37 capítulos
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O patrimônio, do indivíduo à coletividade

FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C.A. Zahar PDF Criptografado

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Pedro Paulo Funari e Sandra C.A. Pelegrini

nio, tanto no contexto mundial como no Brasil. Pretendemos que, ao final, o leitor não apenas entenda melhor as discussões e práticas referentes ao patrimônio como possa, individual ou coletivamente, contribuir para uma ação patrimonial em benefício de todos.

O patrimônio, do indivíduo à coletividade

Hoje, quando falamos em patrimônio, duas ideias diferentes, mas relacionadas, vêm à nossa mente. Em primeiro lugar, pensamos nos bens que transmitimos aos nossos herdeiros — e que podem ser materiais, como uma casa ou uma joia, com valor monetário determinado pelo mercado. Legamos, também, bens materiais de pouco valor comercial, mas de grande significado emocional, como uma foto, um livro autografado ou uma imagem religiosa do nosso altar doméstico. Tudo isso pode ser mencionado em um testamento e constitui o patrimônio de um indivíduo.

A esse sentido legal do termo, devemos acrescentar outro, não menos importante: o patrimônio espiritual.

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Medium 9788537801970

Capítulo 9. Os negócios na vida cotidiana: consumo, tecnologia e estilos de vida

BAUMAN, Zygmunt ; MAY, Tim Zahar PDF Criptografado

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Os negócios na vida cotidiana: consumo, tecnologia e estilos de vida

Cada um de nós exibe, em nossas rotinas diárias, habilidades extraordinárias e características distintivas. Comemos, bebemos, nos comunicamos, nos movemos no tempo e no espaço, utilizando nosso corpo de várias maneiras, experimentando felicidade e tristeza, tensão e relaxamento, nos engajamos em atividades de trabalho que demandam vários saberes e, finalmente, descansamos e dormimos. Nesse processo, nos ligamos a nossos ambientes e arrolamos os recursos a que temos acesso em nossas ações.

Como demonstraram os sociólogos da vida cotidiana, nossas habilidades para desempenhar tarefas e interagir uns com os outros exigem um conhecimento tácito, sem o qual a trama da vida social não seria possível. Não questionamos essas coisas, considerando-as indiscutíveis – exceto quando não dão certo.

Nessas horas, alguns momentos de reflexão podem nos levar a considerar ou questionar circunstâncias, esperanças, medos, aspirações e desejos conformadores de nossa vida. Esses atos de questionamento podem ser provisórios, simplesmente para nos mandar de volta às rotinas integrantes de nossa experiência, ou produzir efeitos mais profundos e nos levar a alterar as trajetórias de nosso curso vital.

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Medium 9788571104389

Capítulo 4. O desenvolvimento do conceito de cultura

LARAIA, Roque de Barros Zahar PDF Criptografado

4. O DESENVOLVIMENTO

DO CONCEITO DE CULTURA

A primeira definição de cultura que foi formulada do ponto de vista antropológico, como vimos, pertence a Edward Tylor, no primeiro parágrafo de seu livro Primitive Culture (1871).

Tylor procurou, além disto, demonstrar que cultura pode ser objeto de um estudo sistemático, pois trata-se de um fenômeno natural que possui causas e regularidades, permitindo um estudo objetivo e uma análise capazes de proporcionar a formulação de leis sobre o processo cultural e a evolução.1

O seu pensamento pode ser mais bem compreendido a partir da leitura deste seu trecho:

Por um lado, a uniformidade que tão largamente permeia entre as civilizações pode ser atribuída, em grande parte, a uma uniformidade de ação de causas uniformes, enquanto, por outro lado, seus vários graus podem ser considerados como estágios de desenvolvimento ou evolução…2

Buscando apoio nas ciências naturais, pois considera cultura um fenômeno natural, Tylor escreve em seguida:

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Medium 9788571109278

A gestão do patrimônio cultural no limiar do século XXI

FUNARI, Pedro Paulo; PELEGRINI, Sandra C.A. Zahar PDF Criptografado

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Pedro Paulo Funari e Sandra C.A. Pelegrini

A organização de oficinas-escola em João Pessoa (com subsídios da Agência Espanhola de Cooperação Internacional) e de mutirões supervisionados por mestres em restauração de talhas no Recife e em Olinda (mediante associações entre o governo do estado e as prefeituras) já apresentam resultados louváveis. As oficinas, ao prepararem mão-deobra para os trabalhos de restauração, possibilitam um eficaz intercâmbio de informação sobre o patrimônio e promovem a difusão de experiências práticas no campo do restauro de edificações, altares entalhados, portadas de pedra e obras de arte, entre outros bens. Mais do que isso: atuam como multiplicadoras de conscientização, na medida em que o exercício dos aprendizes suscita o interesse de outros membros da comunidade. Esse movimento se une a um labor silencioso de reabilitação que precede a exibição do bem e das obras mais vistosas. Trata-se, portanto, de um procedimento que não pode se restringir a dar visibilidade ao “espetáculo do patrimônio”, seja através de exposição das obras de arte em museus, de visita aos monumentos ou de turismo cultural.

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Capítulo 1. Alguém com os outros

BAUMAN, Zygmunt ; MAY, Tim Zahar PDF Criptografado

.1.

Alguém com os outros

Não é rara em nossa vida a experiência de nos ressentirmos do fato de sermos objeto de coerção por circunstâncias sobre as quais percebemos não ter controle. Em alguns momentos, porém, afirmamos nossa liberdade em relação a esse controle com a recusa de nos conformar às expectativas alheias, resistindo ao que consideramos indevida usurpação de nossa liberdade, e – como se evidencia tanto ao longo da história quanto na atualidade – nos revoltamos contra a opressão. Ter a sensação de ser livre e concomitantemente não ser, entretanto, é parte comum de nossas experiências cotidianas – é também uma das questões que mais confusão provocam, desencadeando sensações de ambivalência e frustração, tanto quanto de criatividade e inovação.

Assinalamos na Introdução que vivemos em interação com outros indivíduos. O modo como isso se relaciona com a ideia de liberdade na sociedade tornou-se objeto de farta produção sociológica. Em um nível, somos livres para escolher e acompanhar nossas escolhas até o fim. Você pode levantar-se agora e preparar uma xícara de café antes de prosseguir a leitura deste capítulo. Pode também optar por abandonar o projeto de aprender a pensar com a sociologia e embarcar em outra área de estudo, ou mesmo abrir mão de estudar, não importa que assunto seja. Continuar a ler é uma das alternativas de cursos

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