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2. Economia mista moderna

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2

Economia mista moderna

Todo indivíduo se esforça para empregar o seu capital de modo que o produto deste tenha o máximo valor.

Em geral, não tem intenção de promover o interesse público nem sabe o quanto está agindo nesse sentido.

Quer apenas a própria segurança, o próprio ganho. É levado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte das suas intenções. Ao perseguir do seu próprio interesse, frequentemente, promove o interesse da sociedade de uma forma mais eficaz do que quando, de fato, tem a intenção de fazê ‑lo.

Adam Smith

A Riqueza das Nações (1776)

Pense sobre alguns dos bens e serviços que consumiu nos últimos dias. Talvez tenha viajado de avião ou com‑ prado gasolina. Você deve, certamente, ter preparado algum alimento comprado em um supermercado ou feito uma refeição em algum restaurante. Pode ter comprado um livro (como este) ou medicamentos.

Considere agora algumas das muitas etapas que ante‑ cederam as suas compras. A viagem de avião vai ilustrar a ideia muito bem. Você pode ter comprado a passagem pela internet. Essa simples compra envolve muitos bens tangíveis, como o seu computador, a propriedade inte‑ lectual (em software e design), e sofisticadas linhas de transmissão de fibra óptica, bem como complexos sis‑ temas de reservas e de modelos de preços das compa‑ nhias aéreas. As companhias aéreas fazem tudo isso para obter lucros (embora os lucros sejam muito mo‑ destos nesse setor).

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13. Mercado de trabalho

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13

Mercado de trabalho

O trabalho é a maldição da classe boêmia.

Oscar Wilde

a. FuNDaMENtoS Da

DEtERMINaÇÃo Do SalÁRIo

NÍVEL GERAL DE SALÁRIOS

Na análise das rendas do trabalho, os economistas ten‑ dem a observar o salário real médio que representa o poder de compra de uma hora de trabalho, ou os salá‑ rios nominais divididos pelo custo de vida.1 Segundo esse indicador, os trabalhadores norte ‑americanos es‑ tão atualmente muito melhor do que estavam há 100 anos. A Figura 13 ‑1 mostra o salário horário médio real, ou salário nominal ajustado pela inflação, junto ao número médio de horas de trabalho.

Os mesmos ganhos elevados dos trabalhadores en‑ contram‑se praticamente em todo o lado. Na Europa Oci‑ dental, no Japão e nos países em industrialização rápida do Extremo Oriente tem havido uma melhoria contínua no longo prazo da capacidade do trabalhador médio para comprar alimentos, vestuário e habitação, bem como na

1

Neste capítulo, utilizaremos genericamente a expressão “salá‑ rios” como uma abreviatura de “salários, ordenados e outras for‑ mas de remuneração”.

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26. Desafio do desenvolvimento econômico

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Desafio do desenvolvimento econômico

Acredito no materialismo. Acredito em todos os frutos de um materialismo saudável – boa cozinha, casas sem umidade, pés enxutos, esgotos, água encanada, água quente, banheiros, lâmpadas elétricas, automóveis, boas estradas, ruas iluminadas, férias longas longe do chafariz da vila, ideias novas, cavalos de corrida, conversa inteligente, teatros, óperas, orquestras, bandas – acredito em todos eles e para todos. O homem que morrer sem conhecer todas essas coisas poderá ser tão perfeito como um santo e tão rico quanto um poeta; mas o será apesar da sua privação e não por ter sido privado delas.

Francis Hacket

O planeta Terra abriga atualmente pessoas com níveis de vida muito diferentes. Em um dos extremos, estão as ricas América do Norte e Europa Ocidental, em que 1% das pessoas mais ricas usufrui cerca de 20% da renda e do consumo mundiais. No outro extremo, estão os desprotegidos da África e Ásia, cerca de bi‑ lhões de pessoas que vivem na pobreza absoluta, com pouco conforto e raramente sabendo quando terão a próxima refeição.

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11. Economia da incerteza

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11

Economia da incerteza

As pérolas não se encontram na praia. Você quer uma? Mergulhe à procura dela.

Provérbio chinês

A vida está repleta de incertezas. Suponha que você es‑ tivesse atuando no setor petrolífero. Você poderia estar encarregado de uma joint venture na Sibéria. Que obstá‑ culos teria de enfrentar? Você encontraria, é claro, os riscos normais que atormentam qualquer produtor de petróleo em todo o mundo – os riscos da queda de pre‑

ço, de embargos ou de um ataque aos seus petroleiros por algum regime político hostil. Juntamente com es‑ tes, haveria os riscos de operar em uma área nova: o desconhecimento das formações geológicas, do territó‑ rio que deve ser percorrido para levar o petróleo ao mercado, da taxa de sucesso dos poços de petróleo e da qualificação dos trabalhadores locais.

A essas incertezas devem‑se juntar os riscos políticos relacionados com a negociação com um governo cres‑ centemente autocrático e nacionalista em Moscou, jun‑ tamente com os problemas que decorrem de guerras ocasionais e de elementos corruptos em um país em que a corrupção é corriqueira e a lei não impera. E os seus parceiros podem revelar‑se sem escrúpulos em se aproveitar do conhecimento local para ficar com mais do que lhes é devido.

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7. Análise de custos

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7

análise de custos

Custos registram simplesmente atrações concorrentes.

Frank Knight

Risk, Uncertainty and Profit (1921)

Onde quer que haja produção, os custos a seguem como uma sombra. As empresas têm de pagar pelos seus fatores produtivos: parafusos, solventes, softwares, esponjas, secretárias e estatísticos. As empresas lucra‑ tivas estão cientes desse simples fato quando estabele‑ cem as suas estratégias de produção, uma vez que qual‑ quer dólar gasto em custos desnecessários reduz os lucros da empresa em igual montante.

Mas o papel dos custos vai muito além da influência na produção e nos lucros. Os custos afetam a escolha dos insumos, as decisões de investimento e mesmo a decisão de manter, ou não, a atividade. É mais barato contratar um novo trabalhador ou pagar hora extra?

Construir outra fábrica ou expandir a antiga? Investir em equipamento no país ou terceirizar a produção no exterior? As empresas precisam escolher métodos de produção que sejam os mais eficientes e que produzam ao custo mínimo.

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