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Semana 10 – Para que serve a coesão textual

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Você chegou à semana 10 \o/. É hora de comemorar, você está quase na linha de chegada para dar check em tooodas as técnicas de redação (só consigo pensar naquela musiquinha de linha de chegada, com as bandeirinhas preto e branco).

Em nossas primeiras aulas (parece que já faz 21 anos), falamos rapidamente sobre a importância de o texto produzir sentido e de as ideias estarem sequenciadas de modo lógico. Chamamos a esses processos, genericamente, de coerência textual. Também falamos sobre a necessidade de fazer com que as partes desse texto estivessem amarradas, interligadas entre si. Tratava-se da coesão textual. Entretanto, embora as colocações tenham sido inicialmente pertinentes, é necessário agora trabalharmos mais profundamente a questão da coesão, competência 4 da grade de correção do Enem.

A coesão de um texto pode ser definida como um conjunto de mecanismos utilizados com o objetivo de estabelecer ligações ou nexos entre as partes e de evitar as repetições de palavras. Dependendo do objetivo para o qual for utilizado o recurso de coesão, ele fará parte de um grupo específico, que veremos a seguir.

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Semana 6 – Introdução

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A introdução

Cara, mas de onde surgiu a introdução da redação? pra quê? A palavra introdução é formada a partir do verbo latino ducere (levar, transportar, puxar sem descontinuidade, conduzir) e do prefixo intro-, derivado do advérbio latino intro “dentro” (especialmente de casa). A partir da etimologia, fica nítido o entendimento do que seria o ato de introduzir o texto: conduzir o leitor para o seu interior, dando noções sobre sua orientação geral e sua organização.

Em outras palavras, o leitor deve “sentir-se em casa” já na introdução, de modo que possa identificar o tema em discussão e prever, genericamente, qual o posicionamento defendido pelo enunciador.

Objetivos e funções

Como acabamos de ver, uma introdução eficiente deve revelar apenas o necessário para situar o leitor no texto, estimulando-o a prosseguir com a leitura e atiçando a sua curiosidade. Para que isso aconteça, o parágrafo deve conter os dois aspectos anteriormente mencionados:

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O uso da vírgula

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O uso da vírgula é um recurso muito importante não só para a organização, mas também para a progressão textual. Muitas vezes, pode gerar bastante dúvida, mas nosso objetivo é solucioná-las! Queremos tornar o estudo do uso das vírgulas realmente eficiente, para isso vamos mostrar algumas regras e dicas de utilização! Ah, também tem exercícios para você praticar e tudo ficar o mais claro possível na hora de utilizar na redação.

Principais usos da vírgula

1. Isolar o vocativo

Todo mundo conhece o vocativo, né? Sim, aquele termo utilizado como forma de chamamento no discurso direto. O vocativo precisa ser isolado por uma vírgula, sempre. Quando estiver no início da frase, por uma; no meio, por duas. Sabe quando a sua mãe quer lhe dar uma bronca, esquece logo o apelido fofo e parte para o nome completo? É nesse momento que ela usa a vírgula com vontade: “Pedro Henrique Silva, venha aqui agora!”.

2. Isolar o aposto explicativo

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Semana 4 – Como planejar a redação

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Você já esteve ou se imaginou em uma situação-limite, como o momento da realização da prova de redação no vestibular? É fácil imaginar os “estágios” dessa ocasião tão marcante em nossas vidas: certa tensão no ar, o silêncio imperando na sala, os minutos do relógio passando tão lenta e, ao mesmo tempo, tão rapidamente, num paradoxo angustiante. Nesse contexto, apenas um aspecto vem a sua mente: resolver a prova a todo custo! Escrever é a regra do jogo, e você deve fazer isso de forma consciente, constante e organizada. Então, você começa a escrever tudo aquilo que foi aprendido, todas as referências lidas, todas as reflexões feitas em sala de aula… Enfim, tudo o que você sabe e que diga respeito ao tema proposto pela banca. Desse modo, a nota atribuída pelo corretor será boa, certo? Errado. Infelizmente, a melhor estratégia não é a descrita acima.

A tarefa de produção textual é complexa e necessita de uma fase pré-textual, talvez até mais demorada que a fase de escritura em si. Essa fase pode ser dividida, para fins didáticos, em quatro etapas distintas, que, se percorridas com o devido cuidado, permitirão ao candidato um gigantesco salto de qualidade no que tange à apreciação da banca. É importante destacar que essas etapas não são regras, mas apenas uma sugestão de como você pode estruturar seu texto e evitar fugas ao tema ou bloqueios de escrita. Vamos a elas?

