10 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788522434558

Parte V - 14 As Instituições Sociais e os Meios de Comunicação de Massa

Delson Ferreira Grupo Gen PDF Criptografado

213

214

215

216

217

218

219

Ver todos os capítulos
Medium 9788522434558

Parte V - 12 Os Processos de Comunicação de Massa e a Sociedade Contemporânea

Delson Ferreira Grupo Gen PDF Criptografado

12

Os Processos de Comunicação de Massa e a Sociedade

Contemporânea

1 2.1 QUE É COMUNICAÇÃO: ORIGEM E

DESENVOLVIMENTO DO CONCEITO

Já não existem controvérsias teóricas quanto ao fato de a comunicação e a informação constituírem uma das bases fundamentais de todos os contatos sociais.

Desde o tempo das inscrições rupestres pré-históricas até o das redes computacionais virtuais, os seres humanos comunicam seus sentidos, anseios e necessidades, construindo, assim, a teia relacional que sustenta os processos sociais. Não é novidade nenhuma, portanto, dizer que vivemos em uma sociedade da comunicação e da informação e que, devido a isso, a comunicação é crucial para o estabelecimento e continuidade da vida social. A questão que se coloca para os primeiros dias do século XXI, por meio desse título, vai além dessas constatações e é mais ampla: dada a profusão no século XX, sem precedentes na história humana, de meios para secomunicar, estes dois elementos, comunicação e informação, tornaram-se imprescindíveis para a compreensão dos problemas relativos à rede de complexidade, que boje envolve todos os âmbitos das relações sociais.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530981679

NIETZSCHE E A VONTADE DE RACISMO

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

NIETZSCHE E A VONTADE DE RACISMO

“O homem é o animal monstruoso e superior; o homem superior é o homem inumano e sobre-humano, um depende do outro.”

Nietzsche,

Vontade de potência II, P.-A. 1887 (XVI, § 1027).

Nietzsche é um dos maiores desafios da filosofia contemporânea. Há várias filosofias em Nietzsche, e cada um seleciona a que mais lhe convém, omitindo as demais, ou mentindo sobre as outras. Norberto

Bobbio classifica-o como o pai do fascismo alemão de caráter subversivo e não conservador, o arquiteto do totalitarismo nacional-socialista avant la lettre, também chamado por alguns teóricos de nacional-bolchevismo, por intermédio de uma filosofia irracionalista que seduz até hoje os incautos. A propaganda de Hitler transformou Nietzsche no filósofo do nazismo,1 e é por essa razão que Heidegger dele se vale em seus livros em honra do nacional-socialismo. Hitler, Carl Schmitt, Heidegger,2 Alfred Rosenberg,3 Alfred Bäumler4 (responsável na

Alemanha pela reedição em 1930 dos livros Vontade de Potência I e II, de Nietzsche, assim como Heidegger o fará em 1936 e 1938) e Heinrich Härtle,5 entre outros grandes nomes do nazismo, jamais teriam podido, em maior ou menor grau, apropriarem-se das ideias racistas de Nietzsche para o regime se estas ideias não contivessem todos os

Ver todos os capítulos
Medium 9788530981679

MERQUIOR E O OTIMISMO TOTALITÁRIO DE HEIDEGGER

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

MERQUIOR E O OTIMISMO TOTALITÁRIO

DE HEIDEGGER

“Crer no progresso não quer dizer que um progresso já se produziu”,

Franz Kafka.

“A maldição do progresso irrefreável é a irrefreável regressão”,

Theodor Adorno e Max Horkheimer.

“A sujeição da natureza regredirá rumo à sujeição do homem e vice-versa”,

Max Horkheimer.

