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A mobilização empresarial pela inovação (MEI) e a defesa da modernização do ensino de Engenharia

OLIVEIRA, Vanderli Fava de et al. Grupo Gen ePub Criptografado

As tecnologias que estão conquistando o mercado – como inteligência artificial, big data, machine learning – prometem acarretar mudanças profundas na economia e na sociedade. Batizada pelos alemães de quarta revolução industrial (ARBIX ET AL., 2017), a nova onda tecnológica não deixa dúvidas quanto ao papel de destaque que cabe à educação nesse processo. Recursos humanos qualificados, flexíveis e inovadores serão cada vez mais necessários nessa corrida tecnológica. E, aqui, compete aos profissionais de Engenharia um papel especial, por sua capacidade de desenvolver soluções para termos um planeta melhor, com maior bem-estar para a humanidade.

Mas como preparar a mão de obra e os empreendedores para liderar esses processos?

A resposta não é simples, pois não há uma receita a seguir. Ao contrário, vemos diversas universidades ao redor do mundo buscando maneiras de se reinventar a fim de atender aos desafios do século XXI, a exemplo do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

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Capítulo 8 - Elaboração de matriz de impactos ambientais

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Elaboração de matriz de impactos ambientais

A

matriz de impactos, que começou a ser elaborada desde a identificação da transformação ambiental de uma região, define a estrutura dos eventos ambientais a serem considerados no diagnóstico e nos prognósticos, fazendo com que todos os cenários ambientais relativos ao projeto/empreendimento e à sua área de influência possuam a mesma estrutura, a mesma composição de eventos ambientais de base e, dessa forma, possam ser comparados entre si.

Aqui cabe uma dúvida: para empreendimentos que ainda se encontram na etapa de projeto, como a matriz de impacto que orienta o diagnóstico ambiental, sem a presença do projeto, pode ter a mesma estrutura da matriz de prognóstico, com a presença do empreendimento?

Desenvolveu-se o diagnóstico ambiental basea­ do nos fenômenos e alterações ambientais que se

atribuiu, a priori, como derivados da presença do empreendimento. Embora, ao colocar a equipe no campo para observar e coletar dados e informações primárias, o empreendimento ainda não exista, será possível verificar a ocorrência de fenômenos e alterações que, pela hipótese construída, embora tenham outras causas, também poderão ser associados à presença do projeto/empreendimento. Seus agentes causadores decerto foram outros, distintos das intervenções componentes do empreendimento

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Capítulo 5 - Realização de atividades de campo

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Realização de atividades de campo

S

ão as atividades ou os trabalhos de campo que

organizam o banco de informações para a elaboração do diagnóstico ambiental (Capítulo 6). Somente com base nessas atividades, muito bem realizadas, a equipe de consultores e analistas poderá elaborar um diagnóstico ambiental consistente e fundamentado.

Para os trabalhos realizados com o objetivo de levantamentos de dados primários acerca de uma região, é preciso diferenciar as diversas finalidades que podem ter. Basicamente, existem três tipos de trabalhos de campo, a saber: visitas a campo, inspeções de campo e campanhas de campo. Não têm o mesmo significado, têm processos distintos e não realizam os mesmos resultados.

Visitas a campo significam exatamente o que a expressão indica, tanto para a cobertura de regiões quanto para organizações produtivas: visita, vi-

são geral, reconhecimento e documentação dos objetos visitados. Estudos ambientais que visam

à proposição de algum aprofundamento futuro e de ações subsequentes demandam, de início, uma visita a campo.

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Capítulo 9 - Formulação de prognósticos ambientais

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Formulação de prognósticos ambientais

D

esde a década de 1980, os documentos que

orientavam a realização de estudos ambientais não falavam sobre a formulação de prognósticos ambientais da área de influência. Limitavam-se a solicitar a identificação e análise dos impactos ambientais. Foi quando uma equipe de estudos criou a figura dos prognósticos, baseada nos processos do planejamento empresarial.

A operação de prognósticos é bastante diversa do processo de identificação e análise de impactos.

Os prognósticos ambientais consistem em formulações organizadas dos cenários da transformação ambiental de uma região, em que se torna possível prever o comportamento e a funcionalidade dos fatores ambientais ocorrentes na área de influência de um projeto ou de organização existente. Precisam estar apoiados em fatos ambientais observados, ser documentados por equipes de analistas treinados

e, se possível, constituir o consenso dessas equipes.

Têm por finalidade efetuar previsões de impactos passíveis de ocorrência na região em estudo, com base em fundamentos técnico-científicos.

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Capítulo 4 - Caracterização ambiental de empreendimentos

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Caracterização ambiental de empreendimentos

E

m uma organização (ou um projeto de empre-

endimento), suas unidades de produção, unidades de serviços, equipamentos internos e linhas de montagem, entre outras, constituem, para os fins desta abordagem, suas unidades produtivas.

São intervenções ambientais necessárias à produção, e por isso são consideradas intervenções permanentes.

Por sua vez, durante os processos de obra ou de ampliação de empreendimentos, o uso de unidades temporárias é demandado. São suas unidades construtivas e também constituem intervenções ambientais, pois são alocadas no chamado canteiro de obras, embora sejam desmobilizadas ao fim da construção. Por esse motivo, são intervenções temporárias.

A caracterização desses dois conjuntos de unidades é elemento relevante para a gestão ambiental do empreendimento. É aconselhável que as organizações possuam material descritivo armazenado sobre elas. Poderão utilizá-lo quando forem demandadas por qualquer necessidade de ordem técnica, jurídica e ambiental. Deverão atualizá-lo em todas as etapas de seu ciclo de vida.

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