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PARTE II - 2. O Impacto do Conceito de Cultura sobre o Conceito de Homem

GEERTZ, Clifford Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 2

O Impacto do Conceito de Cultura sobre o Conceito de Homem

O Impacto do Conceito de Cultura sobre o Conceito de Homem

25

I

Já no final de seu recente estudo sobre as ideias usadas pelos povos tribais, O Pensamento Selvagem, o antropólogo francês Lévi-Strauss observa que a explicação científica não consiste, como fomos levados a imaginar, na redução do complexo ao simples. Ao contrário, ela consiste, diz ele, na substituição de uma complexidade menos inteligível por outra mais inteligível. No que concerne ao estudo do homem, pode ir-se até mais adiante, penso eu, no argumento de que a explicação consiste, muitas vezes, em substituir quadros simples por outros complexos, enquanto se luta, de alguma forma, para conservar a clareza persuasiva que acompanha os quadros simples.

Suponho que a elegância permaneça como um ideal científico geral; mas nas ciências sociais muitas vezes

é no afastamento desse ideal que ocorrem desenvolvimentos verdadeiramente criativos. O avanço científico comumente consiste numa complicação progressiva do que alguma vez pareceu um conjunto de noções lindamente simples e que agora parece uma noção insuportavelmente simplista. É após ocorrer essa espécie de desencanto que a inteligibilidade e, dessa forma, o poder explanatório, chega à possibilidade de substituir o enredado, mas incompreensível, pelo enredado, mas compreensível, ao qual Lévi-Strauss se refere.

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Medium 9788597021875

9 Cultura Material

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Desde as suas origens, o homem vem, paulatinamente, criando um ambiente secundário com os materiais de seu habitat. Ele se adapta aos diferentes ambientes, mas também os modifica.

A cultura material, como já foi dito, consiste em coisas materiais, bens tangíveis, fruto da criação humana.

Etnólogos, arqueólogos, antropólogos culturais e outros estudiosos consideram os objetos materiais – ferramentas, utensílios, armas, construções etc. – como cultura material.

Os diversos aspectos da cultura material de um povo são importantes por si mesmos, por sua utilização, pelas informações que encerram as relações com muitas práticas rituais e como demonstração de um processo tecnológico.

Para Keesing (1961, p. 307), a cultura material “tem a distinção especial de ligar o comportamento do indivíduo a coisas externas feitas artificialmente: os artefatos”.

Engloba, portanto, uma infinidade de objetos e coisas, feitas de matérias-primas das mais diversas, encontradas nos diferentes habitats da Terra, resultantes de inúmeras técnicas.

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Medium 9788520441459

7. Falta de feedback é fatal

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

7. Falta de feedback é fatal

Sem retorno, não há como conferir a eficácia da mensagem transmitida

“A palavra é metade de quem a pronuncia e metade de quem a escuta.”

Michel de Montaigne

Um dos principais empecilhos para a melhoria da qualidade e produtividade dos projetos e processos de trabalho, identificado por algumas das maiores empresas internacionais de auditorias de qualidade, é a falta de feedback na comunicação humana e corporativa.

A comunicação, antes de ser instrumental, é humana. Necessita de resposta para se realizar, pois a informação sem retorno é uma comunicação falha e incompleta.

Damos feedback para:

aprovar ou reprovar a mensagem recebida; revelar entendimento e compreensão da mensagem enviada; demonstrar inteligência e habilidade; expressar consideração e respeito; repreender ou elogiar o interlocutor; desabafar e sentirmo-nos aliviados; ajudar outra pessoa a alcançar os objetivos dela de maneira mais efetiva.