Em uma perspectiva histórica relativa à cultura brasileira contemporânea, a imagem cometa de José Guilherme Merquior tem o brilho límpido e a ressonância acústica de uma inteligência sintética, com avanços nas teorias políticas, literárias, sociais e filosóficas. Essa energia próxima do átomo da erudição foi capaz de edificar uma obra indispensável sob vários aspectos relativos à expressão da inteligência brasileira do século XX. Merquior foi o gênio que colocou o

Brasil no século XX da intelectualidade mundial. Espírito universal,

Merquior foi uma das mais expressivas figuras do verdadeiro pensamento democrático de direito da contemporaneidade nacional.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530981679

O PROBLEMA DE MARTIN HEIDEGGER E O CAMINHO DE HANNAH ARENDT

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

O PROBLEMA DE MARTIN HEIDEGGER E

O CAMINHO DE HANNAH ARENDT

Tomei a decisão de fazer esta palestra em termos coloquiais, não só porque não estamos em uma universidade, como também porque eu precisaria fazer digressões filosóficas para dar mais detalhes de natureza conceitual.

Esta palestra deve servir mais como um estímulo intelectual visando ao entendimento de uma época e, sobretudo, servir de maneira preventiva para não recairmos na barbárie, porque nós não podemos somente olhar para trás. É preciso entender o que hoje representa a “filosofia” do nacional-socialismo, como se apresenta e como pretende retomar um projeto mundial de dominação. Este projeto começa nas ideias, depois perpassa a economia e, finalmente, atinge as armas.

O problema de Heidegger e o caminho de Hannah Arendt. Eu poderia até fazer um jogo de palavras aqui e dizer que o problema de Heidegger tornou-se o problema de Hannah Arendt, e que o caminho de Hannah Arendt foi o caminho de Heidegger. Há uma terceira figura que transita entre os dois: casado com uma judia, um filósofo alemão, Karl Jaspers, uma figura de peso, uma figura eminente, orientador de tese de Hannah Arendt, e ao mesmo tempo um grande amigo de Heidegger, e que se afastou de Heidegger ao longo do tempo, à medida que Heidegger aderia formalmente ao partido em 1933 e se tornava um protagonista do nacional-socialismo na

Ver todos os capítulos
Medium 9788530981679

BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO CONSTITUCIONAL

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

BRASÍLIA E O GOLPE DE ESTADO

CONSTITUCIONAL

“O faraó Aquenáton (Amenófis IV) levou 17 anos para construir a nova capital, Aquenáton. Eu construí Brasília em cinco anos.

O faraó construiu um monumento para os mortos.

Brasília é um monumento para os vivos.”

Juscelino Kubitschek, ex-Presidente do Brasil.

Em 1992, três anos após a minha defesa de Doctorat d’État na Universidade de Paris I – Panthéon – Sorbonne, tive a clara intuição da necessidade de desfazer o golpe de Estado constitucional habilmente perpetrado por Juscelino Kubitschek, valendo-se das irresponsáveis cartas magnas passadas que permitiram dormitar em berço esplêndido a transferência da capital, cujo único argumento até então era interiorizá-la para afastar o perigo de ataques navais. Ora, desde a

Primeira Guerra Mundial a aviação militar destruía com facilidade qualquer cidade, e sequer precisamos mencionar a Segunda Guerra

Mundial e as condições militares à época da decisão de JK. Pura farsa. O conceito de golpe de Estado estende-se a um golpe no Estado.

Ver todos os capítulos
Medium 9788530981679

HANS KELSEN E O COMUNISMO COMO IDEOLOGIA DO GOLPE DE ESTADO

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

HANS KELSEN E O COMUNISMO COMO

IDEOLOGIA DO GOLPE DE ESTADO

O ano de 2017 marcou o primeiro centenário da Revolução Russa, e no Brasil somente os fiéis do totalitarismo se manifestaram publicamente, ainda que por vezes mesmo tímida e envergonhadamente.

O ano de 2018 marca o segundo centenário do nascimento de Karl

Marx. Certamente este será mais comemorado que a barbárie provocada pelos resultados do marxismo. Estratégia de ocultação de cadáveres. Algumas universidades públicas acabam de instituir uma

“disciplina sobre o golpe de 2016”. O golpe da esquerda revolucionária foi dado na ciência, na ética universitária e no povo brasileiro que paga impostos que financiam as universidades públicas. “Disciplina” explicitamente política expõe desavergonhada e claramente o nível de subversão da ciência em ideologia. Contudo, nenhuma grande iniciativa crítica sobre a União Soviética foi desenvolvida pelas universidades públicas ou privadas em 2017 sobre o golpe de Estado de

