468 capítulos
Medium 9788520433058

19. Princípios do treino de estabilização

MAGEE, David J.; ZACHAZEWSKI, James E.; QUILLEN, William S. Editora Manole PDF Criptografado

c a p í t u l o

19

Princípios do treino de estabilização

David J. Magee e James E. Zachazewski

Introdução

Os clínicos em reabilitação falam muitas vezes sobre

“instabilidade”, mas essa terminologia pode significar diferentes coisas para diferentes pessoas. Por exemplo, dizer que o ombro é “instável” pode significar que esta instabilidade esteja relacionada à lesão nos ligamentos, da cápsula e do lábio com deslocamento anterior do ombro. De maneira similar, o ombro pode ser chamado de “instável” em razão da fraqueza dos músculos controladores da escápula, levando a um impacto secundário. O foco e o propósito do treino de estabilização de qualquer articulação (p. ex., o ombro) ou grupo de articulações (p. ex., a coluna lombar) são permitir a restauração de tecidos de suporte, como os ligamentos, o fortalecimento da musculatura circundante e o restabelecimento do controle motor e dos padrões apropriados de movimento daquela articulação.

O propósito deste capítulo é fornecer ao leitor um entendimento do que é a instabilidade, o que ela não é, os tipos de instabilidade vistos comumente pelos profissionais envolvidos na reabilitação de pacientes, os princípios do treino de estabilização, a sequência desse tipo de treino e o lugar em que ele “figura” no continuum do cuidado clínico.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520435243

7. Nós somos seres quadridimensionais

KAPANDJI, Adalbert I. Editora Manole PDF Criptografado

7

Nós somos seres quadridimensionais

Tal afirmativa remete a ficção científica, mas é a realidade, tangível e palpável, que talvez exija uma explicação sobre o significado da palavra “dimensão”.

Um ponto não tem dimensão 0d, mas precisa ser teórico e infinitesimal (Fig. 7.1: um plano que contém um ponto e uma reta). Uma linha é uma entidade geométrica de dimensão 1d, com duas pontas, duas extremidades. Se a cortarmos, haverá duas linhas, mas cada uma delas sempre com duas extremidades.

Um quadrado ou um círculo (Fig. 7.2: um plano que contém um quadrado e um círculo) são figuras geo­métricas de duas dimensões, porque estão inseridas em um plano que também comporta duas dimen-

PO

1d

sões 2d: comprimento e largura. O círculo é uma linha sem extremidade, que contém uma superfície. Toda linha fechada e formada por segmentos de reta, como um quadrado ou um retângulo é, assim como o círculo, uma figura bidimensional. Trata-se de polígonos: o primeiro polígono é o triângulo. Se ele for equilátero, será o primeiro dos polígonos regulares, cujo número

Ver todos os capítulos
Medium 9788520437858

2. Endoscopia em situações especiais

MOURA, Eduardo Guimarães Hourneaux de; ARTIFON, Everson Luiz de Almeida; SAKAI, Paulo Editora Manole PDF Criptografado

2

ENDOSCOPIA EM

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Eunice Komo Chiba

Benilton Batista de Souza

Elisa Ryoka Baba

Jeane Martins Melo

ENDOSCOPIA NO IDOSO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica cronologicamente como idosas as pessoas com mais de 65 anos de idade em países desenvolvidos e com mais de

60 anos de idade em países em desenvolvimento. Nos últimos anos, tem ocorrido um aumento na proporção da população que atinge uma idade avançada. Dessa forma, o número de procedimentos endoscópicos em pacientes geriátricos está aumentando consideravelmente ao longo das últimas décadas1.

Indicações e contraindicações

As indicações para realização de endoscopia são basicamente as mesmas dos adultos, com algumas variações com relação à maior frequência de certas patologias, como as neoplasias. As mesmas contraindicações relativas e absolutas também persistem, devendo-se atentar para o fato dos idosos apresentarem comorbidades com maior frequência, principalmente doenças cardiopulmonares, o que deve ser considerado na avaliação da relação custo/benefício do procedimento endoscópico.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520437858

4. Conduta na terapia de anticoagulação e antiplaquetária para o procedimento endoscópico

MOURA, Eduardo Guimarães Hourneaux de; ARTIFON, Everson Luiz de Almeida; SAKAI, Paulo Editora Manole PDF Criptografado

CONDUTA NA TERAPIA

DE ANTICOAGULAÇÃO E

ANTIPLAQUETÁRIA PARA O

PROCEDIMENTO ENDOSCÓPICO

4

Dalton de Alencar Fischer Chamone

Helena Ferreira Nunes Cury

Dalton Marques Chaves

Débora da Costa Vieira Albers

INTRODUÇÃO

Antes de um procedimento endoscópico, é fundamental a detalhada anamnese dos pacientes para identificar possíveis distúrbios de coagulação constitucionais (hemofilias, Von Willebrand, Glanzmann) ou medicamentosos.

A terapia antitrombótica é utilizada para diminuir os riscos de eventos tromboembólicos nos pacientes com certas patologias cardiovasculares (p. ex., fibrilação atrial e síndrome coronariana aguda), trombose venosa profunda, estados de hipercoagulabilidade e em uso de endopróteses.

Os agentes antitrombóticos incluem os anticoagulantes (varfarina, heparina e heparina de baixo peso molecular) e os agentes antiplaquetários (aspirina, anti-inflamatórios não hormonais, tienopiridinas e inibidores dos receptores de glicoproteína

Ver todos os capítulos
Medium 9788520435243

52. Rotinas e algoritmos

KAPANDJI, Adalbert I. Editora Manole PDF Criptografado

52

Rotinas e algoritmos

Rotina: no dicionário, este termo é definido como

“hábito de pensamento” com uma conotação pejorativa, pois supõe que o espírito segue sempre a mesma rota, sem poder sair do caminho habitual. A rotina é, inicialmente, um conjunto de hábitos de pensamento: dizemos que “Fulano não sabe sair da rotina”.

Em segundo lugar, é um encadeamento de gestos, ou seja, ainda aqui é um hábito. A fim de tranquilizar o leitor, é possível revelar que rotinas e algoritmos são, em matemática, uma sucessão de operações para chegar a um resultado. O próprio termo vem do nome do matemático, geógrafo e astrônomo persa muçulmano Al Khwarizmi

(783-850) (Fig. 52.1: extraída de um selo), cujo nome foi latinizado durante a Idade Média como Algoritmi.

Portanto, a palavra rotina significa progresso em um programa pré-determinado e imutável, tendo em vista um resultado determinado.

Essa palavra, em seguida, foi utilizada em informática: é um fragmento de programa limitado e que se desenvolve de modo automático, com a finalidade de realizar uma tarefa elementar, e que se integra em um programa mais amplo. Todos os que experimentaram a programação em linguagem Basic lembram-se dos comandos GoTo e GoSub. Essa forma de programação existe agora em todos os programas, sob uma forma ou outra. Não resta dúvida de que existem ordens semelhantes na programação da inteligência humana.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos