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XI - Morte e ressurreição

Heitor Rosa Editora Almedina PDF Criptografado

Heitor Rosa – Julgamento em Notre Dame

XI - Morte e ressurreição

Mais por curiosidade do que por deferência ao bispo, Gilbert decidiu assistir à cerimônia daquele domingo. Chegou à catedral de Saint Paul antes do terceiro repique dos sinos. Uma multidão cercava a entrada e ele só conseguiu passar porque os frades que estavam na porta o reconheceram e indicaram-lhe o primeiro banco, em frente à cancela do coro. Junto com ele, nobres locais ocupavam todos os assentos das primeiras filas. Ao toque das sinetas, em poucos minutos tudo se organizou. Os cantores estavam a postos, nos bancos à esquerda, e à direita estavam o bispo, o arcediago e acólitos.

Dos degraus junto à cancela partiu o som do modesto órgão e de duas trombetas, a anunciar o início da cerimônia. O bispo, apoiado no báculo, dirigiu-se para frente da congregação, acompanhado por todos os auxiliares, enquanto lá na entrada, a porta principal era totalmente aberta. Começava uma estranha procissão.

Certamente como mandava o ritual para aquela ocasião, o cortejo era conduzido por um sacerdote carregando um crucifixo. A segui-lo estavam quatro frades cantores e logo atrás, quatro liteiras em fila, cada qual transportando uma pessoa oculta pelas cortinas laterais e carregada por dois diáconos. À entrada, a procissão entoava Libera Me, uma parte da missa de réquiem:

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Medium 9788547204921

INTRODUÇÃO

Rui Fava Editora Saraiva PDF Criptografado

I N TR O DU ÇÃO

É uma barbaridade o que a gente tem de lutar com as palavras, para obrigar as palavras a dizerem o que a gente quer.

MÁRIO QUINTANA

Uma pujante tormenta tecnológica eclodiu, criando um ambiente insólito, fre-

quentemente imprevidente, imponderável para estudar, trabalhar, constituir família, conceber e instruir os filhos. Neste contexto kafkiano, as companhias remam contra correntezas econômicas extremamente volúveis; os políticos veem suas rotulações subirem e descerem loucamente, os conjuntos de princípios e valores benévolos se estilhaçam, enquanto os botes salva-vidas da família, da escola, da religião, do

Estado são violentamente sacudidos.

Ao analisar essas descomedidas mutações, é possível considerá-las evidências isoladas de instabilidades, colapsos, infortúnios. Se observarmos mais acuradamente é factível averiguar a afluência de vários aspectos, mostrando que muitas mutações não são independentes nem fortuitas. O colapso da família, a constante alomorfia do perfil das gerações, transformações nos comportamentos causadas pelas redes sociais, alterações no processo de ensino e aprendizagem – mais vir­ tual, menos analógico, inusitadamente híbrido. Estes e muitos outros episódios, ou tendências aparentemente desconexas, estão inter-relacionados. Com efeito, são parte de um fenômeno muito maior: o definhamento da Educação 2.0 e o advento da Educação 3.0.

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XXXIX - Felicie conhece Paris

Heitor Rosa Editora Almedina PDF Criptografado

Heitor Rosa – Julgamento em Notre Dame

XXXIX - Felicie conhece Paris

Felicie amanheceu bem disposta, depois de descansar toda a tarde e uma repousante noite de sono. O pequeno quarto da hospedaria do convento era mobiliado com o essencial, a saber, uma mesa rústica com um jarro de água, um pequeno banco redondo de três pernas e uma cama baixa, feita com madeira tosca e preenchida com um colchão de palhas. Aquele ambiente tão simples dava à hóspede conforto físico, espiritual e sensação de segurança. Fora caridosamente abrigada e alimentada, e “enquanto estivesse em Paris, ali seria sua casa”, nas palavras de madre Justine. A expectativa de conhecer a Ilha, junto com Claude, guiados por um noviço de Saint Pierre, fê-la esquecer temporariamente sua missão. Acompanhou as orações das laudas, e sentia-se pronta para explorar a cidade desconhecida e assim o peso da barriga não parecia incomodá-la.

