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19. Competitividade e inovação em turismo

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Competitividade e inovação em turismo

ROSANA MARA MAZARO

A L E X A N D R E PA N O S S O N E T T O

Introdução

Quando da virada do século, o imperativo competitivo para todos os setores pro‑ dutivos foi resumido no livro de Trout (2000), que profetizava já em seu título: Dife‑ renciar ou morrer. Hoje, após uma década de transição e de transformação no contex‑ to competitivo, parece que se pode atualizar a profecia, ou ao menos a primeira sentença, ao apontar como o mais recente imperativo a dicotomia: inovar ou morrer.

A busca pela inovação tem se apresentado como o principal desafio para todos os setores econômicos (Porter e Ketels, 2003), entre os quais, e seguramente um dos mais importantes, o turismo, com toda sua pujança e força, especialmente no que diz respeito às transformações da dinâmica e fluxos de territórios e localidades.

O ambiente de turbulência no cenário dessas transformações foi definido por

Pine e Gilmore (1999) como a Economia da Experiência, onde os produtos, os servi‑

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29. Internet e redes: articulações do turismo comunitário

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Internet e redes: articulações do turismo comunitário

LUZIA NEIDE CORIOLANO

LU C I A N A M AC I E L B A R B O SA

Introdução

Na moderna sociedade fluida, a essência do trabalho não é mais a produção de objetos materiais, mas a articulação de informações, imagens e símbolos. A dinâmi‑ ca do mercado exige que atividades econômicas, como turismo, se modernizem e adotem diferentes estratégias de garantia de rapidez na circulação de ideias, pessoas, produtos e capital. A produção capitalista flexível tem cada vez mais capacidade de ceder, modificar e adaptar‑se às circunstâncias postas sem romper com o pro‑ cesso de acumulação, criando instituições maleáveis, com mudanças, mas com ma‑ nutenção de continuidade. Assim, hierarquias piramidais se substituem por redes abertas, formando tecido produtivo fragmentado, com junção de nódulos frou‑ xos. O atendimento à s exigências passa pela eficiência e eficácia econômica competitiva que faz a comunicação reticular, tática e inovadora alcançar o de‑ senvolvimento empresarial, fortalecer o sistema econômico, modernizando e conservando a um só tempo.

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16. Políticas públicas e planejamento estratégico em clusters de turismo: dimensão jurídica

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Políticas públicas e planejamento estratégico em clusters de turismo: dimensão jurídica

J OA N D R E A N TO N I O F E R R A Z

Introdução

É intensa a relação comercial entre os diversos fornecedores e consumidores de serviços turísticos, aqueles compostos, genericamente, por produtores e distri‑ buidores, estes segmentados em corporativos e pessoais. Essa relação, globalizada desde a origem, vem crescendo em complexidade, como todas as outras que envol‑ vem atividades e iniciativas econômicas, em razão da notável expansão do merca‑ do, interno e internacional, nos últimos vinte anos, e do comércio eletrônico, nos

últimos cinco.

Diante de tal expansão, fornecedores e consumidores não se conhecem mais pessoalmente, aspecto no mínimo estranho na prestação de serviços sujeitos a enorme multiplicidade de destinos, padrões de qualidade e preços. Daí a crescente importância de um marco regulatório adequado. Importa regular o equilíbrio entre uso e preservação dos atrativos naturais e culturais que compõem o patrimônio turístico, bem como entre fornecedores de grande (transportadoras aéreas, redes hoteleiras) e pequeno porte (agências de viagens, organizadores de eventos).

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26. Bases territoriais e redes do cluster de turismo

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Bases territoriais e redes do cluster de turismo

M A R I O C A R LO S B E N I

MAURO JOSÉ FERREIRA CURY

Introdução

Este capítulo se inicia com uma abordagem teórica e conceitual geográfica so‑ bre região, território e territorialidades. A segunda parte é dedicada às referências de redes, formas e conteúdos, associadas às empresas. A terceira expõe as redes territoriais e os aportes que fundamentam o território do cluster. Na quarta, refe‑ rencia‑se a formação de redes entre empresas de turismo e, para finalizar, abor‑ da‑se o envolvimento da gestão e marketing dos clusters de turismo.

A complexidade do tema inicia‑se pela inserção dos conceitos geográficos per‑ tinentes à região e território, que são os elementos de discussão primordiais na compreensão de um cluster.

Seria impossível imaginar o processo de implantação e consolidação dos clus‑ ters de turismo sem a compreensão clara, objetiva e fundamentada das redes de práticas sociais a várias escalas – seja na dimensão territorial, urbana, empresa‑ rial –, constituindo, assim, um dilatado campo de investigação para as formas de organização social.

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27. Clusters de turismo

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Clusters de turismo

M A R I O C A R LO S B E N I

Introdução

Há muito tempo, os clusters fazem parte da dimensão econômica, datando de séculos as concentrações de atividades empresariais em espaços geográficos, cons‑ tituídos pelas territorialidades estabelecidas pelas redes ambientais sociais e eco‑ nômicas de determinados setores específicos. Nos últimos vinte anos, temos obser‑ vado uma crescente inserção desse tema nas pesquisas acadêmicas, fato que co­incide com a evolução da competição e a maior complexidade das economias modernas. Porter (1989) já chamava a atenção sobre a globalização com a célere velocidade e intensidade do conhecimento, exercendo um destacado impacto so‑ bre o papel dos clusters na competição.

O conteúdo deste capítulo refere‑se, portanto, ao conceito e à contribuição teó­rica na construção dos clusters de turismo, tema de nossos estudos e pesquisas ao longo das duas últimas décadas em permanente e estreito contato com outros estudiosos do assunto, dentre os quais tomamos como referência o professor Gia‑ como Becattini, da Universidade de Estudos de Firenze, destacado pesquisador que produziu um verdadeiro tratado epistemológico sobre a análise histórica, filo‑ sófica, social e econômica dos distritos industriais italianos, sobre os quais decidi‑ mos alicerçar nossa fundamentação teórica para a elaboração do conceito, do obje‑ to e da metodologia para a construção dos clusters de turismo.

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