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Medium 9788584290826

Capítulo 6 - Métodos de coleta de dados

Robert K. Yin Grupo A PDF Criptografado

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Métodos de coleta de dados

Dados servem como base para um estudo de pesquisa. Em pesquisa qualitativa, os dados relevantes derivam de quatro atividades de campo: entrevistas, observações, coleta e exame (de materiais) e sentimentos. O presente capítulo descreve essas atividades detalhadamente. Ao fazer entrevistas, o contraste entre entrevistas estruturadas e qualitativas chama especial atenção. Em relação às observações, importantes escolhas envolvem determinar

“o quê, quando e onde” observar. Sobre a coleta de materiais, artefatos, muitos tipos diferentes de objetos podem ser proveitosamente coletados durante o trabalho de campo. Os sentimentos – representados pelos múltiplos sentidos e não restritos ao sentido do tato – podem envolver o ruído, o ritmo temporal e o calor/frio de um ambiente de estudo, assim como conjecturas sobre as relações sociais entre os participantes. Entre todos os quatro tipos de atividades de campo, o capítulo discute cinco práticas desejáveis, incluindo diferenciar evidências de primeira, segunda e terceira mão.

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Medium 9788521635406

Capítulo 11 - Queda da taxa de lucro

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

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Queda da Taxa de Lucro*

A constante diminuição relativa do número de operários emprega‑ dos deve influenciar de modo particular a taxa de lucro.

A finalidade das máquinas (do mesmo modo que a dos pro‑ gressos técnicos dos períodos anteriores) é economizar trabalho. A mesma quantidade, ou mesmo uma quantidade maior, de mercado‑ rias é produzida por um menor número de operários. O trabalho vivo, adquirindo um rendimento elevado, torna‑se mais produtivo.

Aumentar a produtividade: eis o alfa e o ômega de todo progresso econômico.

Porém, isso significa que um mesmo número de operários traba‑ lha uma quantidade sempre maior de matéria‑prima e de meios de trabalho. Se, por exemplo, graças à ajuda das máquinas, os operários podem fabricar dez vezes mais fio de algodão do que fabricavam antes no mesmo tempo, passam a necessitar dez vezes mais algo‑ dão, acrescentando‑se o corpo potente e precioso da máquina de um valor muito maior que o das antigas ferramentas dos artesãos.

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Medium 9788521635406

Capítulo 10 - Efeitos desses progressos na situação da classe operária

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

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Efeitos desses Progressos na Situação da Classe Operária* a) Trabalho de mulheres e de crianças

O emprego das máquinas torna supérflua a força muscular e torna‑se meio de emprego para operários sem força muscular, ou com um desenvolvimento físico não pleno, mas com uma grande flexibilidade. Façamos trabalhar mulheres e crianças! Eis a solução que pregava o capital quando começou a utilizar‑se das máquinas.

Essa potência que substituía o trabalho e os operários se tornou assim um meio de aumentar o número dos assalariados, englobando todos os membros da família e submetendo‑os ao capital. O trabalho forçado em proveito do capital substituiu os brinquedos da infância e mesmo o trabalho livre, que o operário fazia para sua família no círculo doméstico e nos limites de uma moralidade sã.**

* Vol. I, Cap. 13, n. 3‑10.

** Durante a crise da indústria algodoeira que assolou a Inglaterra depois de 1860 – devido à guerra civil norte‑americana – o governo inglês enviou, para alguns distritos onde essa indústria se localizava, um médico, o Dr. Smith, encarregado de levantar o

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Medium 9788597014020

7 - Probabilidades

SILVA, Ermes Medeiros da; SILVA, Elio Medeiros da; GONÇALVES, Valter; MUROLO, Afrânio Carlos Grupo Gen PDF Criptografado

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PROBABILIDADES

A palavra probabilidade é usada popularmente como expectativa de ocorrência de algum fato. Este capítulo tem os seguintes objetivos:

1. Sistematizar o conceito de probabilidade com o conhecimento de todos os possíveis resultados de um fenômeno.

2. Transportar para a linguagem dos conjuntos um fenômeno descrito em linguagem usual, com a finalidade de calcular sua probabilidade de ocorrência.

Para saber se esses objetivos foram atingidos, resolva os exercícios propostos.

