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Medium 9788520435243

2. Introdução: a biomecânica

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

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Introdução: a biomecânica

A biomecânica trata do funcionamento do sistema musculoesquelético dos seres humanos e de todos os animais que possuem um esqueleto.

Ela tem muitas semelhanças com a mecânica industrial: basta citar como exemplo as alavancas rígidas articuladas entre si e comandadas por motores (Fig.

2.1); o princípio das forças associadas ou decompostas em vetores; os problemas de resistência, de equilíbrio, de inércia; e as noções de centros de gravidade, equilíbrio entre duas forças, torque de rotação e momento de ação. A biomecânica deve todas essas noções à mecânica clássica ensinada nas universidades e aplicada pelos engenheiros nos projetos e na construção das máquinas que estão à nossa volta e das quais nos servimos.

No entanto, o que diferencia a biomecânica é que, como o nome indica, ela diz respeito a estruturas vivas (Fig. 2.2). Por isso, não devemos esperar encon-

Figura 2.1

Figura 2.2

trar linhas retas, planos verdadeiramente perfeitos, circunferências ou superfícies de revolução perfeitas, pois, na biomecânica, tudo é curvo. Não devemos nos esquecer de que as diferentes partes do sistema musculoesquelético são vivas, e não peças inertes. Sua estrutura interna não é modular, composta por partes pré-fabricadas e diferentes, mas, sim, celular: cada peça se constitui de unidades elementares, as células. A consequência, como veremos, é uma diferença fundamental na evolução dos sistemas biomecânicos.

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Medium 9788520432235

11. Fisioterapia complexa de drenagem (FCD)

Michael Földi, Roman Ströbenreuther Editora Manole PDF Criptografado

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Fisioterapia complexa de drenagem (FCD)

11.1  Aspectos gerais

Componentes da FCD:

■■ DLM;

■■ terapia de compressão;

■■ cuidados com a pele;

■■ exercícios físicos;

■■ eventualmente, fisioterapia.

A drenagem linfática manual é somente um componente do conceito de tratamento em 2 fases da FCD. Uma drenagem linfática manual isolada não é apropriada para o tratamento de um linfedema. Igualmente importantes são:

■■

■■

■■

■■

Fase I: DLM e troca das bandagens compressivas diárias.

Fase II: DLM 1 a 2 vezes/semana, meias de compressão feitas sob medida.

uma terapia de compressão complementar (modo de ação, ver item

11.2); medidas de cuidados com a pele; exercícios de movimento para reduzir edemas; eventualmente, tratamento fisioterapêutico adicional (ver a seguir).

Durante a fase I – intensiva, o tratamento e a aplicação de novas bandagens compressivas são realizadas diariamente. Nas formas avançadas de linfedema, essa fase frequentemente é realizada com o paciente internado. Durante a fase I, os pacientes também aprendem a aplicar suas próprias bandagens, uma parte importante das medidas de autocuidado da fase II. A capacidade de aplicar suas próprias bandagens torna os pacientes independentes e estimula suas responsabilidades individuais.

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Medium 9788520431245

3. Prevenção de emergências traumáticas

Ana Paula Quilici Editora Manole PDF Criptografado

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Prevenção de emergências traumáticas

Marcos Belotto de Oliveira

Tercio De Campos

Introdução

O conceito de trauma como doença se difundiu progressivamente a partir da década de 1960, mas ainda hoje é visto por muitos como algo acidental.1 Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o trauma como doença está em quarto lugar entre as causas de morte, sendo que, no Brasil, é a segunda causa de mortalidade, superada apenas pelas doenças cardiovasculares.2 Entre os adultos jovens até a 4a década de vida, o trauma permanece como a primeira causa de morte.

Segundo dados fornecidos pelo Datasus, de janeiro de 2008 a novembro de 2009 foram gastos quase 32 milhões de reais diretamente com pacientes internados vítimas de trauma, sendo 13 milhões apenas na região Sudeste. Em 2008, foram registrados cerca de 130 mil óbitos decorrentes de trauma e estima-se que, para cada vítima fatal, haja de 3 a 4 sequelados. Há uma crescente população de amputados, paraplégicos, cegos e outras enfermidades igualmente incapacitantes que implicam cifras incalculáveis para o governo federal e, principalmente, determinam um sofrimento inestimável aos familiares e à sociedade como um todo.

