306 capítulos
Medium 9788537801970

Capítulo 9. Os negócios na vida cotidiana: consumo, tecnologia e estilos de vida

BAUMAN, Zygmunt ; MAY, Tim Zahar PDF Criptografado

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Os negócios na vida cotidiana: consumo, tecnologia e estilos de vida

Cada um de nós exibe, em nossas rotinas diárias, habilidades extraordinárias e características distintivas. Comemos, bebemos, nos comunicamos, nos movemos no tempo e no espaço, utilizando nosso corpo de várias maneiras, experimentando felicidade e tristeza, tensão e relaxamento, nos engajamos em atividades de trabalho que demandam vários saberes e, finalmente, descansamos e dormimos. Nesse processo, nos ligamos a nossos ambientes e arrolamos os recursos a que temos acesso em nossas ações.

Como demonstraram os sociólogos da vida cotidiana, nossas habilidades para desempenhar tarefas e interagir uns com os outros exigem um conhecimento tácito, sem o qual a trama da vida social não seria possível. Não questionamos essas coisas, considerando-as indiscutíveis – exceto quando não dão certo.

Nessas horas, alguns momentos de reflexão podem nos levar a considerar ou questionar circunstâncias, esperanças, medos, aspirações e desejos conformadores de nossa vida. Esses atos de questionamento podem ser provisórios, simplesmente para nos mandar de volta às rotinas integrantes de nossa experiência, ou produzir efeitos mais profundos e nos levar a alterar as trajetórias de nosso curso vital.

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Medium 9788536317113

10. Entrando no campo

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

Introdução à pesquisa qualitativa

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Entrando no campo

As expectativas dos pesquisadores qualitativos e o problema do acesso, 109

As definições de papéis ao entrar em um campo aberto, 110

O acesso a instituições, 111

O acesso a indivíduos, 112

Estranheza e familiaridade, 114

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

desenvolver uma sensibilidade a esse passo-chave no processo de pesquisa. compreender que você, enquanto pesquisador, precisará situar-se no campo. aprender as estratégias que as instituições usam para lidar com pesquisadores e,

às vezes, impedi-los de entrar. compreender a dialética de estranheza e familiaridade neste contexto.

AS EXPECTATIVAS DOS

PESQUISADORES QUALITATIVOS

E O PROBLEMA DO ACESSO

A questão do acesso ao campo em estudo é mais crucial na pesquisa qualitativa do que na quantitativa. Aqui, o contato buscado pelos pesquisadores é o mais próximo ou mais intenso, o que, em resumo, pode ser demonstrado em termos das expectativas associadas a alguns dos métodos qualitativos atuais. Por exemplo, a realização de entrevistas abertas exige um maior envolvimento entre o entrevistado e o pesquisador do que aquele necessário na simples entrega de um questionário. Na gravação de conversas cotidianas, esperase dos participantes certo grau de revela-

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Medium 9788522478415

16 Línguas Indígenas Brasileiras

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves Grupo Gen PDF Criptografado

Línguas Indígenas

Brasileiras

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16.1 Introdução: a Língua é a Raiz da Cultura

No âmbito das ciências antropológicas, o capítulo referente às línguas indígenas em geral e brasileiras em particular é de grande relevância, dada a evidente pluralidade cultural e lingüística observada desde os primeiros contatos dos colonizadores com os grupos tribais e acentuada no decorrer do processo civilizatório.

A população indígena do Brasil tem como característica primordial a multiplicidade de povos com diferenças acentuadas entre si. Cada grupo tribal tem sua específica configuração cultural e, conseqüentemente, sua própria língua.

Os indivíduos comunicam-se entre si por intermédio da língua falada, da linguagem, e é por meio dela que se integram com o universo cultural de que fazem parte, associando o símbolo lingüístico ao que ele representa.

A língua é o microcosmo da cultura, já afirmava J. Mattoso Câmara Jr.

(1964:129), e constitui-se numa representação da cultura material e espiritual de um povo e é por si só o veículo de comunicação entre os homens.

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Medium 9788537801970

Capítulo 1. Alguém com os outros

BAUMAN, Zygmunt ; MAY, Tim Zahar PDF Criptografado

.1.

Alguém com os outros

Não é rara em nossa vida a experiência de nos ressentirmos do fato de sermos objeto de coerção por circunstâncias sobre as quais percebemos não ter controle. Em alguns momentos, porém, afirmamos nossa liberdade em relação a esse controle com a recusa de nos conformar às expectativas alheias, resistindo ao que consideramos indevida usurpação de nossa liberdade, e – como se evidencia tanto ao longo da história quanto na atualidade – nos revoltamos contra a opressão. Ter a sensação de ser livre e concomitantemente não ser, entretanto, é parte comum de nossas experiências cotidianas – é também uma das questões que mais confusão provocam, desencadeando sensações de ambivalência e frustração, tanto quanto de criatividade e inovação.

Assinalamos na Introdução que vivemos em interação com outros indivíduos. O modo como isso se relaciona com a ideia de liberdade na sociedade tornou-se objeto de farta produção sociológica. Em um nível, somos livres para escolher e acompanhar nossas escolhas até o fim. Você pode levantar-se agora e preparar uma xícara de café antes de prosseguir a leitura deste capítulo. Pode também optar por abandonar o projeto de aprender a pensar com a sociologia e embarcar em outra área de estudo, ou mesmo abrir mão de estudar, não importa que assunto seja. Continuar a ler é uma das alternativas de cursos

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Medium 9788580554373

Capítulo 11 - Abuso sexual

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

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Abuso sexual

Não coma os cachorros-quentes!

“Isso é tão legal”, diz Melanie Miller. Melanie é a mãe voluntária da turma e é uma pessoa muito criativa e querida. Todas as festas deste ano foram ótimas.

Se a sua filha, Stephanie, disser que deseja que os amigos tenham uma piñata,*

Melanie fará uma piñata. Enquanto observo a área do piquenique em nosso parque local, fico impressionada com sua capacidade de organização. Todos os pais que se dispuseram a ajudar sabem exatamente o que devem fazer, e as crianças estão se divertindo com jogos, cantando músicas e procurando os objetos de sua gincana. Tudo o que precisei fazer foi comparecer e trazer as crianças com segurança. Que mordomia!

Melanie diz: “Sra. Chan, acho que vamos aprontar os cachorros-quentes, os hambúrgueres e os sanduíches vegetarianos para as crianças”. Fico novamente impressionada. “Você se lembrou até de fazer sanduíches vegetarianos?”, pergunto.

Melanie sorri e diz: “Stephanie me contou que Jamal e Katie são vegetarianos e insistiu que eu trouxesse coisas que eles também pudessem comer”. Concordo com a cabeça e vou até a área dos brinquedos encontrar meus alunos do 2o ano. Eles estão se divertindo tanto. “Sra. Chan”, ouço Corrine dizer, “Venha brincar com a gente, por favor”. Caminho até os balanços e sento em um. A maioria dos meus alunos ri quando começo a me embalar com as pernas. “Nossa”, diz Samantha,

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