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Medium 9788580555615

Capítulo 4 - Georg Simmel: Dialética do indivíduo e da sociedade

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Georg Simmel: Dialética do indivíduo e da sociedade

Introdução

A abordagem de Simmel para a sociologia difere das de Comte e Durkheim, no sentido de que ele rejeita a noção de que se pode estudar a sociedade como um todo e tentar descobrir as suas leis de evolução e desenvolvimento. A sociedade é um empreendimento moral e cultural, envolvendo a associação dos indivíduos livres, e, portanto, deve ser abordada de forma diferente da maneira que estudamos, nas ciências físicas, a natureza e as leis da natureza. Para Simmel, a sociedade

é composta das interações entre indivíduos e grupos, e o sociólogo deve estudar os padrões e as formas dessas associações, em vez de buscar leis sociais.

Simmel tenta capturar a complexidade e a ambiguidade da vida social, encarando-a dialeticamente. Embora os indivíduos sejam espíritos livres e criativos e não os meros objetos da determinação social, eles são, no entanto, parte do processo de socialização e desempenham um papel na sua continuidade. É essa tensão dinâmica que Simmel pretende captar em sua teoria social. As explorações de Simmel sobre formas sociais e tipos sociais remetem o leitor a um vórtice de interações. Assim, por exemplo, a tipologia de Simmel sobre o estrangeiro não só aborda a marginalidade da pessoa que existe na periferia de um grupo, mas também descreve como o estrangeiro ou o estranho torna-se um elemento da vida grupal quando seus membros buscam nele confiar. A marginalidade do estrangeiro ou do estranho conota um papel que está no grupo, mas não o per-

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Capítulo 2 - Compreendendo a cultura online

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

2

Compreendendo a cultura online

Resumo

A pesquisa e a teoria sobre comunidades online já têm mais de três décadas de história e envolvem todas as ciências sociais. O espaço social online das comunicações mediadas por computador foi uma vez considerado pobre, frio e igualitário. Mas os reais estudos dos grupos sociais online enfatizaram a diversidade e os atributos culturais autênticos das comunidades online, e demonstraram o valor de uma abordagem observacional participante da internet.

Palavras-chave: comunicações mediadas por computador, etnografias de comunidade online, comunicações face a face, pesquisa na internet, teoria da internet, teoria da mídia pobre, comunidade online, identidade online, participação online, teoria da interação social online, efeitos da equalização de status, tecnocultura

TECNOLOGIA E CULTURA

Quase quatro décadas atrás, o teorista dos meios de comunicação canadense Marshall

McLuhan previu que a “mídia eletrônica” “le-

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PARTE IV - 6. A Ideologia como Sistema Cultural

GEERTZ, Clifford Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 6

A Ideologia como Sistema Cultural

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A Ideologia como Sistema Cultural

Constitui, sem dúvida, uma das pequenas ironias da história intelectual moderna o fato de o termo “ideologia” se ter tornado, ele próprio, totalmente ideológico. Um conceito que significava anteriormente apenas uma coleção de propostas políticas, talvez um tanto intelectualizadas e impraticáveis, mas, de qualquer forma, idealistas — “romances sociais” como alguém, talvez Napoleão, as chamou — tornou-se agora, para citar o

Webster, “as afirmações, teorias e objetivos integrados que constituem um programa político-social, muitas vezes com uma implicação de propaganda convencional; como o fascismo, que foi alterado na Alemanha para servir à ideologia nazista” — uma proposição muito mais formidável. Mesmo nas obras que, em nome da ciência, professam utilizar o sentido neutro do termo, o resultado de seu emprego tende a ser distintamente polêmico: em Sutton, Harris, Kaysen e no The American Business Creed de Tobin, sob muitos aspectos excelente, por exemplo, a garantia de que “ninguém deve sentir-se consternado ou ofendido pelo fato de suas opiniões serem descritas como ‘ideologias’ da mesma forma que o famoso personagem de Molière quando descobriu que durante toda a sua vida só estava falando em prosa” é seguida, imediatamente, por uma relação das principais características da ideologia como tendência, supersimplificação, linguagem emotiva e adaptação ao preconceito público.1 Ninguém, pelo menos fora do bloco comunista, onde é institucionalizada uma concepção um tanto diferente do papel do pensamento na sociedade, chamar-se-ia um ideólogo ou consentiria, sem protesto, em assim ser chamado por outrem. Aplica-se agora, quase que universalmente, o familiar paradigma da paródia:

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Medium 9788580554373

Capítulo 21 - Morte

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

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Morte

Querida Sra. Johnson

“Ok, pessoal”, diz a Sra. Plummer, nossa diretora, “vamos começar a reunião”. Nesse momento, a escola faz silêncio. Lori, a outra professora do 5o ano, olha para mim e murmura: “Graças a Deus”, apontando para seu relógio. Sorrio e concordo em voz baixa: “Eu sei”. Nós duas queremos sair cedo, para conseguir aproveitar a promoção de metade do ano no shopping.

Uma coisa que observo rapidamente é que a biblioteca está silenciosa demais.

Você conseguiria ouvir até mesmo um alfinete caindo no chão. Quando vejo a Sra.

Plummer erguer os olhos, quase entro em pânico. Ela é a mulher mais forte e serena que conheço. Fico chocada ao ver que seus olhos estão inchados e vermelhos, seu nariz também está vermelho e lágrimas correm soltas sobre suas bochechas. Tam­ bém observo que a maioria dos funcionários da secretaria, o pessoal da limpeza e até da cafeteria está presente, algo extremamente incomum, porque em geral somente os professores frequentam as reuniões da escola. Lori e eu nos olhamos e balançamos nossas cabeças. “Meu Deus”, penso. “O que será que está acontecendo?”

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Medium 9788571105980

Capítulo 4. Trabalho

BAUMAN, Zygmunt Zahar PDF Criptografado

.4.

Trabalho

A Prefeitura de Leeds, cidade em que passei os últimos 30 anos,

é um monumento majestoso às enormes ambições e autoconfiança dos capitães da Revolução Industrial. Construída em meados do século XIX, grandiosa e rica, pesada e em pedra, foi feita para durar para sempre, como o Partenon e os templos egípcios cuja arquite­tura imita. Contém, como peça central, uma enorme sala de assem­bleias onde os cidadãos deviam se encontrar regularmente para debater e decidir os próximos passos na direção da maior glória da cidade e do Império Britânico. Sob o teto desse salão estão detalhadas em letras douradas e púrpura as regras que devem guiar quem quer que se junte a essa caminhada. Entre os princí­pios sacrossantos da ética burguesa segura e assertiva, como “ho­nestidade é a melhor política”, “auspicium melioris aevi” ou “lei e ordem”, um preceito chama atenção por sua firme e segura brevi­dade: “Para frente”.

Ao contrário do visitante contemporâneo da Prefeitura, os antigos cidadãos que compuseram o código não te­rão tido dúvidas sobre seu significado. Seguramente não sentiram necessidade de perguntar o sentido da ideia de “andar para fren­te”, chamada

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Medium 9788536317113

10. Entrando no campo

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

Introdução à pesquisa qualitativa

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Entrando no campo

As expectativas dos pesquisadores qualitativos e o problema do acesso, 109

As definições de papéis ao entrar em um campo aberto, 110

O acesso a instituições, 111

O acesso a indivíduos, 112

Estranheza e familiaridade, 114

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

desenvolver uma sensibilidade a esse passo-chave no processo de pesquisa. compreender que você, enquanto pesquisador, precisará situar-se no campo. aprender as estratégias que as instituições usam para lidar com pesquisadores e,

às vezes, impedi-los de entrar. compreender a dialética de estranheza e familiaridade neste contexto.

AS EXPECTATIVAS DOS

PESQUISADORES QUALITATIVOS

E O PROBLEMA DO ACESSO

A questão do acesso ao campo em estudo é mais crucial na pesquisa qualitativa do que na quantitativa. Aqui, o contato buscado pelos pesquisadores é o mais próximo ou mais intenso, o que, em resumo, pode ser demonstrado em termos das expectativas associadas a alguns dos métodos qualitativos atuais. Por exemplo, a realização de entrevistas abertas exige um maior envolvimento entre o entrevistado e o pesquisador do que aquele necessário na simples entrega de um questionário. Na gravação de conversas cotidianas, esperase dos participantes certo grau de revela-

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Medium 9788582603628

Capítulo 4 - Renovação Radical

Henry Mintzberg Grupo A PDF Criptografado

4.

