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Medium 9788580555615

Introdução: Da tradição clássica ao pós-modernismo: um panorama*

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Introdução

Da tradição clássica ao pós-modernismo: um panorama*

James Farganis

I – A tradição clássica

Embora as teorias sobre a sociedade remontem aos gregos, a sociologia como investigação científica e disciplinada tem origem mais recente. Auguste Comte (1798-1857) cunhou o termo sociologia em 1822 para conotar o estudo sistemático da sociedade. As influências sobre ele datam de Charles de Montesquieu (16891755) e das reflexões dos philosophes durante o

Iluminismo. De igual importância para Comte foram aqueles pensadores conservadores que emergiram após a Revolução Francesa para condenar o Iluminismo e suas doutrinas.

François-Marie Arouet de Voltaire (16941778), Jean-Jacques Rousseau (1712-1778),

Denis Diderot (1713-1784) e Jean-Antoine de

Condorcet (1742-1794) foram os pensadores do Iluminismo do século XVIII cujas visões otimistas sobre os direitos individuais, a perfectibilidade humana e o progresso social foram absorvidas pela teoria sociológica, como foram as opiniões conservadoras de Louis de

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Medium 9788530966058

CAPÍTULO I: Do saber ao conhecimento

Michel Maffesoli Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

DO SABER

AO

CONHECIMENTO

A erudição por cima

é o fardo, por baixo é o pedestal.

Jules Barbey d’Aurevilly

O DESVELAMENTO ADOGMÁTICO

As raízes profundas de todo viver-junto são essencialmente religiosas. Foi a partilha dos mistérios sagrados que fortaleceu, durante longo período, o homem como “animal político” e garantiu a permanência do elo social. As formas assumidas por este são, com certeza, variáveis; a dimensão transcendente, esta é constante.

Foi o que pôde autorizar um autor com o espírito tão agudo como Karl Marx a dizer que a “política era a forma profana da religião”. O que, como bom conhecedor da coisa pública, Carl Schmitt não deixa de reconhecer quando declara, à sua maneira, que todas as categorias analíticas são de origem teológica.1

1

Cf. K. Marx, La Question juive (1843). UGE, coll. 10/18, 1968; e C.

Schmitt, Théologie politique (1922). Gallimard, 1988.

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Medium 9788547232092

Introdução

Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 3

Legislação social no Brasil: dilemas da relação entre política social e cidadania

Introdução

As políticas sociais contribuem na construção do consenso político, pois são a moeda de troca da classe trabalhadora em busca de sua autonomia na disputa pela consecução e ampliação dos direitos sociais, especialmente dos direitos trabalhistas. Seu desenvolvimento histórico é resultado da articulação entre os fatores estruturais, expressos nas contradições da relação entre o Estado e a produção, e os fatores sociopolíticos, relacionados às condições de reprodução da força de trabalho.

Nessa linha de raciocínio, as políticas sociais são resultado das relações travadas entre os diferentes agentes no espaço público que disputam a hegemonia para decidir sobre as formas de intervenção nas “expressões da questão social”. Sendo assim, derivam de disputas políticas que incidem sobre a forma de utilização dos recursos públicos, tornando-se mais acirradas em momentos de crise do capital. Possuem um caráter contraditório, pois ao mesmo tempo em que atendem aos interesses da classe trabalhadora, também funcionam como suporte à sustentação e ao desenvolvimento do regime de acumulação. Essas políticas tendem a sofrer mudanças no padrão do seu desenvolvimento, em decorrência da ruptura na estrutura social de sustentação da dinâmica da acumulação. Daí a sua reformulação até que fiquem adequadamente ajustadas a um novo esquema de reprodução, ou seja, o novo regime de acumulação se desenvolve em decorrência dos compromissos institucionais que viabilizam a realização de um conjunto de ajustes, o que implica em mudanças no padrão das políticas sociais. Esses ajustes, que tornam possível a passagem do fordismo ao regime de acumulação flexível,1 induzem as políticas sociais ao novo modo de regulação.

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Medium 9788582603628

A Questão Fundamental

Henry Mintzberg Grupo A PDF Criptografado

A

QUESTÃO

FUNDAMENTAL

9

Basta!

