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Capítulo 19 - Anotações para uma Nova Política Industrial

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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ANOTAÇÕES PARA UMA

NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

Carlos Henrique Horn

José Antonio Valle Antunes Júnior

Ivan De Pellegrin

INTRODUÇÃO

A Política Industrial do Estado do Rio Grande do Sul (PI/RS) de que tratamos neste livro foi uma experiência cuja formulação e execução se estendeu ao longo do quadriênio 20112014 durante o Governo Tarso Genro. Ainda que também se possa entender a execução da

PI/RS como um processo de tentativa e erro, pois as ações se sujeitaram à constante reformulação em virtude do caráter mutante dos problemas enfrentados e das percepções quanto às consequências futuras das próprias ações, foi apenas no segundo semestre de 2013, e depois novamente em 2014, que se empreendeu uma avaliação sistemática quanto aos resultados e às linhas de renovação possíveis da política industrial. O que não poderia ser diferente, porquanto a aproximação do processo eleitoral para o governo estadual fixa o momento em que os atores envolvidos em políticas públicas naturalmente se debruçam sobre alternativas a serem consideradas em um novo Governo, seja ele de continuidade ou de mudança.1

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Capítulo 3 - Bases Conceituais da Política Industrial do Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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BASES CONCEITUAIS DA POLÍTICA

INDUSTRIAL DO RIO GRANDE DO SUL

Carlos Henrique Horn

Ivan De Pellegrin

José Antonio Valle Antunes Júnior

Ibes Eron Vaz

INTRODUÇÃO

Pode-se dizer, sem correr grande risco de equívoco, que a formulação da Política Industrial do Rio Grande do Sul (PI/RS) seguiu linhas de procedimento não canônicas. Na ausência de (i) uma política industrial prévia que lhe servisse de experiência a ser aprimorada e (ii) qualquer acúmulo teórico consistente a relacionar um diagnóstico compreensivo sobre a trajetória de longo prazo da economia do Rio Grande do Sul e escolhas de políticas públicas adequadas1, a elaboração da política industrial acabou por se assentar no conhecimento tácito e nas bagagens teóricas e políticas singulares dos seus formuladores, num processo que, sobretudo no caso dos programas setoriais, alargou-se o suficiente para acolher a experiência de atores e instituições públicas e privadas diretamente vinculados com cada setor de atividade que compôs a política setorial.

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Capítulo 16. Mapeie o espaço de negociação

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Capítulo 16

Mapeie o espaço de negociação

Negociando a compra da Louisiana

Pouca gente pode dizer que já ouviu falar do Tratado Preliminar e Secreto entre a República Francesa e Sua Majestade Católica o Rei da Espanha sobre a Exaltação de Sua Alteza Real o Infante Duque de Parma na Itália e a Retrocessão da Louisiana.1 Esse tratado, no entanto, assinado por França e a Espanha em

1800, logo teria um papel importantíssimo na história. Com base nesse acordo, a Espanha devolveu à França o enorme Território da Louisiana, na América do

Norte, cedido pela França para a Espanha em 1763, após a derrota francesa na

Guerra dos Sete Anos.

Durante as negociações entre a Espanha e a França, o embaixador de Napoleão supostamente ofereceu “garantias soleníssimas” que a França não venderia ou cederia o Território da Louisiana a qualquer outro país e que o devolveria à Espanha caso a França desejasse despojar-se dele. Quando Napoleão decidiu então vender as terras para os Estados Unidos, foi uma surpresa para os espanhóis, os americanos e mesmo muitos franceses. Em 1803, os Estados

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Capítulo 15 - Política Industrial e Desenvolvimento Local: O Caso no Município de Passo Fundo

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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POLÍTICA INDUSTRIAL E

DESENVOLVIMENTO LOCAL: O CASO

NO MUNICÍPIO DE PASSO FUNDO

José Antonio Valle Antunes Júnior

Renato Brasil Kourrowski

Marcos Alexandre Cittolin

INTRODUÇÃO

A possibilidade de executar políticas industriais

(PI) articuladas entre diferentes entes federativos assume especial interesse no que tange, sobretudo, ao tema do desenvolvimento regional, sendo particularmente relevante para os médios municípios brasileiros (KOURROWSKI, 2015).

A exposição deste capítulo trata de uma experiência recente de política de desenvolvimento local para fortalecimento da indústria – a do município de Passo Fundo, no Rio Grande do

Sul –, a qual ilustra a potencialidade de se obterem amplas melhorias associadas aos aspectos econômico, social e ambiental de uma região por meio dessas políticas.

