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Parte 3 – Aspectos complementares para a formação profissional

Marlene Matias Manole PDF Criptografado

FORMAÇÃO PROFISSIONAL

ASPECTOS COMPLEMENTARES PARA A

3

PARTE

8

CERIMONIAL, PROTOCOLO E ETIQUETA

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

T

odas as fórmulas, tipos de comportamentos e preceitos necessários ao bom desempenho social seguiram linhas de evolução características de cada cultura.

Os costumes de ordem social, religiosa e política das várias culturas humanas ditaram comportamentos protocolares que vieram a formar a cultura do cerimonial.

Na China, várias correntes contribuíram para a cristalização das normas de costumes. Para o observador ocidental, a principal contribuição foi de origem confuciana, no que diz respeito ao aspecto formal.

O riquíssimo simbolismo clássico da poesia chinesa e dos filósofos motivou, porém, fórmulas de grande sensibilidade, com alusões a evocações que determinaram, por exemplo, o lugar, a hora e a oportunidade para se abordar cada assunto.

Já os egípcios acreditavam na continuação da vida após a morte, o que mostra que os seus rituais funerários eram compostos de uma série de normas e costumes que possibilitassem a continuação da vida extraterrena e a sobrevivência do nome da pessoa, como: a conservação do corpo por meio do processo de mumificação, o aprovisionamento regular de alimentos e da possibilidade de superar os perigos e provas que poderiam dificultar e impedir o avanço deste para

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3.2 ROTEIRIZAÇÃO TURÍSTICA

Esmeralda Macedo Serpa, Vinicius Moraes Raszl, Guilherme Antônio Bim Copiano, Gilliard Sousa Ribeiro, Douglas Alexandre Dias, Ana Carolina Barbosa Angeli Editora Saraiva PDF Criptografado

O desenvolvimento do produto turístico é feito por uma complexa cadeia de outros setores produtivos que, ao se combinarem bens e serviços, infraestrutura, recursos naturais e históricos, atrativos, entre outros, procuram satisfazer às necessidades e às expectativas de clientes e mercado turístico.

Desta forma, para o desenvolvimento do produto turístico é importante ressaltar:

�Figura 3.2 Desenvolvimento do

produto turístico.

VOCAÇÃO DO DESTINO

1

Identificar os atrativos de maior potencial e as condições para criar atividades relacionadas com as características do segmento a ser trabalhado, que gerem um identidade do destino.

4

PREFERÊNCIAS

DA DEMANDA

Quais as necessidades e expectativas destes turistas sobre o destino.

IMAGEM DO DESTINO

É necessário definir a identidade do destino e identificar como os turistas a percebem e qual o valor atribuído.

2

PERFIL DO TURISTA

(ATRAIR)

Qual o segmento de demanda que se deseja atrair para a localidade.

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6. Hospitalidade doméstica e comercial

Conrad Lashley Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

6

Hospitalidade doméstica e comercial

Paul Lynch

Departamento de Estudos de Negócios e do Consumidor, Universidade

Rainha Margaret, Edimburgo

Doreen MacWhannell

Departamento de Administração e Ciências Sociais da Universidade

Rainha Margaret, Edimburgo

Assuntos-chave:

O conceito de “lar”

O significado do gênero

O espírito empreendedor feminino

A dinâmica entre hospedeiro e hóspede

Em busca da hospitalidade

O conceito de “lar”

Nós, que perdemos há muito tempo o mais sutil dos sentidos físicos, não temos sequer termos apropriados para expressar as intercomunicações animais com o ambiente, a moradia ou outros, e temos apenas a palavra “olfato”, por exemplo, para incluir toda a gama de sensações delicadas que murmuram no nariz do animal, dia e noite, intimando, advertindo, incitando, repelindo.

Lar! Era isso que eles significavam, esses apelos acariciantes, esses toques suaves levados suavemente pelo ar, essas pequenas mãos invisíveis puxando e arrastando... (Grahame, K., 1992, p. 45, The Wind in the

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4.2 NOVOS OLHARES

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4.1

NOVOS NICHOS DE MERCADO

As constantes mudanças no cenário global que afetam a economia, a política, a educação, a tecnologia, a cultura e a sociedade desenvolvem novas formas de consumo e consumidores, novos produtos e novos nichos de mercado. O mundo globalizado imprime um ritmo veloz de evolução, em que o mercado, cada vez mais competitivo, busca o diferencial, a inovação e a criatividade para atender às necessidades atuais e futuras dos desejos dos consumidores.