Basta deste desequilíbrio que está destruindo a democracia, o planeta e nós mesmos.

Basta do pêndulo da política de esquerda e direita, bem como da paralisia do centro político. Basta das garras visíveis do lobby no lugar da mão invisível da

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concorrência. Basta da globalização econômica que enfraquece os estados soberanos e as comunidades locais. Será que já não exploramos suficientemente os recursos do planeta, incluindo nós mesmos como

“recursos humanos”?

Muito mais pessoas estão preocupadas com esses problemas do que mostram as manifestações nas ruas.

A vontade das pessoas está lá; o entendimento do que está acontecendo e como lidar com essas questões não está. Fomos inundados por explicações conflitantes e soluções contraditórias. O mundo em que vivemos precisa de uma renovação radical sem precedentes na experiência humana. Este livro sugere um modelo integrado para seguir em frente.

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Medium 9788580555615

Capítulo 11 - Teoria crítica

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Teoria crítica

Introdução

Teoria crítica é o nome dado à escola de pensamento que surgiu a partir dos escritos dos membros da Escola de Frankfurt, entre eles

T. W. Adorno, Max Horkheimer, Herbert

Marcuse e Friedrich Pollock. Eles pertenciam a um grupo de intelectuais alemães do Instituto de Pesquisas Sociais na Universidade de Frankfurt, que continuou sua associação desde os anos de 1930, até durante o período da Segunda Guerra Mundial e depois na era do pós-guerra. O que lhes unia era um interesse comum no marxismo e sua relevância para um mundo dominado pelo stalinismo no Oriente e pelo fascismo emergente na Europa. A teoria crítica distinguia-se da teoria tradicional, ou seja, sociocientífica, por seu compromisso com um conceito moral de progresso e emancipação que formaria o alicerce para todos os seus estudos. Multidisciplinar em sua abordagem, a teoria baseava-se em psicologia, sociologia, economia e política para desenvolver o seu ponto de vista único, comprometido, enfim, à ideia de que o conhecimento deve ser posto em prática para alcançar uma ordem social justa e democrática.

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Medium 9788520435762

1. Fundamentos da fisiologia celular e da neurofisiologia

MAURER, Martin H. Editora Manole PDF Criptografado

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1

Fisiologia humana ilustrada

1.1 Transporte de substâncias através de membranas biológicas

As membranas biológicas são base essencial de muitas funções fisiológicas. Elas servem para: u a delimitação da célula; e u o transporte de substâncias por meio da regulação da permeabilidade.

As substâncias podem atravessar a membrana por meio dos mecanismos a seguir:

1. Passivo u Difusão (Fig. 1.1): ao longo de um gradiente eletroquímico (gradiente de concentração, gradiente de tensão)

• livre: lei de difusão de Fick: dM ou dV

D•S

K•S

=

• Dc =

• Dp dt d d dM: massa transportada; dV: volume transportado; dt: tempo necessário; D: coeficiente de difusão; S: superfície; d: espessura da camada; Dc: diferença de concentração; K: coeficiente de difusão de Krogh; Dp: diferença parcial de pressão.

• facilitada: por meio de proteínas transportadoras da glicose, por exemplo. u Osmose: através de membranas seletivamente permeáveis (gradiente de concentração – a

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Medium 9788597021875

14 O Indígena Brasileiro

Marina Marconi, Zelia Maria Presotto Grupo Gen ePub Criptografado

Este capítulo aborda aspectos de uma parcela da população brasileira que coexiste com a sociedade nacional, embora seja demograficamente pouco representativa. Trata-se da população indígena brasileira, constituída por grande diversidade de grupos tribais, distribuídos irregularmente pelo território nacional, mas constituindo uma realidade que não pode ser ignorada.

A luta pela garantia dos direitos de povos indígenas se confunde com a própria história americana. O marco do movimento indígena data de 1940, no México, momento em que foi realizado o primeiro Congresso Indigenista Americano (Convenção de Pátzcuaro), com o objetivo de criar e discutir políticas que pudessem zelar pelos índios na América. Porém, no Brasil, começaria a se manifestar de maneira mais organizada apenas na década de 1970, tendo em vista a necessidade de proteção de terras em relação a políticas expansionistas do governo militar. Algum tempo se passou até que, em 2002, fosse criada a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), como uma maneira de unir as necessidades dos povos em geral em uma única voz (POLITIZE, 2016).