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Medium 9788520431399

SEÇÃO 18 — GENÉTICA

Mauro Batista de Morais, Sandra de Oliveira Campos, Maria Odete Esteves Hilário Editora Manole PDF Criptografado

SEÇÃO 18

GENÉTICA

Ana Maria Martins

1409

Erros inatos do metabolismo: quando pensar e como investigar

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Ana Maria Martins

Vânia D’Almeida

INTRODUÇÃO

Os erros inatos do metabolismo (EIM) causam as doenças metabólicas hereditárias (DMH), decorrentes da falta de atividade de uma ou mais enzimas específicas ou de defeitos no transporte de proteínas.

Os EIM são considerados doenças raras quando se observa a prevalência individual de cada doença, porém sua incidência acumulativa é de 1 para 2.500 recém-nascidos vivos. Os EIM produzem manifestações em cada órgão, desde a vida fetal à geriátrica, e são onipresentes na sua aparência, não respeitando as qualificações do médico ou do especialista. Portanto, é necessário pensar na hipótese de um EIM, pois essas doenças não são tão raras como se pensava no passado e, infelizmente, o paciente não procura o especialista do seu problema de saúde, mas um médico.

Existem falhas no diagnóstico de DMH decorrentes dos seguintes fatos: são doenças consideradas individualmente raras, levando muitos médicos à pesquisa dessa etiologia somente quando as causas mais frequentes foram afastadas;

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Medium 9788520437858

19. Corrente elétrica

Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura, Everson Luiz de Almeida Artifon, Paulo Sakai Editora Manole PDF Criptografado

CORRENTE ELÉTRICA

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José Mário Gaspar Conterato

Felipe Machado Oliveira Albino

Sergio Eiji Matuguma

Edson Ide

Gustavo Oliveira Luz

Carlos Kiyoshi Furuya Júnior

O BISTURI ELÉTRICO (OU GERADOR ELETROCIRúRGICO)

A partir da energia elétrica alternada de baixa frequência (60 Hz), o bisturi elétrico gera correntes elétricas alternadas de alta frequência na faixa de 390 kHz até 4

MHz, ou seja, na faixa de frequência usada pelas emissoras de rádio e, por essa razão, esses equipamentos são também conhecidos como geradores de radiofrequência

(RF). As ondas geradas trabalham em tensões elevadas que podem variar de centenas até milhares de Volts. Assim, cada efeito eletrocirúrgico de corte (seja puro, misto ou pulsado) e coagulação (seja por contato ou sem contato) é obtido a partir de uma combinação de fatores que abrangem basicamente a forma de onda e as suas tensões máximas (amplitude da onda).

Os bisturis elétricos são desenvolvidos em acordo com normas técnicas que estabelecem a existência de indicadores visuais (cores e luzes) e sonoros (tons), para distinguir os modos de operação nos ajustes dos painéis e também no acionamento do gerador. Pode ser de grande ajuda saber que os modos de corte são exclusivamente amarelos e emitem tom agudo quando acionados, enquanto os modos de coagulação são azuis e emitem tom grave. E, ainda, que os modos bipolares podem ser de coloração azul ou cinza, mas emitem sempre tom grave. Assim, para selecionar, ajustar e/ ou acionar um modo eletrocirúrgico, é preciso ter em mente a cor e som específico de cada uma deles.

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Medium 9788520435243

30. Teoria da alavanca

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

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Teoria da alavanca

A teoria da alavanca foi introduzida por Arquimedes (287-212 a.C.) (Fig. 30.1), grande sábio e filósofo grego que viveu em Siracusa no século III a.C. Essa teoria foi uma de suas descobertas, além do famoso princípio que explica por que os corpos flutuam na água, a rosca sem fim (Fig. 30.2), as engrenagens, a espiral e tantas outras maravilhas mecânicas e geométricas. Foi ele quem fez o primeiro cálculo do valor de π por um processo que precedeu o cálculo infinitesimal.

