39 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788582604243

Capítulo 8 - É o Tempo do Vento: A Política Industrial e o Desenvolvimento da Energia Eólica no Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior, Carlos Henrique Horn, Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

8

É TEMPO DO VENTO: A POLÍTICA INDUSTRIAL

E O DESENVOLVIMENTO DA ENERGIA EÓLICA

NO RIO GRANDE DO SUL

Vivian Sebben Adami

José Antonio Valle Antunes Júnior

Eberson José Thimmig Silveira

Marco Aurélio Franceschi

INTRODUÇÃO

O principal romance do Rio Grande do Sul é, sem dúvida, O tempo e o vento, de Érico Veríssimo (VERÍSSIMO, 1948, 1951, 1961). O romance utiliza a metáfora do vento como pano de fundo para a compreensão da formação histórica do Estado. Muitos anos depois, o vento reaparece em novo papel de enorme importância. Agora, trata-se da potencialidade do recurso – “é o Tempo do Vento” – para colaborar decisivamente com o desenvolvimento energético e industrial do RS.

O Rio Grande do Sul tem uma história prévia na energia eólica baseada nos trabalhos do professor indiano Debi P. Sadhu, que integrou o Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

(UFRGS) a partir de 1976. Sob a liderança do

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604243

Capítulo 4 - O Processo de Formulação e a Arquitetura Institucional da Política Industrial do Rio Grande do Sul

José Antonio Valle Antunes Júnior, Carlos Henrique Horn, Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

4

O PROCESSO DE FORMULAÇÃO E A

ARQUITETURA INSTITUCIONAL DA POLÍTICA

INDUSTRIAL DO RIO GRANDE DO SUL

José Antonio Valle Antunes Júnior

Ivan De Pellegrin

Carlos Henrique Horn

A ESTRATÉGIA PRECEDE A

ESTRUTURA: O PROGRAMA DE

GOVERNO E AS ORIGENS DA

POLÍTICA INDUSTRIAL

Em sua já consagrada abordagem metodológica do planejamento estratégico-situacional, Matus (1993, 1997) chama atenção para a importância do triângulo de governo constituído, em seus respectivos ângulos, por programa de governo, capacidade de governo e governabilidade.

A compreensão da Política Industrial praticada no Estado do Rio Grande do Sul entre os anos de

2011 e 2014 (PI/RS) começa na estratégia exposta no programa de governo. Lá está informado o processo de elaboração da PI/RS e, conforme a noção de que a estratégia deve preceder a estrutura (CHANDLER, 1962), também a arquitetura institucional erigida para sua execução.

Em 2010, a coligação partidária denominada Unidade Popular pelo Rio Grande venceu as eleições para o Governo do Estado, tendo sido eleito o advogado Tarso Genro amparado em um programa com forte ênfase no desenvolvimento econômico com inclusão social e cujo lema era fazer o Rio Grande crescer no ritmo do Brasil (GENRO, 2010, p. 1). De maneira

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 2. Alavancando o poder do enquadramento

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 2

Alavancando o poder do enquadramento

Um impasse por royalties

1

Estávamos negociando um grande acordo comercial. A empresa que eu assessorava era um empreendimento em fase inicial que desenvolvera um produto revolucionário para entrar em um setor multibilionário. O pessoal do outro lado da mesa de negociação queria licenciar nosso produto e ajudar a lançá-lo no mercado. Por consequência, era preciso negociar uma série de questões: taxa de licenciamento, taxa de royalties, disposições sobre exclusividade, marcos, comprometimentos com o desenvolvimento e assim por diante. Empacamos na taxa de royalties, ou seja, na porcentagem do preço de venda que eles nos pagariam por produto vendido.

Nas conversas iniciais, os dois lados haviam concordado informalmente que uma taxa de royalties de 5% seria razoável. Com o passar do tempo, parece que surgiram interpretações ligeiramente diferentes sobre como essa porcentagem seria aplicada. Nossa opinião era que 5% era baixo, mas seria uma taxa aceitável para o período inicial do relacionamento. À medida que o produto ganhasse força e fosse validado pelo mercado, nós acreditávamos que a taxa de royalties deveria aumentar para um nível apropriado, mais elevado. Entendíamos que nossa tecnologia ainda estava na fase de desenvolvimento, que as vendas iniciais seriam baixas e que seus investimentos pesados na fabricação do produto faziam por merecer uma concessão da nossa parte.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 11. Os limites do processo

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 11

Os limites do processo

Tentando encerrar a

Guerra do Vietnã

A Guerra do Vietnã (1955-1975) oficialmente foi travada entre o Vietnã do

Norte e o Vietnã do Sul, mas costuma ser considerada uma guerra por procuração entre a União Soviética e os Estados Unidos. Os EUA e seus aliados apoiavam o governo sul-vietnamita, baseado em Saigon, enquanto os soviéticos, ao lado de outros países comunistas, apoiavam os norte-vietnamitas e a

