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Capítulo 16 - Infraestrutura para o Desenvolvimento Industrial no RS: Reflexões Críticas

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INFRAESTRUTURA PARA O

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NO RS:

REFLEXÕES CRÍTICAS

José Antonio Valle Antunes Júnior

Marco Aurélio Franceschi

Nery Santos Filho

[...] a infraestrutura hoje é marcada pelas comunicações, pelos transportes e pelas tecnologias de computação que podem garantir a coordenação de amplas atividades em uma escala global. Isto por sua vez aumenta a interdependência de mercados geográficos e aumentou os custos do fracasso infraestrutural.

(BESANKO et al., 2006, p. 82).

CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

INFRAESTRUTURA E

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

Há um consenso em torno da proposição de que os investimentos em infraestrutura social

(saneamento básico, habitação etc.), logística, transportes, telecomunicações e energia são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de qualquer região ou país. Sob a ótica do setor industrial, em particular, a concepção e implantação de uma eficaz e coordenada rede de transportes, considerando a intermodalidade (rodovias, hidrovias, ferrovias e transporte aéreo), é um elemento crucial para a competitividade das diferentes indústrias. A eficácia

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Capítulo 11 - A Contribuição da Economia da Cooperação para o Desenvolvimento Econômico e Social do Rio Grande do Sul

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A CONTRIBUIÇÃO DA ECONOMIA DA

COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO E SOCIAL DO RIO GRANDE DO SUL

José Antonio Valle Antunes Júnior

Heitor José Cademartori Mendina

Luis Alberto da Silva Bairros

INTRODUÇÃO: ELEMENTOS

HISTÓRICOS E CONCEITUAIS

A palavra cooperação provém do latim cooperatione, que é um derivativo do verbo cooperari, composto de cum mais operari, que tem como significado trabalhar em conjunto, em prol do bem comum (PINHO, 2004). As maneiras de se realizar a cooperação remetem à origem da humanidade e, desde então, para mantê-la, importa reconhecer em um parceiro, a partir das interações anteriores, as características mais importantes nos momentos de relacionamento. Desta forma se pode afirmar que, filosoficamente, o homem, em sua gênese, traz consigo a arte de cooperar.

Wright (2000) aborda a questão quando menciona os kung sans, caçadores e coletores do deserto de Kalahari, na África, que viviam da caça de girafas e que, para sobreviver, tinham que rastreá-las, matá-las e consumir a carne antes que os predadores chegassem e os encontrassem. Para que isso fosse possível, necessitavam de cooperação, tendo em vista que, pelo seu porte, uma girafa oferece mais do que uma família consegue se alimentar, antes que a carne estrague. Se os caçadores de girafas vivessem em grupos do tamanho de famílias,

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Capítulo 5 - A Política da Firma e a Operação da Sala do Investidor: da Coordenação aos Investimentos

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PARTE II POLÍTICA SETORIAL, FIRMA E ECONOMIA DA COOPERAÇÃO

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A POLÍTICA DA FIRMA E A

OPERAÇÃO DA SALA DO INVESTIDOR:

DA COORDENAÇÃO AOS INVESTIMENTOS

Taylor Favero Guedes

José Antonio Valle Antunes Júnior

A SALA DO INVESTIDOR

NO CONTEXTO DA POLÍTICA

INDUSTRIAL

O presente capítulo trata da Sala do Investidor, um dos mais importantes projetos nascidos no bojo da Política Industrial do Rio Grande do

Sul (PI/RS), estruturada e implantada pelo Governo do Estado na gestão 2011-2014. O desenvolvimento econômico estava dentre as principais linhas programáticas da gestão, elegendo o

Sistema de Desenvolvimento do Rio Grande do

Sul (SDRS) como conceito-chave daquela Política.1 Tal sistema almejava organizar as questões de natureza prática da política industrial ao manejar diferentes variáveis com o propósito de minimizar o risco de perda de governança sobre a diversidade de fatores que impactam no processo de desenvolvimento econômico

