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10. A pessoa idosa no ambiente natural

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10 A pessoa idosa no ambiente natural

Paulo dos Santos Pires

Marcelo Valente Ramos

Introdução

No bojo da presente obra, a abordagem a seguir, basicamente, pretende mostrar de que forma esse segmento social, na condição de sujeito‑turista, pode apreciar, conhecer e interagir com o ambiente natural, representado pelos ecossistemas naturais do Brasil ainda não modificados ou com poucas alterações decorrentes das atividades humanas. Trata‑se de uma abordagem com viés técnico e operacional na perspectiva do planejamento do turismo, tendo como pano de fundo, de um lado, a natureza, seus atributos, ocorrên‑ cias e manifestações, e, de outro, o contato e a integração da pessoa idosa, na condição de turista, com esse cenário.

Uma vez identificada a abordagem do conteúdo deste texto e estabele‑ cidos os devidos recortes para seu alcance, deve-se reconhecer a sua inser‑

ção em um amplo contexto disciplinar, a partir do qual o próprio título que sugere, instiga, para que seja descortinado em distintas abordagens, no

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10. Avaliação Ambiental Estratégica no Turismo

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Avaliação Ambiental

Estratégica no Turismo

10

Emílio Lèbre La Rovere

Engenheiro Elétrico e Economista, UFRJ

Diego do Nascimento Bastos

Economista, UFRJ

Heliana Vilela de Oliveira Silva

Engenheira Civil, UFMT

Izabella Mônica Vieira Teixeira

Bióloga, Secretaria de Estado do Meio Ambiente-RJ

INTRODUÇÃO

Vários instrumentos e procedimentos de Avaliação Ambiental (AA) têm sido desenvolvidos na perspectiva de atender, de forma efetiva, aos requisitos da gestão do meio ambiente.1 O processo de evolução da AA permite identificar uma concepção inicial, que busca complementar os projetos de desenvolvimento, concebidos sem a percepção dos potenciais danos ambientais, associados à sua implantação. Retrata, também, a formulação de um instrumento voltado a apoiar a tomada de decisão ambiental e que considera suas implicações sociais, econômicas e ambientais.

A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) surgiu em 1969, quando da publicação pelos Estados Unidos de sua Política Nacional de Meio

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10. Dimensão social

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10

Dimensão social

MARUTSCHKA MOESCH

Introdução

A dimensão social das políticas públicas e do processo de planejamento estra‑ tégico em clusters de turismo, muitas vezes, é negligenciada como um impacto de menor expressão sobre as localidades e comunidades envolvidas. A dimensão so‑ cial faz referência às mudanças sociais ocasionadas pelas políticas públicas e pelo planejamento estratégico em processos de caráter sistêmico e cooperativo na orde‑ nação do turismo. Os processos sociais ocasionados por essas novas metodologias de intervenção nas comunidades que buscam se desenvolver pelo turismo são o objeto principal do estudo deste capítulo.

Dimensão social das políticas públicas de turismo – educação, cultura, lazer, trabalho, qualidade de vida

A dimensão social das políticas públicas de turismo, assim como as políticas sociais, são incentivadoras de cidadania por serem redistributivas em termos de renda e poder, e possibilitadora do manejo de bens simbólicos. Podem ser equaliza‑ doras de oportunidades no sentido de instrumentar desiguais para que tenham chances históricas emancipatórias, não no sentido de doar a emancipação ao outro, mas de que possam se emancipar. Essas chances são preventivas e não curativas.

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10. Impactos e monitoramento ambiental em empreendimentos turísticos no espaço rural

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10

Impactos

e monitoramento

ambiental em empreendimentos turísticos no espaço rural

Anderson Pereira Portuguez

Juliano Pavesi Peixoto

Introdução

Durante os últimos vinte anos o turismo rural vem se desenvolvendo de forma crescente e consistente no estado do Espírito Santo, onde diferentes experiências já servem de balizamento para verificar até que ponto essa atividade interfere na natureza, na dinâmica das propriedades e na organização do espaço rural.

