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1. Prólogo: alguém entende de finanças?

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Prólogo: alguém entende de finanças?

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Você não está certo nem errado porque a multidão discorda das suas ideias.7

A primeira vez em que duvidei dos especialistas em administração financeira foi em janeiro de 1995, quando explodiu a crise dos títulos do México, fazendo com que o país deixasse de pagar sua dívida externa.

1.1.  Crise do México em 1995

Meses antes (por volta de outubro de 1994), no boletim periódico da Goldman & Sachs sobre investimentos internacionais, a empresa recomendava fortemente a compra de títulos do governo mexicano.

Alguns meses depois o México “quebrou”!

Então me perguntava: “Como pode errar, de forma tão aguda, num espaço de dois ou três meses?” Essa era uma das empresas consideradas mais especializada em investimentos financeiros.

Desse momento em diante, passei a questionar se, de fato, alguém realmente entendia de finanças.

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2. A “maldição” do EBITDA

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A “maldição” do EBITDA

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Esta sigla tem me causado arrepios pela sua utilização indiscriminada nas empresas, para avaliação do desempenho das unidades de negócio e dos gestores divisionais, sem qualquer contato com lógica econômica, contábil e financeira. É um verdadeiro absurdo.

Muitos sabem deste absurdo e o utilizam assim mesmo.

Outros não têm conhecimento suficiente sobre a questão e vão na onda do modismo, naquela de comportamento de rebanho: Se todos estão fazendo, só pode ser bom!

2.1.  EBITDA e EBIT

O famoso EBITDA – Earnings Before Interest Taxes Depreciation and Amortization – é o montante do lucro operacional antes dos juros (despesas financeiras líquidas), Imposto de Renda, Depreciações e Amortizações (de intangíveis).

• Earnings: lucro

• Before: antes

• �Taxes: Imposto sobre os lucros (no Brasil, Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)

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4. A Lenda: depreciação é uma despesa que não tira dinheirodo caixa

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A Lenda: depreciação

é uma despesa que não tira dinheiro do caixa

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Podemos dizer que a questão fundamental para entender o EBITDA está nos gastos de depreciação. Ao utilizar o EBITDA como um parâmetro para geração futura de caixa, o usuário da informação ou o tomador da decisão de investimento está aceitando que a depreciação é uma despesa não desembolsável, ou, em outras palavras, é uma despesa contábil, econômica, mas que não tem impacto financeiro; portanto não tira dinheiro do caixa.

Esse grande equívoco criou a lenda: “a depreciação não é uma despesa caixa”. Contudo, a depreciação decorre da compra de imobilizados ou ativos fixos. Quando a empresa compra ativos fixos depreciáveis, sai o dinheiro. Em outras palavras, o dinheiro da depreciação sai antes, quando a empresa compra bens depreciáveis. E sairá dinheiro depois, novamente, quando a empresa tiver de repor o bem para renovação do seu parque operacional, já que os bens, por serem depreciáveis, perdem vida útil e, portanto, precisam ser renovados, recomprados.

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5. A “maldição” do EBITDA III – gestores versus acionistas:adversários ou inimigos mortais?

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A “maldição” do EBITDA III

– gestores versus acionistas: adversários ou inimigos mortais?

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Não há dúvida de que podemos estar exagerando. Os gestores e acionistas não devem ser adversários; ao contrário, devem ser amicíssimos, uma equipe coesa com os mesmos objetivos. Porém, será que sempre

é assim?

A teoria financeira já descobriu, há muito tempo, que nem todos os gestores administram a empresa em coesão com os objetivos de seus proprietários, os sócios ou acionistas. Esse conceito é denominado teoria da agência (Agency Theory) e trata das questões de objetivos diferentes dos gestores e dos proprietários, um possível conflito de interesses.

5.1.  Objetivo financeiro das empresas

Van Horne inicia seu trabalho de forma objetiva quando diz: “O objetivo de uma companhia deve ser a criação de valor para seus acionistas. O valor

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7. Ponto de equilíbrio: uma questão de vida ou morte. Serve para quê?

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Ponto de equilíbrio: uma questão de vida ou morte.

Serve para quê?

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Provavelmente, o tema mais charmoso de finanças e contabilidade gerencial é o famoso break-even point, ou ponto de equilíbrio. Tema esse que todo professor de contabilidade, de finanças, de custos, adora dar em sala de aula, principalmente, pela arquitetura e beleza plástica desse modelo gerencial de tomada de decisão.

Ponto de equilíbrio é a mensuração da quantidade de produção/vendas, com seus respectivos preços de venda, com que a empresa consegue cobrir todos os gastos gerados por essa quantidade, evidenciando lucro zero. Os  volumes produzidos/vendidos a partir da quantidade do ponto de equilíbrio permitirão à empresa gerar lucros adicionais, saindo do lucro zero.

Meu caro leitor: se você já conhece bem o assunto, para não cansar, pule os itens 7.1 a 7.5 e vá direto ao item 7.6 “para que serve o ponto de equilíbrio na prática?”.

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