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[Ordem administrativa]

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CONCEITOS SOCIOLÓGICOS FUNDAMENTAIS

3.  O conceito de «constituição» aqui utilizado é também o empregue por Lassalle. Não se identifica com a constituição «escrita» ou, em geral, com a constituição no sentido jurídico. O problema sociológico é apenas este: quando, para que objectos e dentro de que limites e – eventualmente – sob que pressupostos particulares (por exemplo, consentimento dos deuses ou sacerdotes, ou aprovação de corpos eleitorais, etc.), se submetem ao dirigente os membros da associação e tem ele à sua disposição o pessoal administrativo e a acção da associação, quando «dá ordens» e sobretudo impõe ordenamentos.

4.  O tipo principal da «validade territorial» imposta é representado por normas penais e muitos outros «preceitos jurídicos» nos quais a presença, o nascimento, o lugar do acto, o local de cumprimento, etc., dentro do território da associação, são pressupostos da aplicação do ordenamento, nas associações políticas. (Cf. o conceito de «corporação territorial» de Gierke – Preuss).

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CONCEITOS SOCIOLÓGICOS FUNDAMENTAIS

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CONCEITOS SOCIOLÓGICOS

FUNDAMENTAIS

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OBSERVAÇÃO PRELIMINAR

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Observação Preliminar

O método destas definições introdutórias de conceitos, de que não se pode com facilidade prescindir, mas inevitavelmente abstractas e de efeito estranho à realidade, não pretende de modo algum ser novo.

Pelo contrário, só deseja formular – como se espera – de modo mais conveniente e, porventura, mais correcto (justamente por isso talvez com algum pedantismo) o que toda a sociologia empírica intenta de facto, ao falar de coisas semelhantes. Isto também onde se empregam expressões aparentemente não habituais ou novas. Em contraste com o ensaio em Logos (IV, 1913, p. 253 ss.), a terminologia foi, sempre que possível, simplificada e, por isso, muitas vezes modificada para tornar fácil a sua compreensão na maior medida possível. Sem dúvida, a exigência de uma vulgarização incondicionada nem sempre

é compatível com a de uma máxima precisão conceptual e deve, se for necessário, retroceder perante esta.

Sobre a «compreensão» (Verstehen) cf. a Allgemeine Psychopathologie de K. Jaspers [também algumas observações de Rickert na segunda edição de Grenzen der Naturwissenschaftlichen Begriffsbildung (Limites da formação conceptual das ciências naturais) e, sobretudo, de Simmel em Probleme der Geschichtsphilosophie (Problemas de filosofia da história) aqui se inscrevem]. Metodologicamente, remeto também aqui, como já muitas vezes aconteceu, para o antecedente de F. Gottl, na obra Die Herrschaft des Worts (O domínio da palavra), escrita decerto num estilo difícil e que talvez não chegue à plena forma do seu pensamento. Quanto ao conteúdo, aponto a bela obra de

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[Conceito da sociologia e do «sentido» da acção social]

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Fundamentos Metodológicos

§1

[Conceito da sociologia e do «sentido» da acção social]

Sociologia (na acepção aqui aceite desta palavra empregue com tão diversos significados) designará: uma ciência que pretende compreender, interpretando-a, a acção social e, deste modo, explicá-la causalmente no seu decurso e nos seus efeitos. Por «acção» deve entender-se um comportamento humano (quer consista num fazer externo ou interno, quer num omitir ou permitir), sempre que o agente ou os agentes lhe associem um sentido subjectivo. Mas deve chamar-se acção «social» aquela em que o sentido intentado pelo agente ou pelos agentes está referido ao comportamento de outros e por ele se orienta no seu decurso.

1.  «Sentido» é aqui ou a) o sentido subjectivamente intentado de modo efectivo a) por um agente, num caso historicamente dado, ou b) por agentes, como média e de um modo aproximado numa determinada massa de casos, ou b) num tipo puro construído conceptualmente pelo agente ou pelos agentes pensados como tipo. Nunca se trata, decerto, de qualquer sentido objectivamente «justo» ou de um sentido «verdadeiro» metafisicamente fundado. Aqui radica a diferença entre as ciências empíricas da acção, a Sociologia e a História, face a todas as ciências dogmáticas – Jurisprudência, Lógica, Ética e Estética – que pretendem investigar nos seus objectos o sentido

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CAPÍTULO I - Fundamentos Metodológicos

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Fundamentos Metodológicos

§1

[Conceito da sociologia e do «sentido» da acção social]

Sociologia (na acepção aqui aceite desta palavra empregue com tão diversos significados) designará: uma ciência que pretende compreender, interpretando-a, a acção social e, deste modo, explicá-la causalmente no seu decurso e nos seus efeitos. Por «acção» deve entender-se um comportamento humano (quer consista num fazer externo ou interno, quer num omitir ou permitir), sempre que o agente ou os agentes lhe associem um sentido subjectivo. Mas deve chamar-se acção «social» aquela em que o sentido intentado pelo agente ou pelos agentes está referido ao comportamento de outros e por ele se orienta no seu decurso.

1.  «Sentido» é aqui ou a) o sentido subjectivamente intentado de modo efectivo a) por um agente, num caso historicamente dado, ou b) por agentes, como média e de um modo aproximado numa determinada massa de casos, ou b) num tipo puro construído conceptualmente pelo agente ou pelos agentes pensados como tipo. Nunca se trata, decerto, de qualquer sentido objectivamente «justo» ou de um sentido «verdadeiro» metafisicamente fundado. Aqui radica a diferença entre as ciências empíricas da acção, a Sociologia e a História, face a todas as ciências dogmáticas – Jurisprudência, Lógica, Ética e Estética – que pretendem investigar nos seus objectos o sentido

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