O acompanhamento de algumas dessas experiências tem revelado diferentes formas de ações degradadoras, que, ao serem analisadas, deram origem a uma metodologia para o estudo, o controle e a mitigação de impactos ambientais advindos da atividade turística no espaço rural. Dessa forma, este capítulo traz relatos de um projeto recentemente implantado no município capixaba de Marechal Floriano, no qual pesquisas vêm sendo realizadas em parceria com produtores rurais a fim de identificar possíveis impactos ambientais decorrentes da prática turística.

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10. Método científico-social do conhecimento da hospitalidade

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CAPÍTULO

10

Método científicosocial do conhecimento da hospitalidade

David Botterill

Escola de Hospitalidade, Turismo e Lazer,

Universidade do Wales Institute, Cardiff

Assuntos-chave:

• A “realidade” da hospitalidade

• O positivismo e o estudo da hospitalidade

• A interpretação no estudo da hospitalidade

• A teoria crítica e a pesquisa da hospitalidade

Em busca da hospitalidade

O domínio da hospitalidade não escapou da influência da revolução científica que, durante os últimos trezentos anos, proporcionou à sociedade ocidental um “novo” sistema de conhecimento. Até a última metade do século XX, porém, o baixo status dado ao estudo da hospitalidade em comparação a outros domínios de estudo tendeu a restringir o desenvolvimento de um auto-entendimento científico dessa área. No entanto, este capítulo não empreenderá um tour de force a respeito de tudo aquilo que os estudos científicos da hospitalidade descobriram. Em vez disso, procurará encontrar atrás das asserções dos cientistas e, em particular dos cientistas sociais, as verdades a respeito da hospitalidade. Neste capítulo, portanto, será empreendido um esforço para auxiliar no auto-entendimento mediante o exame dos debates da filosofia da ciência. A questão fundamental que se formula em todos os domínios do estudo científico se denomina questão epistemológica, ou, mais simplesmente, em nosso caso, a seguinte pergunta: “Como se pode entender a hospitalidade?”

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11. A pessoa idosa no turismo de praia: algumas considerações

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11 A pessoa idosa no turismo de praia: algumas considerações

Ailton dos Santos Júnior

Introdução

O crescimento do turismo, em termos de fluxos de pessoas e capitais, está diretamente atrelado ao desenvolvimento capitalista e é por este impulsionado.

Dito de outra forma, a lógica do capitalismo como modo de produção provocou transformações profundas nas relações sociais particularmente no que se refe‑ re ao uso do tempo social, que passou a ser dividido em tem­po de trabalho e tempo de não trabalho, ou tempo livre. Uma parcela do tempo livre metamor‑ foseou‑se em tempo de lazer, promovendo, entre outras coisas, mudanças no cotidiano de um número crescente de pessoas, que passaram a ver na viagem uma maneira de escapar da rotina do trabalho repetitivo, de recuperar‑se física e mentalmente do desgaste causado pelo meio urbano, de desfrutar momen‑ tos de liberdade, de entrar em contato com a natureza, enfim, de viver novas experiências em outros territórios diferentes do seu.

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11. Aplicação da Análise Multicritério para Avaliação da Sustentabilidade em Empreendimentos Turísticos

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Aplicação da Análise

Multicritério para

Avaliação da

Sustentabilidade em Empreendimentos

Turísticos

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Sebastião Roberto Soares

Engenheiro Sanitário, UFSC

Sabrina Rodrigues Sousa

Tecnóloga em Gestão e Saneamento Ambiental,

Escola de Engenharia de São Carlos da USP

INTRODUÇÃO

As atividades associadas ao turismo têm se mostrado, simultaneamente e em diferentes graus, como um contribuinte economicamente significativo e essencial para mudanças na vitalidade dos ecossistemas, das atitudes culturais e dos modelos de ocupação do espaço físico.