Frente Nacional para a Libertação do Vietnã (FNLV, também conhecida como

Viet Cong), uma insurgência comunista armada até os dentes que atuava no sul. Apesar do envolvimento americano no Vietnã remontar ao início da década de 1950, um marco para o aumento desse envolvimento ocorreu em agosto de 1964, após os incidentes do Golfo de Tonkin. Em dois casos separados, a marinha dos EUA observou ataques iniciados pelos norte-vietnamitas, o que deu ao presidente Johnson um motivo para pedir ao Congresso que autorizasse uma campanha militar mais ampla contra o norte.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604243

Capítulo 19 - Anotações para uma Nova Política Industrial

José Antonio Valle Antunes Júnior, Carlos Henrique Horn, Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

19

ANOTAÇÕES PARA UMA

NOVA POLÍTICA INDUSTRIAL

Carlos Henrique Horn

José Antonio Valle Antunes Júnior

Ivan De Pellegrin

INTRODUÇÃO

A Política Industrial do Estado do Rio Grande do Sul (PI/RS) de que tratamos neste livro foi uma experiência cuja formulação e execução se estendeu ao longo do quadriênio 20112014 durante o Governo Tarso Genro. Ainda que também se possa entender a execução da

PI/RS como um processo de tentativa e erro, pois as ações se sujeitaram à constante reformulação em virtude do caráter mutante dos problemas enfrentados e das percepções quanto às consequências futuras das próprias ações, foi apenas no segundo semestre de 2013, e depois novamente em 2014, que se empreendeu uma avaliação sistemática quanto aos resultados e às linhas de renovação possíveis da política industrial. O que não poderia ser diferente, porquanto a aproximação do processo eleitoral para o governo estadual fixa o momento em que os atores envolvidos em políticas públicas naturalmente se debruçam sobre alternativas a serem consideradas em um novo Governo, seja ele de continuidade ou de mudança.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 4. Ambiguidade estratégica

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 4

Ambiguidade estratégica

O pacto nuclear entre os

Estados Unidos e a Índia

Em 1968, o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, mais conhecido como Tratado de Não Proliferação (TNP), foi negociado e criado. O TNP foi elaborado de modo a restringir o número de países com acesso a armas nucleares ao cinco que os possuíam na época: Estados Unidos, Grã-Bretanha, União

Soviética, França e China. Não por coincidência, esses também eram os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas. A visão de longo prazo do TNP era que os signatários se comprometeriam em (a) não se envolver com atividades de proliferação, (b) promover o desarmamento entre aqueles que já possuíam armas nucleares, (c) apoiar o uso pacífico da tecnologia nuclear para todos os signatários e (d) se submeter a inspeções e proteções da Agência Mundial de Energia Atômica (AIEA) para garantir a segurança e a conformidade.

Até a virada do século, 190 países haviam assinado o TNP, sendo que os

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 19. A estrada para o futuro

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 19

A estrada para o futuro

Sempre lembro aos meus alunos que cursar uma disciplina de negociação não torna o mundo melhor. Nenhuma aula transforma as pessoas com as quais eles vão lidar em indivíduos mais simpáticos, mais sábios, mais sofisticados ou mais éticos. Tudo que podemos fazer é prepará-los para lidar com pessoas que continuam iguais ao que eram antes da primeira aula. É por isso que quase tudo que ensinamos foi projetado para ser eficaz, para aumentar sua probabilidade de sucesso, independentemente do outro lado ter ou não estudado negociação.

O mesmo vale para este livro. Nele, tentei pressupor o pior nas situações que você vai encontrar: ações agressivas, impasses, escaladas de conflitos, falta de transparência, má-fé aparente, desconfiança e falta de dinheiro ou força para resolver o problema. A esperança é que, enquanto você navega pelas negociações da sua própria vida, sejam elas rotineiras ou aparentemente impossíveis, os princípios destacados neste livro lhe deem ideias e ferramentas adicionais para resolver disputas, superar impasses e chegar a acordos e entendimentos melhores.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 17. Parceiros, não adversários

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 17

Parceiros, não adversários

Pego no fogo cruzado

Alguns anos atrás, um aluno meu que era também um empreendedor bem-sucedido (“Sam”) acabou sofrendo uma reviravolta trágica.1 Tudo começara tão bem. Um ano antes, ele recebera uma ligação de um dos maiores varejistas dos

EUA, perguntando se ele estaria interessado em ganhar um pouco de dinheiro.