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Medium 9788530944063

[3 = WI 7b. WI 3b. Mp XVI 2b. Mp. XVI 1b. Início de 1886 - Primavera de 1886]

Friedrich Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

[3 = WI 7b. WI 3b. Mp XVI 2b. Mp. XVI 1b.

Início de 1886 – Primavera de 1886]

3 (1)

História natural dos espíritos livres

3 (2)

Para a

História natural do espírito livre

Por

Friedrich Nietzsche

3 (3)

Dedicatória e pós-canto

“Para aquele que torna todo céu límpido

E todo mar tempestuoso –”

3 (4)

A vontade de poder.

Presságios de uma filosofia do futuro.

Por

Friedrich Nietzsche

3 (5)

Incompreensões da busca de domínio.

A serenidade como redenção.

A dança.

Escárnio quanto a “algo divino” – sintoma da convalescença.

A exigência de “fatos fixos” – Teoria do conhecimento o quanto de pessimismo há aí!

Z criar-se como seu adversário

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FRIEDRICH NIETZSCHE

3 (6)

O amor à pátria é algo jovem na Europa e ainda se acha sobre pernas fracas: ele facilmente cai no chão! Não podemos nos deixar enganar pelo barulho que ele faz: são as crianças pequenas que gritam mais alto.

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Medium 9788530935399

(22 = W II 8b. Setembro-Outubro de 1888)

Friedrich Nietzsche Grupo Gen PDF Criptografado

(22 = W II 8b. Setembro-Outubro de 1888)

22 (1)

Observação marginal sobre uma niaiserie anglaise. – “O que tu não queres que façam contigo, tu não deves fazer com os outros.” Isso é considerado uma sabedoria; isso é considerado uma astúcia; isso é considerado como fundamento da moral

– como “sentença dourada”. John Stuart Mill e tantos outros: quem não acredita nisso entre os ingleses... Mas a sentença não resiste ao mais simples ataque. O cálculo “não faça nada que não deve ser feito a ti mesmo” proíbe ações em virtude de suas consequências nocivas: o pensamento de fundo é o de que uma ação é sempre retribuída. Mas o que acontece, então, se alguém, com o “principe” na mão, dissesse que “precisamente tais ações seria preciso realizar para que outros não o façam antes de nós – para que coloquemos outros fora de condições de fazê-lo conosco? – Por outro lado: pensemos em um corso, para o qual sua honra ordena a vendetta. Ele também não deseja nenhuma bala de fuzil no corpo: mas a perspectiva de tal bala, a probabilidade de tal bala não o impede de satisfazer sua honra... E em todas as ações decentes não somos justamente intencionalmente indiferentes em relação a tudo aquilo que advém daí para nós? Evitar uma ação que teria consequências nocivas para nós – esta seria uma proibição para ações decentes em geral...

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Medium 9788597018639

9 - Socialização, controle social e problemas sociais

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade Grupo Gen PDF Criptografado

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Yongyuan Dai | iStockphoto

Socialização, controle social e problemas sociais

9.1 Socialização

Em resumo, os processos de socialização podem ser compreendidos como um compêndio de interações entre seres humanos, das quais estes participam ativamente e assim tornam-se membros de determinada sociedade e cultura. Por meio de tais processos, os indivíduos internalizam uma série de valores, formas de agir e maneiras de pensar e ao mesmo tempo

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Capítulo 9

desenvolvem seu self individual em uma relação de interdependência e ao mesmo tempo de conflito com os valores socioculturais que lhes são oferecidos (HILLMANN, 1994 apud

GRIGOROWITSCHS, 2008).