RENOVAÇÃO RADICAL

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QUANDO O PESO da roupa molhada em uma máquina de lavar está desequilibrado, ela oscila de forma barulhenta em alta velocidade. Estamos vivendo em um mundo de alta velocidade e desequilibrado, que está oscilando fora de controle. Esta situação tem que mudar, em última análise, por uma questão de equilíbrio, mas imediatamente por uma questão de sobrevivência.

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Ideais nobres e questões simples

Hoje, temos notícia de muitas conferências, livros, relatórios e artigos sobre como lidar com nossos problemas. Dê uma olhada em algum deles e você encontrará todos os tipos de propostas ambiciosas e ideias interessantes, incorporadas em ideais nobres.

Algumas são bem sensíveis; poucas são imediatamente operacionais. Então, dê uma olhada em artigos de jornais, veja na mídia, fale com pessoas na linha de frente. Aqui você vai encontrar histórias sobre todos os tipos de questões simples, todas totalmente operacionais.

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Medium 9788520441459

32. Reaprender a se relacionar é preciso: antes tarde do que nunca

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

32. Reaprender a se relacionar é preciso: antes tarde do que nunca

O bom relacionamento é determinado pela comunicação eficiente

“A empatia, habilidade de reconhecer o que os outros sentem, desempenha um papel fundamental numa vasta gama de áreas da vida. Nasce da autoconsciência. Só sendo capazes de reconhecer as próprias emoções seremos capazes de reconhecer as dos outros.”

Daniel Goleman

Todo e qualquer relacionamento está baseado em um processo interativo, ou seja, na ação e influência recíprocas entre as partes envolvidas. É como agir afetando e, ao mesmo tempo, sendo afetado pela reação do outro. Afinal, constantemente, estamos influenciando e sendo influenciados.

O bom relacionamento é determinado pela capacidade de interagir e conviver com diferentes padrões de cultura, pensamento e comportamento. Logo, se nos comunicamos melhor, nossos relacionamentos e nossa capacidade de entendimento interpessoal serão bem melhores.

Paulo Freire procurava reforçar em suas palestras que o verdadeiro educador era aquele que buscava incentivar a busca do conhecimento pela capacidade de “leitura do mundo”, fruto da riqueza dos relacionamentos humanos à procura do saber pensar e do saber fazer.

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Medium 9788520441459

20. Comunicação sem politicagem

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

20. Comunicação sem politicagem

A verdade é a melhor estratégia

“A sociedade é dependente de uma crítica às suas próprias tradições”

Jürgen Habermas

Abordarei o tema “Comunicar Política” focando o amplo e polêmico campo que envolve a transmissão de informações e divulgação de notícias no movediço e traiçoeiro terreno das eleições para os Poderes Executivo e

Legislativo.

Nas eleições brasileiras, costumamos eleger presidente, governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Temos de exercitar nossa habilidade seletiva e capacidade depurativa para que, em meio ao temporal de propagandas e retóricas que recebemos no período pré-eleitoral, possamos separar a grande quantidade de joio que esconde o pouquinho de trigo ainda existente.