No que diz respeito à teoria da alavanca, ele tinha tanto orgulho dessa descoberta que, segundo a lenda, teria dito: “Dêem-me um ponto de apoio e eu levantarei o mundo”.

Efetivamente, a alavanca é um meio muito útil para levantar cargas pesadas (Fig. 30.3: utilização de uma alavanca para levantar uma carga), e a humanidade utiliza esse recurso desde os primórdios da Antiguidade para erguer blocos de pedra, por exemplo, deslizando um rolamento para baixo de um bloco para poder, assim, movimentá-lo.

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Medium 9788520437858

33. Hemorragia digestiva baixa

Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura, Everson Luiz de Almeida Artifon, Paulo Sakai Editora Manole PDF Criptografado

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HEMORRAGIA DIGESTIVA BAIXA

Paulo Roberto Arruda Alves

Edgar Mora Chaves

Everson Luiz de Almeida Artifon

DEFINIÇÃO

A hemorragia digestiva baixa (HDB) é definida como qualquer sangramento abaixo do ângulo de Treitz1. Com o surgimento da cápsula endoscópica e da enteroscopia na última década, a definição de HDB vem se restringindo a sangramentos oriundos da válvula ileocecal até o canal anal, deixando os sangramentos do delgado para a categoria de sangramentos do meio. Normalmente, manifesta-se como enterorragia, evacuação volumosa de sangue vermelho rutilante; hematoquezia, eliminação de sangue, reconhecível como tal, nas evacuações; fezes marrons escuras

(maroon stools); ou, ainda, melena, evacuações enegrecidas, de consistência líquida e fétidas. As características da evacuação são consequência do volume, da velocidade e da localização do sangramento e da velocidade do trânsito intestinal.

INCIDêNCIA

A incidência anual de HDB é de aproximadamente 0,03% da população adulta, sendo responsável por 1 a 2% das admissões hospitalares de urgência2,3. Apesar de a maioria dos sangramentos serem autolimitados, sua taxa de mortalidade não é desprezível, cerca de 2 a 4%4.

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Medium 9788520435243

29. O que é a relação de antagonismo-sinergia

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

29

O que é a relação de antagonismo-sinergia

Antes de falarmos sobre uma nova ideia acerca da relação entre antagonismo e sinergia, é importante definirmos o que se entende por esses dois conceitos.

Antes de mais nada, é preciso deixar de lado a lógica binária, introduzida por Aristóteles e chamada de cartesiana ou do terço excluído. Todos já sabemos que, entre o branco e o preto, existe uma infinidade de tons de cinza. É a lógica do terço incluído.

Vamos começar definindo os dois termos: antagonismo e sinergia.

Antagonismo significa, etimologicamente, agir em oposição. Podemos dizer, então, que dois músculos que agem de modo oposto são antagonistas. Um exemplo que logo vem à mente é o do músculo braquial, flexor do cotovelo, oposto à cabeça medial do tríceps braquial, extensora do cotovelo. A propósito desses músculos, podemos citar a lei de Sherrington, que diz que “quando um músculo dito agonista se contrai, aquele com ação oposta, ou seja, seu antagonista, relaxa”.

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Medium 9788566103281

7. A Região Centro‑Oeste Brasileira e o Acessoao Ensino Superior: Considerações sobre os Cursos de Administração

SADAO, Edson Editora Empreende PDF Criptografado

A Região Centro­‑Oeste

7 Brasileira e o Acesso ao Ensino Superior:

Considerações sobre os Cursos de

Administração

Profa. Dra. Josiane Silveira de Oliveira

Universidade Federal de Goiás

Prof. Dr. Tomás de Aquino Guimarães

Universidade de Brasília

A região Centro-Oeste brasileira é composta pelos estados de Mato

Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal. De acordo com dados do IBGE (2019), a região possui mais de 14 milhões de habitantes, sendo que 88% dessa população reside nos espaços urbanos das cidades. Aproximadamente 46% se autodeclara como pretos ou pardos, 42% como brancos,

1,46% como amarelos e 0,93 como indígenas. Além disso, 49% são homens e 51% são mulheres. Goiás é o Estado mais populoso da região, com cerca de 6 milhões de pessoas, seguido por Mato Grosso, com 3 milhões, Distrito

Federal, com 2,57 milhões, e Mato Grosso do Sul, com cerca de 2,45 milhões de habitantes (IBGE, 2019).