Começamos o Capítulo com uma explicação sobre desenvolvimento endógeno, que tomaremos como equivalente de processo de desenvolvimento local. Nas duas seções seguintes abordamos o caso da política de desenvolvimento do município de Passo Fundo, tratando de expor suas linhas mestras em conformidade com a noção de desenvolvimento endógeno, para logo depois apresentar evidências sobre o processo de desenvolvimento socioeconômico do município nos anos de 2005 a 2012. A seção final oferece uma breve síntese acerca das

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Capítulo 17. Parceiros, não adversários

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Capítulo 17

Parceiros, não adversários

Pego no fogo cruzado

Alguns anos atrás, um aluno meu que era também um empreendedor bem-sucedido (“Sam”) acabou sofrendo uma reviravolta trágica.1 Tudo começara tão bem. Um ano antes, ele recebera uma ligação de um dos maiores varejistas dos

EUA, perguntando se ele estaria interessado em ganhar um pouco de dinheiro.

Não era um truque, não havia nada escondido. O varejista decidira mudar de fornecedor para um tipo especial de vestimenta, e este novo fornecedor era uma empresa asiática. O varejista nunca trabalhara com essa empresa asiática antes e pedira a ajuda do meu aluno. Sam já tinha uma boa relação de trabalho com esse varejista e, apesar de também não saber nada sobre a empresa asiática, conhecia muito bem o ambiente industrial no qual ela estava inserida.

O varejista queria que a empresa de Sam atuasse como intermediária entre ele e a empresa asiática. O trabalho não era muito: coordenar a compra e a venda do produto. Ele receberia uma porcentagem de cada transação. Se tudo desse certo, a empresa de Sam poderia ganhar mais de 1milhão de dólares por ano, quantia significativa para o meu aluno.

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Capítulo 9. Preserve o impulso para a frente

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Capítulo 9

Preserve o impulso para a frente

Greves e locautes na NHL

Qual é a diferença entre a negociação de um acordo coletivo de trabalho (CBA, collective bargaining agreement) na National Hockey League (NHL) e uma cirurgia cardíaca aberta? Uma delas é longa, dolorosa e cara, sem garantia alguma de que o problema será resolvido. A outra é um procedimento médico tradicional.

Quando escrevia este livro, fazia mais de 20 anos que os jogadores e donos de times da NHL não conseguiam negociar um CBA sem uma greve ou locaute que provocasse prejuízos econômicos graves (uma greve é uma suspensão das atividades iniciada pelos jogadores; um locaute é quando os proprietários dão início à suspensão). No início da temporada 2012-13, os donos promoveram um locaute, de modo que nenhum jogo aconteceria até um acordo ser assinado. Quando o acordo finalmente foi finalizado, cerca de quatro meses depois, quase metade dos jogos da temporada havia sido cancelada. Um locaute semelhante provocou o mesmo nível de prejuízos na temporada 1994-95. O prêmio de pior negociação da história dos esportes profissionais provavelmente vai para a temporada desastrosa de 2004-05 da

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Capítulo 6. A vantagem do pioneirismo

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Capítulo 6

A vantagem do pioneirismo

O tratado de paz inviolável

Consegue adivinhar que país é esse? O tratado (ainda válido) mais antigo da história dos Estados Unidos foi assinado com esse país. O primeiro edifício em solo estrangeiro adquirido pelos Estados Unidos está lá e é o único lugar fora dos Estados Unidos a contar com um Marco Histórico Nacional.1 É um destacado apoiador dos Estados Unidos em sua “guerra” contra o terrorismo, mas a cooperação militar entre os dois não é fato recente: soldados desse país lutaram ao lado das forças americanas na Primeira Guerra Mundial e ficaram ao lado dos

EUA em sua luta contra a Confederação durante a Guerra de Secessão. Os EUA, por sua vez, sempre defenderam o desejo desse país de não sofrer interferências de potências estrangeiras. Ele também é um de 20 países do mundo com o qual os Estados Unidos possuem um Acordo de Livre Comércio. Que país é esse?

Mais algumas dicas: fica na África. Aproximadamente 99% da população são árabes ou berberes e 99% professam a religião muçulmana. É um de apenas dois países no continente designado como “principal aliado extra-OTAN” dos

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Capítulo 1. O poder do enquadramento

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Capítulo 1

O poder do enquadramento

Negociações na NFL

“Vocês precisam arranjar uma ideia nova. Vocês estão numa conversa de surdos, não estão dialogando de verdade”.1 Essas foram as palavras do juiz Arthur

Boylan, que havia recebido a missão de dar fim ao conflito crescente entre os jogadores e donos de times da National Football League (NFL), a liga de futebol americano dos EUA. Era maio de 2011 e os donos dos times já haviam promovido um locaute. Boa parte da ação ocorria nos tribunais, com ambos os lados usando manobras judiciais para conquistar vantagem sobre o outro. Se um acordo não fosse fechado, a temporada seguinte estaria em risco. Não era apenas uma possibilidade teórica: em 2005, uma disputa prolongada entre os donos de times e os jogadores havia destruído uma temporada inteira da National Hockey

League, eliminando mais de 2 bilhões de dólares em receitas projetadas. A NFL tinha ainda mais a perder, com cerca de 10 bilhões de dólares em perigo.