Segundo Lenhard (1974, p. 23-27), socializar significa: a. “por um lado, adquirir personalidade pessoal e, por outro lado, tornar-se membro da sociedade e portador da sua cultura, colaborando para a sua perpetuação”. Assim, o socializar-se envolve dois aspectos: o individual e o cultural; b. “a socialização envolve a aprendizagem de técnicas, a aquisição de conhecimentos, a aceitação de padrões de comportamento social e a interiorização de valores”. Desse modo, esse processo nunca se completa de forma definitiva, a não ser com a morte; no curso normal da vida, à medida que a criança passa pelos vários estágios, da adolescência à velhice, deve ajustar-se continuamente a novas condições de vida e de atividades; c. “a socialização se faz por participação e por comunicação”. Por participação entende-se as atividades sociais exercidas, por meio das quais o indivíduo adquire e acumula traços culturais, por vários processos, incluindo a imitação; por comunicação entende-se a simbólica, através da qual toma-se conhecimento do acervo de experiências de outras pessoas, que podem ser aplicáveis a situações presentes ou futuras; d. “quem se socializa incorpora valores e padrões sociais, válidos para todos os membros da sociedade (universais) e outros, que se aplicam somente ao exercício de certos papéis sociais (especiais)”. Por exemplo, a criança aprende valores comportamentais de seu sexo, da mesma forma que a língua de seus pais; o jovem adquire padrões morais vigentes na sociedade global, assim como os que são específicos de sua religião e classe social; o adulto incorpora as habilidades necessárias para a vida econômica e as peculiares a seu ofício; e. “além da socialização concomitante no próprio exercício de um papel, há outra, antecipatória, que consiste no preparo para um papel futuro”. Geralmente, as duas se diferenciam: os papéis familiares são incorporados enquanto se atua num sistema de parentesco, e os das profissões aprende-se antes de receber licença para desempenhá-las (torneiro mecânico, eletricista); f. “vista na perspectiva da sociedade, há uma socialização espontânea, que opera sem que ninguém pense nela, e a educação”, que atualmente é planejada, inclusive, a longo prazo. Assim, ambas se diferenciam.

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Medium 9788520456057

TIPOS DE SINTAGMAS

Sautchuk, Inez Editora Manole PDF Criptografado

O estudo da sintaxe

que chamamos de força das leis sintáticas em uma língua. O português também tem as suas e, adiante, veremos qual é esse padrão de construção de frases em nosso idioma.

Tomemos outro período simples:

(60)  Em certos dias enevoados, o sol de verão parece ficar muito fraco.

Em (60), destacando-se outra vez o núcleo verbal como referência, teríamos dois sintagmas anteriores a ele: a. em certos dias enevoados b. o sol de verão e um posterior a ele: c. muito fraco

Os sintagmas organizam-se em torno de um elemento fundamental, ao qual chamamos núcleo. Assim, o sintagma o sol de verão tem por núcleo o substantivo sol, e o sintagma muito fraco tem por núcleo o adjetivo fraco. Por isso, dizemos que o sol de verão é um sintagma nominal, pois tem como base ou núcleo uma palavra substantiva, e que muito fraco é um sintagma adjetival, pois sua base nuclear é um adjetivo. Já o sintagma em certos dias enevoados tem uma configuração diferente: em + certos dias enevoados, ou seja, é formado por uma preposição e um sintagma nominal. Esse é o caso dos sintagmas preposicionados, que poderiam ser representados pela seguinte fórmula: SP = preposição + SN.

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Medium 9788520432181

Cultura e globalização

JUVIN, Hervé; LIPOVETSKY, Gilles Editora Manole PDF Criptografado

Cultura e globalização

Hervé Juvin

“É mais difícil pertencer a algum lugar do que pertencer à sua época.”

Pierre Jakez Hélias

Cultura. O modo de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com o mundo. Modo de se expressar ou de fugir. Modo de estar aqui e agora; ser, ao mesmo tempo, origem e projeto, palácio de cristal e canteiro de obras. Aquilo que constitui a verdade, aquilo que dizemos e aquilo que não dizemos; aquilo que faz com que os semelhantes se reconheçam. Entre o que faz um e o que faz o outro. Origem das sociedades humanas, em sua singularidade, em seu diálogo e na diferenciação que possibilita a paz.

Cultura. Aquilo que a globalização pretende ser, como o seu meio mais essencial. Porque é daí que tudo se apreende e onde tudo se apoia.