Os aspectos ambiental, econômico e sociocultural do desenvolvimento sustentável e as práticas de gestão são perfeitamente aplicáveis a todas as formas de estruturas turísticas, inclusive para o turismo de massa, em ambientes construídos e naturais. O equilíbrio entre esses três aspectos é essencial para garantir a sustentabilidade a longo prazo. Para tanto, o turismo sustentável deve:

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11. Dimensão econômica: cadeia produtiva e contas satélites do turismo

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11

Dimensão econômica: cadeia produtiva e contas satélites do turismo

LEANDRO ANTÔNIO DE LEMOS

Á LVA R O M A I A B AT I S TA

Introdução

O objetivo principal deste capítulo é apresentar e analisar os modelos de men‑ suração dos impactos econômicos do turismo. É importante destacar inicialmente que parte da ciência econômica considera o turismo como não gerador de riqueza, sendo um tipo de consumo cuja origem é a renda gerada por outros setores e ativi‑ dades da economia, o que discordamos frontalmente. Por exemplo, Paci (1996) afir‑ ma que o setor turismo e produto turístico não existem no sentido econômico, dado que é um conjunto de atividades econômicas (bens e serviços) voltados para satisfa‑ zer as demandas dos turistas. Sendo assim, o turismo agrega atividades que as pes‑ soas utilizam durante suas viagens e estadas em lugares diferentes de sua residên‑ cia, não existindo um processo de trabalho organizado para esse fim. Assim, muitas vezes, as ferramentas que mensuram impactos econômicos do turismo partem des‑ sas concepções teóricas, o que, por lógica, leva a resultados mais limitados.

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11. Impactos socioeconômicos do turismo no espaço rural

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Impactos

socioeconômicos do

turismo no espaço rural

Ivo Elesbão

Introdução

Os brasileiros presenciaram transformações profundas ao longo do século XX. Embora a estrutura agrária praticamente não tenha se alterado durante esse período, hoje há um espaço rural significativamente diferente daquele do início do século passado. A passagem de um modelo primárioexportador para uma economia mais diversificada teve grandes reflexos no campo, desde a esfera econômica, na qual a modernização da agropecuária transformou a produção primária e a integrou à indústria, até a social, com a migração de grande parte da população do campo para a cidade.

O processo de modernização da agropecuária e a decorrente migração campo/cidade levaram a população brasileira a vivenciar uma rápida urbanização, na maioria das vezes desordenada. À medida que a sociedade se urbanizou e os problemas desse processo começaram a ser sentidos, a percepção em relação ao rural começou a mudar, o qual passou a ser associado à saúde, ao descanso e à qualidade de vida.

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11. O humor nos ambientes da hospitalidade comercial

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CAPÍTULO

11

O humor nos ambientes da hospitalidade comercial

Stephen Ball

Escola de Administração de Lazer e

Alimentos, Universidade de

Sheffield Hallam

Keith Johnson

Departamento de Administração de Hospitalidade e Turismo, Universidade

Metropolitana de Manchester

Assuntos-chave:

• A definição de humor

• O humor, a hospitalidade e a assistência

• O humor intencional

• O humor não intencional

Em busca da hospitalidade

”O que é hospitalidade?”. Esta foi uma pergunta estudada e veementemente debatida por professores universitários seniores do

Reino Unido nos foros de estudo da hospitalidade durante os últimos anos do segundo milênio (Lashley, 1999). As definições prévias relativas à hospitalidade excluíam qualquer referência direta ao humor. Na melhor das hipóteses, a conexão entre humor e hospitalidade só podia ser deduzida por associações indiretas, envolvendo determinados aspectos, como hospitalidade e amizade, e de acordo com o papel que o humor desempenha em aumentar o bem-estar recíproco das partes envolvidas na provisão de comida e/ou bebida e/ou acomodação. A ignorância em relação ao humor é um tanto surpreendente, já que o humor pode, em certas circunstâncias, ser considerado um elemento importante da hospitalidade e estar abundantemente presente na indústria da hospitalidade e em outros contextos nos quais ela é proporcionada.

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12. Implantação e estruturação de empreendimentos de turismo no espaço rural: roteiro para elaboração de projetos

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12

Implantação

e estruturação

de empreendimentos de turismo no espaço rural: roteiro para elaboração de projetos

Fábio Morais Hosken

Este capítulo objetiva ser um instrumento de orientação para a elaboração de projetos de empreendimentos de turismo rural. Irá auxiliar os consultores e profissionais nessa tarefa complexa que é formatar um documento que relate, da forma mais fiel, técnica e clara possível, um empreendimento turístico rural e/ou ecológico.

