16 capítulos
Medium 9788521631941

Capítulo 13 - Globalização e Mundo do Trabalho

Vania Martins dos Santos Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 13

Globalização e Mundo do

Trabalho

E

ste capítulo aborda as origens, as características e as consequências do processo de globalização. Iremos debater os impactos das novas tecnologias de comunicação e de informação sobre o emprego e analisar as transformações ocorridas nos padrões produtivos, desde os sistemas tayloristas-fordistas até a emergência dos sistemas de produção flexível, buscando entender os principais impactos sociais e humanos dessas mudanças. Buscaremos também analisar as novas estratégias de atuação das empresas em redes, o poder das corporações transnacionais e as mutações do sistema capitalista, especialmente o crescente papel dos sistemas financeiros no cenário global.

13.1  A economia global

O tema da globalização tornou-se uma questão-chave para a compreensão das transformações econômicas, sociais e políticas que marcaram a chegada do século XIX. Em torno do termo

“globalização”, entretanto, até hoje não foi consolidada uma definição universalmente aceita.

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Medium 9788521635406

Capítulo 4 - Compra e venda de força de trabalho

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

4

Compra e Venda de Força de Trabalho*

Após ver que o valor das mercadorias corresponde apenas ao trabalho humano nelas contido, voltemos agora à questão de saber como o fabricante pode tirar da produção de suas mercadorias um valor superior àquele que foi dispensado nelas.

Coloquemos ainda uma vez os termos do problema. Para a produ‑

ção de certa mercadoria, ele tem necessidade de certa quantia, diga‑ mos de 100 xelins; em seguida, vende a mercadoria fabricada por

110 xelins. Tendo mostrado, após examinar, que o valor suplementar de 10 xelins não pode provir da circulação, é preciso que ele pro‑ venha da produção. Por exemplo, para fazer o fio com certos meios de produção, tais como máquinas, algodão e acessórios, é realizado um trabalho na fiação. Como esse trabalho é socialmente neces‑ sário, ele gera valor. Acrescenta, pois, a determinadas matérias da produção – em nosso exemplo, ao algodão bruto – um novo valor, incorporando simultaneamente ao fio o valor das máquinas utiliza‑ das etc. Permanece, todavia, o problema de que o capitalista parece ter incluído no preço de custo o trabalho fornecido. Porque, ao lado

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Medium 9788547232092

1.4 O Estado e o direito: a manutenção da coesão social e a institucionalização do sujeito de direito

Josélia Ferreira dos Reis, Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 1 | Estado, direito e lei: aspectos conceituais

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1.4 O Estado e o direito: a manutenção da coesão social e a institucionalização do sujeito de direito

Poulantzas, ao discordar da perspectiva da identificação do direito com a forma mercadoria, vai destacar a importância da separação entre o Estado e as relações de produção, entendendo ser este o princípio fundamental para a organização dos aparelhos do Estado, como a justiça, o exército, a administração, a polícia, a burocracia, as instituições representativas, o sistema jurídico etc.50 Tais instituições instauram a classe politicamente dominante, assegurando a separação radical dos meios de produção do trabalhador, estabelecendo por meio da codificação as formas de divisão do trabalho.

Em sua análise sobre o direito, Poulantzas destaca que “a lei é o código da violência pública organizada”.51 Considera que o direito, ao institucionalizar a expropriação dos meios de produção pela classe dominante, desenvolve a individualização. Isso porque, ao determinar a separação entre a economia e a política, homogeniza em nome da igualdade da lei e da necessidade de submissão ao Estado todos os trabalhadores, transformando-os em sujeitos jurídicos. Essa individualização é que constitui a figura material das relações de produção e da divisão social do trabalho nos corpos capitalistas, sendo consequência material das práticas e técnicas do Estado, que cria e subjuga o corpo político.52

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Medium 9788520416808

21. A filosofia analítica e o trabalho de Frege

Ghiraldelli Jr., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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A filosofia analítica e o trabalho de Frege

O

s historiadores da filosofia batizaram o século xviii como o “século da razão”. Foi a época em que Kant fez a crítica da razão, estabelecendo os limites do conhecimento, ou seja, o campo de atuação da razão teorética, e o deslocamento do ponto arquimediano metafísico para o âmbito da razão prática, da moral. Os historiadores também dizem que o século xix foi o

“século da história”. O tempo em que Hegel insistiu em que a razão não era apenas uma faculdade da alma ou da mente, mas o verdadeiro tecido do Universo, e que este, como um grande pensamento – o Espírito –, tinha na história sua manifestação, condicionando com sua racionalidade maior a razão humana finita. Em ambos os casos, os historiadores da filosofia estão conscientes de que esses dois séculos deram guarida ao império da filosofia do sujeito.

Após as críticas e desconstruções da filosofia do sujeito, o século xx, nos seus últimos trinta anos, apareceu aos historiadores como a época em que alguns pensadores procuraram continuar a investigação filosófica secundarizando a filosofia do sujeito. Aos olhos de hoje, é possível dizer que esses pensadores fizeram do

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Medium 9788520416808

22. A filosofia analítica e o trabalho de Bertrand Russell

Ghiraldelli Jr., Paulo Editora Manole PDF Criptografado

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A filosofia analítica e o trabalho de

Bertrand Russell

A

defesa da tese de Frege, de que toda a aritmética é um campo com uma base à qual ela poderia ser reduzida e que tal base é meramente constituída de princípios da lógica, encontra em

Bertrand Russell (1872-1970) um grande entusiasta. Mas Russell não se limita a um trabalho em lógica com derivações para a filosofia. Ao contrário, ele acredita que pode redefinir a filosofia a partir de sua confiança na lógica e na ciência. Sua idéia é a de que “a ciência é inocente até que se prove o contrário, ao passo que a filosofia é culpada a menos que se prove sua inocência”.

Suas conclusões em filosofia se alteram sucessivamente, de livro em livro, cobrindo uma produção vastíssima. Todavia, a idéia de que a filosofia é filosofia analítica, e não valeria a pena se fosse outra coisa, é sempre mantida.

Russell acredita que construções filosóficas não são inúteis, são apenas parte do trabalho filosófico. O autêntico trabalho filosófico, para ele, é o de criticar e clarear noções que, não raro, geram as chamadas discussões filosóficas – metafísicas – não por conta de serem noções autenticamente polêmicas, e sim porque são noções vagas, que não estão no mesmo nível de exatidão das noções com as quais trabalha a ciência. Seu trabalho a respeito da

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