7.1 INTRODUÇÃO

Quando solicitados a estudar um fenômeno coletivo, verificamos a necessidade de descrever tal fenômeno por um modelo matemático que permita explicar da melhor forma possível este fenômeno.

A teoria das probabilidades permite construir modelos matemáticos que explicam um grande número de fenômenos coletivos e fornecem estratégias para a tomada de decisões.

Iniciaremos o estudo da teoria das probabilidades enfocando o objeto de estudo do cálculo de probabilidades.

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Medium 9788536317113

16. Dados verbais: uma visão geral

Uwe Flick Grupo A PDF Criptografado

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Uwe Flick

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Dados verbais: uma visão geral

Primeiro ponto de referência: comparação das abordagens com base em critérios, 195

Segundo ponto de referência: seleção do método e verificação de sua aplicação, 195

Terceiro ponto de referência: apropriabilidade do método ao tema, 198

Quarto ponto de referência: ajuste do método no processo de pesquisa, 198

OBJETIVOS DO CAPÍTULO

Após a leitura deste capítulo, você deverá ser capaz de:

comparar as diversas abordagens relativas aos dados verbais a fim de poder decidir quanto à utilização de uma delas em sua pesquisa. avaliar criticamente esta decisão à luz de suas (primeiras) experiências com a aplicação do método escolhido. compreender o método no contexto do processo de pesquisa e das outras etapas do plano de pesquisa.

A coleta de dados verbais representa uma das principais abordagens metodológicas da pesquisa qualitativa, na qual se utilizam diversas estratégias com o objetivo de gerar o máximo possível de abertura em relação ao objeto em estudo e às perspectivas do entrevistado, do narrador ou do participante nas discussões. Ao mesmo tempo, as alternativas metodológicas incluem elementos específicos para a estruturação da coleta de dados. Assim, deve-se fazer com que os tópicos referentes à questão de pesquisa constituam um assunto na entrevista, ou orientar seu tratamento a um maior aprofundamento ou a uma maior abrangência. Além disso, introduzem-se aspectos da questão de pesquisa ainda nãomencionados. Os diferentes métodos alter-

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Medium 9788565848961

Capítulo 2 - Compreendendo a cultura online

Robert V. Kozinets Grupo A PDF Criptografado

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Compreendendo a cultura online

Resumo

A pesquisa e a teoria sobre comunidades online já têm mais de três décadas de história e envolvem todas as ciências sociais. O espaço social online das comunicações mediadas por computador foi uma vez considerado pobre, frio e igualitário. Mas os reais estudos dos grupos sociais online enfatizaram a diversidade e os atributos culturais autênticos das comunidades online, e demonstraram o valor de uma abordagem observacional participante da internet.

Palavras-chave: comunicações mediadas por computador, etnografias de comunidade online, comunicações face a face, pesquisa na internet, teoria da internet, teoria da mídia pobre, comunidade online, identidade online, participação online, teoria da interação social online, efeitos da equalização de status, tecnocultura

TECNOLOGIA E CULTURA

Quase quatro décadas atrás, o teorista dos meios de comunicação canadense Marshall

McLuhan previu que a “mídia eletrônica” “le-

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Medium 9788597021875

6 Organização Econômica

Marina Marconi, Zelia Maria Presotto Grupo Gen ePub Criptografado

A organização econômica é um ramo da Antropologia que “trata do funcionamento e da evolução dos sistemas econômicos das sociedades primitivas e rurais” (GODELIER, In COPANS, 1971, p. 221). Refere-se ao modo como os indivíduos conseguem, utilizam e administram seus bens e recursos.

Faz parte da organização social e encontra-se em todas as sociedades, mesmo entre as mais simples. Todavia, os aspectos da produção e consumo variam muito de cultura para cultura, no tempo e no espaço.

Ao falar de Economia, fazemos referência à forma de organização de indivíduos e sociedades para o uso de recursos limitados para atender às suas necessidades ilimitadas. Ao estudar a organização econômica de uma sociedade particular, o seguinte é considerado:

a. como essas sociedades conseguem sua subsistência;

b. quais as fontes de seus alimentos;

c. como o trabalho é organizado;

d. como são distribuídos os bens e serviços;

e. quais os bens mais apreciados;

f. qual o calendário das atividades sazonais;

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Medium 9788520434802

3. Do mau uso de Paulo Freire

Paulo Ghiraldelli Junior Editora Manole PDF Criptografado

3.

