534 capítulos
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1. Filosofia e tragédia

Susana de Castro Manole PDF Criptografado

capítulo 1

filosofia e tragédia

1. A cultura da vergonha e a cultura da culpa

Na tragédia, diferentemente da epopeia, o ser humano, suas dúvidas, seu ambiente doméstico e seus relacionamentos pessoais têm muito mais relevância para a narrativa. Contudo, o elemento mítico não desaparece da trama trágica, nem mesmo nos dramas de

Eurípedes, considerado o mais mundano dos três grandes tragedió-grafos.

Como muito bem explicado por E. R. Dodds

(1988), as tragédias surgem em um momento de transição de uma justiça cósmica, da época arcaica, para uma justiça laica, da época clássica tardia. Tanto na época homérica quanto na arcaica – e na clássica inicial, a dos poetas trágicos –, acreditava-se no poder do sobrenatural de intervir na vida humana. A moral trágica da epopeia homérica está expressa, segundo Dodds, na fala

filosofia e tragédia

Figura 4.  Corpo de Heitor sendo levado de volta a Troia – alto relevo romano em mármore, detalhe de um sarcófago.

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Medium 9788521629856

PARTE IV - 6. A Ideologia como Sistema Cultural

Clifford Geertz Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 6

A Ideologia como Sistema Cultural

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A Ideologia como Sistema Cultural

Constitui, sem dúvida, uma das pequenas ironias da história intelectual moderna o fato de o termo “ideologia” se ter tornado, ele próprio, totalmente ideológico. Um conceito que significava anteriormente apenas uma coleção de propostas políticas, talvez um tanto intelectualizadas e impraticáveis, mas, de qualquer forma, idealistas — “romances sociais” como alguém, talvez Napoleão, as chamou — tornou-se agora, para citar o

Webster, “as afirmações, teorias e objetivos integrados que constituem um programa político-social, muitas vezes com uma implicação de propaganda convencional; como o fascismo, que foi alterado na Alemanha para servir à ideologia nazista” — uma proposição muito mais formidável. Mesmo nas obras que, em nome da ciência, professam utilizar o sentido neutro do termo, o resultado de seu emprego tende a ser distintamente polêmico: em Sutton, Harris, Kaysen e no The American Business Creed de Tobin, sob muitos aspectos excelente, por exemplo, a garantia de que “ninguém deve sentir-se consternado ou ofendido pelo fato de suas opiniões serem descritas como ‘ideologias’ da mesma forma que o famoso personagem de Molière quando descobriu que durante toda a sua vida só estava falando em prosa” é seguida, imediatamente, por uma relação das principais características da ideologia como tendência, supersimplificação, linguagem emotiva e adaptação ao preconceito público.1 Ninguém, pelo menos fora do bloco comunista, onde é institucionalizada uma concepção um tanto diferente do papel do pensamento na sociedade, chamar-se-ia um ideólogo ou consentiria, sem protesto, em assim ser chamado por outrem. Aplica-se agora, quase que universalmente, o familiar paradigma da paródia:

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Medium 9788530981679

PAPA PIO XII E O GOLPE CONTRA HITLER

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

PAPA PIO XII E O GOLPE CONTRA

HITLER

INTRODUÇÃO: O ANTICRISTO HITLER E A

LEALDADE ÀS FORÇAS DEMONÍACAS

Hitler considerava-se o novo Dioniso e a encarnação do anticristo associado ao super-homem, que o alimentavam no sonho do socialismo mágico orientado pela magia negra. A destruição do capitalismo, do liberalismo, da democracia, do Estado de direito, da liberdade individual, do judaísmo, do cristianismo e da civilização judaico-cristão em seus princípios e valores formavam um conjunto coerente da irracionalidade totalitária nacional-socialista. A criminocracia nazista era uma associação da mitocracia com a mitomania. Hitler dizia que mais importante que “socializar os bancos e as indústrias era socializar os homens”. Hitler tem toda uma teoria do socialismo, na qual o indivíduo desaparece por completo, e, para ele, esse é o centro teórico do socialismo. O racismo e o socialismo são as faces da mesma moeda da barbárie. Para Hitler, “o nacional-socialismo é um socialismo em devir, que não termina nunca porque a sua finalidade se desloca sem cessar”.1 Foi o que Herman Rauschning intitulou de “revolução dinâmica”. Hitler confessava que era

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Medium 9788520435762

11. Sistema nervoso autônomo

Martin H. Maurer Editora Manole PDF Criptografado

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11

Fisiologia humana ilustrada

11.1 Anatomia funcional

O sistema nervoso autônomo é responsável pelo controle nervoso de determinadas funções vegetativas, principalmente das funções circulatórias, do trato gastrintestinal, do metabolismo e das funções genitais. A maioria desses órgãos é inervada concomitantemente pelos dois oponentes: simpático e parassimpático.

Os locais de origem desses dois sistemas nervosos situam-se no SNC. Sua peculiaridade, no entanto, é que as células ganglionares do último neurônio que inerva os órgãos-alvo situam-se em gânglios vegetativos fora do SNC. Por esse motivo, as fibras do penúltimo neurônio provenientes do SNC são chamadas fibras pré-ganglionares, e as fibras situadas após a sinapse são chamadas pós-ganglionares.

Tabela 11.1 As substâncias transmissoras das fibras pré e pós-ganglionares (Fig. 11.1)

Fibra

Simpático

Parassimpático

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Medium 9788536317113

26. O uso dos computadores na pesquisa qualitativa

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

318

Uwe Flick

26

O uso dos computadores na pesquisa qualitativa

Novas tecnologias: expectativas, temores e fantasias, 318

Formas de utilização dos computadores na pesquisa qualitativa, 319

Por que utilizar softwares na análise de dados qualitativos: esperanças e expectativas, 320

Tipos de softwares para a análise de dados qualitativos, 322

Softwares para a análise de dados qualitativos: como escolher?, 322

Exemplos: ATLAS•ti, NUD•IST e MAXqda, 325

Como utilizar softwares na pesquisa qualitativa, 327

O impacto do software na pesquisa qualitativa: exemplos, 328

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

identificar a possível contribuição dos computadores para facilitar a pesquisa qualitativa. entender o papel dos computadores em sua principal esfera de ação no âmbito da pesquisa qualitativa – o apoio para a análise do material. compreender que o software não realiza a análise nem substitui o uso de um método para a análise do material, mas apenas oferece alguns instrumentos para torná-la mais cômoda. selecionar um programa de computador para seu estudo e encontrar o programa adequado.

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