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Capítulo 6 - Os Programas Setoriais: da Diversidade da Economia Gaúcha à Estratégia da Política Industrial

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OS PROGRAMAS SETORIAIS:

DA DIVERSIDADE DA ECONOMIA GAÚCHA

À ESTRATÉGIA DA POLÍTICA INDUSTRIAL

Ivan De Pellegrin

Davi Doneda Mittelstadt

Jorge Ussan

Giovanni Padilha

José Antonio Valle Antunes Júnior

A FORÇA DA DIVERSIDADE

SETORIAL DA ECONOMIA

GAÚCHA E SUAS ESPECIFICIDADES

COMPETITIVAS

Uma característica virtuosa da economia do

Rio Grande do Sul é a sua diversidade setorial.

O Estado se destaca no Brasil entre os que possuem uma indústria variada e competitiva, incluindo, dentre seus setores mais expressivos, a transformação de produtos primários de origem agrícola ou mineral, as indústrias metalmecânica e eletroeletrônica, os produtores de componentes e de máquinas e equipamentos que dão suporte à agricultura e à mineração e a produção de bens de capital para aplicações gerais. Outros setores gaúchos em destaque no cenário nacional são a indústria automotiva, em especial os segmentos pesados, e as indústrias petroquímica e química.

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Capítulo 13. O poder da empatia

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Capítulo 13

O poder da empatia

Negociando a Crise dos

Mísseis de Cuba

Em 16 de outubro de 1962, aviões espiões U-2 americanos conduzindo uma missão de reconhecimento sobre Cuba descobriram o que depois se confirmaria ser a construção, com o auxílio da União Soviética, de silos de mísseis capazes de lançar armas nucleares. A mera existência dos silos em Cuba, tão próximo dos EUA, não era inesperada nem problemática, mas duas características específicas das instalações representavam uma preocupação especial para o governo americano. Primeiro, eles seriam capazes de lançar mísseis ofensivos que alcançariam o continente americano.1 Segundo, os mísseis teriam a capacidade de transportar ogivas nucleares. Acontece que a União Soviética havia prometido, em público e por canais privados, que mísseis ofensivos capazes de transportar armas nucleares não seriam instalados em Cuba. Ficara claro que essas garantias haviam servido apenas para enganar e atrasar a descoberta dos silos. Tudo isso deu origem ao evento que entraria para a história americana com o nome de Crise dos Mísseis de Cuba.2

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Capítulo 8 - É o Tempo do Vento: A Política Industrial e o Desenvolvimento da Energia Eólica no Rio Grande do Sul

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8

É TEMPO DO VENTO: A POLÍTICA INDUSTRIAL

E O DESENVOLVIMENTO DA ENERGIA EÓLICA

NO RIO GRANDE DO SUL

Vivian Sebben Adami

José Antonio Valle Antunes Júnior

Eberson José Thimmig Silveira

Marco Aurélio Franceschi

INTRODUÇÃO

O principal romance do Rio Grande do Sul é, sem dúvida, O tempo e o vento, de Érico Veríssimo (VERÍSSIMO, 1948, 1951, 1961). O romance utiliza a metáfora do vento como pano de fundo para a compreensão da formação histórica do Estado. Muitos anos depois, o vento reaparece em novo papel de enorme importância. Agora, trata-se da potencialidade do recurso – “é o Tempo do Vento” – para colaborar decisivamente com o desenvolvimento energético e industrial do RS.

