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Medium 9788597013313

23 - Tendências na Gestão de Pessoas

DUTRA, Joel Souza; DUTRA, Tatiana Almendra; DUTRA, Gabriela Almendra Grupo Gen PDF Criptografado

C A P Í T U L O

23

Tendências na Gestão de Pessoas

O QUE SERÁ VISTO NESTE CAPÍTULO

QUE REFLEXÕES SERÃO ESTIMULADAS

Transformações no ambiente e seu impacto na gestão de pessoas

yy Como fazer frente às transformações no contexto

yy Demografia brasileira e seus impactos na gestão de

pessoas. yy Transformações tecnológicas e seu impacto na organização do trabalho. yy Ciclos de carreira mais curtos e maior velocidade no desenvolvimento das pessoas. yy Valorização crescente do equilíbrio entre vida e trabalho.

Impactos das transformações no sistema de gestão de pessoas

yy Transparência dos critérios de gestão de pessoas. yy Gestão de pessoas com diferentes vínculos

empregatícios. yy Identidade das pessoas com os propósitos e práticas da organização.

Demandadas para que as organizações repensem a gestão de pessoas

yy Organizações em processo contínuo de

desenvolvimento. yy Pressões para repensar a relação das organizações com as pessoas. yy Preparação das pessoas para assumir maior nível de complexidade.

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7 - Gestão de Carreiras pela Organização

DUTRA, Joel Souza; DUTRA, Tatiana Almendra; DUTRA, Gabriela Almendra Grupo Gen PDF Criptografado

C A P Í T U L O

7

Gestão de Carreiras pela Organização

O QUE SERÁ VISTO NESTE CAPÍTULO

Sistema de gestão de carreiras

yy Princípios. yy Estrutura de carreiras. yy Instrumentos de gestão.

Relação entre gestão de carreiras e estratégia de gestão de pessoas

QUE REFLEXÕES SERÃO ESTIMULADAS yy Como são constituídos os sistemas de gestão de carreiras?

yy Qual a relação entre a gestão de carreiras e a gestão estratégica de gestão de pessoas?

yy Que parâmetros podem ser utilizados para avaliar a efetividade de um sistema de gestão de carreiras?

yy Pontos de alinhamento. yy Categorias de estratégias na gestão de pessoas e a gestão de carreiras.

yy Interação da gestão de carreiras com a gestão de pessoas.

Papel da organização na gestão de carreiras

yy Definição da estratégia de carreira. yy Características do sistema de gestão de carreiras.

Avaliação da gestão de carreiras

yy Critérios para avaliação. yy Medidas para aprimoramento.

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8 - Treinamento e Capacitação de Pessoas

DUTRA, Joel Souza; DUTRA, Tatiana Almendra; DUTRA, Gabriela Almendra Grupo Gen PDF Criptografado

C A P Í T U L O

8

Treinamento e Capacitação de Pessoas

O QUE SERÁ VISTO NESTE CAPÍTULO

Gestão do desenvolvimento das pessoas

yy Construção da gestão do desenvolvimento. yy Estruturação das ações de desenvolvimento.

Processo de aprendizagem

yy yy yy yy

Consciência da necessidade de desenvolvimento.

Processos formais de aprendizagem.

Experimentação.

Reflexão sobre a aprendizagem.

Ações de desenvolvimento para lidar com maior complexidade

yy yy yy yy

Exposição a desafios.

Ampliação da visão.

Rede de relacionamento.

Orientação.

Avaliação das ações de desenvolvimento

yy Formas de mensurar a efetividade das ações de desenvolvimento. yy Aprimoramento do processo. yy Fontes de dados e informações.

QUE REFLEXÕES SERÃO ESTIMULADAS yy Como é possível estruturar ações de desenvolvimento?

yy Quais são as etapas do processo de aprendizagem das pessoas?

yy Como podem ser estabelecidas ações para preparar as pessoas para lidar com maior complexidade?