Do mau uso de Paulo Freire

N

ão existe “método Paulo Freire”. Todos nós sabíamos disso, ao menos os da minha geração. Todavia, como tudo na filosofia tradicional (leia-se filosofia moderna) é epistemologizado e, então, metodologizado, e, como na área pedagógica, até pela própria origem da palavra pedagogia, importam antes os métodos que o conteúdo, logo todos engoliram o vocabulário corrente. Surgiu então o tal “método Paulo Freire”.

Daí por diante, não adiantou mais Paulo Freire insistir que sua pedagogia era antes de tudo política. As pessoas repetiam com ele que “tudo é político” e, assim, como não poderia deixar de ser nesses casos, esvaziaram a expressão “política” e reduziram logo a filosofia da educação de Freire a alguns procedimentos de alfabetização associados a não mais que duas ou três frases

“metodológicas”, principalmente a ideia de “levar em conta a experiência do educando”. Foi assim que geramos o “mau uso de Paulo Freire”.

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Medium 9788597021875

14 O Indígena Brasileiro

Marina Marconi, Zelia Maria Presotto Grupo Gen ePub Criptografado

Este capítulo aborda aspectos de uma parcela da população brasileira que coexiste com a sociedade nacional, embora seja demograficamente pouco representativa. Trata-se da população indígena brasileira, constituída por grande diversidade de grupos tribais, distribuídos irregularmente pelo território nacional, mas constituindo uma realidade que não pode ser ignorada.

A luta pela garantia dos direitos de povos indígenas se confunde com a própria história americana. O marco do movimento indígena data de 1940, no México, momento em que foi realizado o primeiro Congresso Indigenista Americano (Convenção de Pátzcuaro), com o objetivo de criar e discutir políticas que pudessem zelar pelos índios na América. Porém, no Brasil, começaria a se manifestar de maneira mais organizada apenas na década de 1970, tendo em vista a necessidade de proteção de terras em relação a políticas expansionistas do governo militar. Algum tempo se passou até que, em 2002, fosse criada a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), como uma maneira de unir as necessidades dos povos em geral em uma única voz (POLITIZE, 2016).

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Medium 9788580555615

Capítulo 10 - Interação simbólica

James Farganis Grupo A PDF Criptografado

Interação simbólica

Introdução

Discutimos as ideias de George Herbert

Mead em um capítulo anterior. Lembre-se de que a contribuição de Mead à compreensão sociológica foi sua teoria sobre o self como produto social e sua tentativa de capturar o processo interativo e dinâmico pelo qual o self é formado. Ao rejeitar o behaviorismo watsoniano, Mead não só deixou de lado uma visão excessivamente simplista do comportamento humano como resposta condicionada, mas também introduziu um agente social ativo e reflexivo cuja consciência poderia ser entendida, por meio da análise dos processos sociais que contribuem para a sua construção.

Herbert Blumer (1900-1987) foi aluno de Mead na University of Chicago. Embora

Mead tenha sido filósofo, seus cursos em psicologia social atraíram vários alunos de pósgraduação de sociologia, entre os quais, Blumer. Ele se tornou um grande intérprete da obra de Mead e usou pela primeira vez o termo interacionismo simbólico, em 1937, em um artigo que explicava como a participação ativa na vida de um grupo afeta o desenvolvimento social de um indivíduo. O trabalho de

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Medium 9788547232092

8.1 Uma trajetória crítica sobre a técnica instrumental

Josélia Ferreira dos Reis, Vânia Morales Sierra Editora Saraiva PDF Criptografado

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Poder Judiciário e Serviço Social

a qualidade dos serviços prestados à população e, principalmente, reforçando a autonomia profissional na escolha daqueles instrumentos mais adequados para a realização de seu trabalho.

Não se trata aqui de mera instrumentalização para a elaboração de relatórios, laudos ou pareceres, nem de constituir mero entrevistador. A proposta é iniciar uma discussão, apresentando diversos instrumentos, com suas principais utilizações, e refletir sobre os objetivos de cada um e as possibilidades e limites do instrumental técnico para compreensão e explicitação de uma análise técnica, fundamentada sobre a realidade social, sempre buscando o referencial teórico para embasamento da análise técnica.