O Rio Grande do Sul tem uma história prévia na energia eólica baseada nos trabalhos do professor indiano Debi P. Sadhu, que integrou o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

(UFRGS) a partir de 1976. Sob a liderança do

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Capítulo 2 - A Experiência Recente de Política Industrial no Brasil Remando contra a Maré

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2

A EXPERIÊNCIA RECENTE DE

POLÍTICA INDUSTRIAL NO BRASIL:

REMANDO CONTRA A MARÉ

Jackson De Toni

The ultimate test of whether industrial policy is working is not whether a government can reliably pick winners (no government reliably can) but whether a government is able to let losers go. The objective should be not to minimize the risk of mistakes, but rather to minimize the costs of the mistakes that inevitably occur on the way to success.1

Hausmann, Rodrik e Sabel (2008)

INTRODUÇÃO

Este texto recupera a trajetória da retomada recente da política industrial pelo governo federal e os diversos planos deste período, focando em especial a dimensão da sua governança e a relação público-privada. Em que pese a impossibilidade de estabelecer uma relação linear de causalidade entre as medidas implementadas e a evolução real da economia, é evidente que a ausência destas iniciativas certamente tornaria o quadro bem pior. O argumento contra factual serve, contudo, para inferir que o processo de desindustrialização e especialização regressiva em curso poderia ter sido menor se as políticas implementadas não tivessem encontrado

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Capítulo 13 - Os Instrumentos Fiscais da Política Industrial: Mecanismo Tributários, O Fundopem e o GEx

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PARTE III INSTRUMENTOS DA POLÍTICA INDUSTRIAL E POLÍTICAS CONEXAS

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OS INSTRUMENTOS FISCAIS DA POLÍTICA

INDUSTRIAL: MECANISMOS TRIBUTÁRIOS,

O FUNDOPEM E O GEx

Leonardo Gaffrée Dias

Nery Santos Filho

CONTEXTO HISTÓRICO

Ao abordar a experiência do Estado do Rio

Grande do Sul no quadriênio 2011-2014, especificamente no respeitante aos mecanismos tributários, é necessário descrever o contexto histórico em que a administração estatal se encontrava inserida no início de tal período. Vivia-se um momento imediatamente posterior ao de um governo absolutamente direcionado a uma tentativa de ajuste estrutural das contas públicas, onde, na maior parte do tempo, salvo por alguma imperiosidade plenamente demonstrada, não se encontrava espaço para renúncias de receitas presentes.

Sem adentrar na análise de mérito daquela política, ou mesmo na avaliação de fatores que possam ter contribuído positiva ou negativamente para a situação do erário gaúcho de então, é fácil constatar que as finanças públicas rio-grandenses, naquele ano de 2011, eram capazes de suportar alguma renúncia de ingressos tributários presentes e ainda abdicar de receitas futuras não dimensionadas em novos investimentos na economia regional. Tal espaço fiscal já era percebido em meados de 2010 quando o corpo técnico da administração tributária gaúcha iniciou uma avaliação dos rumos a serem seguidos, convidando para tal

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Capítulo 12 - Territorialização e Cooperação na Política Industrial: O Programa de Fortalecimento de Cadeias e Arranjos Produtivos Locais

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TERRITORIALIZAÇÃO E COOPERAÇÃO NA

POLÍTICA INDUSTRIAL: O PROGRAMA DE

FORTALECIMENTO DE CADEIAS E ARRANJOS

PRODUTIVOS LOCAIS1

Sérgio Kapron

INTRODUÇÃO

O objetivo deste capítulo é apresentar o Programa de Fortalecimento das Cadeias e Arranjos Produtivos Locais (Programa CAPLs), destacando sua concepção, seus objetivos, sua estrutura e os resultados alcançados até o final de 2014. Procura-se aqui consolidar uma apresentação desta política pública do governo do

Estado do Rio Grande do Sul, gestada e executada entre os anos de 2011 e 2104.