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Capítulo 1 - A Retomada das Políticas Industriais no Mundo e Suas Implicações para o Brasil

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

PARTE I O CONTEXTO, AS BASES CONCEITUAIS E O PROCESSO DE FORMULAÇÃO DA POLÍTICA INDUSTRIAL

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A RETOMADA DAS POLÍTICAS

INDUSTRIAIS NO MUNDO E SUAS

IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL

André Moreira Cunha

Pedro Perfeito da Silva

INTRODUÇÃO

No período recente, especialmente nos anos que se seguiram à crise financeira global

(CFG)1, a literatura especializada 2 tem-se dedicado, uma vez mais, às discussões em torno das políticas industriais, de promoção do comércio exterior e de inovação tecnológica. Tais políticas sempre foram objeto de intensa polêmica nos meios acadêmicos e oficiais, na medida em que elas refletem concepções divergentes sobre o papel que o Estado deve (ou não) desempenhar nas economias de mercado (CHANG;

ANDREONI; KAUAN, 2013; MAZZUCATO,

2013; OECD, 2014; WARWICK, 2013). E, mais importante, traduzem visões distintas sobre a própria natureza do processo de desenvolvimento econômico.

Há tradições teóricas3 que entendem o expressivo progresso material observado desde a eclosão da revolução industrial como sendo o produto, em primeira instância, das interações dos agentes econômicos em mercados competitivos. Neste caso, caberia ao Estado: fornecer a ossatura institucional capaz de proteger e estimular os atores privados, promotores exclusivos do desenvolvimento; e prover bens públicos, como justiça (com ênfase para a defesa dos direitos de propriedade), segurança e

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Capítulo 16 - Infraestrutura para o Desenvolvimento Industrial no RS: Reflexões Críticas

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INFRAESTRUTURA PARA O

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NO RS:

REFLEXÕES CRÍTICAS

José Antonio Valle Antunes Júnior

Marco Aurélio Franceschi

Nery Santos Filho

[...] a infraestrutura hoje é marcada pelas comunicações, pelos transportes e pelas tecnologias de computação que podem garantir a coordenação de amplas atividades em uma escala global. Isto por sua vez aumenta a interdependência de mercados geográficos e aumentou os custos do fracasso infraestrutural.

(BESANKO et al., 2006, p. 82).

CONSIDERAÇÕES INICIAIS:

INFRAESTRUTURA E

DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL

Há um consenso em torno da proposição de que os investimentos em infraestrutura social

(saneamento básico, habitação etc.), logística, transportes, telecomunicações e energia são essenciais para o desenvolvimento socioeconômico de qualquer região ou país. Sob a ótica do setor industrial, em particular, a concepção e implantação de uma eficaz e coordenada rede de transportes, considerando a intermodalidade (rodovias, hidrovias, ferrovias e transporte aéreo), é um elemento crucial para a competitividade das diferentes indústrias. A eficácia

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Capítulo 9 - A Política Industrial e os Programas Setoriais da Agroindústria

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A POLÍTICA INDUSTRIAL E OS PROGRAMAS

SETORIAIS DA AGROINDÚSTRIA

José Hermeto Hoffmann

José Miguel Pretto

Claudio Fioreze

Sérgio Luís Feltraco

Angelo Menegat

INTRODUÇÃO

Em 2011, ao se iniciar a elaboração de programas setoriais destinados ao fortalecimento das principais cadeias produtivas do agronegócio do Rio Grande do Sul, nos marcos da Política

Industrial 2011-2014 (PI/RS), a principal constatação era que o Estado vinha perdendo participação na produção nacional das principais culturas exportadoras. As causas mais prováveis desta perda de participação eram, e continuam sendo, essencialmente as seguintes: a) a evolução da tecnologia, que permitiu o cultivo de soja e milho no ambiente do

Cerrado, com méritos fundamentais da

Embrapa; b) a submissão das culturas de inverno, em particular do trigo, dos produtos da vitivinicultura, do leite e do arroz – todos com forte tradição no Estado – aos acordos comerciais do Mercosul; e, por último, mas não menos importante, c) um fator imutável, embora não uma dificuldade insuperável, que é a distância do