A manhã ensolarada estimulava as pessoas a andar. O noviço Ubaldo esperava o casal à porta do mosteiro. O destino era um passeio pela Île de la Cité. Percorreram o pequeno trecho da Petit Pont, parando um momento para apreciar a agitação humana sobre a indiferente tranquilidade do Sena naquela margem esquerda. Barcos de todos os tamanhos, com mercadorias ou pessoas, transformavam o leito fluvial, como se fosse uma das movimentadas ruas da cidade. Porém, mais do que o movimento no rio, Felicie estava bastante interessada em conhecer uma casa na Petit Pont, que fazia parte das histórias parisienses que seu tio contava. Era o local onde residiu a médica Hersende. Segundo

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1. Um guia para este livro

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

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Um guia para este livro

A abordagem do livro, 13

A estrutura do livro, 14

Recursos peculiares deste livro, 17

Como utilizar este livro, 18

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

entender a organização deste livro. situar diversos aspectos da pesquisa qualitativa neste livro. identificar quais capítulos utilizar para diversas finalidades.

A ABORDAGEM DO LIVRO

Ao escrever este livro, levamos em consideração dois grupos de leitores – os pesquisadores novatos e os pesquisadores experientes. Em primeiro lugar, o livro orienta o novato à pesquisa qualitativa, talvez até mesmo à pesquisa social em geral.

Para este grupo, formado em grande parte por estudantes de graduação ou pós-graduação, o livro é concebido como uma introdução básica aos princípios e às práticas da pesquisa qualitativa, a sua base teórica e epistemológica e a métodos mais importantes. Em segundo lugar, o pesquisador no campo poderá utilizar este livro como uma espécie de caixa de ferramentas ao enfrentar questões e problemas práticos do cotidiano da pesquisa qualitativa.

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Medium 9786587017051

XXI - Felicie visita Notre Dame aux nonnains

Heitor Rosa Editora Almedina PDF Criptografado

Heitor Rosa – Julgamento em Notre Dame

XXI - Felicie visita Notre

Dame aux nonnains

O convento de Notre Dame-aux-Nonnains era seguramente a maior fortaleza religiosa de Troyes e vizinhanças, a despeito do grande número de igrejas, conventos e mosteiros da cidade. O poder temporal e religioso local da ordem era de tal forma forte e indisputável, que muitas mulheres se perguntavam por que elas não podiam ter a mesma força diante de seus maridos.

Nonnains era exemplo e exceção dentre as ordens religiosas, e, não raramente, um refúgio para mulheres que se sentiam sem forças para enfrentar um mundo de superioridade masculina.

Entretanto, a vida monástica tinha regras rígidas para elas; aquelas casadas, que procuravam no claustro um alento para o sofrimento ou decepção do casamento, tornavam-se apenas irmãs na ordem, pois só as virgens podiam aspirar a condição de fazerem os votos e se tornarem monjas. Mas, de onde vinha aquela incrível superioridade? Ninguém sabia ao certo, mas cultivava-se a lenda de que as colunas do convento foram erguidas sobre as fundações de um templo vestal romano, e que as almas daquelas virgens e sacerdotisas convertidas ainda vagavam pelos ares do convento como um escudo protetor daquela comunidade. Uma crença totalmente pagã nunca confirmada por quaisquer das conventuais, mas romântica e esperançosamente aceita por elas.

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VI - Médico em nome de Deus

Heitor Rosa Editora Almedina PDF Criptografado

Heitor Rosa – Julgamento em Notre Dame

VI - Médico em nome de Deus

Nenhum candidato foi reprovado, mas certamente Gilbert fora a estrela mais brilhante dos novos médicos. Os dotes de memória e capacidade de raciocínio do audacioso estudante impressionaram os mestres, e, ao final, recomendaram ao Chanceler que lhe concedesse a licença pretendida, cum laudae. O arcediago absteve-se de votar na distinção.

A outorga das insígnias que reconheciam o aluno como mestre e com direitos a ensinar e a curar era a cerimônia máxima da universidade, que se realizava três domingos após o exame, na catedral de

Notre Dame, coincidindo com a celebração de Pentecostes.