Não era um truque, não havia nada escondido. O varejista decidira mudar de fornecedor para um tipo especial de vestimenta, e este novo fornecedor era uma empresa asiática. O varejista nunca trabalhara com essa empresa asiática antes e pedira a ajuda do meu aluno. Sam já tinha uma boa relação de trabalho com esse varejista e, apesar de também não saber nada sobre a empresa asiática, conhecia muito bem o ambiente industrial no qual ela estava inserida.

O varejista queria que a empresa de Sam atuasse como intermediária entre ele e a empresa asiática. O trabalho não era muito: coordenar a compra e a venda do produto. Ele receberia uma porcentagem de cada transação. Se tudo desse certo, a empresa de Sam poderia ganhar mais de 1milhão de dólares por ano, quantia significativa para o meu aluno.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 10. Fique na mesa

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 10

Fique na mesa

Pacificação de Viena a Paris

A Primeira Guerra Mundial (1914–1919) foi chamada de “a guerra para acabar com todas as guerras”. Na verdade, uma descrição melhor seria “a guerra que esqueceu todas as guerras”. Quando analisamos as decisões catastróficas que levaram à eclosão da guerra ou à estrutura dos acordos de paz problemáticos que se seguiram, descobrimos as consequências trágicas das memórias curtas e das lições esquecidas. Muito já foi escrito sobre os equívocos cometidos nas negociações de Paris ao final da guerra, em especial como o tratamento dado

à Alemanha derrotada provavelmente teve um papel importante para como o país viria a instigar a Segunda Guerra Mundial. Obviamente, estamos na posição privilegiada do futuro, julgando o passado com a clareza da visão retrospectiva. Se os países vitoriosos tivessem a capacidade de entender a situação, com certeza teriam negociado um acordo diferente. Não teriam? Infelizmente, eles entendiam, mas isso não ajudou.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604243

Capítulo 1 - A Retomada das Políticas Industriais no Mundo e Suas Implicações para o Brasil

José Antonio Valle Antunes Júnior, Carlos Henrique Horn, Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

PARTE I O CONTEXTO, AS BASES CONCEITUAIS E O PROCESSO DE FORMULAÇÃO DA POLÍTICA INDUSTRIAL

1

A RETOMADA DAS POLÍTICAS

INDUSTRIAIS NO MUNDO E SUAS

IMPLICAÇÕES PARA O BRASIL

André Moreira Cunha

Pedro Perfeito da Silva

INTRODUÇÃO

No período recente, especialmente nos anos que se seguiram à crise financeira global

(CFG)1, a literatura especializada 2 tem-se dedicado, uma vez mais, às discussões em torno das políticas industriais, de promoção do comércio exterior e de inovação tecnológica. Tais políticas sempre foram objeto de intensa polêmica nos meios acadêmicos e oficiais, na medida em que elas refletem concepções divergentes sobre o papel que o Estado deve (ou não) desempenhar nas economias de mercado (CHANG;

ANDREONI; KAUAN, 2013; MAZZUCATO,

2013; OECD, 2014; WARWICK, 2013). E, mais importante, traduzem visões distintas sobre a própria natureza do processo de desenvolvimento econômico.

Há tradições teóricas3 que entendem o expressivo progresso material observado desde a eclosão da revolução industrial como sendo o produto, em primeira instância, das interações dos agentes econômicos em mercados competitivos. Neste caso, caberia ao Estado: fornecer a ossatura institucional capaz de proteger e estimular os atores privados, promotores exclusivos do desenvolvimento; e prover bens públicos, como justiça (com ênfase para a defesa dos direitos de propriedade), segurança e

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 16. Mapeie o espaço de negociação

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 16

Mapeie o espaço de negociação

Negociando a compra da Louisiana

Pouca gente pode dizer que já ouviu falar do Tratado Preliminar e Secreto entre a República Francesa e Sua Majestade Católica o Rei da Espanha sobre a Exaltação de Sua Alteza Real o Infante Duque de Parma na Itália e a Retrocessão da Louisiana.1 Esse tratado, no entanto, assinado por França e a Espanha em

1800, logo teria um papel importantíssimo na história. Com base nesse acordo, a Espanha devolveu à França o enorme Território da Louisiana, na América do

Norte, cedido pela França para a Espanha em 1763, após a derrota francesa na

Guerra dos Sete Anos.