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Medium 9788566103281

15. Consultoria Empresarial – PREMIADO COM DISTINÇÃO

SADAO, Edson Editora Empreende PDF Criptografado

Consultoria Empresarial –

15 PREMIADO COM

DISTINÇÃO

Coordenadora Lara Azevedo Mattos

Resumo

Desafio: aprimorar o processo de aprendizagem por meio de trabalhos interdisciplinares do último ano do curso de Administração, que enfatizam questões fundamentalmente ligadas ao ambiente interno e externo das empresas, induzindo um contato mais direto do aluno com experiências práticas.

Objetivo Geral: promover uma Consultoria Empresarial em uma empresa real para desenvolvimento de uma visão sistêmica por meio da disciplina Consultoria Estratégica de Negócios (CEN).

Aplicação de metodologia inovadora de ensino – Aprender Fazendo (Learning by Doing).

Método: inicialmente, formar uma equipe de trabalho e definir a empresa em que será realizada a consultoria, a qual apresenta uma situação a ser trabalhada pelos alunos – fragilidades/ problemas/melhorias que impactam no resultado operacional. A equipe inicia um processo de entendimento da situação apresentada por meio de estudo, análise e diagnóstico das causas com foco na ótica dos conceitos acadêmicos já estudados nas disciplinas: Administração Estratégica, Administração de Operações, Administração de Serviços, Administração Financeira,

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Medium 9788520422564

4. A genética médica, a ética e a lei

Decio Brunoni Editora Manole PDF Criptografado

CAPÍTULO

4

A genética médica, a ética e a lei

EDUARDO NOZAKI CANÓ

INTRODUÇÃO

As regras que regem a vida profissional do médico geneticista se alteram conforme o desenvolvimento da ciência e as mudanças dos valores e dos costumes, requerendo sua constante atualização. Entretanto, a ciência avança muito rápido, e a lei não a acompanha.

Em um cenário em que as regras estabelecidas não são muito claras (como no caso do aborto de fetos com anencefalia e da eutanásia de pacientes terminais), os atores sociais agem conforme o bom-senso e sedimentam alguns costumes como “melhores práticas”, as quais ainda carecem de um respaldo jurídico, sendo muitas vezes questionadas.

Definir as condutas mais apropriadas para solucionar conflitos éticos que envolvem a prática da genética clínica é muito complexo. Neste capítulo, serão explicitados os pontos mais relevantes para o debate sobre os dois principais temas de discussão: a interrupção da gestação de fetos com anencefalia e a interrupção do suporte de vida para casos de anomalias congênitas de alta morbidade e mortalidade.

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Medium 9788536320342

Capítulo 16. Psicopatologia

Henry Gleitman, Daniel Reisberg, James Gross Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

16

DIFERENTES CONCEPÇÕES DE TRANSTORNO

MENTAL 626

TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS 656

TRANSTORNOS DO DESENVOLVIMENTO 658

A CONCEPÇÃO MODERNA DE TRANSTORNO

629

TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE 660

MENTAL

CLASSIFICAÇÃO DOS TRANSTORNOS MENTAIS

ESQUIZOFRENIA 635

TRANSTORNOS DO HUMOR 643

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE 650

631

COMENTÁRIOS FINAIS: PSICOPATOLOGIA E

MEDICINA FÍSICA 661

RESUMO 662

P SICOPATOLOGIA

J

á discutimos algumas das maneiras em que as pessoas diferem umas das outras, tanto em suas capacidades

(Capítulo 14) quanto em suas personalidades (Capítulo

15). Consideramos qualidades desejáveis (como ser emocionalmente sensível ou solidário) e também qualidades não tão desejáveis (como ser rude ou agressivo), mas,

mesmo assim, todos os atributos que consideramos estão dentro da faixa que a maioria das pessoas considera aceitável ou normal. Neste capítulo, porém, consideramos diferenças que estão fora dessa faixa – diferenças que nos conduzem ao domínio da doença mental. O estudo dessas condições é a psicopatologia, ou, como é chamada às vezes, psicologia anormal.

