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Medium 9788580555615

Capítulo 4 - Georg Simmel: Dialética do indivíduo e da sociedade

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Georg Simmel: Dialética do indivíduo e da sociedade

Introdução

A abordagem de Simmel para a sociologia difere das de Comte e Durkheim, no sentido de que ele rejeita a noção de que se pode estudar a sociedade como um todo e tentar descobrir as suas leis de evolução e desenvolvimento. A sociedade é um empreendimento moral e cultural, envolvendo a associação dos indivíduos livres, e, portanto, deve ser abordada de forma diferente da maneira que estudamos, nas ciências físicas, a natureza e as leis da natureza. Para Simmel, a sociedade

é composta das interações entre indivíduos e grupos, e o sociólogo deve estudar os padrões e as formas dessas associações, em vez de buscar leis sociais.

Simmel tenta capturar a complexidade e a ambiguidade da vida social, encarando-a dialeticamente. Embora os indivíduos sejam espíritos livres e criativos e não os meros objetos da determinação social, eles são, no entanto, parte do processo de socialização e desempenham um papel na sua continuidade. É essa tensão dinâmica que Simmel pretende captar em sua teoria social. As explorações de Simmel sobre formas sociais e tipos sociais remetem o leitor a um vórtice de interações. Assim, por exemplo, a tipologia de Simmel sobre o estrangeiro não só aborda a marginalidade da pessoa que existe na periferia de um grupo, mas também descreve como o estrangeiro ou o estranho torna-se um elemento da vida grupal quando seus membros buscam nele confiar. A marginalidade do estrangeiro ou do estranho conota um papel que está no grupo, mas não o per-

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Medium 9788536303062

1. Introdução aos Eventos

David C. Watt Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

1

Introdução aos Eventos

O dicionário define evento como sendo “qualquer coisa que aconteça, diferentemente de qualquer coisa que exista” ou “uma ocorrência, especialmente de grande importância”. Essas definições especificam o assunto deste texto – eventos – como coisas importantes que acontecem. As definições são bastante amplas, mas devem ser abrangentes para permitir sua universalidade, inata no caso do campo de lazer e turismo, que será abordado a seguir. Podemos tratar desde eventos realizados em pequenas comunidades até espetáculos internacionais com participantes de todo o mundo.

Outras definições:

Um evento especial é um fato que ocorre uma vez na vida, voltado a atender necessidades específicas em um determinado momento.

Os eventos de comunidades locais podem ser definidos como atividades estabelecidas para envolver a população local em uma experiência compartilhada, visando seu benefício mútuo.

(Wilkinson)

Ou ainda, tomemos a definição de Goldblatt:

Um evento especial reconhece um momento único no tempo, com cerimônia e ritual, para satisfazer necessidades específicas.

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Medium 9788520431788

3. O consumidor do luxo

PASSARELLI, Silvio Editora Manole PDF Criptografado

3 . o c onsum i d or d o l u x o

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Nos últimos cinquenta anos, a sociedade dedicou-se a consumir de forma compulsiva.9 O volume de consumo foi duas vezes maior que o crescimento da população. Esse modelo de consumismo irresponsável está com os seus dias contados. Não porque assistimos a uma revolução ética e, sim, porque a oferta de matérias-primas, em certos segmentos, apresenta sensíveis sinais de esgotamento.

Poderíamos ocupar aqui muitas páginas tentando encontrar as causas desse fenômeno. Algumas óbvias, como o crescimento da comunicação comercial (publicidade, propaganda, merchandising etc.), outras mais sofisticadas, como a impossibilidade dos Estados nacionais de dinamizar programas de desenvolvimento sustentável.

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Gian Luigi Longinotti-Buitoni (Vendendo sonhos, p.103) entende que “os clientes são indivíduos curiosos que exploram constantemente seus sentidos para expandir seu prazer”.

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Todavia, o que nos parece mais importante é observar que essas múltiplas causas apontam para um quadro de difícil reversão.

