39 capítulos
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Capítulo 10. Fique na mesa

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Capítulo 10

Fique na mesa

Pacificação de Viena a Paris

A Primeira Guerra Mundial (1914–1919) foi chamada de “a guerra para acabar com todas as guerras”. Na verdade, uma descrição melhor seria “a guerra que esqueceu todas as guerras”. Quando analisamos as decisões catastróficas que levaram à eclosão da guerra ou à estrutura dos acordos de paz problemáticos que se seguiram, descobrimos as consequências trágicas das memórias curtas e das lições esquecidas. Muito já foi escrito sobre os equívocos cometidos nas negociações de Paris ao final da guerra, em especial como o tratamento dado

à Alemanha derrotada provavelmente teve um papel importante para como o país viria a instigar a Segunda Guerra Mundial. Obviamente, estamos na posição privilegiada do futuro, julgando o passado com a clareza da visão retrospectiva. Se os países vitoriosos tivessem a capacidade de entender a situação, com certeza teriam negociado um acordo diferente. Não teriam? Infelizmente, eles entendiam, mas isso não ajudou.

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Capítulo 3 - Bases Conceituais da Política Industrial do Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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BASES CONCEITUAIS DA POLÍTICA

INDUSTRIAL DO RIO GRANDE DO SUL

Carlos Henrique Horn

Ivan De Pellegrin

José Antonio Valle Antunes Júnior

Ibes Eron Vaz

INTRODUÇÃO

Pode-se dizer, sem correr grande risco de equívoco, que a formulação da Política Industrial do Rio Grande do Sul (PI/RS) seguiu linhas de procedimento não canônicas. Na ausência de (i) uma política industrial prévia que lhe servisse de experiência a ser aprimorada e (ii) qualquer acúmulo teórico consistente a relacionar um diagnóstico compreensivo sobre a trajetória de longo prazo da economia do Rio Grande do Sul e escolhas de políticas públicas adequadas1, a elaboração da política industrial acabou por se assentar no conhecimento tácito e nas bagagens teóricas e políticas singulares dos seus formuladores, num processo que, sobretudo no caso dos programas setoriais, alargou-se o suficiente para acolher a experiência de atores e instituições públicas e privadas diretamente vinculados com cada setor de atividade que compôs a política setorial.

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Capítulo 17 - A Comunicação do Desenvolvimento: Estratégia, Discurso e Percepção

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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A COMUNICAÇÃO DO

DESENVOLVIMENTO: ESTRATÉGIA,

DISCURSO E PERCEPÇÃO

Alexandre Claser Elmi

Ibes Eron Vaz

INTRODUÇÃO

A implantação de uma política industrial com potencial para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico no Rio Grande do

Sul exigiu a concepção e a implementação de uma estratégia de comunicação integrada, capaz de articular atores institucionais, midiáticos e econômicos, além de procurar enfrentar, comunicacionalmente, as eventuais barreiras que tornavam opaca a imagem do Estado como polo capaz de disputar, atrair e consolidar investimentos privados. Este capítulo recupera algumas das principais ações lideradas pela equipe de comunicação da Secretaria de

Desenvolvimento e Promoção do Investimento

(SDPI), como órgão centralizador do chamado

Sistema de Desenvolvimento organizado pelo

Governo Tarso Genro (2011-2014). Neste sentido, este texto consolida o relato de uma experiência profissional, em algumas de suas dimensões teóricas e práticas.

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Capítulo 11 - A Contribuição da Economia da Cooperação para o Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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A CONTRIBUIÇÃO DA ECONOMIA DA

COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO E SOCIAL DO RIO GRANDE DO SUL

José Antonio Valle Antunes Júnior

Heitor José Cademartori Mendina

Luis Alberto da Silva Bairros

INTRODUÇÃO: ELEMENTOS

HISTÓRICOS E CONCEITUAIS

A palavra cooperação provém do latim cooperatione, que é um derivativo do verbo cooperari, composto de cum mais operari, que tem como significado trabalhar em conjunto, em prol do bem comum (PINHO, 2004). As maneiras de se realizar a cooperação remetem à origem da humanidade e, desde então, para mantê-la, importa reconhecer em um parceiro, a partir das interações anteriores, as características mais importantes nos momentos de relacionamento. Desta forma se pode afirmar que, filosoficamente, o homem, em sua gênese, traz consigo a arte de cooperar.

Wright (2000) aborda a questão quando menciona os kung sans, caçadores e coletores do deserto de Kalahari, na África, que viviam da caça de girafas e que, para sobreviver, tinham que rastreá-las, matá-las e consumir a carne antes que os predadores chegassem e os encontrassem. Para que isso fosse possível, necessitavam de cooperação, tendo em vista que, pelo seu porte, uma girafa oferece mais do que uma família consegue se alimentar, antes que a carne estrague. Se os caçadores de girafas vivessem em grupos do tamanho de famílias,

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Capítulo 3. A lógica da adequalidade

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Capítulo 3

A lógica da adequabilidade

Negociação à sombra do câncer

Sua proposta pode ser a melhor e a mais inovadora, mas como apresentá-la para alguém que insiste em fazer tudo como sempre fez? Você pode estar preocupado com os interesses do seu interlocutor, mas como negociar perante à resistência ferrenha à mudança? Você pode estar certo, mas como defender sua proposta quando o outro lado tem laços emocionais com um plano alternativo?

Considere o caso dos pacientes diagnosticados com câncer de próstata de

1 baixo risco. A maioria dos casos de câncer de próstata nos EUA é detectada

2 usando o teste de antígeno prostático específico (PSA). Abundam evidências de que muitos cânceres detectados por PSA são sobrediagnosticados, ou seja, que os pacientes teriam levado uma vida normal sem jamais saber da existên3 cia do câncer de próstata se não tivessem realizado o teste de PSA. No Memorial Sloan Kettering Cancer Center (MSKCC), em Nova York, instituição líder em pesquisa e tratamento de câncer, geralmente se recomenda “vigilância ativa” para homens com câncer de próstata de baixo risco, um método que recebe preferência em relação a tratamentos como cirurgia e radioterapia, que podem causar efeitos colaterais como incontinência e disfunção erétil. Essa recomendação é consistente com as diretrizes da National Comprehensive Cancer Network e da Associação Americana de Urologia.

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