Nas disciplinas de planejamento turístico dos cursos de Turismo, será uma ferramenta à disposição, que pretende ser objetiva e prática, como um guia de elaboração, contendo o passo a passo para fazer um projeto completo.

As chances de o negócio dar certo são bem maiores quando se parte de um bom projeto, que procure definir tudo o que deve ser adaptado, construído, treinado, preparado, bem como os recursos necessários desde o início. Os riscos serão identificados, os pontos fortes, maximizados e reforçados, e os pontos fracos, corrigidos, eliminados ou transformados.

Para executar um trabalho desses, o profissional deverá ter conhecimentos sobre turismo, agropecuária e meio ambiente. A percepção sistêmica da propriedade é fundamental, ou seja, é preciso vê-la como um

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12. O consumo da hospitalidade: o que aprender do pós-modernismo?

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CAPÍTULO

12

O consumo da hospitalidade: o que aprender do pós-modernismo?

Alistair Williams

Divisão de Administração da Hospitalidade,

Universidade de Huddersfield

Assuntos-chave:

• A não-universalidade

• Por uma teoria da hospitalidade pós-moderna

• O pós-modernismol

• O consumo da hospitalidade na era pós-moderna

Em busca da hospitalidade

Até que ponto a compreensão do pós-modernismo pode ser usada para o estudo da teoria e da prática da hospitalidade contemporânea?

Neste capítulo, procurarei introduzir o debate pós-moderno e demonstrar como as questões suscitadas pelo conceito são essenciais para a compreensão da teoria e da pesquisa na indústria da hospitalidade, em particular as associadas ao marketing e ao comportamento do consumidor. Para alcançar esses objetivos, determinarei as características-chave do pós-modernismo, identificarei essa corrente no atual ambiente da hospitalidade e avaliarei suas conseqüências para a teoria e a prática da hospitalidade.

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12. Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

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12 Planejamento urbano e sua interface com o turismo para a terceira idade

Edna Mello de Liz

Fernanda de Magalhães Trindade

Rodrigo Hakira Minohara

Rudinei Scaranto Dazzi

Introdução

O município de Balneário Camboriú é um dos destinos mais visitados pelos turistas da terceira idade durante a baixa temporada. Os meses de mar‑

ço, abril e maio são considerados os meses da felicidade pela Secretaria de

Turismo, pois são os meses em que os idosos mais visitam a cidade.

Esse público tem crescido muito nas últimas décadas, devido ao au‑ mento da longevidade, avanços da medicina, através da descoberta e pre‑ venção das doenças e de equipamentos de ponta para cirurgias, com a tecnologia da indústria desenvolvendo medicamentos de última geração.

Com todos esses fatores, a expectativa de vida aumentou, e com ela for‑ mou‑se um novo mercado de pessoas com mais de 60 anos, com tempo livre, permitindo um incremento substancial à atividade turística.

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12. Turismo e cultura: aproximações e conflitos

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12

Turismo e cultura: aproximações e conflitos

S U S A N A G A S TA L

Introdução

Aproximar o turismo e a cultura significa colocar em diálogo dois termos com‑ plexos. Por turismo pode‑se entender desde as definições clássicas, exigindo a pre‑ sença do deslocamento e do pernoite em locais diferentes daquele de moradia, até aquelas que priorizam o estranhamento atual do morador de grandes centros urba‑ nos, que desconhece sua própria cidade e, quando a percorre, acaba por se submeter

às mesmas sensações por que passa o estrangeiro, quando fora de seu domicílio.

A cultura também apresenta complexidades não só nos estudos e teorizações acadêmicos, mas também nas suas práticas, ambos impregnados de uma herança colonial muitas vezes ainda presente, levando ao consumo e à valorização de bens simbólicos do dominador, em detrimento daqueles produzidos na própria comuni‑ dade. Pegando um exemplo simples, como o discorrer sobre patrimônio, haveria dificuldades na teoria e nas práticas, em termos de definições e recortes dentro do campo específico – a cultura –, assim como na sua aproximação com outras áreas, como no caso do turismo. Mais complexo, ainda, tem sido, em todos os casos, li‑ dar com a cultura vernácula,1 aquela do hoje, do aqui e do agora. O turismo vive do

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12. Turismo e Riscos à Saude

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GESTÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE NO TURISMO

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