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Medium 9788547204921

3 - REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: EDUCAÇÃO TÉCNICA

Rui Fava Editora Saraiva PDF Criptografado

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R EVO LU ÇÃO I NDUSTRI AL :

ED U CAÇÃO TÉC NI CA

Viver não é necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.

Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a (minha alma) a lenha desse fogo.

FERNANDO PESSOA

No instante em que se transmuta a maneira de enxergar os cenários, altera-se o modo de realizar as coisas; quando se cambia o jeito de fazer algo, modifica-se o resultado. Desenvolvimento quase sempre significou especialização. Antes da

Revolução Industrial, a maioria das pessoas vivia em condições mais simples, com manufaturas e oficinas em casa, com pequenas produções. Aproximadamente há dez milênios, em algum ponto, principiou a Revolução Agrícola, que avançou pelo planeta, espraiando aldeias, campanários, colônias e um renovado modo de vida.

Segundo Alvin Toffler:

A Primeira Onda (Revolução Agrícola) não se tinha exaurido pelo fim do século XVII, quando a Revolução Industrial irrompeu desencadeando a Segunda Onda de mudança planetária.

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Medium 9788521635406

Capítulo 13 - O efeito da acumulação sobre os operários. O exército industrial de reserva. Teoria da pauperização

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

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O Efeito da Acumulação sobre os Operários.

O Exército Industrial de Reserva.

Teoria da Pauperização*

Se uma parte da mais‑valia se acrescenta ao capital, e consequen‑ temente é empregada como capital adicional, é evidente que este capital adicional tem necessidade de operários. Permanecendo inal‑ teradas todas as outras circunstâncias, em particular a mesma quan‑ tidade de meios de produção (capital constante), é exigida sempre a mesma quantidade de força de trabalho (capital variável) para ser posta em valor; assim, a procura de trabalho aumentará necessaria‑ mente, tanto mais rapidamente quanto mais rápido for o aumento do capital. Ora, o capital produz cada ano uma mais‑valia cuja fração se acrescenta anualmente ao capital primitivo; esta própria mais‑valia aumenta cada ano, pois que – com a acumulação – o capital torna‑se maior; enfim, com o aguçamento do instinto de enriquecimento, com

* Vol. I, Cap. 23.

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Medium 9788580555615

Capítulo 8 - Teoria das trocas da escolha racional

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Teoria das trocas e da escolha racional

Introdução

A teoria das trocas, que tem suas raízes no utilitarismo e behaviorismo psicológico, surgiu na década de 1960, como mais um paradigma da teoria social a desafiar o funcionalismo. As ideias rudimentares da teoria das trocas também podem ser encontradas em certas noções desenvolvidas por Georg Simmel, à medida que procurou captar a natureza fundamental da vida humana como um processo interativo que envolve relações recíprocas, ou trocas, no âmbito das parcerias sociais. No entanto, o trabalho de George Homans é mais fortemente vinculado ao behaviorismo psicológico de

B. F. Skinner, psicólogo de Harvard, ao passo que Peter Blau recebeu influências mais fortes da obra de Simmel.

Tanto Homans quanto Blau expressam sérias reservas sobre a dependência do funcionalismo em relação a valores e normas para explicar o comportamento social. Para

Homans, em particular, os trabalhos de

Durkheim e mais tarde de Parsons davam muita ênfase ao jogo das forças sociais externas que interferem no comportamento e pouca ênfase ao indivíduo. Quando Homans fala sobre essas teorias sociológicas, em certo sentido ele as encara como ideológicas, uma traição dos ideais ocidentais. Para Homans, a teoria de Durkheim sobre a sociedade é um ataque contra o ideal liberal de autonomia individual e contra a ideia de que os indivíduos são entidades únicas que acabam por dar significado à sociedade.

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Medium 9788521635406

Capítulo 10 - Efeitos desses progressos na situação da classe operária

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

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Efeitos desses Progressos na Situação da Classe Operária* a) Trabalho de mulheres e de crianças

O emprego das máquinas torna supérflua a força muscular e torna‑se meio de emprego para operários sem força muscular, ou com um desenvolvimento físico não pleno, mas com uma grande flexibilidade. Façamos trabalhar mulheres e crianças! Eis a solução que pregava o capital quando começou a utilizar‑se das máquinas.

