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Capítulo 12 - A ESCOLA NEOCLÁSSICA DO BEM-ESTAR

OLIVEIRA, Roberson Campos de; GENNARI, Adilson M. Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 12

A ESCOL A

NEOCL ÁSSICA DO

B E M - E S TA R

12 .1  VILFREDO PARETO E A ECONOMIA DO BEM-ESTAR

Pareto nasceu em Paris, em 1848, filho de exilados italianos perseguidos pelo envolvimento nas conspirações nacionalistas que atingiram o Reino Piemonte-Sardenha. Depois que retornaram, Pareto estudou matemática e engenharia em Turim, no período de 1864 a 1870, titulando-se com uma dissertação sobre a elasticidade dos corpos sólidos e análises de equilíbrio.

Atuou como engenheiro em várias empresas, foi articulista combativo e defensor do ideário liberal. Depois de 20 anos como engenheiro, passou a se dedicar à economia e, em 1893, aos 45 anos, assumiu a cadeira de Economia

Política em Lausanne, Suíça, em substituição a Léon Walras, deixando-a em

1899. Seus primeiros trabalhos orientaram-se pela aplicação da matemática aos estudos econômicos, especialmente pelo uso da estatística nos estudos empíricos. Abandonou progressivamente essa linha de pesquisa e passou a se dedicar ao estudo da economia, com base em modelos matemáticos cada vez mais abstratos, transitando, mais tarde, para a sociologia. Durante a maior parte da sua vida, defendeu enfaticamente os ideais do livre mercado e con­ denou veementemente toda forma de intervencionismo. Entretanto, aderiu a

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Capítulo 20 - A ESCOLA DA ECONOMIA MATEMÁTICA E A TEORIA DOS JOGOS

OLIVEIRA, Roberson Campos de; GENNARI, Adilson M. Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 20

A ESCOL A DA

E C O N O M I A M AT E M ÁT I C A

E A TEORIA DOS JOGOS

2 0 .1   T

� EO R I A D O S J O GO S E CO MP O R TA MENTO

ECO N Ô MI CO EM J O HN VO N NEUM A NN

O processo de formalização dos problemas econômicos em níveis cada vez mais abstratos ganhou grande impulso com a teoria dos jogos, formulada por John von

Neumann (1903-1957). Considerado a maior mente matemática do século XX, suas contribuições foram decisivas para várias áreas do conhecimento humano, como matemática teórica, física nuclear, economia, entre outras.

Neumann nasceu em Budapeste, em uma família judaica de ricos ban­ queiros. Ainda criança, demonstrava familiaridade com o grego e evidenciava exuberante talento matemático. Aos 18 anos, cursava três universidades:

Química, em Berlim; Engenharia Química, em Zurique; e um doutorado em

Matemática, em Budapeste.

Aos 24 anos, já era protagonista de uma das discussões teóricas mais impor­ tantes da história da matemática. Na ocasião, tinha publicado um conjunto de artigos em que tentava explicitar os axiomas que seriam a base de todo o sistema matemático, base que constituía um universo lógico fechado e completo. Sua

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Capítulo 2 - A TEOLOGIA E A ANÁLISE ECONÔMICA

OLIVEIRA, Roberson Campos de; GENNARI, Adilson M. Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 2

A TEOLOGIA E A

ANÁLISE ECONÔMICA

2 .1   INTR O D U Ç ÃO

A desestruturação do Império e da cidade antiga resultou no colapso de um poder central capaz de ordenar minimamente a vida social e econômica e abriu uma fase marcada por guerras, violência, medo e desespero. Do ponto de vista político, houve uma fragmentação do poder e da autoridade em uma infinidade de domínios que deram origem aos senhorios feudais na Europa Ocidental. Na esfera social, surgiu uma ordem rigidamente hierarquizada e desigual, reconhe­ cida e aceita como natural e justificada por uma determinação divina. No que diz respeito à vida econômica, a ruralização induziu à retração da agricultura mercantil e estimulou a produção destinada ao consumo a ponto de ela tornar-se hegemônica.

A única esfera de poder universal que sobreviveu à tendência de fragmen­ tação da autoridade foi a Igreja. A sua unidade institucional e a coesão dou­ trinária lhe proporcionaram uma expressão política, espiritual e cultural sem paralelo no decorrer do período medieval. Com o crescimento de seu poder econômico, obtido com a aquisição de parcelas imensas de terras, e com a proeminência que ela exercia no plano cultural e espiritual, a Igreja reuniu con­ dições para exercer ampla hegemonia política na Europa Ocidental. Um dos aspectos decisivos dessa proeminência foi a grande empreitada dos seus prin­ cipais teólogos, que realizaram um imenso esforço para tornar a religiosidade cristã uma referência que fosse além da vida espiritual e mostrasse uma nova visão de mundo integrando a filosofia, a conduta humana (a ética) e os fenô­ menos da natureza, e, inclusive, que regulasse os processos da vida econômica.

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Capítulo 25 - PENSAMENTO ECONÔMICO BRASILEIRO: ESCOLA HETERODOXA

OLIVEIRA, Roberson Campos de; GENNARI, Adilson M. Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 25

PENSAMENTO

ECONÔMICO BR ASILEIRO:

ESCOL A HETERODOX A

2 5 .1   A

� TEO R I A DA INFL AÇ ÃO D E I GN ÁCI O R A N GEL :

ENTR E M A R X E K E Y NE S

Ignácio Rangel (1914-1994) nasceu no Maranhão, onde se formou em Direito.

Realizou um curso de pós-graduação na Comissão Econômica para a América

Latina e o Caribe (Cepal) e trabalhou no Banco Nacional de Desenvolvimento

Econômico (BNDE). Trabalhou também na assessoria econômica de Getúlio

Vargas, colaborou na elaboração dos projetos da Petrobras e da Eletrobras e foi chefe do Departamento Econômico do BNDE. Participou da execução do Plano de Metas de Juscelino Kubitschek e integrou o Conselho de Desenvolvimento.

Contribuiu também com o Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb).

Por suas ideias originais, Rangel é considerado, ao lado de Celso Furtado, um dos economistas pioneiros na construção do chamado modelo de indus­ trialização por substituição de importações, mais tarde desenvolvido de forma brilhante pela economista Maria da Conceição Tavares.

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Capítulo 8 - A CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA CLÁSSICA

OLIVEIRA, Roberson Campos de; GENNARI, Adilson M. Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 8

A CRÍTICA DA

E C O N O M I A P O LÍ T I C A

CL ÁSSICA

8 .1   A

� A FIR M AÇ ÃO D O S I S TEM A IND U S TR I A L E A

ECO N O MI A P O LÍTI C A CL Á S S I C A

O período compreendido entre 1780 e 1850 corresponde a uma etapa de afirma­

ção acelerada e irresistível do moderno sistema industrial, cujo centro dinâmico e irradiador se encontrava na Inglaterra.

As transformações agrícolas, desencadeadas pelos cercamentos (transfor­ mação de terras para a agricultura em pastagens para criação de ovelhas) no século XVI e intensificadas no século XVIII, criaram um imenso contingente de mão de obra livre, pronta para ser explorada por uma classe de arrendatá­ rios de terras dedicados à produção mercantil. Nas áreas rurais submetidas à influência urbana, os pequenos artesãos e produtores domésticos tornaram­

-se cada vez mais dependentes e endividados em relação aos intermediários que comercializavam seus artigos nos mercados distantes, a ponto de terem de se desfazer de suas ferramentas de trabalho para se libertar das dívidas.

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