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Capítulo 12 - Territorialização e Cooperação na Política Industrial: O Programa de Fortalecimento de Cadeias e Arranjos Produtivos Locais

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TERRITORIALIZAÇÃO E COOPERAÇÃO NA

POLÍTICA INDUSTRIAL: O PROGRAMA DE

FORTALECIMENTO DE CADEIAS E ARRANJOS

PRODUTIVOS LOCAIS1

Sérgio Kapron

INTRODUÇÃO

O objetivo deste capítulo é apresentar o Programa de Fortalecimento das Cadeias e Arranjos Produtivos Locais (Programa CAPLs), destacando sua concepção, seus objetivos, sua estrutura e os resultados alcançados até o final de 2014. Procura-se aqui consolidar uma apresentação desta política pública do governo do

Estado do Rio Grande do Sul, gestada e executada entre os anos de 2011 e 2104.

A partir da prioridade conferida pelo governo ao tema do desenvolvimento econômico, coube à equipe que implantaria a Agência

Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do

Investimento (AGDI), formular e implementar um programa para responder às demandas das diversas regiões do Estado por alternativas de desenvolvimento. Experiências anteriores e outras iniciativas de âmbito estadual foram tomadas como referência, alinhadas com políticas federais e atualizadas a partir das demandas locais. Este programa compôs a Política

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Capítulo 12. Mudando as regras de engajamento

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Capítulo 12

Mudando as regras de engajamento

Negociando com seus amigos

Em fevereiro de 2002, a NBC e a Warner Brothers foram notícia de primeira página quando assinaram o contrato mais caro da história da televisão pelos direitos de uma sitcom de 30 minutos. O programa era Friends, uma comédia sobre seis amigos morando na cidade de Nova York. O contrato garantiria a décima e última temporada, encerrando uma década em que o programa foi indicado para mais de 60 Primetime Emmy Awards (e venceu seis) e foi um dos cinco programas mais assistidos da TV em todas as temporadas, com exceção da primeira. Sem dúvida, foi um grande seriado, mas isso não basta para explicar quanto dinheiro os atores que interpretavam os seis protagonistas receberiam pela última temporada.

Muitas comédias têm um astro óbvio cercado por um elenco de outros personagens. Considere, por exemplo, alguns dos programas mais populares da NBC nas duas décadas anteriores a essa negociação: The Cosby Show, Caras

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Capítulo 17 - A Comunicação do Desenvolvimento: Estratégia, Discurso e Percepção

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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A COMUNICAÇÃO DO

DESENVOLVIMENTO: ESTRATÉGIA,

DISCURSO E PERCEPÇÃO

Alexandre Claser Elmi

Ibes Eron Vaz

INTRODUÇÃO

A implantação de uma política industrial com potencial para impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento econômico no Rio Grande do

Sul exigiu a concepção e a implementação de uma estratégia de comunicação integrada, capaz de articular atores institucionais, midiáticos e econômicos, além de procurar enfrentar, comunicacionalmente, as eventuais barreiras que tornavam opaca a imagem do Estado como polo capaz de disputar, atrair e consolidar investimentos privados. Este capítulo recupera algumas das principais ações lideradas pela equipe de comunicação da Secretaria de

Desenvolvimento e Promoção do Investimento

(SDPI), como órgão centralizador do chamado

Sistema de Desenvolvimento organizado pelo

Governo Tarso Genro (2011-2014). Neste sentido, este texto consolida o relato de uma experiência profissional, em algumas de suas dimensões teóricas e práticas.

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Capítulo 14 - Ações Internacionais e Atração de Investimentos: Estratégia e Instrumentos

José Antonio Valle Antunes Júnior; Carlos Henrique Horn; Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

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AÇÕES INTERNACIONAIS

E ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS:

ESTRATÉGIA E INSTRUMENTOS

Luis Felipe Maldaner

Daniela Carolina Eckert

Christiano Ambros

INTRODUÇÃO

Tratar do tema relacionado à atuação internacional de um Estado da Federação, a princípio, não parece tarefa fácil. Há que se ter em conta que esse tipo de atuação e a estratégia que lhe suporta é normalmente da responsabilidade do

Governo central. As ações autônomas dos Estados podem parecer uma superposição de atividade vis-à-vis o Governo Federal, mas, ao mesmo tempo, podem suprir uma lacuna não preenchida por ações centralizadas. No que se refere ao objeto mais geral de nossa abordagem, a discussão abrange as ações autônomas que os

Estados realizam no sentido de atrair investimentos que gerem emprego e renda e oportunizem a ampliação da riqueza local.

Neste aspecto, cabe ressaltar que o Brasil, como país continental, tem características culturais e sociais próprias de cada região.

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