Essa potência que substituía o trabalho e os operários se tornou assim um meio de aumentar o número dos assalariados, englobando todos os membros da família e submetendo‑os ao capital. O trabalho forçado em proveito do capital substituiu os brinquedos da infância e mesmo o trabalho livre, que o operário fazia para sua família no círculo doméstico e nos limites de uma moralidade sã.**

* Vol. I, Cap. 13, n. 3‑10.

** Durante a crise da indústria algodoeira que assolou a Inglaterra depois de 1860 – devido à guerra civil norte‑americana – o governo inglês enviou, para alguns distritos onde essa indústria se localizava, um médico, o Dr. Smith, encarregado de levantar o

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Medium 9788580555615

Capítulo 7 - Teoria do conflito

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Teoria do conflito

Introdução

As raízes da teoria do conflito encontram-se nas obras de Marx e Weber, as quais reconhecem que, em última análise, é a coerção em vez do consenso que mantém a ordem social.

Embora Marx e Weber tenham imaginado diferentes formas e graus de estratificação social, os dois alegaram que o conflito era a dinâmica fundamental que atuava entre esses estratos. Marx encarava a sociedade capitalista dicotomizada em duas principais classes econômicas, o proletariado e a burguesia.

Essas duas classes estavam mergulhadas em oposição inexorável. Weber reconhecia que a economia era uma das forças determinantes na sociedade, mas afirmava que o status e o poder político também eram importantes. Os grupos sociais se identificariam não apenas de acordo com a riqueza, mas mais profundamente por origens étnicas e culturais e por

“estilos de vida” compartilhados. Assim, se, por um lado, Marx e Weber visualizavam diferentes grupos competindo por recompensas sociais diferentes, por outro, concordavam que a sociedade era fundamentalmente instável e que a força operativa da mudança era o conflito que inevitavelmente surgia entre diversos grupos sociais em competição por bens sociais escassos.

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Medium 9788553131815

PARTE I - RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA: HISTÓRICO, LIMITES E POSSIBILIDADES

Roberto do Nascimento Ferreira, Selma Alves Dios, Luiz Antonio Gaulia, Lilyan Guimarães Berlim, Patricia Almeida Ashley Editora Saraiva PDF Criptografado

PARTE I

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA:

HISTÓRICO, LIMITES

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CAPÍTULO 1

HISTÓRICO DA

RESPONSABILIDADE

SOCIAL CORPORATIVA

Patricia Almeida Ashley

1.1 APRESENTAÇÃO

Neste capítulo, apresento uma perspectiva histórica do século XX, chegando à situação contemporânea do conceito de Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Apresento uma síntese do percurso histórico desse conceito em quatro fases: seus primórdios nos meios acadêmico e empresarial; sua difusão na literatura e nos modelos de negócio a partir da década de 1970; estado da arte da literatura em RSC; as principais referências globais de diretrizes, padrões e ferramentas em responsabilidade social corporativa atualmente. Algumas referências internacionais já globalmente referendadas são aqui citadas, como a Global Reporting Initiative (GRI),1 as diretrizes da Organização para a

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Medium 9788584290826

Capítulo 8 - Analisando dados qualitativos I: Compilando, decompondo e recompondo

Robert K. Yin Grupo A PDF Criptografado

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Analisando dados qualitativos I

Compilando, decompondo e recompondo

A análise de dados qualitativos geralmente ocorre em cinco fases, e o presente capítulo aborda as três primeiras. A primeira fase analítica, compilar dados para formar uma base de dados formal, exige uma organização cuidadosa e metódica dos dados originais. A segunda fase, decompor os dados, pode envolver um procedimento de codificação formal, embora não necessariamente. A terceira fase, recompor, é menos mecânica e se beneficia da capacidade do pesquisador de identificar padrões emergentes. Diversas formas de criar arranjos de dados podem ajudar a revelar tais padrões nessa terceira fase.

