preparar a gestão do prefeito Juraci Magalhães (1997-2000), foi concebida a reforma administrativa da prefeitura do município de Fortaleza, definida em Lei municipal em janeiro de 1997 e cuja implementação se deu a partir de fevereiro de 1997. Esse processo teve a assessoria da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), desde a sua concepção até julho de 1997.

1

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Medium 9788520429501

20. Turismo rural e novo modelo de gestão pública em Minas Gerais

SANTOS, Eurico de Oliveira; SOUZA, Marcelino de Editora Manole PDF Criptografado

20

Turismo

rural e novo

modelo de gestão pública em

Minas Gerais

Carlos Eduardo Oliveira Bovo

Introdução

Este capítulo consiste em compreender o impacto da mudança do modelo de gestão pública adotado no estado de Minas Gerais, o qual trabalha com a lógica da gestão privada dentro da ótica pública, e os impactos diretos ou indiretos sobre a atividade turística, principalmente o turismo rural.

O estudo dessa temática é justificado pela importância que essa atividade não agrícola representa para os agricultores familiares, possibilitando que permaneçam em suas propriedades de maneira sustentável e com boa qualidade de vida. Além de representar para o Estado uma ferramenta importante na redução do êxodo rural, na geração de empregos e renda, entre outros possíveis benefícios nas áreas ambiental, cultural, políticoorganizacional, econômica e social.

Para a compreensão da discussão, propõe-se uma linha de raciocínio que parte do entendimento das mudanças ocorridas no modelo de gestão do Estado, na visão turística construída por ele e pela respectiva secretaria,

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Medium 9788520456088

2. Conceitos iniciais

Jodrian Freitas Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 2

CONCEITOS INICIAIS

TURISMO DE AVENTURA

Ainda que a abordagem deste livro seja aplicável a várias atividades econômicas, o contexto em foco é o segmento de turismo de aventura. Assim,

é necessário entender corretamente a abrangência dessa área para uma adequada gestão de riscos.

O parágrafo 1o do art. 34 do Decreto n. 7.381, de 02/12/2010, que dispõe sobre a Política Nacional de Turismo, estabelece:

Para os fins deste Decreto, entende-se por turismo de aventura a movimentação turística decorrente da prática de atividades de caráter recreativo e não competitivo, tais como arvorismo, bóia cross, balonismo, bungee jump, cachoeirismo, cicloturismo, caminhada de longo curso, canoagem, canionismo, cavalgada, escalada, espeleoturismo, flutuação, mergulho, turismo fora de estrada, rafting, rapel, tirolesa, vôo livre, windsurf e kitesurf. 

Tal definição tem o mérito didático de listar exemplos das atividades cobertas pelo segmento e restringir o caráter de competitividade, diferenciando-o das atividades esportivas.

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Medium 9788520427095

Capítulo 7 - Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

NEIMAN, Zysman; RABINOVICI, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

7 Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

Heloana Giraldella

Zysman Neiman

Introdução

Os avanços que o debate socioambiental trouxe nas últimas décadas têm gerado, em diversos países do mundo, um aumento no número de áreas naturais protegidas. No Brasil, desde a criação do Parque Nacional de Itatiaia (RJ, MG) em 1937, o número de Unidades de Conservação (UCs) cresceu significativamente.

Conforme discutido no Capítulo 5, foi aprovada no Brasil a

Lei n. 9.985, que instituiu, em 18 de julho de 2000, o Sistema

Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), visando ordenar a criação e adequar a gestão dessas áreas protegidas. Esse documento sugere que, no seu conjunto, as UCs poderiam redundar em um futuro promissor para a atividade do turismo em termos de geração de renda e empregos para a população brasileira, além da

Planejamento e gestão em áreas naturais protegidas

conservação de seus recursos socioambientais (Neiman, 2005). No entanto, como definido pelo próprio Snuc, para concretizar a geração de renda pelo turismo, é fundamental a realização de um intenso trabalho de planejamento e gestão dessas áreas protegidas, com a participação direta dos profissionais envolvidos com o uso público (incluindo aqui o turismo), para que se garantam os princípios conservacionistas por meio das melhores estratégias e práticas sustentáveis disponíveis.

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Medium 9788520427095

Capítulo 9 - Políticas públicas para o ecoturismo no Brasil

NEIMAN, Zysman; RABINOVICI, Andréa Editora Manole PDF Criptografado

9 Políticas públicas para

o ecoturismo no Brasil

Angela Teberga de Paula

Andréa Rabinovici

Introdução

Entende-se por políticas públicas as ações do Estado, conduzidas pelo interesse da maioria dos cidadãos, para a elaboração e execução de programas e demais ações de esferas específicas da sociedade (Barretto et al., 2003). Logicamente, o detalhamento desse conceito conduz ao paradigma do bem-estar social, uma vez que ele contempla também direitos ao lazer e ao tempo livre, os quais estão presentes, antes de tudo, na

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu art. 217: “O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social”, bem como na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, art. 24: “Todas as pessoas têm direito a descanso e lazer”.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Todavia, o cenário subdesenvolvido no qual o país se encontra indica a imprescindível necessidade de políticas que, acima de tudo, sejam responsáveis pelo “elo articulador entre os agentes excluídos da concentração econômica, e [...] [por] construir, de forma compartilhada, o projeto democrático e cidadão desejado pela comunidade” (Gastal e Moesch, 2007, p. 41).