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Semana 9 – Como utilizar os métodos de raciocínio lógico

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Sabemos que, com toda a pressão do vestibular, às vezes, raciocinar de forma clara fica complicado, né?! Mas vamos te ajudar a utilizar todos os métodos de raciocínio para escrever a redação e você vai conseguir tirar de letra. Podemos dizer que todo texto deve possuir uma organização lógica de encadeamento de ideias para garantir a coerência, de forma que facilite a leitura, a apreensão de sentido e o seu objetivo principal seja cumprido. Em um texto argumentativo, por exemplo, a intenção da redação é voltada para o convencimento do leitor sobre um ponto de vista. Para isso, pode-se adotar uma estratégia de organização dos argumentos ou método que facilite a progressão textual.

Etimologicamente, a palavra método significa o caminho por meio do qual se chega a um fim ou objetivo, ou seja, são os meios empregados para a investigação, descoberta e comprovação da verdade. Por isso, os métodos de raciocínio são utilizados para tal função organizacional. Entre eles, os dois principais são: a indução (caso particular para um caso geral) e a dedução (caso geral para um caso particular).

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Gabarito dos exercícios

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SEMANA 1

1. B

Nota-se que o trecho exposto apresenta, primeiramente, um registro informal, marcado por uma linguagem familiar de uma mensagem transmitida de um pai para o seu filho e, depois, um registro formal que é a sequenciação das ações narradas de acordo com as regras gramaticais.

2. A

Para combater o formalismo parnasiano e a mentalidade acadêmica, a linguagem utilizada no trecho revela que optaram pela representação do cotidiano da cidade de São Paulo a partir da utilização de uma linguagem informal, próxima do jornalismo, usando como recurso a transcrição de períodos curtos e fragmentados na própria sequência do discurso.

3. E

São exemplos de linguagem formal e coloquial as frases “Posso lhe dar um emprego bem melhor...” e “Me adianta essa, vai...”, respectivamente. A primeira obedece às normas da gramática normativa e a segunda é uma situação de próclise em início de oração (pronome antes do verbo) é um caso de fala do cotidiano.

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Semana 5 – Como o corretor vai analisar a sua redação

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Dissemos que as mudanças estruturais na educação brasileira, sobretudo nos últimos tempos, têm causado enorme influência sobre os modelos de vestibular. Uma das consequências mais evidentes é a forma de apresentação das propostas de redação. Antes limitados a duas ou três frases, muitas vezes enigmáticas (descubra), os temas passaram a incluir fragmentos de textos teóricos, trechos de leis, letras de música, poemas, charges e fotografias, enfim, uma coletânea de ideias e informações para ajudar você a construir o texto.

Dessa maneira, o ato de redigir é antecedido de um ato de leitura. É, geralmente, com o material fornecido pela Banca que você saberá orientar sua redação sem se perder nos inúmeros caminhos que lhe ocorrem ao ler o tema. Ao mesmo tempo, deverá exercer – e demonstrar – sua capacidade de absorver o conteúdo apresentado, adaptando-o a seu projeto de texto, como que numa atividade de reciclagem criativa.

Mas é com certa frequência que os alunos confundem uso com cópia ou citação literal (mas você não vai cair nessa, né, docinho?). Vale lembrar que os fragmentos fornecidos precisam ser interpretados para que se aproveite deles apenas o essencial. A partir daí, você passa a associar as informações e ideias apresentadas, somando-as às suas. Só assim terá utilizado de forma inteligente e ativa a coletânea. Mais uma vez, portanto, não existe uso fácil; eis uma excelente oportunidade de enriquecer a redação.

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Semana 3 – A redação modelo Enem

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A hora dela chegou! A redação do Enem. Mas, antes de falarmos tudo sobre o modelo, que tal ouvir um hit da Pocah e dos professores do Desco para já ir se preparando para o que vem pela frente? Garanto que ele nunca mais vai sair da sua cabeça e não vai dar aquele sumiço na hora do vestibular. Aponta a câmera para o código e vem dançar e cantar com a gente.

“Redaaaaçãaaaaao introduz e desenvolve, na conclusão cê resolve!”

