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3. Sócrates e os sofistas

Ghiraldelli Jr., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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Sócrates e os sofistas

O

s chamados “filósofos pré-socráticos” discutem questões de ordem cosmológica (teoria do cosmos, do mundo) e ontológica

(teoria do ser). Sócrates e os sofistas ampliam a conversação da filosofia para o campo da ética, da moral e da política, uma vez que propõem questões novas – perguntas a respeito do homem.

Os “pré-socráticos” cosmólogos falam sobre a phýsis (que, como foi dito, grosseiramente pode-se traduzir por “natureza”), o princípio criador responsável pela geração de todas as coisas. Os pré-socráticos que fundam a ontologia discursam sobre o “ser”, na medida em que deslocam a discussão filosófica para o campo da linguagem e da lógica. Os sofistas, diferentemente, discorrem sobre tais assuntos mas, em geral, preferem falar aos gregos sobre a “arte do bem viver”, ou do “saber viver”, o que inclui a arte de argumentar, ou de saber argumentar – a retórica.

Quanto à arte de saber viver,Trasímaco, por exemplo, a respeito do campo social, insiste que as disputas morais não são relevantes, exceto quando podem ser vistas como lutas pelo poder.

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Medium 9788582602546

Capítulo 3. Planejamento de eventos

Lurdes Oliveira Dorta Grupo A PDF Criptografado

Cinthia Rolim de Albuquerque Meneguel

capítulo 3

Planejamento de eventos

Planejar é determinar o que deve ser feito e como. Para o planejamento de um evento, é preciso, antes de qualquer coisa, conhecer as características de cada tipo. Assim, apresentamos neste capítulo tudo o que você precisa saber antes de planejar seu evento, bem como noções básicas sobre planejamento.

Objetivos de aprendizagem

Discutir o conceito de planejamento de eventos.

Avaliar os benefícios de um evento.

Indicar as características dos eventos como produto.

Identificar as entidades promotoras de eventos.

Utilizar as tendências no segmento de eventos.

Determinar a classificação de eventos.

Verificar a classificação por tipologias de eventos.

Estruturar o planejamento em eventos.

Identificar as fases de um evento.

Evento - Cap 3.indd 33

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Introdução

Podemos dizer que tudo é evento. Atualmente, eles se tornaram também estratégias de comunicação de produtos e marcas de todos os tipos. Além disso, auxiliam na promoção de destinos turísticos, fazendo os turistas se deslocarem para participar de eventos. Assim, proporcionam uma série de benefícios diretos ou indiretos.

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Medium 9788520427798

IV. A Filosofia do Renascimento

Ghiraldelli Jr., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

IV

A Filosofia do

Renascimento

Os crédulos no homem

Uma filosofia sem filósofos?

Dante Alighieri (1265-1321), em seu livro A divina comédia, colocou os filósofos pagãos no Limbo. Mas pôs Epicuro no Inferno, dado que o filósofo grego era materialista. Que Epicuro pagasse pela sua crença de não acreditar na imortalidade da alma! E também no Inferno ele reservou lugar para um

Papa, além de outras personalidades que foram seus desafetos. Essa capacidade de ironia foi uma das marcas da época que denominamos Renascimento.

O Renascimento abrigou pintores, escritores e poetas, mas não muitos filósofos. Em outras palavras: foi um período em que a filosofia se fez pela arte – inclusive a arte da escrita, manifestada nos ensaios.

Em relação à filosofia de estilo ensaístico, Michel de Montaigne (15331592) fez o melhor da época e, inclusive, reavivou o ceticismo como elemento-chave para fustigar a filosofia dogmática. Outros elementos filosóficos desse período em forma explícita de literatura foram as utopias e o nascimento do que veio a ser notado como as origens da filosofia política moderna. Nesses casos, saltam aos olhos Erasmo de Roterdã (1466-1536), Thomas

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Medium 9788537807712

Capítulo 3. Sobre a dificuldade de amar o próximo

BAUMAN, Zygmunt Zahar PDF Criptografado

.3.

Sobre a dificuldade de amar o próximo

A invocação de “amar o próximo como a si mesmo”, diz Freud

(em O mal-estar na civilização),¹ é um dos preceitos fundamentais da vida civilizada. É também o que mais contraria o tipo de razão que a civilização promove: a razão do interesse próprio e da busca da felicidade. O preceito fundador da civilização só pode ser aceito como algo que “faz sentido” e adotado e praticado se nos rendermos à exortação teológica credere quia absurdum – acredite porque é absurdo.

Com efeito, é suficiente perguntar “por que devo fazer isso?

Que benefício me trará?” para sentir o absurdo da exigência de amar o próximo – qualquer próximo – simplesmente por ser um próximo. Se eu amo alguém, ela ou ele deve ter merecido de alguma forma… “Eles o merecem se são tão parecidos comigo de tantas maneiras importantes que neles posso amar a mim mesmo; e se são tão mais perfeitos do que eu que posso amar neles o ideal de mim mesmo… Mas, se ele é um estranho para mim e se não pode me atrair por qualquer valor próprio ou significação que possa ter adquirido para a minha vida emocional, será difícil amá-lo.” Essa exigência parece ainda mais incômoda e vazia pelo fato de que, com muita frequência, não me é possível encontrar evidências suficientes de que o estranho a quem devo amar me ama ou demonstra por mim “a mínima consideração. Se lhe con99

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Medium 9788520434802

1. O futuro do oprimido

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

1.

O futuro do oprimido

O

que nos diz a palavra “oprimido”? Essa palavra se associou de modo umbilical ao nome de Paulo Freire. O livro Pedagogia do oprimido tornou-se mundialmente famoso.

Nos Estados Unidos, em menos de duas décadas, ultrapassou a casa de 25 edições. Uma vez nas livrarias, saltou das prateleiras da área de educação para se reproduzir também nas ciências sociais e filosofia. E isso para o bem e para o mal das relações entre Paulo Freire e a palavra “oprimido”. Qual o papel da palavra “oprimido” no discurso de Paulo Freire? O que ocorreu de ruim e de bom com o ganho de popularidade dessa palavra?

Primeiro, aponto o bom. Durante muito tempo, a educação foi desatenta a uma crença que agora nos parece simples: as relações políticas, ou seja, as relações de poder atravessam nossas vidas e também toda a educação, seja ela escolar ou não. A pedagogia ganhou muito ao ver que estudantes (e professores) podiam ser tomados antes como aprendizes-oprimidos do que simplesmente como aprendizes. Um banho freireano de socio-

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