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Medium 9788520437605

18. ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL

CHIAVENATO, Idalberto Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO 18

ESTRATÉGIA ORGANIZACIONAL

Objetivos de aprendizagem

•• Apresentar uma visão ampla e abrangente da estratégia organizacional.

•• Discutir as várias conceituações de estratégia organizacional.

•• Delinear os níveis administrativos da organização e suas funções.

•• Descrever a formulação estratégica.

•• Mostrar a implementação da estratégia.

•• Identificar a avaliação da estratégia.

•• Delinear o conceito de balanced scorecard e sua aplicação à estratégia organizacional.

Caso de apoio:  Empreendimentos Paramount

Ao analisar o desempenho da empresa no último período, o Conselho de Administração – o órgão supremo da Empreendimentos Paramount – verificou que a excessiva centralização das decisões na cúpula da organização estava emperrando e travando seus negócios. A conclusão foi que a centralização está transformando o nível institucional em um verdadeiro esquema operacional envolvido totalmente com o dia a dia dos trabalhos e voltado para a rotina. Em vez de ser o nível estratégico, extrovertido e orientado para o futuro e destino da organização, a diretoria estava agindo como elemento burocrático sem qualquer atividade estratégica ou tática dentro da organização. A Paramount tem três escritórios regionais – em São

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Medium 9788520438442

8. Estratégias de comunicação para as mídias sociais

BUENO, Wilson da Costa Editora Manole PDF Criptografado

8

Estratégias de comunicação para as mídias sociais

Wilson da Costa Bueno

Introdução

As mídias sociais têm exigido novas posturas das organiza‑

ções, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento de estratégias adequadas de comunicação para dar conta do re‑ lacionamento com seus públicos de interesse (stakeholders), com impacto significativo nos negócios e nos seus principais ati‑ vos intangíveis (imagem, reputação, credibilidade, marcas etc.).

Há relatos frequentes de práticas não adequadas de comuni‑ cação nas mídias sociais e elas, provavelmente, derivam de duas situações: a) as empresas ignoram o potencial das mídias sociais ou as contemplam apenas como ameaças; ou b) embora cientes da importância das mídias sociais na sociedade moderna, as em‑ presas não estão preparadas para estabelecer relacionamentos em ambientes que se caracterizam pela pluralidade de vozes e sobre os quais elas não têm controle.

As tecnologias de informação e comunicação têm efetiva‑ mente revolucionado a comunicação empresarial, de tal modo que culturas e sistemas de gestão tradicionais encontram difi‑

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Medium 9788520431146

Capítulo 34 - Recuperação de empresas a partir da autogesão

PHILIPI JR., Arlindo; SAMPAIO, Carlos Alberto Cioce; FERNANDES, Valdir Editora Manole PDF Criptografado

Recuperação de empresas a partir da autogestão

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Maurício Sardá de Faria

Administrador, UFPB

Henrique Tahan Novaes

Economista, Unesp/Marília

Flávio Chedid Henriques

Engenheiro de Produção, UFRJ

Laís Silveira Fraga

Engenheira de Alimentos, Unicamp

INTRODUÇÃO

A autogestão não é um problema exterior ao capitalismo. Não se trata de uma forma de organização ou de luta engendrada pelos trabalhadores fora dos locais do trabalho que seria “transportada” para o interior do processo de produção nos momentos mais agudos de conflito social. Para nós, a autogestão é algo inerente à organização capitalista do processo de trabalho. Sua materialidade é experimentada tanto por meio dos mecanismos informais de articulação dos trabalhadores, no processo de produção de mercadorias, quanto pelas formas autônomas de organização dos conflitos e resistência dos trabalhadores diante da fragmentação, parcelização e infe-

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GESTÃO DE NATUREZA PÚBLICA E SUSTENTABILIDADE

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Medium 9788520429501

16. Mulher, turismo e desenvolvimento rural: o trabalho feminino na atividade turística

SANTOS, Eurico de Oliveira; SOUZA, Marcelino de Editora Manole PDF Criptografado

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Mulher, turismo e desenvolvimento rural: o trabalho feminino na atividade turística

Raquel Lunardi

Introdução

A década de 1990 marcou um novo momento no debate sobre o desenvolvimento rural. Os enfoques analíticos que até então privilegiavam a modernização da agricultura cederam espaço a discussões da ruralidade por meio de outras interfaces, a partir de temas que não contemplavam apenas a análise da atividade agrícola como indutora do desenvolvimento rural, mas também das atividades não agrícolas, da utilização do espaço rural como espaço de produção de bens não agrícolas, de desenvolvimento de novas atividades, multifuncionalidades e novas possibilidades, as quais estariam relacionadas com um repertório diversificado de formas de reação e inovação, que iam desde estratégias de economia (agricultura de baixo custo) até formas de pluriatividade e de diversificação das fontes de rendas (Ploeg et al., 2004).

A busca por esse novo meio de vida (livehoods) surge a partir da introdução de atividades não agrícolas no meio rural e tenta explicar a relação

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