Existem à disposição programas de computador em constante aperfeiçoamento para auxiliar em todo o processo analítico. Entretanto, quer os pesquisadores decidam usar esses programas quer não, todas as decisões analíticas devem ser tomadas pelo pesquisador. Um risco na utilização de softwares é a atenção adicional necessária para seguir os procedimentos e a terminologia do programa. Tal atenção pode prejudicar o desejado pensamento analítico, gastar muita energia e dificultar as decisões necessárias para realizar uma análise robusta.

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Medium 9788580554373

Capítulo 24 - Guerra/terrorismo

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

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Guerra/terrorismo

Não sou terrorista — Sou norte-americano

Abro o mapa dos Estados Unidos. “Agora”, digo aos alunos do 5o ano,

“vocês podem abrir na página 219 do livro de estudos sociais, onde há um mapa do país, para ajudar na identificação dos estados”. Olho para trás e continuo,

“Agora, vou contar para vocês um pouco da minha história e darei um tempo para que adivinhem de onde eu vim”. Essa é a introdução para os nossos projetos de estudos sociais sobre os estados. Cada aluno deverá escrever um texto de três a quatro páginas sobre seu estado, reunir imagens que ilustrem fatos marcantes em um painel dobrável e fazer uma apresentação oral.

Olho para os meus alunos e digo: “Nasci em um estado com terra vermelha.

Meus ancestrais eram um povo nativo dos Estados Unidos. Eles eram grandes guerreiros, líderes espirituais e caçadores”. Olho em volta e vejo alguns cochichan­ do sobre de qual estado pensam que vim. “Infelizmente, muitos dos meus ances­ trais foram mortos por doenças e pela guerra.” Arrumo minha postura e digo: “O estado onde nasci fica no Meio-Oeste. Ele é conhecido como o 'Sooner State' e tem uma forte tradição em futebol americano universitário”. Sorrio ao ver que alguns estão apontando para Oklahoma em seus livros. E continuo, “Há muitas reservas de petróleo em meu estado”. Pensando sobre outra pista que possa dar, digo: “Du­ rante o verão, é bastante quente e úmido; durante o inverno, neva. Mas o que mais me lembro de quando ainda morava lá são as tempestades de gelo”. Olho para a turma e, finalmente, digo: “Então, alguém sabe me dizer de onde eu vim?”.

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Medium 9788571104389

Capítulo 2. A cultura interfere no plano biológico

LARAIA, Roque de Barros Zahar PDF Criptografado

2. A CULTURA INTERFERE

NO PLANO BIOLÓGICO

Vimos, acima, que a cultura interfere na satisfação das necessidades fisiológicas básicas. Veremos, agora, como ela pode condicionar outros aspectos biológicos e até mesmo decidir sobre a vida e a morte dos membros do sistema.

Comecemos pela reação oposta ao etnocentrismo, que

é a apatia. Em lugar da superestima dos valores de sua própria sociedade, numa dada situação de crise os membros de uma cultura abandonam a crença nesses valores e, consequentemente, perdem a motivação que os mantém unidos e vivos. Diversos exemplos dramáticos deste tipo de comportamento anômico são encontrados em nossa própria história.

Os africanos removidos violentamente de seu continente (ou seja, de seu ecossistema e de seu contexto cultural) e transportados como escravos para uma terra estranha habitada por pessoas de fenotipia, costumes e línguas diferentes perdiam toda a motivação de continuar vivos. Muitos foram os suicídios praticados, e outros acabavam sendo mortos pelo mal que foi denominado de banzo. Traduzido como saudade, o banzo é de fato uma forma de morte decorrente da apatia.

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Medium 9788521635406

Capítulo 8 - Métodos para o aumento da mais valia

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

8

Métodos para o Aumento da Mais‑Valia*

A mais‑valia é produzida pelo emprego da força de trabalho.

O capital compra a força de trabalho e paga, em troca, o salário.