Como falamos lá atrás, o modelo dissertativo é o preferido pelas comissões de vestibulares e o adotado oficialmente pelo Enem. Essa preferência não se dá ao acaso; muito pelo contrário, justifica-se pelo fato de a dissertação ser a modalidade textual que associa, com maior evidência, as características de um candidato desejadas pela banca: domínio da modalidade escrita formal (conhecimento das regras gramaticais), capacidade de articulação de discursos (utilização de conectivos e elementos que estabeleçam a ligação entre as partes do texto) e reflexividade e senso crítico (capacidade de leitura do tema e argumentação). Em síntese, podemos afirmar que a dissertação mede a capacidade do aluno de absorver, interagir com e interpretar o seu mundo, além de produzir tais ideias sob a forma escrita.

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Semana 8 – Conclusão

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Depois dessas duas semanas intensas sobre a introdução e o desenvolvimento, chegamos à parte final da redação – a conclusão (uffa!), mas não vá pensando que ela é a parte mais fácil, não... aliás, terminar a redação de um jeito fantástico é um dever e tanto.

É comum você, no momento em que se prepara para escrever o último parágrafo do texto, sofrer de um mal súbito de relaxamento. Isso porque, após ter quebrado a cabeça na introdução e ter criado argumentos coesos, coerentes e consistentes para embasar seu pensamento durante o desenvolvimento, é normal que se tenha a impressão de que o pior já passou. Mas não é bem assim não, meu anjo. Sem dúvida, a falta de preocupação com as últimas linhas que compõem o texto é uma estratégia totalmente falha, na medida em que a nota pode ser diminuída nessa etapa. Se o grau atribuído pela banca examinadora só vem após a leitura de toda a Redação, parece claro que uma má impressão ao fim do texto pode diminuir sua nota. Por isso, devemos atentar para a conclusão, que pode ser convertida em mais um instrumento de aquisição de pontos. Nesse sentido, uma boa conclusão é aquela que cumpre três objetivos, dos quais vamos falar tim-tim por tim-tim.

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Semana 2 – Tipos textuais

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Já trabalhamos o conceito de texto, a tipologia da linguagem e os pressupostos da escrita e da leitura. Tudo bem até aqui, né?! Agora, vamos estudar os tipos textuais também conhecidos como modos de organização discursiva, que, além de importantes, são bastante cobrados no vestibular, hein.

Os tipos textuais estão relacionados com a forma como os textos se organizam, de acordo com elementos de sua composição, entre eles: tempos verbais, vocabulário, relações lógicas, classes gramaticais, características específicas etc. Além disso, temos de lembrar que um texto não é composto exclusivamente de uma única tipologia, mas sim a partir da mistura desses modos de organização.

Os cinco tipos estudados na língua portuguesa são: narração, descrição, exposição, injunção e argumentação. Vamos entender cada um deles?

O tipo narrativo é responsável por contar uma história, enunciar fatos, ações de personagens em um tempo e enredo específicos. Isso significa que, se esse tipo textual é responsável pela passagem do tempo (psicológico ou cronológico), predominam, aqui, os verbos de ação, normalmente no pretérito perfeito. Em alguns momentos, é provável que você encontre verbos no presente também. Essa é uma tentativa de aproximar o leitor dos fatos e, de certa maneira, destacar mais a ação narrada (será que estamos usando essa técnica com você? bem aqui neste livro? atenta). Alguns estudiosos classificam esse uso como presente histórico.

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Resuminho mara de tudo o que aprendemos

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Você achou que eu não ia te dar um passo a passo hoje? (eu quero ver você ga-ba-ri-tar). Bora fazer uma revisão geral da redação no Enem?! Elaboramos um passo a passo no sentido de evitar esquecimentos de última hora.

Após receber o caderno de questões com o tema da redação, sua prova vai começar. Muitos alunos perguntam: devo iniciar pela redação? A verdade é que não existe resposta pronta e absoluta para essa questão. O que sempre costumamos dizer é que não necessariamente você precisa começar por ela, mas também não deve deixá-la por último. Em outras palavras, comece pela prova que traz maior conforto, mas lembre-se de que, na falta de tempo, a redação não pode ser escrita em forma de chute. Quando decidir começar a escrever seu texto, se liga nas etapas a seguir:

1. Leia com atenção a proposta do tema. Normalmente, ela aparece na parte superior, em negrito. Pare por alguns segundos e reflita sobre cada palavra que aparece na composição da proposta, em separado e no contexto. Se for o caso, anote algumas ideias que lhe surgem à mente, mesmo que de modo desordenado (ainda não é a hora de se preocupar com isso). Depois, prossiga para a coletânea.