O setor de prestação de serviços é uma dessas áreas em que a evolução e as transformações são quase diárias e necessárias para atender consumidores exigentes e cada vez mais experimentados. Com o turismo, a situação não é diferente: a globalização permitiu a abertura de fronteiras e a possibilidade de conhecer novas localidades, atrativos naturais e culturais, formas de se praticar a hospitalidade e a busca pela qualidade na prestação de serviços.

Neste capítulo, veremos algumas possibilidades em que o turismo se desenvolve para atender seus diversos consumidores. Para Carvalho e Vasconcelos (2006, p. 4), é importante equilibrar a escassez dos recursos com as necessidades ilimitadas do homem.

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7. Os significados da hospitalidade na mídia: os programas de culinária da TV apresentados por personalidades

Conrad Lashley Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

7

Os significados da hospitalidade na mídia: os programas de culinária da TV apresentados por personalidades

Sandie Randall

Departamento de Estudos de Negócios e do Consumidor, Universidade

Rainha Margaret, Edimburgo

Assuntos-chave: ssuntos-ch

• A cultura localizada e mediada

• A interpretação do conteúdo textual da mídia – análise semiótica

• O gênero em programas de culinária da TV apresentados por personalidades

• O discurso televisivo

• Os significados a respeito de comida e hospitalidadeA

Em busca da hospitalidade

Reconheceu-se que a comida é de fundamental importância para um melhor entendimento da natureza da hospitalidade no mundo moderno. Como Telfer afirma, é através da oferta e da recepção da comida que um vínculo de confiança e interdependência e de amizade e generosidade é criado entre o anfitrião e a visita (1996).

Apesar da proliferação, na segunda metade do século XX, de conteúdo textual na mídia sobre comida, é surpreendente verificar que até agora deu-se pouca atenção às mensagens que se referem à comida e ao ato de comer apresentadas pelos meios de comunicação. O estudo nesse campo poderia melhorar nosso entendimento a respeito da função da hospitalidade no mundo contemporâneo. Strange (1998, p. 301) afirma, referindo-se a um exemplo importante desse tipo de conteúdo textual – o programa de culinária da TV:

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Capítulo 9 - O Mercado dos Cruzeiros Marítimos

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 9

O MERCADO DOS

CRUZEIROS MARÍTIMOS

PANORAMA GERAL E BRASILEIRO

O histórico da indústria apresenta uma evolução espantosa, especialmente quando analisados os dados do mercado norte-americano e realizada a estimativa do reflexo desse crescimento em termos mundiais.

O segmento de cruzeiros marítimos no Brasil teve início com os navios do Lloyd Brasileiro, com os fretamentos organizados pela Agaxtur, nas mãos visionárias e criativas de Aldo Leone, que, por suas raízes italianas, aproximou-se da Linea “C”, ou Costa Crociere. Os fretamentos que marcaram o início dos cruzeiros marítimos brasileiros deram seqüência às esporádicas visitas dos grandes transatlânticos, como o SS

France e o Queen Elizabeth 2.

Atualmente a temporada na América do Sul apresenta um crescente número anual de novos navios, que tem gerado um aumento proporcional no número de cruzeiristas brasileiros e estrangeiros que navegam nesse destino, que, do ponto de vista internacional, é classificado como exótico.

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5. Como alojar? Gênero, hospitalidade e performance

Conrad Lashley Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

5

Como alojar?

Gênero, hospitalidade e performance

Jane Darke

Escola de Planejamento da

Universidade Oxford Brookes

Craig Gurney

Centro para Administração e

Desenvolvimento de Hospedagem da

Universidade do País de Gales

Assuntos-chave:

• A hospitalidade doméstica como performance

• Os papéis dos gêneros e a hospitalidade

• Os tabus e a etiqueta na visita

• As tensões e os tabus no relacionamento entre anfitrião e visita

• As diferenças entre a hospitalidade comercial e a hospitalidade doméstica

Em busca da hospitalidade

A ausência de um amplo ponto de vista feminista sobre a hospitalidade dá a impressão de ser uma curiosa omissão, dado que muitos relacionamentos anfitrião–visita se baseiam preponderantemente nas relações sociais de gênero (Aitchison, 1999). Há muito tempo, os sociólogos mostram que as palavras são reveladoras; expressões como landlady [senhoria], bell-boy [mensageiro de hotel] ou housewife [dona de casa] assumem um significado crucial ao se considerar a importância do gênero no reconhecimento de papéis e expectativas relativas à hospitalidade. A hospitalidade está, portanto, profundamente envolvida em qualquer análise do patriarcado.