Trabalhando, o operário produz um novo valor, que não lhe per‑ tence, e sim ao capitalista. É preciso que ele trabalhe certo tempo para restituir unicamente o valor do salário. Mas isso feito, ele não para, mas trabalha ainda mais algumas horas por dia. O novo valor que ele produza agora, e que passa então ao montante do salário, se chama mais‑valia.

O capital, consequentemente, obtém de início uma produção de mais‑valia prolongando simplesmente a jornada de trabalho além do tempo de trabalho “necessário” (“necessário” no sentido de substi‑ tuição do valor da força de trabalho). De início, o capital subordina o trabalho às condições técnicas nas quais ele se encontra histori‑ camente. Ele não transforma imediatamente o modo de produção.

* Vol. I, Caps. 8, 9 e 10.

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Medium 9788580554373

Capítulo 16 - Uso de drogas

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

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Uso de drogas

Ficar bonita

“Meninas”, digo para April, Amanda, Brittany e Chelsea, que estão no fundo da sala de aula, “se vocês não guardarem as escovas, os batons e os espelhos, eles vão para minha mesa e seus pais terão de vir à escola retirá-los”.

April olha para mim e diz: “Mas Sra. Crane, está quase na hora do almoço. Eu tenho que ficar bonita”. As outras meninas começam a rir junto com April.

Balanço minha cabeça e digo: “Eu entendo, mas vocês precisam esperar até o intervalo ou horário do almoço para se escovarem”. Carlton, que está sentado à mesa ao lado da delas, interrompe, debochando: “Se escovarem”. Ele dá uma risada e diz: “Eu pensei que só cachorros eram escovados”. Vários dos meninos de sua mesa o cumprimentam batendo os punhos, e ouço Johnny dizer: “Então, a Sra. Crane está certa. Só os cachorros são escovados”. E então toda a última fileira cai na risada. Para retomar o controle da sala de aula, digo rapidamente:

“Só por isso, Johnny, sua mesa acaba de perder 100 pontos”. Ponho as mãos nos quadris e lanço um olhar severo. Posso ver em seus rostos que eles não gostaram nem um pouco e estão desapontados. Então, me viro levemente e corrijo a tabela de pontos no quadro branco. Agora toda a turma ficou quieta.

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Medium 9788580555707

Capítulo 11 - Movimentos Sociais, Mudança Social e Tecnologia

Richard T. Schaefer Grupo A PDF Criptografado

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MOVIMENTOS SOCIAIS,

MUDANÇA SOCIAL E TECNOLOGIA

t u p í l

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o

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MOVIMENTOS SOCIAIS

TEORIAS DA MUDANÇA SOCIAL

RESISTÊNCIA À MUDANÇA SOCIAL

A TECNOLOGIA E O FUTURO

Quem governa os Estados Unidos e quem o governará no futuro? A elite

– o 1% da população no topo da pirâmide –, ou todos os demais – os assim chamados 99%?

Em 2011 e 2012, durante uma profunda e duradoura recessão, a pergunta foi o tópico central do movimento Occupy Wall Street. O movimento começou na cidade canadense de Vancouver com a sugestão dos editores da revista Adbusters de se organizar um protesto contra a “tirania das grandes corporações” no Sul da ilha de Manhattan. Espelhando as últimas novidades tecnológicas, o apelo à ação foi uma postagem no Twitter que se encerrava com o link

“#occupywallstreet”.

Em 7 de setembro de 2011, primeiro dia do movimento, 2 mil manifestantes reuniram-se na cidade de Nova York. Dizendo-se porta-vozes da vasta maioria dos norte-americanos, afirmavam estar ali para representar “os 99%” – aqueles que, com a quebra do mercado de ações, haviam perdido o emprego, a casa ou as economias que lhes permitiriam aposentar-se. Nas semanas seguintes, o movimento se alastraria por todo o território norte-americano, e pelo planeta, onde milhões de pessoas também sofriam com a crise financeira global (Peralta, 2011; M. Scherer, 2011).

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