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Capítulo 4 - Compra e venda de força de trabalho

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

4

Compra e Venda de Força de Trabalho*

Após ver que o valor das mercadorias corresponde apenas ao trabalho humano nelas contido, voltemos agora à questão de saber como o fabricante pode tirar da produção de suas mercadorias um valor superior àquele que foi dispensado nelas.

Coloquemos ainda uma vez os termos do problema. Para a produ‑

ção de certa mercadoria, ele tem necessidade de certa quantia, diga‑ mos de 100 xelins; em seguida, vende a mercadoria fabricada por

110 xelins. Tendo mostrado, após examinar, que o valor suplementar de 10 xelins não pode provir da circulação, é preciso que ele pro‑ venha da produção. Por exemplo, para fazer o fio com certos meios de produção, tais como máquinas, algodão e acessórios, é realizado um trabalho na fiação. Como esse trabalho é socialmente neces‑ sário, ele gera valor. Acrescenta, pois, a determinadas matérias da produção – em nosso exemplo, ao algodão bruto – um novo valor, incorporando simultaneamente ao fio o valor das máquinas utiliza‑ das etc. Permanece, todavia, o problema de que o capitalista parece ter incluído no preço de custo o trabalho fornecido. Porque, ao lado

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Medium 9788521635406

Capítulo 22 - O capital comercial e o trabalho dos empregados do comércio

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

22

O Capital Comercial e o Trabalho dos

Empregados do Comércio*

Todo capital industrial deve, como já vimos, reconverter em dinheiro a mercadoria fabricada, e reconverter esse dinheiro em mais-valia em determinado tempo; em consequência, vender e adquirir sem cessar. Ele é em parte dispensado dessa atividade pelos comerciantes que operam com um capital independente.

Tome-se um comerciante que possua 3.000 libras. Com esse valor, ele adquire, por exemplo, a um fabricante 30.000 varas de tecidos de algodão. Revende essas 30.000 varas, com lucro de 10%. Com o dinheiro assim recebido, adquire de novo tecidos, que revende novamente; repete sem cessar esta operação de adquirir para vender, sem produzir no intervalo.

No que se refere ao fabricante de tecidos, recebeu em pagamento, com o dinheiro do comerciante, o valor de seu tecido e, com todas as circunstâncias anteriores iguais, ele pode, com esse dinheiro, resgatar fios, carvão, força de trabalho etc., e continuar sua produção.

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Medium 9788521635406

Capítulo 3 - Valor de uso e valor de troca – o trabalho socialmente necessário

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

3

Valor de Uso e Valor de Troca – O Trabalho

Socialmente Necessário*

A mercadoria é de início um objeto externo, uma coisa que satis‑ faz para seus proprietários uma necessidade humana qualquer. Toda a coisa útil, tal como o ferro, o papel etc., deve ser considerada sob um duplo aspecto: a qualidade e a quantidade. Cada uma é um conjunto de qualidades numerosas e pode ser útil às mais diversas finalidades. É a utilidade de uma coisa que lhe dá um valor de uso.

Mas essa utilidade não surge no ar. É determinada pelas proprieda‑ des físicas das mercadorias e não existe sem isso. A mercadoria em si, tal como o ferro, o trigo, o diamante etc., é, pois, um valor de uso, um bem.

O valor de troca aparece de início como a relação quantitativa pela qual os valores de uso de uma espécie se trocam pelos valores de uso de outra. Uma quantidade tal de mercadoria troca‑se regu‑ larmente por outra tal quantidade de outra mercadoria: é seu valor de troca – relação que varia com tempo e lugar. O valor de troca

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Medium 9788520441459

21. Manifestar-se é direito e dever de todos

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

21. Manifestar-se é direito e dever de todos

Figura do consumidor passivo está em vias de extinção

“O cliente tem sempre razão.”

Provérbio popular

Faz parte do passado, cada vez mais, empresas que manipulam a informação e divulgam o que querem a seus usuários e consumidores, e não o que interessa a eles. Esse cenário vem se transformando, gradativamente, impulsionado pela conscientização da sociedade quanto aos conceitos de cidadania, ética, governança corporativa, responsabilidade social e ambiental.

O consumidor não quer apenas a satisfação de seu desejo ou de sua necessidade imediata, mas a certeza de ser atendido com serviços e produtos de qualidade, produzidos e comercializados por empresas que respeitam os valores humanos e o bem comum. Essa tendência se reflete na crescente demanda da sociedade por ética, comunicação e transparência.

O cidadão está se tornando cada dia mais consciente e exigente de seus direitos, ao mesmo tempo em que assume atitudes e iniciativas de cumprimento de seus deveres nos contextos social e político. A figura do consumidor passivo e pouco exigente, que aceita qualquer coisa que lhe é oportunamente oferecida, é cada vez menos presente no cenário de mercado global da atualidade.

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Medium 9788536317113

24. Análise de conversação, do discurso e de gênero

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

298

Uwe Flick

24

Análise de conversação, do discurso e de gênero

Análise de conversação, 299

Análise do discurso, 302

Análise de gênero, 304

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

compreender os princípios da análise de conversação. identificar os avanços mais recentes provenientes desta abordagem. considerar as diferentes versões da análise do discurso. concluir uma análise do discurso. compreender a análise de gênero.

Para entender e analisar os enunciados, é necessário levar em conta o contexto no qual eles ocorrem. O contexto, neste caso, diz respeito tanto ao contexto discursivo quanto ao contexto interativo local.

Essa noção é mais ou menos indiscutível na pesquisa qualitativa. Por esse motivo, nas entrevistas qualitativas, fazem-se perguntas abertas, o que estimula os respondentes a falarem mais, permitindo, assim, a produção de material textual suficiente para que o pesquisador proceda a sua análise em termos de considerações contextuais. Por essa razão, a codificação é aberta na análise dos dados, ao menos no início. Os procedimentos interpretativos discutidos no capítulo anterior desnudam cada vez mais a gestalt do texto no curso da reorganização dos enunciados em categorias como uma introdução para a análi-

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