A partir da prioridade conferida pelo governo ao tema do desenvolvimento econômico, coube à equipe que implantaria a Agência

Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do

Investimento (AGDI), formular e implementar um programa para responder às demandas das diversas regiões do Estado por alternativas de desenvolvimento. Experiências anteriores e outras iniciativas de âmbito estadual foram tomadas como referência, alinhadas com políticas federais e atualizadas a partir das demandas locais. Este programa compôs a Política

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Capítulo 5. Os limites do enquadramento

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Capítulo 5

Os limites do enquadramento

O caminho até a Guerra no Iraque

Em 2002, o governo americano, sob a liderança do presidente George W. Bush, defendia a aprovação pelo Conselho de Segurança da ONU de uma resolução condenando o governo de Saddam Hussein por violação de resoluções anteriores relativas ao programa de armas de destruição em massa (ADM) do Iraque.

Todas as partes concordavam que inspetores iriam ao país para avaliar se o

Iraque estava em conformidade com as exigências da ONU. Mas não havia acordo sobre quais seriam os próximos passos. Os Estados Unidos, junto com a Grã-Bretanha e outros países, exigia que uma imediata “autorização de uso da força” das Nações Unidas contra o Iraque caso este país não satisfizesse os inspetores com rapidez. A França, junto com a Alemanha, a Rússia e outros

(incluindo os próprios inspetores) queria dar aos inspetores mais tempo e, o

1 que é crucial, não queria um gatilho automático para o uso da força. Em vez disso, eles exigiam que as partes concordassem em se reunir novamente caso a autorização de uso da força parecesse necessária. Do ponto de vista da coalizão francesa, um gatilho automático praticamente garantiria uma guerra, mesmo que não houvesse um programa de ADM. A ideia era: como o Iraque seria capaz de provar “imediata, incondicional e ativamente” a não existência de algo que os outros acreditavam que os iraquianos sabiam muito bem como esconder e sobre o qual provavelmente iriam mentir?

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Capítulo 6. A vantagem do pioneirismo

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Capítulo 6

A vantagem do pioneirismo

O tratado de paz inviolável

Consegue adivinhar que país é esse? O tratado (ainda válido) mais antigo da história dos Estados Unidos foi assinado com esse país. O primeiro edifício em solo estrangeiro adquirido pelos Estados Unidos está lá e é o único lugar fora dos Estados Unidos a contar com um Marco Histórico Nacional.1 É um destacado apoiador dos Estados Unidos em sua “guerra” contra o terrorismo, mas a cooperação militar entre os dois não é fato recente: soldados desse país lutaram ao lado das forças americanas na Primeira Guerra Mundial e ficaram ao lado dos

EUA em sua luta contra a Confederação durante a Guerra de Secessão. Os EUA, por sua vez, sempre defenderam o desejo desse país de não sofrer interferências de potências estrangeiras. Ele também é um de 20 países do mundo com o qual os Estados Unidos possuem um Acordo de Livre Comércio. Que país é esse?

Mais algumas dicas: fica na África. Aproximadamente 99% da população são árabes ou berberes e 99% professam a religião muçulmana. É um de apenas dois países no continente designado como “principal aliado extra-OTAN” dos

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Capítulo 12. Mudando as regras de engajamento

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Capítulo 12

Mudando as regras de engajamento

Negociando com seus amigos

Em fevereiro de 2002, a NBC e a Warner Brothers foram notícia de primeira página quando assinaram o contrato mais caro da história da televisão pelos direitos de uma sitcom de 30 minutos. O programa era Friends, uma comédia sobre seis amigos morando na cidade de Nova York. O contrato garantiria a décima e última temporada, encerrando uma década em que o programa foi indicado para mais de 60 Primetime Emmy Awards (e venceu seis) e foi um dos cinco programas mais assistidos da TV em todas as temporadas, com exceção da primeira. Sem dúvida, foi um grande seriado, mas isso não basta para explicar quanto dinheiro os atores que interpretavam os seis protagonistas receberiam pela última temporada.