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3.4 SISTEMAS DE INFORMAÇÕESTURÍSTICAS

Esmeralda Macedo Serpa, Vinicius Moraes Raszl, Guilherme Antônio Bim Copiano, Gilliard Sousa Ribeiro, Douglas Alexandre Dias, Ana Carolina Barbosa Angeli Editora Saraiva PDF Criptografado

3.4

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES

TURÍSTICAS

Para o melhor desenvolvimento da Regionalização do

Turismo é necessário conhecer as ferramentas disponibilizadas para o acesso à informação de outros municípios e observar os modelos praticados para o desenvolvimento da atividade turística em outras regiões.

Vamos ampliar agora o conhecimento aprendendo sobre alguns sistemas de informações turísticas.

3.4.1  Mapa do Turismo Brasileiro

O Mapa do Turismo Brasileiro é um importante instrumento de orientação para as ações do MTur no desenvolvimento e no fomento das políticas públicas do setor e um indicador auxiliar para o Programa de Regionalização do Turismo.

O Mapa do Turismo Brasileiro é o instrumento instituído pela Portaria MTur nº 313, de 3 de dezembro de 2013, atualizada no âmbito do Programa de Regionalização do Turismo

(instituído pela Portaria nº 105, de 16 de maio de 2013, atualizada) que apresenta:

� rt. 1º Na definição de cada Região Turística inteA grante do Mapa do Turismo Brasileiro, instituído pela

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1.3 EMPRESAS DO SETOR DE TURISMO

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1.3

EMPRESAS DO SETOR DE TURISMO

O produto turístico apresenta como característica o fato de ser um conjunto de serviços que são agregados para oferecer uma experiência ao turista. Justamente por envolver diferentes setores da economia em sua composição, o turismo possui uma grande complexidade em termos de mercado e formatação de produtos. Neste tópico será analisado cada um dos principais setores da economia envolvidos com o turismo.

1.3.1  Atrativos turísticos

Para Beni (2002), os atrativos turísticos são componentes da Oferta Turística Original e Diferencial, ou seja, são os elementos que atraem os turistas para uma determinada localidade ou têm potencial para gerar esta atração e, neste caso, são chamados de recursos turísticos. Os atrativos podem ser subdivididos em:

ÞÞ Naturais: locais que possuem atrações não humanas, ou seja, da natureza, como praias, montanhas, florestas, rios, entre outros.

ÞÞ Culturais: locais que disponibilizam criações humanas e incluem desde as manifestações culturais de um povo, passando por suas construções históricas, ou mesmo elementos modernos, que dão suporte

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Capítulo 5 - Tipos de Navio e de Turista

Ricardo Amaral Manole PDF Criptografado

Capítulo 5

TIPOS

DE

NAVIO

E DE

TURISTA

EMBARQUES EM PORTOS DISTANTES

Para o embarque em um ponto distante da residência do turista, operadores turísticos ou as próprias companhias de cruzeiro oferecem pacotes aeromarítimos (air/sea). As companhias de cruzeiro possuem um valor de tarifa aérea sempre menor e horários e transfers ideais em relação aos horários de saída e chegada do navio.

A MELHOR ÉPOCA PARA VIAJAR

As épocas de maior procura são próximas a feriados e férias escolares, em geral correspondentes a preços mais altos.

Contudo, a sazonalidade dos cruzeiros em relação aos preços não apresenta uma curva regular, pois depende de diversos fatores.

Um deles é a estação do ano. Quanto ao clima, sem dúvida o verão é a melhor época, pois o mar fica mais calmo e há sol na maioria dos dias. Sempre é importante lembrar que, durante o verão, as escalas dos navios vão apresentar destinos turísticos lotados e preços mais elevados.

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4. O negócio da hospitalidade: uma história social

Conrad Lashley Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

4

O negócio da hospitalidade: uma história social

John K. Walton

Departamento de Estudos Históricos e

Críticos da Universidade de

Lancashire Central

Assuntos-chave:

Desenvolvimento do comércio e das viagens

Dissensão e controle

Regulamentação dos excessos

Comer e viajar por lazer

Em busca da hospitalidade

A hospitalidade comercial tem suas raízes no provimento aos viajantes, através do mercado, das necessidades básicas de alimentos, bebidas, abrigo e repouso. De diversos modos e em diferentes cenários, ornou-se esse núcleo de serviços com a provisão de (por exemplo) opções médicas, sexuais e de entretenimento aos clientes. Todas essas características da hospitalidade percorreram um longo caminho, fluíram e refluíram ao longo do tempo, e variaram de lugar para lugar.

Este capítulo examina a origem da hospitalidade comercial no cenário britânico, dando a devida atenção à exportação e à importação de idéias e práticas como resposta aos fluxos internacionais de viagens e investimentos. Pesquisa os temas-chave desde os tempos medievais, enfocando o que é permanente nas mudanças e resistindo à tentação de ver a história como progresso rumo a um estado ideal, que, habitualmente, avizinha-se de modo perturbador às circunstâncias atuais.

