175 capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 20 - A circulação da mais valia

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

20

A Circulação da Mais‑Valia*

Uma diferença no período de rotação produz uma diferença na taxa anual da mais‑valia, mesmo se a massa da mais‑valia produzida no ano permanecer constante.

Mas necessariamente se produz uma diferença na capitalização da mais‑valia, na acumulação, e em consequência – mantendo‑se cons‑ tante a taxa de mais‑valia – na quantidade de mais‑valia produzida durante o ano.

Tomemos dois capitalistas que dispõem de capitais variáveis de mesma grandeza (a saber, 100 libras por semana). Para uma taxa de mais‑valia de 100%, se a rotação dura cinco semanas, A realiza em um ano (de 50 semanas) a mais‑valia de 5.000 libras – sua taxa anual de mais‑valia será de 5.000mv = 1.000%. Outro capitalista, B,

500v com o mesmo capital variável, o mesmo grau de exploração da força de trabalho, a mesma taxa de 100% de mais‑valia, mas com uma

única rotação para todo o ano, realizará 5.000mv = 100%.

5.000v

* Vol. II, Cap. 17.

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Medium 9788571109278

A gestão do patrimônio cultural no limiar do século XXI

FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C.A. Zahar PDF Criptografado

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Pedro Paulo Funari e Sandra C.A. Pelegrini

A organização de oficinas-escola em João Pessoa (com subsídios da Agência Espanhola de Cooperação Internacional) e de mutirões supervisionados por mestres em restauração de talhas no Recife e em Olinda (mediante associações entre o governo do estado e as prefeituras) já apresentam resultados louváveis. As oficinas, ao prepararem mão-deobra para os trabalhos de restauração, possibilitam um eficaz intercâmbio de informação sobre o patrimônio e promovem a difusão de experiências práticas no campo do restauro de edificações, altares entalhados, portadas de pedra e obras de arte, entre outros bens. Mais do que isso: atuam como multiplicadoras de conscientização, na medida em que o exercício dos aprendizes suscita o interesse de outros membros da comunidade. Esse movimento se une a um labor silencioso de reabilitação que precede a exibição do bem e das obras mais vistosas. Trata-se, portanto, de um procedimento que não pode se restringir a dar visibilidade ao “espetáculo do patrimônio”, seja através de exposição das obras de arte em museus, de visita aos monumentos ou de turismo cultural.

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Medium 9788520434802

9. O tal do “preconceito linguístico”

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

9.

O tal do “preconceito linguístico”

A

autora do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) para as escolas em

2011, quer abolir o que ela chama de “preconceito linguístico”.

Para tal, imagina que o melhor método é dizer que ninguém mais escreve errado, ou seja, que o “certo” e o “errado” devem ser abolidos da escola, em se tratando do uso de nossa língua. A intenção da autora é boa, mas a maneira como o faz não é útil por causa do uso pouco aconselhável do termo “preconceito”.

Preconceito é, em grande parte, pré-conceito. Ou seja, formamos uma noção que não poderia ser chamada de conceito porque é o nosso entendimento apressado e falho de uma pessoa, situação ou entidade, etc. Assim, no caso imaginado pela autora, alguém que visse uma pessoa falando “nóis vortemo com uma baita di uma reiva”, poderia acabar por julgar a capacidade intelectual e, até mesmo, o caráter moral dessa pessoa por conta desse seu uso da língua distante do padrão da norma

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Medium 9788580555707

Capítulo 6 - Desigualdade Racial e Étnica

Richard T. Schaefer Grupo A PDF Criptografado

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6

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a

DESIGUALDADE RACIAL E ÉTNICA

PRIVILÉGIOS DOS DOMINANTES

CONSTRUÇÃO SOCIAL DA RAÇA

E DA ETNIA

IMIGRAÇÃO E GRUPOS ÉTNICOS NOVOS

PERSPECTIVAS SOCIOLÓGICAS SOBRE

RAÇA E ETNIA

PADRÕES DE PRECONCEITO E DE

DISCRIMINAÇÃO

Em 1900, discursando em Londres para a entidade antiescravagista Anti-Slavery

Union, o pensador W. E. B. Du Bois previu que a “linha de cor” seria o principal problema do século XX. Du Bois, um negro nascido livre em 1868, presenciara preconceito e discriminação pelos Estados Unidos afora. A previsão revelou-se profética. Passado mais de um século, a raça e a etnia ainda têm enorme peso no país (Du Bois, [1900] 1969).

Desde 1900, porém, a linha de cor diluiu-se bastante. O casamento inter-racial deixou de ser proibido pela lei e pelo costume. Assim, Geetha Lakshmi-narayanan, nascida em Ann Arbor, Estado de Michigan, é, ao mesmo tempo, branca e indiana. Frequentemente confundida como filipina ou latina, ela já se acostumou a ser questionada sem rodeios,

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Medium 9788522434558

Parte III - 8 A Sociologia Brasileira

Delson Ferreira Grupo Gen PDF Criptografado

8

A Sociologia Brasileira

8.1 A TEORIA DA DEPENDÊNCIA: FERNANDO HENRIQUE

CARDOSO

O recurso ao autoritarismo militar foi voltado para dar seguimento ao processo de modernização capitalista que, a partir daquele momento, devia ser implementado sob qualquer custo. O populismo havia esgotado, na visão dos mentores políticos, militares e empresariais do golpe, suas possibilidades de encaminhar tal modernização. Para essa concepção, desenvolvimento e insegurança eram incompatíveis; daí a imposição do novo lema ao país, que vinha sendo elaborado pela Escola

Superior de Guerra desde 1949, desenvolvimento e segurança. Como já disse Fernando Henrique Cardoso, 1

"os militares, apesar do autoritarismo e da truculência, modernizaram o país e instauraram em definitivo o capitalismo, inaugurando uma nova ordem capitalista que gerou transformações agudas na sociedade brasileira, integrando o país ao sistema de produção internacional, produzindo, para o bem e para o maL conseqüências sociais profundas".

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