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2 A Estrutura e as Etapas de um Projeto

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Um projeto pode ser entendido como um conjunto de informações coletadas e processadas, de modo que simulem uma dada alternativa de investimento para testar sua viabilidade.

As necessidades de informação irão depender de cada caso. Mas, em se tratando de projetos no setor industrial, existem alguns aspectos ditos estruturais que podem ser considerados comuns a todos os projetos. Em geral, estes diferentes aspectos estruturais tendem a ser inter-relacionados, de modo que se torna difícil fazer a análise de cada aspecto separadamente para depois obter-se o agregado (que é o projeto). Além disso, o processo de elaboração e análise fica mais complicado quando se considera que, para quem vai decidir sobre o investimento, as hipóteses e as considerações extraprojeto (ou seja, as análises qualitativas) tendem a desempenhar papel muito mais importante do que os resultados das análises quantitativas.

A solução encontrada para este problema complexo e de fronteira não bem delimitada (que decorre, no fundo, do próprio caráter interdisciplinar comum aos projetos de investimento) foi a separação dos diferentes aspectos em grupos distintos. Cada aspecto passa a ser analisado separadamente de modo parcial para ser adicionado posteriormente aos demais, através de cronogramas e projeções. É feita então uma análise sobre os mesmos para que se possa saber se o projeto é viável ou não.

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9 Incerteza e Risco no Projeto

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O risco é parte integrante do processo de investimento. Assim, é comum as pessoas esperarem um retorno maior em uma atividade mais arriscada. Outras vezes ouvimos que “não se deve pôr todos os ovos na mesma cesta (isto é, devemos diversificar). Pode ser também que se diga que “tijolo é a melhor poupança” (ou seja, que se deve investir em imóvel). Esta afirmação parece ter sido particularmente válida no Brasil, quando processos de inflação continuados levaram muitas empresas a investir em imóveis como uma forma de se proteger (fazer hedge, na linguagem do mercado).

O risco faz parte do processo econômico e é impossível eliminá-lo, porque não é possível coletar todas as informações relevantes (assimetria de informações) e porque não é possível prever o futuro.

Até aqui abordamos a análise de investimento sob hipóteses restritivas, mas necessárias para permitir um tratamento mais simples da problemática decisória. A inclusão do risco na análise de investir torna necessária uma maior complexidade, exatamente pelo fato de que a realidade é complexa. Afinal, se estes processos não fossem complexos, não seriam necessários executivos e nem empresários.

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3 A Análise de Mercado

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A análise do mercado não só é o ponto de partida para a elaboração do projeto como também é um de seus aspectos mais importantes. É do estudo de mercado que são obtidos, entre outros, os seguintes elementos:

• Através do confronto entre a demanda e a oferta, a provável escassez de oferta futura. Este resultado fornecerá elementos para que seja determinada a escala de produção do projeto.

• A região geográfica em que o produto poderá ser comercializado, que é um dos aspectos importantes para determinar a localização do investimento.

• O preço de venda, os custos de comercialização e os estoques nos canais de comercialização, que são elementos importantes para elaborar as projeções do projeto.

Além de fornecer elementos para a elaboração do projeto, as análises de mercado têm assumido importância crescente para as empresas brasileiras. Boa parte desta importância é decorrente da maior facilidade de comunicação e da maior interdependência que caracteriza a economia mundial. Outro fator é o próprio processo de desenvolvimento pelo qual passa a economia brasileira. Este desenvolvimento tem provocado o crescimento do mercado de muitos produtos, a introdução de novos produtos e a obsolescência de outros. A modificação estrutural da economia acelerou-se com a abertura para o exterior, fato este que está provocando uma série de exigências de preço e de qualidade para os produtos a serem exportados. Por outro lado, o dinamismo da economia e seu potencial têm atraído as empresas multinacionais, que procuram explorar as oportunidades existentes no mercado. As empresas nacionais acabam sendo surpreendidas por esta turbulência, representada por empresas estrangeiras entrantes, mais capitalizadas e estruturadas.

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1 Estratégia e Projetos

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O processo de industrialização mais intenso da economia brasileira começa no início do século XX, com iniciativas como a de Matarazzo, que começou vendendo banha em Sorocaba e conseguiu montar um conglomerado industrial centrado no mercado interno. Capitais externos também vieram para o Brasil, como foi o caso das ferrovias para escoar a produção de café e dos serviços de infraestrutura urbana, como gás, energia, bondes e outros.