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Medium 9788577806010

7 Cooperativismo como alternativa estratégica

Claudia Bitencourt Grupo A PDF Criptografado

7 cooperAtiVismo como

ALterNAtiVA estrAtÉGicA

O

Casturina Jaíra da Silva

Objetivos de aprendizagem

compreender o sistema cooperativista como uma forma de gestão diferenciada entre os tipos de empresas existentes.

Demonstrar que as empresas cooperativas estão presentes em grande parte dos países desenvolvidos e dos países emergentes.

perceber que os valores do cooperativismo são um meio de aprendizagem para o exercício da democracia organizacional e dos sujeitos na vida em sociedade.

Adequar os princípios do cooperativismo com outros instrumentos de aprendizagem organizacional.

inTrOdUÇãO

Este capítulo trata do cooperativismo que, visto como um meio de gestão estratégica, pode ser utilizado por pessoas para gerenciar uma empresa democrática. Entretanto, além dos conceitos e exemplos de cooperativas, é necessário ressaltar que o uso do sistema cooperativista como uma estratégia de gestão será possível contanto que as pessoas envolvidas com o tema conheçam e compreendam o que é o cooperativismo.

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Medium 9788577806010

8 E stratégias coletivas para internacionalização de pequenas e médias empresas

Claudia Bitencourt Grupo A PDF Criptografado

8 estrAtÉGiAs coLetiVAs pArA iNterNAcioNALiZAÇÃo De peQueNAs e mÉDiAs empresAs

O

Soraia Alvarenga

Alsones Balestrin

Luciana Marques Vieira

Ver mAteriAL No cD

Objetivos de aprendizagem

conhecer as diferentes perspectivas sobre processo de internacionalização de empresas.

refletir sobre as estratégias coletivas como opção estratégica para pequenas e médias brasileiras.

reconhecer as dificuldades do processo de internacionalização para pequenas e médias empresas.

inTrOdUÇãO

A internacionalização é um tema recente na cultura empresarial brasileira e que ainda não é devidamente compreendido nas organizações. Segundo

Dicken (2003), é necessário distinguir processo de internacionalização – que envolve a extensão ou o aumento do alcance geográfico de atividades econômicas além das fronteiras domésticas – de globalização – que é qualitativamente distinta pois envolve integração funcional de atividades dispersas internacionalmente. Globalização, segundo Gupta e Govindarajan (2000), refere-se à crescente interdependência econômica entre países (ligada diretamente às empresas), refletida também no crescente fluxo, pelas fronteiras, de mercadorias e serviços, de capital e de conhecimento.

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5 Grupos e equipes de trabalho: uma estratégia de gestão

Claudia Bitencourt Grupo A PDF Criptografado

5

Grupos e eQuipes De trABALHo: umA estrAtÉGiA De GestÃo

O

Kátia Biehl

Ver mAteriAL No cD

Objetivos de aprendizagem

refletir sobre as políticas de rH como facilitadoras do processo de formação de equipes.

Analisar a importância do desenvolvimento do ser humano e das relações interpessoais como caminho para as equipes de trabalho.

Apresentar o sistema de trabalho em grupo - células de produção juntamente com um estudo de caso empresarial que aplica com eficiência esta proposta de arranjo de pessoas e trabalho.

propiciar questionamentos sobre as influências dos ambientes psicossociais na construção das equipes de trabalho.

aS TrêS diMEnSõES dO TraBaLHO COLETiVO:

PESSOaS, grUPOS E EQUiPES:

O trabalho coletivo nem sempre é visualizado de forma sistêmica por seus integrantes, ou seja, o simples agrupamento de pessoas não resulta em objetivos comuns, aprendizagem em grupo e busca por resultados, mas acaba por ser, muitas vezes, apenas um arranjo de pessoas em grupo. Este capítulo visa a apresentar algumas margens que parametrizam uma equipe com o intuito de facilitar a elaboração de estratégias e de políticas de recursos humanos que contemplem a gestão do prestígio, a preservação e a sustentação desta forma de trabalho.