Apenas trinta anos haviam passado desde o término da construção da majestosa igreja e dois anos da instalação e ampliação do novo órgão com duzentos tubos.

Era o ano de 1300 e Gilbert jamais esqueceria aquele domingo de abril. Ele e seus colegas formaram uma dupla fila diante da porta ogival da catedral. O cortejo foi conduzido por noviço paramentado com alvíssima sobrepeliz rendada, levando uma comprida cruz, a qual procurava manter bem elevada, de modo a destacar-se sobre todas as cabeças. A segui-lo estavam os professores e doutores da Universidade, vestidos com suas coloridas capas cerimoniais, com cores particulares para cada ramo do saber, enfeitadas por colares e fitas honoríficas, e, cobrindo-as, ricos pelerines. Entre os docentes e os novos doutores, interpunha-se o arcediago ladeado por quatro acólitos; um deles levava a Bíblia, e

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Medium 9789724415598

Cap. 2 – CONCEITO DE ACÇÃO SOCIAL

Max Weber Grupo Almedina PDF Criptografado

2Conceito de Acção Social1.  A acção social (inclusive a omissão ou tolerância) pode orientar-se pelo comportamento passado, presente ou esperado como futuro dos outros (vingança por ataques prévios, defesa do ataque presente, regras de defesa contra ataques futuros). Os «outros» podem ser indivíduos e conhecidos ou indeterminadamente muitos e de todo desconhecidos (o «dinheiro», por exemplo, significa um bem de troca que o agente admite no tráfico porque orienta a sua acção pela expectativa de que muitos outros, mas desconhecidos e indeterminados, estarão também, por seu turno, dispostos a aceitá-lo numa troca futura).2.  Nem toda a classe de acção – inclusive de acção externa –é «social», na acepção aqui estabelecida. Não o é a acção exterior quando se orienta simplesmente pelas expectativas da conduta de objectos materiais. O comportamento íntimo é acção social só quando se orienta pelo comportamento de outros. Não o é, por exemplo, a conduta religiosa quando permanece contemplação, oração solitária, etc. A actividade económica (de um indivíduo) só o é na medida em que toma em consideração o comportamento de terceiros. De um modo inteiramente geral e formal, pois, quando tem em conta o respeito por terceiros do seu próprio poder efectivo de disposição sobre bens económicos. Do ponto de vista material, quando, por exemplo, no consumo entra a consideração das futuras necessidades de terceiros e por elas se orienta o modo da «poupança» própria. Ou quando na produção se põe, como fundamento da sua orientação, a necessidade futura de terceiros, etc.43

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Medium 9788565848961

Capítulo 7 - Análise de dados

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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Análise de dados

Resumo

Este capítulo explica e ilustra dois tipos de análise de dados em netnografia: métodos analíticos baseados em codificação e em interpretação hermenêutica. Diretrizes para escolher e usar um pacote de software de análise dos dados qualitativos também são fornecidas, junto a princípios gerais para o uso de computadores na análise de dados. A seção final apresenta estratégias interpretativas para lidar com os desafios únicos de dados netnográficos.

Palavras-chave: CAQDAS, categorização, codificação, teoria indutiva, interpretação hermenêutica, indução, interpretação, análise de dados qualitativos

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO

DE DADOS QUALITATIVOS:

UMA BREVE VISÃO GERAL

Nesta seção, você aprenderá os fundamentos da análise de dados qualitativos e indução. A

netnografia envolve uma abordagem indutiva da análise de dados qualitativos. Análise significa o exame detalhado de um todo, decompondo-o em suas partes constituintes e comparando-as de diversas formas. De modo geral, a análise de dados abrange todo o processo de transformar os produtos coletados

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3. Pesquisa qualitativa e quantitativa

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

Introdução à pesquisa qualitativa

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Pesquisa qualitativa e quantitativa

As discussões atuais sobre pesquisa qualitativa e quantitativa, 39

As relações entre pesquisa qualitativa e quantitativa, 40

Associando pesquisa qualitativa e quantitativa em um único plano, 42

A combinação de dados qualitativos e quantitativos, 45

A combinação de métodos qualitativos e quantitativos, 46

A associação de resultados qualitativos e quantitativos, 46

A avaliação da pesquisa e a generalização, 47

A apropriabilidade dos métodos como ponto de referência, 47

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

✓ compreender a distinção entre pesquisa qualitativa e quantitativa.