As sucessivas crises cambiais, características de um país basicamente exportador de café, indicaram a necessidade de um desenvolvimento industrial mais sólido, centrado inclusive em indústrias básicas. Um movimento nesta direção foi feito na área de papel de imprensa, em que se buscou atingir pelo menos uma melhor oferta interna através da Klabin. O empreendimento desta empresa, no norte do Paraná, teve o aporte de capital privado e apoio do governo.

Outra iniciativa semelhante foi a construção da usina de Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, por decisão do governo. Esta era a primeira usina para a produção de aço com alto forno do país e representou um passo importante no processo de industrialização, porque ampliava a oferta de aço e de laminados, base para a posterior instalação da indústria automobilística no Brasil.

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8 Critérios Quantitativos de Análise

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As análises quantitativas referentes à decisão de investir são feitas a partir das projeções do projeto, cuja sequência de consolidação foi apresentada em outro capítulo.

Os órgãos financiadores do projeto estarão interessados em análises que permitam verificar a viabilidade financeira do empreendimento. Já a empresa, além da viabilidade financeira, estará interessada em verificar a existência da eventual viabilidade econômica do investimento.

Neste capítulo, a preocupação principal é explicitar alguns critérios de análise econômica que, sob hipóteses simplificadoras, permitam aos executivos concluir se o investimento é viável ou não.

É evidente que o processo de análise pode ser mais sofisticado em função das hipóteses que sejam adotadas e, sobretudo, em função da importância da decisão para a empresa. Algumas considerações complementares permitirão ampliar o âmbito da análise, de modo a torná-la mais compatível com a realidade decisória e com as práticas de análise comumente adotadas pelas empresas.

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6 Recursos para o Projeto

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A execução de um projeto dependerá fundamentalmente dos recursos disponíveis interna e externamente à empresa. Estes recursos podem ser classificados como sendo capital, recursos humanos, informática, tecnologia e outros.

O capital próprio que a empresa colocará no projeto é um elemento importante para a determinação do investimento total que pode ser feito, uma vez que muitas instituições só emprestam até certos limites deste capital próprio.

Nestas condições, a disponibilidade de recursos internos ou externos poderá limitar o tamanho do processo que se pretende implantar. Além disso, o endividamento excessivo (possível apenas se a empresa já possuir um patrimônio adequado) pode acarretar um risco financeiro elevado, com a possibilidade de comprometer a viabilidade do projeto. Isto ocorrerá porque os recursos externos exigem uma remuneração fixa e preferencial, pois são recursos que não participam do risco comercial associado ao empreendimento.

Outro aspecto importante da decisão de financiar o projeto diz respeito ao custo do capital para a empresa. Este custo está associado ao custo dos recursos próprios (ações ordinárias e recursos próprios gerados internamente, como lucros retidos, depreciações acumuladas etc.) e ao custo dos recursos de terceiros (ações preferenciais, debêntures e empréstimos). Só será interessante executar os projetos cuja rentabilidade seja superior à média ponderada destes custos, isto é, ao custo do capital para a empresa. Isto significa que o custo do capital é um importante elemento para a seleção do projeto que será escolhido para a implantação.

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4 Localização

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O problema de encontrar a localização ótima corresponde, em termos de empresa, a achar a localização que dê a maior diferença entre receitas e custos. Em outras palavras, procura-se a localização que dê o maior lucro possível para a empresa, num prazo de tempo compatível com a vida útil do empreendimento no local.

Ocorre muitas vezes que a empresa tem de levar em conta os custos e benefícios sociais associados a determinada localização. Nestes casos, procura-se a localização que dê a maior razão benefício/custo, considerando-se aqui também um horizonte de tempo adequado.

O problema da localização pode ter uma abordagem complexa, em função do número de fatores envolvidos e do volume de investimento que vai ser efetuado, de modo que é recomendável proceder à sua resolução através de um processo de tentativa-e-erro. Ou seja, a localização ótima (ou satisfatória) deve ser procurada através de um processo de aproximações sucessivas.