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Medium 9788577806010

6 O sindicalismo brasileiro e sua relevância nas relações de trabalho e RH

Claudia Bitencourt Grupo A PDF Criptografado

6 o siNDicALismo BrAsiLeiro e suA reLeVÂNciA NAs reLAÇÕes

De trABALHo e rH

O

Allan Claudius Queiroz Barbosa

Objetivos de aprendizagem

Discutir, dentro de uma perspectiva introdutória, a relevância do entendimento do sindicato como importante ator no processo cotidiano e estratégico da gestão de pessoas e das relações de trabalho.

proporcionar ao gestor de pessoas acesso a elementos de natureza histórica para o bom entendimento da dinâmica dos atores sociais no contexto organizacional.

Apresentar roteiro básico de reflexão e posterior ação, construído a partir de base conceitual, visando ao entendimento e à possibilidade de atuação objetiva, considerando atores com interesses distintos.

inTrOdUÇãO

O debate sobre sindicalismo, sua relevância no contexto das relações de trabalho e sua articulação com a gestão de recursos humanos permanece vivo.

Se na década de 1970 a tendência era uma discussão polarizada, dicotômica, sendo difícil visualizar uma possível tentativa de aproximação entre mundos distintos quanto à abordagem, a realidade nesta primeira década do novo século mostra o quanto mudaram o discurso e a prática sindical associados às relações de trabalho e à gestão de recursos humanos.

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Medium 9788597022933

20. As Modificações Contratuais no CPC 47 e in RFB nº 1.771/2017

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

A velocidade com que ocorrem as alterações legislativas na área contábil e o volume de novas informações que são produzidas em cada rodada de revisões dificultam a sua assimilação e compreensão pelos destinatários de tais normas. Esse contexto coloca em xeque a própria presunção do conhecimento obrigatório da lei, pois inviabiliza a absorção intelectual plena da norma contábil por qualquer indivíduo. Nem mesmo o Fisco parece ter condições de acompanhar e regulamentar de maneira clara e precisa quais comportamentos devem ser adotados pelos contribuintes perante esta realidade frenética que se apresenta na regulamentação contábil.

O CPC 47 é um exemplo concreto desta situação, pois consiste numa regulamentação contábil extensa, rica no detalhamento e explicitações de conceitos e situações que são de fundamental importância para a apuração do lucro, mas cujos impactos tributários não foram precisamente delineados pela regulamentação correspondente, dada pela IN RFB nº 1.771/2017. Aparentemente, as dificuldades na compreensão dessa nova norma contábil são compartilhadas também pela autoridade fiscal.

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15. Avaliação das Contingências Oriundas de Litígios: (Des)Alinhamento Contábil/Jurídico?

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

Sobejamente conhecido no mundo empresarial brasileiro que, a partir do advento da Lei no 11.638/2007, o ordenamento contábil nacional teve base legal para convergir rumo às normas internacionais de Contabilidade, ou “normas internacionais de relatórios financeiros” numa terminologia mais fiel ao espírito da convergência.

No fundo, essa convergência de fato representa, numa analogia banal, uma “cirurgia de miopia”: durante décadas, países como o Brasil abraçaram o conceito de que Demonstrações Financeiras (também ditas Contábeis) eram apenas “retratos do passado” – tinham, nessa visão, apenas função RETROSPECTIVA: a compra de ontem, a venda de ontem, a hora extra de ontem, e assim por diante. Não é por outra razão que se ensinava (o que hoje é totalmente superado) que “Contabilidade era o registro de atos e fatos administrativos” – atividade voltada para olhar o passado.

A convergência rumo às normas internacionais revolucionou por inteiro essa visão unilateral e incompleta: claro que demonstrações contábeis AINDA têm grande mérito para o conhecimento do passado: desempenho operacional pretérito, dividendos oriundos de lucros auferidos NO PASSADO, impostos sobre lucros tributáveis DO PASSADO, entre outros usos nobres.

