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14. Inteligência comercial para os produtos de turismo nos espaços rural e natural

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

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Inteligência

comercial para os

produtos de turismo nos espaços rural e natural

Adonis Zimmermann

Introdução

Nos anos de 1990, o turismo rural passou pelas mais variadas discussões quanto à definição, ao conceito, à formatação do produto, de sua segmentação, dos benefícios sociais, ambientais etc., mas muito pouco se falou sobre sua comercialização, sobre a inteligência comercial desses produtos. Conclui-se que esse assunto não despertava o devido interesse, tendo em vista que, até pouco tempo, a oferta de produtos turísticos no espaço rural era bem inferior à demanda. Essa condição se modifica rapidamente, com uma constante ampliação e inovação da oferta.

Durante essas duas décadas de atividades profissionais no segmento turístico, tivemos a oportunidade de desenvolver e monitorar inúmeros empreendimentos turísticos nos espaços rural e natural, com a oferta das mais variadas atividades turísticas, criando um verdadeiro mix de produtos, o que proporcionou ao segmento uma clara revitalização do produto, gerada pela evolução da sua demanda.

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Medium 9788520431993

15. Dimensão financeira e análise de investimentos

Mario Carlos Beni Editora Manole PDF Criptografado

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Dimensão financeira e análise de investimentos

J O S É B E N TO C A R LO S A M A R A L J Ú N I O R

Introdução

À atividade do turismo são atribuídos alguns sofismas que geram percepções gerais, ora como mito, ora como realidade, além de estar contaminada por inúme‑ ras promessas. Essa atividade tem registrado crescimento médio anual de 5% ao longo das últimas décadas, caracterizando‑se como um fenômeno de deslocamen‑ to de massa que envolve um contingente de mais de 800 milhões de turistas inter‑ nacionais, e as tendências apontam para um número de mais de 1,5 bilhão de pes‑ soas em 2020.

Todo esse movimento de pessoas tem despertado a atenção de diversos estu‑ diosos das mais variadas áreas do conhecimento, tais como economia, sociologia, antropologia, geografia, meio ambiente e outras. Uma das grandes preocupações desses estudiosos é com relação aos efeitos ou impactos que o turismo de massa pode provocar nas áreas receptoras.

No entanto, do ponto de vista dos governantes e dos investidores da iniciativa privada, esses números do turismo mundial também têm despertado grandes inte‑ resses e muito se tem dito sobre os benefícios gerados por essa atividade. Frases como “o turismo é o maior gerador de empregos”, “o turismo é o principal motor de desenvolvimento regional”, “o turismo gera divisas e riquezas para o país”, são comuns nos discursos sobre o turismo proferidos por vários de seus admiradores

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29. Internet e redes: articulações do turismo comunitário

Mario Carlos Beni Editora Manole PDF Criptografado

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Internet e redes: articulações do turismo comunitário

LUZIA NEIDE CORIOLANO

LU C I A N A M AC I E L B A R B O SA

Introdução

Na moderna sociedade fluida, a essência do trabalho não é mais a produção de objetos materiais, mas a articulação de informações, imagens e símbolos. A dinâmi‑ ca do mercado exige que atividades econômicas, como turismo, se modernizem e adotem diferentes estratégias de garantia de rapidez na circulação de ideias, pessoas, produtos e capital. A produção capitalista flexível tem cada vez mais capacidade de ceder, modificar e adaptar‑se às circunstâncias postas sem romper com o pro‑ cesso de acumulação, criando instituições maleáveis, com mudanças, mas com ma‑ nutenção de continuidade. Assim, hierarquias piramidais se substituem por redes abertas, formando tecido produtivo fragmentado, com junção de nódulos frou‑ xos. O atendimento à s exigências passa pela eficiência e eficácia econômica competitiva que faz a comunicação reticular, tática e inovadora alcançar o de‑ senvolvimento empresarial, fortalecer o sistema econômico, modernizando e conservando a um só tempo.

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Medium 9788520427095

Capítulo 9 - Políticas públicas para o ecoturismo no Brasil

Zysman Neiman Editora Manole PDF Criptografado

9 Políticas públicas para

o ecoturismo no Brasil

Angela Teberga de Paula

Andréa Rabinovici

Introdução

Entende-se por políticas públicas as ações do Estado, conduzidas pelo interesse da maioria dos cidadãos, para a elaboração e execução de programas e demais ações de esferas específicas da sociedade (Barretto et al., 2003). Logicamente, o detalhamento desse conceito conduz ao paradigma do bem-estar social, uma vez que ele contempla também direitos ao lazer e ao tempo livre, os quais estão presentes, antes de tudo, na

Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu art. 217: “O Poder Público incentivará o lazer, como forma de promoção social”, bem como na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, art. 24: “Todas as pessoas têm direito a descanso e lazer”.

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Todavia, o cenário subdesenvolvido no qual o país se encontra indica a imprescindível necessidade de políticas que, acima de tudo, sejam responsáveis pelo “elo articulador entre os agentes excluídos da concentração econômica, e [...] [por] construir, de forma compartilhada, o projeto democrático e cidadão desejado pela comunidade” (Gastal e Moesch, 2007, p. 41).

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Capítulo 4 - A educação ambiental pelo turismo

Zysman Neiman Editora Manole PDF Criptografado

4 A educação ambiental pelo turismo

Stefanie Geerdink

Zysman Neiman

Introdução

A conceituação de educação ambiental (EA) sofreu diversas transformações ao longo de sua história, acompanhando as mudanças ocorridas no mundo e uma melhor compreensão da relação entre sociedade e ambiente. A expressão surgiu na 1ª

Conferência Mundial Sobre o Meio Ambiente Humano e Desenvolvimento (1972), em Estocolmo, na Suécia, e tornou-se um marco da inclusão de questões ambientais no planejamento e nas inter-relações entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento e do questionamento acerca da visão de natureza como um meio e não como um fim em si. Ao longo do século XX, a civilização assistiu a episódios importantes que culminaram na proibição do armamento atômico e na condenação da discriminação racial (o colonialismo e o apartheid).

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Turismo e meio ambiente no Brasil

Em 1977, a 1ª Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em Tbilisi, na Geórgia, foi um marco histórico para a evolução da EA, pois na ocasião foram estabelecidos os seus princípios orientadores. Nessa reunião, enfatizou-se o caráter interdisciplinar da relação entre o ser humano e o meio ambiente, a pluralidade da sociedade e a inseparabilidade desses fatores, formulando um diálogo entre estes e outros aspectos da EA. Instituiu-se uma compreensão em relação aos problemas que afetam o meio ambiente; o seu caráter crítico e de formação de consciência, por meio da explicitação e do contato com informações e questionamentos sobre o ambiente; e também o seu caráter transformador, pela oportunidade de vivências e experiências, que possibilitam o que se pode chamar de insight, para que haja uma transformação na maneira de sentir, pensar e agir.

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