A importância de localizar bem a fábrica é óbvia, pois da boa localização dependerá em parte a capacidade competitiva da empresa no tempo.

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7 Quadros Financeiros do Projeto

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O objetivo deste capítulo é detalhar e discutir alguns dos aspectos associados aos quadros financeiros que compõem a sequência normalmente seguida para se elaborar um projeto de viabilidade. Ou seja, procuram-se ordenar os elementos previamente coletados referentes à decisão de investir, de modo que se possa proceder à sua análise.

Se o projeto for destinado a pedir financiamento ou incentivos, ou seja, quando se trata de um projeto de financiamento, então o próprio órgão financiador já terá um padrão de elaboração que deverá ser seguido.

Em qualquer das duas hipóteses citadas, a sequência normal de elaboração dos quadros financeiros é a seguinte:

• Quadro de investimento.

• Quadro de fontes e aplicações de recursos.

• Quadro de projeção dos resultados.

• Fluxo de caixa.

Com os dados do quadro de projeção de resultados, pode ser determinado o ponto de equilíbrio do projeto para cada período projetado. E os valores do fluxo de caixa serão utilizados para as análises quantitativas mais interessantes que se fazem no projeto de viabilidade.

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10 O Processo de Decisão e o Projeto

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É possível melhorar a qualidade do projeto e da decisão correspondente, através de um processo de elaboração criterioso. A qualidade das informações, associada ao uso de modelos conceituais provados e sólidos, irá contribuir para que a governança corporativa seja enfatizada através de decisões de investimento em fase com a estratégia da empresa.

Um primeiro ponto, nesta linha, é examinar qual o gasto em elaboração e em análise de um projeto de investimento.

O Quadro 10.1 contém a distribuição percentual dos custos de investimento para uma fábrica de celulose e papel situada em zonas afastadas:

Quadro 10.1 Distribuição percentual dos custos de investimento.

Item

Porcentagem do investimento total

• Estudos de viabilidade

• Engenharia e imprevistos

• Supervisão e gastos gerais da construção

• Construção da fábrica (mão de obra inclusa)

– Preparação e estruturas do terreno

– Equipamento e instalação

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5 Escala e Aprendizagem

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A escala ou tamanho de um projeto é um direcionador importante para alguns tipos de projetos.

Neste contexto, determinar o tamanho, ou seja, a capacidade de produção a ser instalada, é uma questão relevante para a empresa. Uma fábrica de grande capacidade pode representar um potencial de bons lucros, se houver economia de escala e se a demanda para o produto crescer a uma taxa elevada. Mas pode representar um desastre para a empresa se a demanda crescer a uma taxa modesta.

Por outro lado, a empresa poderá implantar uma fábrica menor, prevendo uma ampliação para a hipótese de a demanda crescer a taxas elevadas. Se isto ocorrer, a concorrência pode entrar, reduzindo o potencial de lucros e, por sua vez, a própria empresa terá custos maiores com a ampliação do que se já tivesse feito uma fábrica grande de uma só vez. Em qualquer situação, é importante estimar como vai ser feito o planejamento do uso da capacidade instalada e incorporar estas estimativas no projeto.

A curva de aprendizagem é outro direcionador que pode influir de modo significativo nos custos de operação do projeto. Porque ao volume acumulado de produção podem estar associadas reduções relevantes de custo e, portanto, de preço para um dado produto ou serviço.

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Apêndice A: Roteiro para Desenvolver o MAN/TI e o MAVE/TI

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Resumo

Neste 1o Apêndice apresenta-se um roteiro para ajudar a conduzir as entrevistas e análises necessárias para utilizar o MAN/TI e o MAVE/TI. Note-se que se trata de uma indicação e alterações podem ser feitas em cada caso específico. Porém é importante que se verifiquem todos os itens e somente depois se faça alguma alteração ou exclusão de itens para a análise.