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12. Arrendamento Mercantil: (NOVA) Modificação de Critérios Contábeis e seus Impactos Fiscais no RTT 2.0

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

Em se tratando de controvérsias jurídico-contábeis, os contratos de arrendamento mercantil oferecem vasto material. O recente CPC 06 (R2), que entrou em vigor em janeiro de 2019, é apenas o último capítulo de um longo histórico de alterações na disciplina do leasing, que ilustra os mais diversos obstáculos ao alinhamento entre a Contabilidade e o Direito Tributário.

De fato, apesar de as discussões sobre sua natureza jurídica já terem sido pacificadas há quase meio século, seu tratamento contábil e fiscal sofreu diversas alterações ao longo dos anos, sem que se tivesse nenhuma modificação na figura contratual. O movimento pendular gira em torno da perspectiva eleita com relação à natureza do arrendamento mercantil – se mais próxima à locação, a respeitar sua forma jurídica, ou se mais próxima à compra e venda financiada, a privilegiar sua realidade econômica.

Neste capítulo, retomaremos a evolução histórica da contabilização do leasing, indicando a tendência da Contabilidade de retratar sua realidade econômica, em contraposição à preferência formal do legislador tributário. Nesse embate entre forma e substância, veremos que, ora uma, ora outra, prevaleceu – dando ensejo às diversas alterações que culminaram com o CPC 06 (R2).

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5. Reflexões Sobre o Tratamento Tributário de Ganhos em Transações de Capital

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

A Lei no 11.638/2007, de 28/12/2007, ao introduzir no Brasil práticas contábeis internacionais, assim entendidas como princípios, normas e padrões de Contabilidade emitidos pelo International Accounting Standards Board (IASB), órgão responsável pela convergência das normas contábeis em nível internacional, inaugurou um novo cenário para as entidades que devem fornecer informações contábil-financeiras relevantes, seja investidores, mercado, credores, governo e quaisquer outros interessados.

Os princípios, métodos e critérios contábeis definidos pelo IASB são objeto de pronunciamentos denominados International Accounting Standards (IAS) e International Financial Reporting Standards (IFRS), que, no Brasil, são veiculados por Pronunciamentos do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC).1 A Lei no 11.638/2007 alterou, sensivelmente, o capítulo da Lei no 6.404, de 15/12/1976 – Lei de Sociedades por Ações (LSA), que tratava das demonstrações financeiras e da escrituração contábil.

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11. Realidade do “Real Adquirente”

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

A dedutibilidade fiscal de despesas de amortização de ágio ainda vem sendo objeto de intensos debates entre Fisco e contribuintes, a despeito de a Lei nº 9.532/1997 ter sido publicada há mais de duas décadas, de centenas de casos terem sido analisados nas instâncias administrativa e judicial nesse período e de a própria legislação que disciplina o tema ter sido substancialmente alterada a partir de 2015, tornando mais claras as regras sobre o assunto.

Tanto em razão dos valores usualmente envolvidos (quase sempre na casa dos vários milhões, não raras as vezes que alcançam bilhões), como também pelo grau de sofisticação da matéria, o próprio Fisco reconhece, em publicações sobre planos de fiscalização e metas de arrecadação, que seus principais esforços estão voltados a “operações praticadas majoritariamente por contribuintes de maior capacidade contributiva, apresentadas como reorganizações societárias que geram, após conclusão dos atos societários, ativos amortizáveis (ágios) que não encontram respaldo na legislação”.1

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8. Lacunas no Tratamento Fiscal da mais ou Menos-Valia de Ativos e Passivos na Aquisição de Participação Societária – Propostas de Solução

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

Decorridos mais de vinte anos do início da vigência do regime instituído pela Lei no 9.532, de 10/12/1997, para a amortização do ágio e deságio registrados na aquisição de participações societárias, inúmeras controvérsias ainda existem acerca de temas elementares à sua aplicação, como a utilização das chamadas “empresas veículo” e transações entre entidades integrantes de um mesmo grupo econômico. Muito já se debateu a respeito na doutrina e na jurisprudência, especialmente administrativa.

