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Capítulo 3. Estratégias coletivas

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Estratégias coletivas

Competição e cooperação

Alinhar o conceito de cooperação ao paradigma clássico de estratégia não

é tarefa fácil. A maior parte da literatura que domina esse campo de estudos adota a perspectiva de competição entre empresas como um elemento-chave. Muitas das teorias que fundamentam essa perspectiva nos estudos

1 de estratégia baseiam-se no principío da exclusão competitiva de Gause.

No entanto, deve-se salientar que, diferentemente das variadas espécies de organismos em competição por sustento, as organizações podem coexistir em um mesmo ambiente, competindo e cooperando de maneira racional, a fim de alcançar seus objetivos.

Os diversos casos de empresas que têm aumentado sua competitividade com a formação de redes, alianças e parcerias sugerem a necessidade de reavaliar as teorias clássicas sobre estratégia. À diferença do paradigma da competição (jogo de soma zero), o paradigma da cooperação (jogo de soma positiva) visa à adoção de estratégias coletivas ganha-ganha por agentes (fornecedores, concorrentes, clientes, etc.) que buscam alcançar objetivos comuns, habilitando as empresas a competir em instâncias mais elevadas.

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Capítulo 5. Redes de cooperação

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Redes de cooperação

A emergência do fenômeno das redes

Rede tornou-se um termo largamente empregado em diversas situações para explicar uma série de fenômenos da vida contemporânea – daí a multiplicidade de conceitos elaborados a fim de decifrar seu exato significado. Todavia, apesar dos esforços de teóricos das mais diversas áreas do conhecimento, não há ainda uma definição clara e inequívoca de rede. Para compreender esse conceito amplo e complexo, o caminho mais adequado é traçar a origem e a evolução da Network Form – N-form.

Nos primórdios da civilização, quando não havia ainda a preocupação acadêmica de estabelecer conceitos, rede significava para os caçadores uma pequena armadilha para capturar pássaros, composta por um conjunto de fios entrelaçados cujos “nós” eram formados pelas intersecções desses fios.

Essa imagem de fios entrelaçando-se em nós e formando um novo objeto com uma nova utilidade em relação aos fios soltos logo se propagou para outras estruturas de entrelaçamento de fios, linhas ou cordas, tais como as redes de pesca e as redes de descanso.

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Capítulo 1. A organização e as transformações econômicas recentes

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A organização e as transformações econômicas recentes

As transformações econômicas do século XX

Os livros mais vendidos na área de negócios reiteram a importância das transformações econômicas ocorridas nas últimas décadas, com o surgimento de um novo padrão competitivo global. Tais modificações, verificadas desde o final do século XX, exercem até hoje forte influência nas readequações estruturais das pequenas, médias e grandes empresas.

Contudo, essa necessidade de readequação não é um fenômeno exclusivo das últimas décadas. O período compreendido entre 1850 e 1920, principalmente na América do Norte, foi marcado por um conjunto de transformações socioeconômicas que favoreceram o surgimento da grande empresa industrial do século XX. A expansão territorial e o crescimento dos mercados nos Estados Unidos, a utilização de novas fontes de energia, com o advento da eletricidade e a introdução do motor a explosão, foram determinantes para o surgimento de novas formas de organização. Aliados a isso, as guerras e os esforços nacionais precipitaram ainda mais as mudanças.

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Capítulo 2. A cooperação entre organizações

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A cooperação entre organizações

A cooperação entre organizações

Robert Axelrod começa seu livro A evolução da cooperação com uma questão que há bastante tempo vem intrigando pesquisadores do campo social: Sob que condições a cooperação emerge em um mundo de egoístas?

(AXELROD, 1984). A própria indagação já lança um olhar diferente à visão tradicional de que a cooperação nasce como uma ação típica de seres altruístas. O altruísmo, entendido como a capacidade pessoal de conceder uma coisa sem exigir outra em troca, é tido como condição fundamental para a ocorrência da cooperação entre os homens. Mas o altruísmo é raro na sociedade humana. A cooperação altruísta ocorre em situações específicas e entre poucos agentes, como, por exemplo, mãe ou pai, que são capazes de realizar atos heroicos de devoção e sacrifício pelos filhos.

De um modo geral, o ser humano não age de forma altruísta; tende a procurar primeiro o que é melhor para si, na luta pela própria sobrevivência. Por outro lado, sabe-se que a cooperação ocorre em larga escala entre os homens, tanto assim que constitui a base de todas as civilizações.

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Capítulo 9. Conhecimento e aprendizagem coletiva

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Conhecimento e aprendizagem coletiva

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sociedade em rede possui como principal fator de produtividade e competitividade a capacidade de indivíduos e organizações de gerar, processar e transformar informações e conhecimentos em ativos econômicos. A habilidade de criar e utilizar conhecimento é uma importante fonte de sustentação de vantagens competitivas, sendo hoje considerada um dos principais recursos das empresas. Assim, a questão central que desafia acadêmicos e executivos é como deixar as organizações em condições de gerar e utilizar esse recurso.

Grande parte da literatura ocidental sobre o tema tem empreendido sérios esforços no sentido de “estocar” e “gerenciar” o conhecimento, a partir de uma série de dispositivos e aparatos tecnológicos. No entanto, esses esforços serviram tão-somente para acumular uma gigantesca massa de dados e informações, rapidamente obsoletos e de pouco valor estratégico para as empresas. Uma abordagem alternativa à visão tecnicista e pragmática da “gestão do conhecimento” enfatiza que o verdadeiro diferencial estratégico da organização está muito mais em seu potencial de criar novos conhecimentos do que na tentativa de gerenciá-los. Essa abordagem contempla a natureza tácita, complexa, interdependente e contextual do conhecimento, que é criado pela constante interação entre indivíduos, grupos e organizações.

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