Durante as negociações entre a Espanha e a França, o embaixador de Napoleão supostamente ofereceu “garantias soleníssimas” que a França não venderia ou cederia o Território da Louisiana a qualquer outro país e que o devolveria à Espanha caso a França desejasse despojar-se dele. Quando Napoleão decidiu então vender as terras para os Estados Unidos, foi uma surpresa para os espanhóis, os americanos e mesmo muitos franceses. Em 1803, os Estados

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 6. A vantagem do pioneirismo

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 6

A vantagem do pioneirismo

O tratado de paz inviolável

Consegue adivinhar que país é esse? O tratado (ainda válido) mais antigo da história dos Estados Unidos foi assinado com esse país. O primeiro edifício em solo estrangeiro adquirido pelos Estados Unidos está lá e é o único lugar fora dos Estados Unidos a contar com um Marco Histórico Nacional.1 É um destacado apoiador dos Estados Unidos em sua “guerra” contra o terrorismo, mas a cooperação militar entre os dois não é fato recente: soldados desse país lutaram ao lado das forças americanas na Primeira Guerra Mundial e ficaram ao lado dos

EUA em sua luta contra a Confederação durante a Guerra de Secessão. Os EUA, por sua vez, sempre defenderam o desejo desse país de não sofrer interferências de potências estrangeiras. Ele também é um de 20 países do mundo com o qual os Estados Unidos possuem um Acordo de Livre Comércio. Que país é esse?

Mais algumas dicas: fica na África. Aproximadamente 99% da população são árabes ou berberes e 99% professam a religião muçulmana. É um de apenas dois países no continente designado como “principal aliado extra-OTAN” dos

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604243

Capítulo 14 - Ações Internacionais e Atração de Investimentos: Estratégia e Instrumentos

José Antonio Valle Antunes Júnior, Carlos Henrique Horn, Ivan De Pellegrin, Ibes Eron Alves Vaz Artmed PDF Criptografado

14

AÇÕES INTERNACIONAIS

E ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS:

ESTRATÉGIA E INSTRUMENTOS

Luis Felipe Maldaner

Daniela Carolina Eckert

Christiano Ambros

INTRODUÇÃO

Tratar do tema relacionado à atuação internacional de um Estado da Federação, a princípio, não parece tarefa fácil. Há que se ter em conta que esse tipo de atuação e a estratégia que lhe suporta é normalmente da responsabilidade do

Governo central. As ações autônomas dos Estados podem parecer uma superposição de atividade vis-à-vis o Governo Federal, mas, ao mesmo tempo, podem suprir uma lacuna não preenchida por ações centralizadas. No que se refere ao objeto mais geral de nossa abordagem, a discussão abrange as ações autônomas que os

Estados realizam no sentido de atrair investimentos que gerem emprego e renda e oportunizem a ampliação da riqueza local.

Neste aspecto, cabe ressaltar que o Brasil, como país continental, tem características culturais e sociais próprias de cada região.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Introdução - A primeira lição da pacificação

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Introdução

A primeira lição da pacificação

O Tratado de Kadesh foi um dos primeiros tratados de paz da história, negociado entre os impérios egípcio e hitita há mais de 3 mil anos, durante o século

XIII a.C. Nenhuma das partes estava disposta a continuar a incorrer nos custos da guerra e ambos temiam conflitos futuros com seus outros vizinhos, então o faraó Ramsés II e o rei Hatusil III buscaram negociar um fim para o conflito.

Essas tentativas não são difíceis apenas porque as questões em jogo são polêmicas ou complexas, mas porque muitas vezes nenhum dos lados quer dar o primeiro passo. O primeiro lado a pedir paz pode parecer fraco em vez de sábio ou magnânimo, um sinal que líder algum pode se dar ao luxo a comunicar.

Ainda assim, os dois chegaram a um acordo. Apesar de escrito milhares de anos atrás, o tratado tem muitas das marcas dos acordos mais recentes, incluindo disposições proclamando o fim do conflito, a repatriação de refugiados, uma troca de prisioneiros e um pacto de auxílio mútuo caso um dos lados seja atacado por terceiros.1

Ver todos os capítulos
Medium 9788582604151

Capítulo 12. Mudando as regras de engajamento

Deepak Malhotra Artmed PDF Criptografado

Capítulo 12

Mudando as regras de engajamento

Negociando com seus amigos

Em fevereiro de 2002, a NBC e a Warner Brothers foram notícia de primeira página quando assinaram o contrato mais caro da história da televisão pelos direitos de uma sitcom de 30 minutos. O programa era Friends, uma comédia sobre seis amigos morando na cidade de Nova York. O contrato garantiria a décima e última temporada, encerrando uma década em que o programa foi indicado para mais de 60 Primetime Emmy Awards (e venceu seis) e foi um dos cinco programas mais assistidos da TV em todas as temporadas, com exceção da primeira. Sem dúvida, foi um grande seriado, mas isso não basta para explicar quanto dinheiro os atores que interpretavam os seis protagonistas receberiam pela última temporada.

Muitas comédias têm um astro óbvio cercado por um elenco de outros personagens. Considere, por exemplo, alguns dos programas mais populares da NBC nas duas décadas anteriores a essa negociação: The Cosby Show, Caras

Ver todos os capítulos

Carregar mais