A integração entre o padrão contábil atual, introduzido pela Lei no 11.638, de 28/12/2007, e o novo regime tributário de decomposição do preço de aquisição de participações societárias e de sua utilização para fins fiscais, regulado pela Lei no 12.973, de 13/5/2014, trouxe novos ângulos de análise antes pouco relevantes.

Em rompimento com o paradigma anterior, e aproximando-se do regramento contábil, a Lei 12.973 passou a determinar que no evento da aquisição de participação societária sujeita ao Método de Equivalência Patrimonial (MEP) seja obrigatoriamente feita avaliação dos elementos patrimoniais identificados na entidade adquirida de modo que eventuais diferenças entre o chamado “valor justo” e o valor contábil de tais elementos sejam registradas pela adquirente como mais ou menos-valia, formando parte do custo de aquisição da participação societária. Somente a eventual diferença entre o valor justo dos ativos adquiridos e passivos assumidos e o preço pago pelo investimento resultariam no registro de ágio por rentabilidade futura (goodwill) ou de ganho por compra vantajosa (sucedâneo do extinto deságio).

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14. Efeitos do Novo Pronunciamento Contábil nas Variações Cambiais Sobre Passivos de Arrendamento

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

A Contabilidade é uma ciência social que tem como objetivo gerar informações com qualidade e que sejam úteis para os seus diversos usuários, visando que as inúmeras decisões econômicas sejam efetuadas com segurança.

Um de seus aspectos fundamentais é sua utilidade para a empresa e para todos os stakeholders, em especial os investidores não controladores existentes e em potencial, credores por empréstimos e outros credores que necessitam das Demonstrações Contábeis para a tomada de decisão relacionada ao fornecimento, ou não, de recursos para a entidade (SZUSTER et al., 2013).

Em sua atuação, o profissional de Contabilidade tem de seguir as diretrizes estabelecidas. No Brasil, a entidade normatizadora é o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), que segue como referência as normas internacionais de relatórios financeiros emitidas pelo International Accounting Standards Board (IASB) sob o título International Financial Reporting Standards (IFRS).

O ponto a debater aqui se refere a uma situação concreta futura em que a informação, a ser apresentada de acordo com essas normas, muito provavelmente terá a sua qualidade/utilidade questionada pelos usuários. Como deve proceder o profissional de Contabilidade: aplicar a regra sem ponderar as repercussões ou procurar um caminho diferenciado objetivando realizar uma apresentação mais fidedigna?

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1. Contratos de Aluguel/Arrendamento Operacional: Um Caso Especial de Contrato Executório?

Alexandre Evaristo et al. PINTO Grupo Gen ePub Criptografado

Em 13 de janeiro de 2016, o “noivado que nunca virou casamento” entre Financial Accounting Standards Board (FASB) e o International Accounting Standards Board (IASB) terminou por gerar mais um “filho”: a norma IFRS 16, que dispõe sobre reconhecimento, mensuração e divulgação dos contratos de leases, palavra da língua de Lord Byron que, aliás, é o título original da norma.

A escolha de fazer referência ao termo original em inglês feita aqui não é por acaso. A abrangência desta norma já se pode observar pelo seu título. Segundo a primeira definição do dicionário da língua inglesa Merriam-Webster, lease é o contrato por meio do qual se transfere um imóvel, equipamento ou instalações por um período especificado e por um aluguel (rent) especificado. A norma abrange, portanto, muito mais do que os contratos juridicamente classificados como de arrendamento no Brasil, tendo impacto sobre contratos de aluguel ou locação e mesmo sobre contratos de prestação de serviços ou fornecimento de produtos em que um ativo de propriedade da contratada seja usado e controlado por uma contratante e contenha, nesse contexto, um lease. Esse enquadramento pode ocorrer, por exemplo, em contratos de prestação de serviços de data warehouse ou em contratos de fornecimento de produtos do tipo take or pay.

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