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PREFÁCIO

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CAPÍTULO 3  �ROTAS, ROTEIROS E ROTEIRIZAÇÃO

TURÍSTICA..................................................................................................... 63

3.1

3.2

ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS.............................................. 66

ROTEIRIZAÇÃO TURÍSTICA............................................................. 71

3.2.1 Processo de roteirização turística......................................................... 71

3.2.2 Classificação dos roteiros turísticos.................................................... 74

3.2.3 Tipologia dos roteiros turísticos............................................................. 75

3.2.4 Metodologia para o processo de roteirização turística................. 77

3.2.5 Hierarquização dos atrativos turísticos............................................... 78

3.3

PROGRAMA DE REGIONALIZAÇÃO DO TURISMO............. 84

3.4

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS.......................... 88

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3.1 ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS

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3.1

ROTAS E ROTEIROS TURÍSTICOS

De acordo com Ministério do Turismo (BRASIL, 2010, p. 32), uma rota turística é um percurso continuado e delimitado cuja identidade é reforçada ou atribuída pela utilização turística.

A rota turística é um itinerário baseado em contexto histórico, onde a atividade turística se utiliza da história da localidade ou do país, como atrativo e fomento e comercialização do produto turístico. Uma característica importante da rota é que existe uma ordem dos locais a serem visitados

(ponto de partida e ponto de chegada), sendo possível conhecer e contemplar vários roteiros e regiões turísticas.

O roteiro turístico, diferentemente da rota, é mais flexível no sentido de não exigir uma sequência de visitação. Um roteiro é um itinerário de visitação organizado com informações e programação detalhada, porém não se resume a uma visita a determinados atrativos, mas exige um planejamento e uma organização dos atrativos turísticos a serem visitados daquela localidade. Dessa forma, podemos compreender que os roteiros turísticos são um itinerário caracterizado por um ou mais elementos locais, que são estruturados para planejamento, gestão, promoção e comercialização turística da localidade.

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9. Administração das operações de hospitalidade

Conrad Lashley Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

9

Administração das operações de hospitalidade

Andrew Lockwood

Escola de Estudos da Administração para o Setor de Serviços,

Universidade de Surrey

Peter Jones

Escola de Estudos da Administração para o Setor de Serviços,

Universidade de Surrey

Assuntos-chave:

• A comercialização da hospitalidade

• A industrialização do serviço

• Lidando com a variação

• A perspectiva do cliente

Em busca da hospitalidade

Um senhor vivia no alto do planalto de Lassithi, acima de Agios

Nikolaos, na ilha de Creta, e ganhava a vida fabricando e vendendo cerâmica. No início, poucos turistas apareciam para comprar suas peças. No entanto, obedecendo à tradição da hospitalidade grega, o homem oferecia bebidas e comida a esses turistas. Conforme sua fama se espalhava, mais turistas passaram a visitá-lo para comprar suas cerâmicas, e ele continuou oferecendo bebidas e comidas. O problema surgiu quando sua casa se tornou parada obrigatória para os ônibus de turismo; ele descobriu que a comida e a bebida que oferecia valiam mais do que ele recebia pela venda da cerâmica; seu negócio estava dando um grande prejuízo. Depois que o homem morreu, sua família assumiu o negócio; aumentou a produção de cerâmica e construiu um restaurante capaz de atender às caravanas de ônibus. Atualmente, o negócio desfruta de grande sucesso, mas, às vezes, escuta-se os turistas dizerem que as coisas não são mais como nos velhos tempos.

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2. Uma antropologia da hospitalidade

Conrad Lashley Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

2

Uma antropologia da hospitalidade

Tom Selwyn

Escola de Negócios,

Universidade de North London

Assuntos-chave:

• As estruturas e funções da hospitalidade

• A hospitalidade e os deveres morais

• As virtudes e os prazeres

• A hospitalidade e seus materiais simbólicos

Em busca da hospitalidade

Este capítulo oferece uma visão socioantropológica da hospitalidade.

Uma seção inicial estuda, sumariamente, seu propósito e sua função social e, em seguida, apresenta um material histórico e etnográfico comparativo sobre o objeto de estudo. Algumas observações preliminares são feitas acerca das estruturas social, ritual e cognitiva, dentro das quais são realizados os atos relacionados a esta área. Uma segunda seção considera a importância da prática da hospitalidade relativa aos alimentos. Esta segunda seção é ilustrada e desenvolvida, sobretudo, por meio de um exemplo etnográfico, e o capítulo termina voltando para temas mais gerais da organização estrutural da hospitalidade.

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