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28. Critérios de qualidade na pesquisa qualitativa

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Os critérios de qualidade na pesquisa qualitativa

Plausibilidade seletiva, 342

Confiabilidade, 343

Validade, 345

Objetividade, 348

Critérios alternativos, 349

Critérios para avaliar a construção de teorias, 350

Critérios tradicionais ou alternativos: novas soluções para questões antigas?, 352

Avaliação da qualidade como desafio para a pesquisa qualitativa, 353

Critérios de qualidade ou estratégias de garantia de qualidade?, 354

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender os problemas que surgem ao tentar-se aplicar os critérios-padrão da pesquisa quantitativa a estudos qualitativos. identificar os caminhos alternativos de reformulação dos critérios tradicionais. conhecer os critérios alternativos desenvolvidos por pesquisadores qualitativos. reconhecer os problemas gerais associados à ideia da utilização de critérios na pesquisa qualitativa.

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7. Base epistemológica: construção e compreensão de textos

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Introdução à pesquisa qualitativa

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Base epistemológica: construção e compreensão de textos

Texto e realidades, 83

O texto como concepção do mundo: construções de primeiro e segundo graus, 84

As construções sociais como pontos de partida, 85

A concepção do mundo no texto: mimese, 86

A mimese na relação entre a biografia e a narrativa, 88

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender que a relação entre as realidades sociais em estudo e a representação nos textos utilizados para estudá-las não constitui uma simples relação individualizada. reconhecer a existência de diferentes processos de construção social envolvidos. identificar a mimese como um conceito eficaz para a descrição destes processos. empregar isso a uma forma proeminente de pesquisa qualitativa.

No capítulo anterior, argumentou-se no sentido de que o verstehen, a referência a casos, a construção da realidade e a utilização de textos como material empírico constituem aspectos comuns da pesquisa qualitativa que se interpõem nas diferentes posturas teóricas. A partir desses aspectos, surgem várias questões. Como é possível entender-se o processo de construção da realidade social no fenômeno em estudo, mas também no processo de estudálo? Como a realidade é apresentada ou produzida no caso que é (re)construído para fins investigativos? Qual a relação entre

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29. A qualidade na pesquisa qualitativa: além dos critérios

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356

Uwe Flick

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A qualidade na pesquisa qualitativa: além dos critérios

Indicação da pesquisa qualitativa, 357

Triangulação, 361

Indução analítica, 362

A generalização na pesquisa qualitativa, 362

O método comparativo constante, 363

Avaliação do processo e controle da qualidade, 365

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

compreender as formas de tratar da questão da qualidade na pesquisa qualitativa utilizando-se não somente da noção de critérios. identificar o potencial e o problema para solucionar a questão da indicação de métodos. reconhecer as estratégias de triangulação e de indução analítica e suas contribuições para a solução da questão da qualidade. distinguir os problemas e as formas de generalização na pesquisa qualitativa. entender o potencial da avaliação do processo e do controle de qualidade na pesquisa.

Alguns dos temas que serão discutidos neste capítulo que dizem respeito a intensificar e a assegurar a qualidade da pesquisa qualitativa ultrapassam a noção dos critérios de qualidade (ver Capítulo 28). A ideia por trás deste capítulo é a de que a qualidade na pesquisa qualitativa não possa ficar reduzida à formulação de critérios e de padrões de referência para definir a boa e a má aplicação dos métodos. Em vez disso, a questão da qualidade na pesquisa qualitativa situa-se no nível do planejamen-

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Medium 9788522478415

10 Cultura e Personalidade

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zelia Maria Neves Grupo Gen PDF Criptografado

Cultura e Personalidade

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10.1 Introdução

A temática referente às inter-relações de cultura e personalidade constitui um dos mais novos campos da Antropologia. Alguns estudiosos, de tendências mais radicais, acreditam mesmo que se possa dispensar a contribuição da psicologia no desenvolver dos estudos antropológicos. Crêem ainda que os antropólogos com orientação psicológica tenham uma ótica diferente ao explicar ou reinterpretar valores, padrões e instituições, que os distingue dos objetivos puramente antropológicos.

Esse posicionamento é contrariado pelas modernas tendências, que consideram a dimensão psicológica como um componente essencial da existência humana. Buscar na psicologia o que se passa na mente do indivíduo, como ele pensa e sente, é básico na ordenação das relações entre os homens e entre as instituições culturais que configuram a cultura de que participa.

Dessa forma, a Antropologia deve interessar-se também pela individualidade e como esta se adapta e dinamiza o processo social. Para tanto, deve levar em conta os aspectos instintivos e os racionais que determinam a relação indivíduo-sociedade.

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Capítulo 6 - Funcionalismo

James Fargani Grupo A PDF Criptografado

Funcionalismo

Introdução

O funcionalismo reinou como o paradigma dominante na sociologia por um breve período, desde o início dos anos de 1950 até o final da década de 1960. À luz da obra de

Talcott Parsons e Robert Merton, entre outros autores, as ideias anteriores de Auguste

Comte, Herbert Spencer e Émile Durkheim foram aprimoradas e desenvolvidas. Em geral, a maior e mais relevante contribuição do funcionalismo tem sido sua perspectiva da ordem social como acordo consensual, refletindo normas e valores compartilhados que aglutinam uma comunidade. A partir dessa perspectiva, o motivo pelo qual as pessoas obedecem às regras, seguem os códigos de comportamento e respeitam as leis de uma sociedade é que elas aceitam os valores fundamentais da sociedade e enxergam suas estruturas de autoridade como expressões legítimas desse consenso. Regras e regulamentos são entendidos, pela ótica funcionalista, como códigos e decretos projetados para beneficiar a totalidade, em vez de expressões de uma classe dominante ou de um interesse particular com acesso privilegiado ao poder de decisão. Nesse aspecto, o funcionalismo se afasta das explicações marxistas para a ordem social, em que a coerção é vista como o derradeiro motivo pelo qual as pessoas obedecem

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