Sumário

1. Questões gerais sobre a organização e a estratégia da empresa.

2. Questões gerais sobre a organização da TI.

3. Análise dos fatores críticos de sucesso.

4. Questões gerais sobre o papel da TI na organização.

5. Estudo do Grid Estratégico e da Matriz Intensidade de Informação.

6. Portfólio de projetos de TI.

7. Modelo do alinhamento estratégico.

8. Razões para descentralização.

9. Grau de descentralização.

10. Estágio de Informatização e Estágio de descentralização.

11. Função e operação da TI.

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6 Internet, e-business e Estratégia

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Resumo

O tema deste capítulo são as aplicações de TI baseadas na Internet, que possibilitaram o advento da chamada “Nova Economia”, que foi um fato notável do final do século XX, pois fez a competição passar a uma amplitude mundial. A TI, através da Internet em especial, viabilizou esta integração em âmbito global, bem como novas estratégias de negócio, novas estruturas organizacionais, novas possibilidades de ligação entre empresas e novos relacionamentos destas com seus consumidores. Dis-cutem-se também neste capítulo as novas possibilidades em termos de intermediação eletrônica e analisam-se os impactos em termos de estratégia de TI e de negócios.

Sumário

6.1 Introdução

6.2 Os mercados eletrônicos

6.3 O advento da Internet

6.4 O comércio eletrônico

6.4.1 O e-business entre empresas: B2B

6.4.2 O e-business entre empresas e clientes finais: B2C

6.5 Os impactos estratégicos da Internet

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3 Conceitos de Estratégia Competitiva

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Resumo

Neste capítulo são apresentados os principais conceitos sobre estratégia competitiva, partindo de um breve relato da evolução histórica do assunto. Em seguida são apresentados modelos que permitem entender o ambiente competitivo (pela compreensão das cinco forças competitivas e das ameaças e oportunidades do mercado) e interior das empresas (estratégias competitivas genéricas, competências essenciais, pontos fortes e pontos fracos). Finalmente, discute-se como considerar o desempenho da empresa face a visão de seus clientes e o desempenho dos seus concorrentes.

Sumário

3.1 Introdução

3.2 A história do pensamento estratégico

3.3 O conceito de estratégia

3.3.1 A natureza do processo de formulação da estratégia

3.3.2 Buscando o conceito de estratégia

3.3.3 Estratégia, posicionamento e trade offs

3.4 As características da estratégia competitiva

3.5 O ambiente competitivo e a análise estrutural das indústrias

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8 Um Modelo de Análise e Avaliação do Papel Estratégico e da Eficácia da Tecnologia da Informação

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Resumo

Neste capítulo as diversas facetas da estratégia da TI abordadas ao longo do livro são integradas em um modelo que visa a análise do papel estratégico da TI e da avaliação da eficácia da TI. Trata-se de um modelo integrativo que visa orientar no processo de construção da estratégia da TI na organização, bem como nas situações de tomadas de decisão envolvendo a utilização da TI, seja em questões técnicas, organizacionais, estratégicas e de seleção de aplicações de TI.

Sumário

8.1 Introdução

8.2 Classificando os modelos que analisam a TI e a estratégia

8.3 Um modelo para análise do papel da TI nas organizações – “MAN/TI”

8.3.1 Análise dos fatores estruturais da empresa

8.3.2 Análise dos fatores referentes à organização da TI

8.3.3 Interpretação das análises

8.4 Um modelo para avaliação da eficácia da TI nas empresas: “MAVE/TI”

8.4.1 Roteiro para aplicação do modelo para avaliação da eficácia da TI nas Empresas – “MAVE/TI”

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4 O Papel Estratégico da Tecnologia da Informação

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Resumo

Este capítulo trata da compreensão do papel estratégico desempenhado pela TI em uma organização, uma vez que se compreenda qual é a sua estratégia competitiva. Para isto são discutidos diversos modelos Destacam-se: os Fatores Críticos de Sucesso (que indicam como desdobrar a estratégia de negócios em aplicações de TI), o Grid Estratégico (que permite entender a importância da TI para a estratégia da empresa), a Matriz Intensidade de Informação (que mostra o potencial que a TI tem para influenciar a estratégia de negócios de uma organização). Uma abordagem dinâmica do tema é tratada nas diferentes perspectivas do chamado modelo do alinhamento estratégico. Finaliza-se o capítulo discutindo-se as críticas ao planejamento do alinhamento estratégico.

Sumário

4.1 Introdução

4.2 Eficiência e eficácia de aplicações de Tecnologia da Informação

4.3 Níveis de organização da TI na empresa

4.4 A cadeia da TI nas organizações: matriz intensidade da informação

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