Porque o verdadeiro – nosso único território de conquista – está localizado naquilo que preenche a noite de sonhos, aspirações e de formas que não dizem seu nome.

Cultura. Aquilo cujo nome poderia ser crise. Aquilo que transuda, obscurece e se embota, sob o culto eufórico à fraternidade, à solidariedade,

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Medium 9788520438084

6. Antibioticoprofilaxia perioperatória

MORETTI, Miguel Antonio; BAPTISTA FILHO, Mario Lúcio Alves Editora Manole PDF Criptografado

capítulo

ANTIBIOTICOPROFILAXIA PERIOPERATÓRIA

6

Emy Akiyama Gouveia

Telma Priscila Lovizio

Antibioticoprofilaxia perioperatória é a administração de antibióticos antes do início da cirurgia, mantida por não mais do que 24 horas além do ato cirúrgico. Tem por objetivo a redução ou o retardo do crescimento de microrganismos que possam eventualmente superar as defesas do organismo e causar infecção.

Na maioria das infecções de sítio cirúrgico, os patógenos envolvidos são provenientes da flora endógena do paciente: pele, membranas mucosas ou vísceras. A Tabela 1 relaciona os principais procedimentos cirúrgicos com os microrganismos mais prováveis de estarem envolvidos em infecções.

Fontes exógenas de patógenos incluem as provenientes da equipe cirúrgica, do ambiente da sala de cirurgia (incluindo o ar), instrumentais, ferramentas ou qualquer material não estéril levado ao campo cirúrgico. Essa flora constitui-se de aeróbios especialmente Gram-positivos.

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Medium 9788584290826

Capítulo 4 - Escolhas no delineamento de estudos de pesquisa qualitativa

Robert K. Yin Grupo A PDF Criptografado

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Escolhas no delineamento de estudos de pesquisa qualitativa

Todo estudo investigativo tem um delineamento, implícito ou explícito.

Os pesquisadores procuram usar delineamentos robustos para reforçar a validade de seus estudos e assegurar que os dados a serem coletados confrontem adequadamente o tema de pesquisa que está sendo estudado.

A pesquisa qualitativa também tem delineamentos, mas não tipos ou categorias fixas de delineamentos. Assim, o presente capítulo descreve oito procedimentos diferentes que podem ser considerados no delineamento de pesquisa qualitativa.

A pesquisa qualitativa se distingue pela potencial resistência a fazer excessivo, se fizer algum, trabalho antecipado de delineamento – para evitar a imposição de critérios ou categorias externas, ou qualquer regime fixo à realidade da vida real sendo estudada. Por isso, o presente capítulo discute os oito procedimentos como “escolhas”, sendo os pesquisadores livres, e não obrigados a adotar os procedimentos de delineamento mais adequados a seus estudos específicos. Como seria de esperar, a primeira escolha é trabalhar no delineamento no início de um estudo ou não.

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Medium 9788571105980

Capítulo 2. Individualidade

BAUMAN, Zygmunt Zahar PDF Criptografado

.2.

Individualidade

Agora, aqui, veja, é preciso correr o máximo que você puder para permanecer no mesmo lugar. Se quiser ir a algum outro lugar, deve correr pelo menos duas vezes mais depressa do que isso!

Lewis Carrol

É difícil lembrar, e ainda mais difícil compreender, que há não mais de 50 anos a disputa sobre a essência dos prognósticos po­pulares, sobre o que se deveria temer e sobre os tipos de horrores que o futuro estava fadado a trazer se não fosse parado a tempo se travava entre o Admirável Mundo Novo de Aldous

Huxley e o 1984 de George Orwell.

A disputa certamente era legítima e honesta, pois os mundos tão vividamente retratados pelos dois visionários distópicos eram tão diferentes quanto água e vinho. O de Orwell era um mundo de miséria e destituição, de escassez e necessidade; o de

Huxley era uma terra de opulência e devassidão, de abundância e sacie­dade. Como era de se esperar, os habitantes do mundo de

Orwell eram tristes e assustados; os de Huxley, despreocupados e alegres. Havia muitas outras diferenças não menos notáveis: os dois mun­dos se opunham em quase todos os detalhes.

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