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Dicas de gramática

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Você verá nesse apêndice algumas normas, conceitos e dicas com relação à gramática para lhe ajudar a não perder preciosos pontos na redação. Ah! Esse e os demais conteúdos completos de língua portuguesa você pode ver no nosso plano de redação, acesse aí: http://livro.descomplica.com.br/redacao.

Crase

Você já conhece todas as competências de análise da sua redação do Enem, certo? Então você entende bem a competência 1, que analisa a norma culta. Assim, para que você garanta cada vez mais pontos nessa competência, apresentaremos dicas fundamentais de compreensão e utilização de um dos recursos mais errados no vestibular, a crase, a fim de que você, de fato, garanta os 200 pontos nessa competência. Vamos juntos?

O acento grave e o fenômeno de crase

O fenômeno de crase é composto pela junção de duas vogais iguais, no caso, a vogal A, uma funcionando como preposição e outra como artigo definido. Quando houver a exigência de uma preposição obrigatória e um termo definido pelo artigo, marca-se o encontro dessa repetição por meio do acento grave. Veja alguns exemplos:

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Semana 1 – Afinal, o que é um texto?

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Oie! Estou muito feliz que você topou estudar redação com a gente!! :D Masss, antes de falarmos de todas as partes da redação, pra você não sair com nenhuma duvidazinha, precisamos primeiro falar sobre texto. Você já parou para pensar nisso?

O conceito de texto é bastante amplo, ao contrário do que pode parecer de primeira. Ao pensarmos nele, já imaginamos uma folha de caderno, com suas linhas escritas a mão de caneta ou lápis, né?! Mas, pera lá, esse pensamento é um pouquinho equivocado. Deve-se definir texto como um todo, divisível ou não em partes, construído em determinada linguagem e que produz sentido completo para um leitor em certa situação comunicativa. Se liga aqui:

Entende-se por referente o contexto em que o leitor está inserido. Pode ser uma sala de aula, uma festa ou uma reunião de negócios, por exemplo.

O emissor ou autor é qualquer indivíduo que se encontra em uma situação na qual recebe a emissão de uma mensagem – não necessariamente escrita.

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Noções básicas de ortografia e aspectos linguísticos

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A ortografia é forma convencional pelo qual se representa na escrita uma língua. Em geral, o sistema de grafia oficial das línguas é estabelecido pela tradição oral e a origem e história das palavras. Além disso, o sistema ortográfico oficial do Brasil é o que foi estabelecido nas bases do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, acordo entre os países falantes de Língua Portuguesa, entre eles: Portugal, Guiné-Bissau, Angola, Cabo Verde, Brasil, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.

Caso haja dúvidas sobre a escrita de palavras da Língua Portuguesa, utilize o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) para tirar suas dúvidas. O VOLP é elaborado pela Academia Brasileira de Letras, em consonância com o novo Acordo Ortográfico.

Acentuação gráfica

São utilizados acentos agudo ou circunflexo na 3.ª pessoa de alguns verbos: ele vem, eles vêm; ele tem, eles têm; ele contém, eles contêm; ele convém, eles convêm; ele crê, eles creem; ele revê, eles reveem.

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Semana 7 – Desenvolvimento

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Agora que você já viu a introdução, vamos partir para o desenvolvimento. Você já sabe que ele constitui a maior parte do texto dissertativo, e é nele que a introdução é expandida, ou seja, é a hora de arrasar e ampliar tudo aquilo que você levantou lá no começo para prender seu leitor. A função principal consiste em defender a sua visão de mundo, explicitada ou sugerida no primeiro parágrafo do texto. É importante dizer que o desenvolvimento é a parte mais importante da dissertação, pois é nele que surgem os principais recursos argumentativos – aqueles que serão responsáveis pelo convencimento do leitor. Vamos por partes.

Parágrafo

O parágrafo é a unidade do texto que desenvolve um núcleo semântico principal, associado a núcleos acessórios, que devem ser articulados entre si para produzir sentido. Em outras palavras, o parágrafo de desenvolvimento jamais poderá desenvolver duas ideias principais. Cada uma dessas ideias, separadamente, deverá estar contida em um único parágrafo.

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