✓ reconhecer o que precisa ser considerado ao combinarem-se métodos de pesquisa alternativos.

AS DISCUSSÕES ATUAIS

SOBRE PESQUISA QUALITATIVA

E QUANTITATIVA

Na produção dos últimos anos, encontra-se um grande número de publicações que tratam das relações, das combinações e das distinções da pesquisa qualitativa. Antes de nos concentrarmos sobre os aspectos peculiares da pesquisa e dos métodos qualitativos nos capítulos seguintes, quero apresentar aqui uma breve visão geral do debate qualitativo-quantitativo e das versões combinadas de ambos. Isto deverá ajudar o leitor a situar a pesquisa qualitativa neste contexto mais amplo e, assim, obter

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Medium 9788547232092

7.3 O Serviço Social na Justiça Federal

Josélia Ferreira dos Reis, Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

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Poder Judiciário e Serviço Social

Quanto à Justiça Federal, o órgão é constituído pelos Tribunais e pelos Juízes

Federais, cuja responsabilidade é resolver conflitos existentes entre os cidadãos e os

Órgãos da União, autarquias e empresas públicas federais, como o INSS, as Universidades Federais, os correios etc. Também é competência da Justiça Federal analisar e resolver as disputas sobre direitos indígenas, crimes cometidos a bordo de aeronaves e navios, entre outros.

A primeira instância possui apenas um juiz, que tem o papel de verificar as reivindicações de uma das partes, para então analisar e julgar de acordo com a lei. Já as instâncias superiores possuem uma dupla função, isto é, realizam o julgamento de casos específicos que a lei determina e reavaliam as decisões tomadas pela primeira instância, quando uma das partes entra com um recurso. Vale ressaltar que praticamente todos os assuntos devem ser julgados, antes de tudo, pela primeira instância.

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Medium 9788547232092

3.5 BPC: um direito constitucional de seguridade social

Josélia Ferreira dos Reis, Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

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Poder Judiciário e Serviço Social

assistenciais, que dificultam a ultrapassagem da cultura filantrópica e assistencialista que marca a trajetória da Proteção Social.

Segundo Chaves, as práticas clientelistas e o incentivo financeiro do Estado para as entidades filantrópicas ofuscam as inovadoras diretrizes constitucionais para a

área.67 Além de o governo não implementar uma política que atenda a Constituição

Federal vigente, ainda se utiliza da burocracia para dificultar o acesso aos direitos constitucionalmente reconhecidos.

Um dos direitos mais importantes criados na Carta Magna é o Benefício da

Prestação Continuada (BPC), que consiste na transferência de renda por parte do Estado a determinadas pessoas que comprovadamente não podem trabalhar. Por se tratar de um direito constitucional relevante, integrante da seguridade social, com acesso buscado também pela via judicial, dedicou-se a seção abaixo à sua apresentação.

3.5 BPC: um direito constitucional de seguridade social

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Medium 9786587017051

XLVI - Julgamento e sentença

Heitor Rosa Editora Almedina PDF Criptografado

Heitor Rosa – Julgamento em Notre Dame

XLVI - Julgamento e sentença

Mais dois dias se passaram enquanto Felicie esperava trancada em seu quarto a deliberação ou sentença da comissão. Na primeira dessas noites, alguém bateu à porta; ela levantou-se com dificuldade e, com o temor costumeiro, aguardou. A porta foi aberta parcialmente, o suficiente para que pudesse ser introduzida uma bandeja com alguns objetos. Nenhuma palavra foi dita. Assim que Felicie a recebeu, a porta voltou a ser trancada e o silêncio retornou. À luz da vela, pôde então perceber que havia ganhado um belo Livro das Horas, meia jarra de vinho e um pequeno rolo de pergaminho, com uma mensagem: “Obrigado.