Ver todos os capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 3 - Valor de uso e valor de troca – o trabalho socialmente necessário

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

3

Valor de Uso e Valor de Troca – O Trabalho

Socialmente Necessário*

A mercadoria é de início um objeto externo, uma coisa que satis‑ faz para seus proprietários uma necessidade humana qualquer. Toda a coisa útil, tal como o ferro, o papel etc., deve ser considerada sob um duplo aspecto: a qualidade e a quantidade. Cada uma é um conjunto de qualidades numerosas e pode ser útil às mais diversas finalidades. É a utilidade de uma coisa que lhe dá um valor de uso.

Mas essa utilidade não surge no ar. É determinada pelas proprieda‑ des físicas das mercadorias e não existe sem isso. A mercadoria em si, tal como o ferro, o trigo, o diamante etc., é, pois, um valor de uso, um bem.

O valor de troca aparece de início como a relação quantitativa pela qual os valores de uso de uma espécie se trocam pelos valores de uso de outra. Uma quantidade tal de mercadoria troca‑se regu‑ larmente por outra tal quantidade de outra mercadoria: é seu valor de troca – relação que varia com tempo e lugar. O valor de troca

Ver todos os capítulos
Medium 9788547232092

1.3 O direito no processo de alienação: a correspondência entre a forma da mercadoria e a forma “sujeito de direito”

Josélia Ferreira dos Reis, Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

12

Poder Judiciário e Serviço Social

1.3 O direito no processo de alienação: a correspondência entre a forma da mercadoria e a forma “sujeito de direito”

Tanto Lênin como Gramsci enfatizaram a questão da propriedade privada ao identificar o Direito como classista. Em geral, atribui-se a origem do Estado e do

Direito à instituição da propriedade privada com a expropriação dos meios de produção da classe trabalhadora e à divisão social do trabalho. Todavia, numa perspectiva ontológica genética do Direito, a questão central é a correspondência entre o Direito e a forma mercadoria. Essa correlação está presente no Grundrisse, de Karl Marx. Nesse manuscrito, Marx concebe o concreto como síntese de múltiplas determinações e propõe a construção de um movimento contrário, que, em vez de sair do concreto para o abstrato, apropria-se do concreto reproduzindo o concreto pensado. Em sua crítica, considera que o interesse universal consiste na universalidade dos interesses egoístas,36 porque a mercadoria ou o trabalho estão determinados somente como valor de troca, sendo a relação entre as diferentes mercadorias apresentada como troca objetiva.

Ver todos os capítulos
Medium 9788547232092

1.4 O Estado e o direito: a manutenção da coesão social e a institucionalização do sujeito de direito

Josélia Ferreira dos Reis, Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 1 | Estado, direito e lei: aspectos conceituais

15

1.4 O Estado e o direito: a manutenção da coesão social e a institucionalização do sujeito de direito

Poulantzas, ao discordar da perspectiva da identificação do direito com a forma mercadoria, vai destacar a importância da separação entre o Estado e as relações de produção, entendendo ser este o princípio fundamental para a organização dos aparelhos do Estado, como a justiça, o exército, a administração, a polícia, a burocracia, as instituições representativas, o sistema jurídico etc.50 Tais instituições instauram a classe politicamente dominante, assegurando a separação radical dos meios de produção do trabalhador, estabelecendo por meio da codificação as formas de divisão do trabalho.

Em sua análise sobre o direito, Poulantzas destaca que “a lei é o código da violência pública organizada”.51 Considera que o direito, ao institucionalizar a expropriação dos meios de produção pela classe dominante, desenvolve a individualização. Isso porque, ao determinar a separação entre a economia e a política, homogeniza em nome da igualdade da lei e da necessidade de submissão ao Estado todos os trabalhadores, transformando-os em sujeitos jurídicos. Essa individualização é que constitui a figura material das relações de produção e da divisão social do trabalho nos corpos capitalistas, sendo consequência material das práticas e técnicas do Estado, que cria e subjuga o corpo político.52

Ver todos os capítulos