Comunicação e política são atividades totalmente interdependentes. A política é a arte do relacionamento humano em sociedade. Nesse sentido, não existe política sem comunicação, da mesma forma que inexiste comunicação sem política. Por mais que queiramos simplificar a abordagem, esse é um tema bastante complexo e aberto a muitas controvérsias ideológicas. Porém, buscaremos os fatos concretos do tema “Comunicação e

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Medium 9788536317113

16. Dados verbais: uma visão geral

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

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Uwe Flick

16

Dados verbais: uma visão geral

Primeiro ponto de referência: comparação das abordagens com base em critérios, 195

Segundo ponto de referência: seleção do método e verificação de sua aplicação, 195

Terceiro ponto de referência: apropriabilidade do método ao tema, 198

Quarto ponto de referência: ajuste do método no processo de pesquisa, 198

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

comparar as diversas abordagens relativas aos dados verbais a fim de poder decidir quanto à utilização de uma delas em sua pesquisa. avaliar criticamente esta decisão à luz de suas (primeiras) experiências com a aplicação do método escolhido. compreender o método no contexto do processo de pesquisa e das outras etapas do plano de pesquisa.

A coleta de dados verbais representa uma das principais abordagens metodológicas da pesquisa qualitativa, na qual se utilizam diversas estratégias com o objetivo de gerar o máximo possível de abertura em relação ao objeto em estudo e às perspectivas do entrevistado, do narrador ou do participante nas discussões. Ao mesmo tempo, as alternativas metodológicas incluem elementos específicos para a estruturação da coleta de dados. Assim, deve-se fazer com que os tópicos referentes à questão de pesquisa constituam um assunto na entrevista, ou orientar seu tratamento a um maior aprofundamento ou a uma maior abrangência. Além disso, introduzem-se aspectos da questão de pesquisa ainda nãomencionados. Os diferentes métodos alter-

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Medium 9788565848961

Capítulo 4 - O método da netnografia

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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O método da netnografia

Resumo

A netnografia adapta os procedimentos etnográficos comuns de observação participante às contingências peculiares da interação social mediada por computador: alteração, acessibilidade, anonimato e arquivamento. Os procedimentos incluem planejamento, entrada, coleta de dados, interpretação e adesão a padrões éticos. Este capítulo explica a natureza e o papel da netnografia, comparando-a com técnicas online e offline e explicando quando e como abordagens etnográficas e netnográficas devem ser associadas.

Palavra-chave: anonimato, bricolagem, comunicações mediadas por computador, etnografia, métodos de pesquisa da internet, netnografia, pesquisa em comunidades online

O PROCESSO DA ETNOGRAFIA

E DA NETNOGRAFIA

Etnografia e netnografia devem trabalhar em harmonia para iluminar novas questões nas ciências sociais. Entretanto, a forma em que essa coordenação deve ocorrer tem si-

do, até agora, duvidosa e confusa. Este capítulo procura aprofundar-se na relação entre etnografia e netnografia, e depois fornecer um guia simples, mas flexível, para a coordenação de etnografia e netnografia.

O que é etnografia, exatamente? Etnografia é uma abordagem antropológica que

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Medium 9788597021875

3 Origens da Humanidade

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves Grupo Gen ePub Criptografado

O conhecimento do ser humano exige o estudo das diferentes fases pelas quais a humanidade passou, desde o procônsul primitivo até o homem atual.

A Paleontologia Humana e a Arqueologia, juntas, estudam a evolução biocultural da humanidade, tentando compreendê-la melhor, embora o conjunto de dados fósseis ainda seja insuficiente.

Como começou a extraordinária aventura da humanidade? Qual foi a origem do homem?

Devemos pensar que a odisseia da humanidade não poderia sequer começar a ser contada se não fosse por Charles Darwin, que propôs, em 1857, que todos nós descendemos dos macacos, em vez de termos sido criados no ano de 4004 a.C., como postulado pela Igreja.

A árvore genealógica do homem ainda está para ser resolvida... ainda há grandes incógnitas no processo de humanização que motivam debates científicos intensos. Mas um fato é incontestável: foi na África que a evolução do homem começou (NIGRO, 2017).

Cerca de 65 milhões de anos atrás, quando os dinossauros foram extintos, uma espécie de mamífero arborícola com aparência de esquilo começou a se desenvolver. Vivia exclusivamente nos galhos das árvores e por milhões de anos permaneceu alheio ao que aconteceu a poucos metros abaixo (NIGRO, 2017).

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