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Medium 9788520435243

25. O papel dinâmico dos ligamentos

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

25

O papel dinâmico dos ligamentos

Toda articulação contém ligamentos que desempenham um papel essencial nos seguintes aspectos:

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coaptação das superfícies articulares, isto é, manutenção do contato entre as superfícies, pois eles se inserem de um lado e do outro da interlinha articular; condução do movimento nas direções preferenciais; interdição de movimentos anormais nas direções não fisiológicas; limitação da amplitude quando ela não é contida por obstáculos ósseos.

■■

■■

Fibras colágenas. O colágeno é uma proteína fibrosa secretada no líquido intersticial, constituído de colágenos dos tipos I, III e V, e, em menor quantidade, de colágenos dos tipos XI, XII e XIV. As fibras, também longitudinais, são mais resistentes que o osso sobre o qual se fixam e que fios de aço do mesmo calibre.

Fibras elásticas. Elas são compostas de uma proteína, a elastina, disposta em fibras helicoidais, que permitem um alongamento do dobro do comprimento inicial. Elas têm uma coloração amarela, são mais abundantes nos ligamentos vertebrais, por exemplo, no ligamento amarelo (Fig. 25.2: vista em secção).

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Medium 9788520433904

1. O princípio responsabilidade e o inconsciente

Jorge Forbes Manole PDF Criptografado

1. O P R I N C Í P I O

RE S P ON SA B I L I DA D E E O

IN CON SCIE N TE

A psicanálise nasceu e estabeleceu-se com a teoria do trau-

ma passado e, por isso, o tratamento analítico foi definido por

Freud como sendo a cura da memória. Geralmente, a pessoa procura um analista por estar acometida de algum mal-estar que a impede de atingir seus objetivos. O analista a recebe baseado na hipótese de que se algo vai mal, é porque alguma passagem da história de vida da pessoa agora é um empecilho, funcionando como um locus minori resistentiae, um fator constante de entrave: o trauma – a ser removido pela análise.

A expressão “cura da memória” está diretamente associada a essa forma de compreender o sofrimento.

Ao longo de seu ensino, Freud teve posições diferentes na compreensão do acontecimento traumático. A primeira está

1

relatada na Carta 69, de 21 de setembro de 1897, enviada a Wilhelm Fliess. Até aquele momento, ele havia considerado que acontecimentos objetivos da vida ficariam marcados na pessoa, tais quais cicatrizes psíquicas, determinando, daí em diante, disfunções expressas em sintomas. Na Carta

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Medium 9788520435243

16. Os diferentes tipos de articulações

Adalbert I. Kapandji Editora Manole PDF Criptografado

16

Os diferentes tipos de articulações

As articulações são estruturas anatômicas que ligam entre si as diferentes partes do esqueleto, permitindo maior ou menor mobilidade.

Dependendo do grau de mobilidade, os anatomistas distinguem três tipos de articulação:

1. As fibrosas ligam ossos planos, como os da calota e da base do crânio, sem permitir qualquer mobilidade. Elas são chamadas de suturas cranianas, e sua forma denteada e imbricada exclui, a priori, qualquer possibilidade de movimento. Os osteopatas, no entanto, discordam dessa mobilidade nula, embora não haja qualquer dado científico a esse respeito.

Em um quebra-cabeça (Fig. 16.1), a linha de encaixe muito imbricada impede o deslocamento lateral, pois o plano de corte é perpendicular. Pode-se, contudo, imaginar certo grau de mobilidade, com base no fato de que algumas dessas linhas de sutura estão contidas em um plano oblíquo (Fig. 16.2), o que se evidencia na escama do osso temporal. Nessas condições, seria possível haver pequenos movimentos de deslizamento, semelhantes aos das placas tectônicas, mas ainda seria necessário comprová-lo por meio de exames tomodensitométricos em crânios com e sem compressão. Para o leitor interessado, esse poderia ser um bom tema para uma tese!

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