Deus te abençoe”. Não havia assinatura, nem o lacre. Ela presumiu que os presentes viriam de Gauden, o único com motivos para agradecê-la e em condições de presenteá-la com um livro caro e elegante como aquele. Olhou os presentes com indiferença. Por que um agradecimento secreto, sem testemunhas? Seria vergonhoso reconhecer o erro, seria humilhante tornar público que ela se comportara de maneira muito mais cristã do que ele?

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Medium 9786587017044

Meu avô Francesco

Heitor Rosa Editora Almedina PDF Criptografado

Meu avô Francesco

Francesco dalla Rosa nasceu em Verona em 1442 e morreu aos quarenta e dois anos, em 1484. Teve cinco filhos e o único a seguir seus passos como barbeiro foi meu pai Giuseppe. Seu aprendizado na arte de cortar cabelos e fazer sangrias começou aos doze anos, com ambulantes que passavam por Verona rumo a Milão. Grande observador, possuía habilidade pouco comum para executar manobras cirúrgicas. Nunca saíra da cidade, e seu conhecimento do que se realizava nesse campo em outros centros e cidades maiores era muito limitado. Não devia dominar a escrita com facilidade, a julgar pelas notas que deixou; entretanto, lendo-as, encontrei uma pessoa organizada e de mente muita arguta; aliás, só o fato de preocupar-se em registrar os acontecimentos da cidade e episódios com seus clientes já o caracterizava como um homem metódico.

Aprendi sobre o nonno por meio de seus escritos e ouvindo meu pai falar sobre ele. Foi cirurgião-barbeiro de prestígio em

Verona, respeitado por sua grande prática e seu humanitarismo. Tinha por hábito descrever os casos de sangria que apresentavam um lado curioso ou estranho, como por exemplo a ocasião em que sangrou cinco donzelas para que elas fossem a um baile com a palidez adequada.

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Medium 9788582603628

Capítulo 2 - Da Exploração de Recursos à Exploração da Nossa Capacidade

Henry Mintzberg Grupo A PDF Criptografado

2. DA

EXPLORAÇÃO DE

RECURSOS

À EXPLORAÇÃO

DA NOSSA

CAPACIDADE

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os recursos do mundo, sejam eles terra, água, ar ou as criaturas que os habitam, incluindo nós mesmos como “recursos humanos”. Ou podemos explorar nossa capacidade natural.9

PODEMOS EXPLORAR

Um mundo que explora seus recursos

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Algumas empresas exploram, por exemplo, para criar produtos inovadores. Outras exploram, às vezes de maneira construtiva para, digamos assim, trazer preços mais baixos; outras vezes, de maneira destrutiva, espremendo trabalhadores, fornecedores e clientes, em vez de construir relações sustentáveis com eles. Uma economia saudável favorece os exploradores que se servem servindo-nos. Economias demais agora estão agora favorecendo os exploradores que se servem às nossas custas.

Observe o resgate financeiro de algumas empresas em situação precária e o subsídio e isenção fiscal concedidos para algumas das mais ricas. Considere as revelações de fraude e outras formas de má conduta corporativa que ficam impunes. (Se você deseja

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Medium 9788553131815

PARTE I - RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA: HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES

Roberto do Nascimento Ferreira, Selma Alves Dios, Luiz Antônio Gaulia, Lilyan Guimarães Berlim, Patricia Almeida Ashley Editora Saraiva PDF Criptografado

PARTE I

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES

E POSSIBILIDADES

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CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA

Patricia Almeida Ashley

1.1 APRESENTAÇÃO

Neste capítulo, apresento uma perspectiva histórica do século XX, chegando à situação contemporânea do conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Apresento uma síntese do percurso histórico desse conceito em quatro fases: seus primórdios nos meios acadêmico e empresarial; sua difusão na literatura e nos modelos de negócio a partir da década de 1970; estado da arte da literatura em RSC; as principais referências globais de diretrizes, padrões e ferramentas em responsabilidade social corporativa atualmente. Algumas referências internacionais já globalmente referendadas são aqui citadas, como a Global Reporting Initiative (GRI),1 as diretrizes da Organização para a

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