Muitas comédias têm um astro óbvio cercado por um elenco de outros personagens. Considere, por exemplo, alguns dos programas mais populares da NBC nas duas décadas anteriores a essa negociação: The Cosby Show, Caras

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Capítulo 1. O poder do enquadramento

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Capítulo 1

O poder do enquadramento

Negociações na NFL

“Vocês precisam arranjar uma ideia nova. Vocês estão numa conversa de surdos, não estão dialogando de verdade”.1 Essas foram as palavras do juiz Arthur

Boylan, que havia recebido a missão de dar fim ao conflito crescente entre os jogadores e donos de times da National Football League (NFL), a liga de futebol americano dos EUA. Era maio de 2011 e os donos dos times já haviam promovido um locaute. Boa parte da ação ocorria nos tribunais, com ambos os lados usando manobras judiciais para conquistar vantagem sobre o outro. Se um acordo não fosse fechado, a temporada seguinte estaria em risco. Não era apenas uma possibilidade teórica: em 2005, uma disputa prolongada entre os donos de times e os jogadores havia destruído uma temporada inteira da National Hockey

League, eliminando mais de 2 bilhões de dólares em receitas projetadas. A NFL tinha ainda mais a perder, com cerca de 10 bilhões de dólares em perigo.

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Capítulo 18. Compare os mapas

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Capítulo 18

Compare os mapas

Lições de cartografia e linguística

Há quem diga que os mapas mais antigos da história foram aqueles que os humanos usaram para representar os corpos celestiais, não as características da

Terra. O fato é que os mapas do mundo existem há milhares de anos. Eles têm inúmeros benefícios, mas um dos mais básicos é que eles nos orientam em terrenos com os quais não temos intimidade. Assim, os mapas funcionam como conduítes de conhecimento, permitindo que quem não tem experiência se beneficie dos esforços de quem veio antes. Hoje, essas representações da realidade estão por toda a parte: nos nossos carros, nos telefones e nas nossas cabeças.

E elas podem nos deixar em apuros.

Eu nasci nos Estados Unidos, mas, quando tinha cinco anos de idade, minha família se mudou para a Índia por algum tempo. Por consequência, estudei algumas das séries iniciais naquele país, voltando para os EUA quando tinha nove anos. Quando comecei a estudar nos Estados Unidos de novo, enfrentei uma série de problemas normais para quem chega de um país diferente: questões sociais, acadêmicas e culturais. Mas havia um problema que parecia impossível de categorizar. Passei algum tempo tentando entender algo que parecia não fazer o menor sentido. Resumidamente, por que é que ninguém dos

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Capítulo 15 - Política Industrial e Desenvolvimento Local: O Caso no Município de Passo Fundo

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POLÍTICA INDUSTRIAL E

DESENVOLVIMENTO LOCAL: O CASO

NO MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO

José Antonio Valle Antunes Júnior

Renato Brasil Kourrowski

Marcos Alexandre Cittolin

INTRODUÇÃO

A possibilidade de executar políticas industriais

(PI) articuladas entre diferentes entes federativos assume especial interesse no que tange, sobretudo, ao tema do desenvolvimento regional, sendo particularmente relevante para os médios municípios brasileiros (KOURROWSKI, 2015).

A exposição deste capítulo trata de uma experiência recente de política de desenvolvimento local para fortalecimento da indústria – a do município de Passo Fundo, no Rio Grande do

Sul –, a qual ilustra a potencialidade de se obterem amplas melhorias associadas aos aspectos econômico, social e ambiental de uma região por meio dessas políticas.

Começamos o Capítulo com uma explicação sobre desenvolvimento endógeno, que tomaremos como equivalente de processo de desenvolvimento local. Nas duas seções seguintes abordamos o caso da política de desenvolvimento do município de Passo Fundo, tratando de expor suas linhas mestras em conformidade com a noção de desenvolvimento endógeno, para logo depois apresentar evidências sobre o processo de desenvolvimento socioeconômico do município nos anos de 2005 a 2012. A seção final oferece uma breve síntese acerca das

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