Há uma relação direta entre o uso, a construção dos instrumentos e a elaboração dos documentos finais com a escolha da direção ético-política dos profissionais, que embasará as considerações qualitativas12 que figurarão nos documentos e que levarão a determinados resultados. Porém, para que as considerações sejam realmente qualitativas, a fundamentação teórica, tanto como a aproximação com a realidade estudada,

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Medium 9788521631941

Capítulo 12 - Empresas, Estado e Sociedade Civil

Vania Martins dos Santos Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 12

Empresas, Estado e

Sociedade Civil

N

este capítulo, buscaremos compreender as características do Estado e da sociedade civil, bem como sua relação com as organizações no cenário atual.

Veremos as transformações nas funções sociais do Estado e o surgimento de novos atores sociais na sociedade civil, provocando mudanças no ambiente político das organizações. Nesse contexto, buscaremos compreender a emergência de questões centrais para as organizações, como a questão ambiental e os direitos dos consumidores.

12.1  Empresas e sociedade

Bertero (1996) ressalta a composição cada vez mais complexa do ambiente social e político das organizações, mostrando a emergência de novos atores no cenário organizacional, dotados de poder e capazes de influenciar os rumos das organizações. Além do surgimento dos gestores profissionais e dos acionistas, outros atores também começaram a afetar o equilíbrio de poder nas organizações. O movimento operário, especialmente a partir do século XIX, forçou as empresas a rever as relações de trabalho e a negociar com os sindicatos que então surgiam.

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Medium 9788597014020

3 - Medidas de Tendência Central

SILVA, Ermes Medeiros da; SILVA, Elio Medeiros da; GONÇALVES, Valter; MUROLO, Afrânio Carlos Grupo Gen PDF Criptografado

3

MEDIDAS DE

TENDÊNCIA CENTR AL

Objetivos do capítulo:

1. Caracterizar um elemento central da série estatística em torno do qual se posicionam os outros dados da série.

2. Determinar, em cada caso, a melhor dessas medidas a ser utilizada para representar a série.

No final do capítulo, os exercícios podem verificar se os objetivos foram atingidos.

3.1 INTRODUÇÃO

No estudo de uma série estatística é conveniente o cálculo de algumas medidas que a caracterizam.

Estas medidas, quando bem interpretadas, podem fornecer-nos informações muito valiosas com respeito à série estatística.

Em suma, podemos reduzi-la a alguns valores, cuja interpretação fornece-nos uma compreensão bastante precisa da série.

Um destes valores é a medida de tendência central.

É um valor intermediário da série, ou seja, um valor compreendido entre o menor e o maior valor da série. É também um valor em torno do qual os elementos da série estão distribuídos e a posiciona em relação ao eixo horizontal.

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Medium 9788530981679

MEDICINA E ECONOMIA NACIONAL-SOCIALISTA

João Ricardo Moderno Grupo Gen PDF Criptografado

MEDICINA E ECONOMIA

NACIONAL-SOCIALISTA

A Darcy do Nascimento Moderno e Aleksander Henryk Laks, in memoriam, o primeiro por ter lutado na Itália contra o nazismo, e o segundo por ter sobrevivido a Auschwitz.

Hitler, desde a sua inscrição no Partido dos Trabalhadores Alemães

(Deutsche Arbeitpartei), em 1919, e principalmente ao assumir a presidência em 1920, quando muda o nome do partido para aquele pelo qual seria conhecido pela história, Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP, Nationalsozialistische

Deutsche Arbeiterpartei), sempre considerou que a política a ser implantada na Alemanha e na Grande Alemanha deveria ser uma política de “saúde pública” racial. Com efeito, diz ele: “não creiam que se possa combater uma doença sem matar o organismo que é a causa, sem destruir o bacilo. Não acreditem que se pode combater a tuberculose racial sem fazer com que o povo se livre do micróbio que é a causa da tuberculose racial. Enquanto não eliminarmos o agente causal, o judeu, de nosso seio, a influência nociva da judiaria não desaparecerá, e o envenenamento do povo continuará”.1

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Medium 9788520435762

15. Fisiologia sensorial

Martin H. Maurer Editora Manole PDF Criptografado

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Fisiologia humana ilustrada

15.1 Fisiologia sensorial geral

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Para que exista uma interação direcionada com o meio ambiente, cinco sistemas sensoriais se desenvolvem (Tab. 15.1).

Tabela 15.1 Os cinco sistemas sensoriais

Sentido

Adjetivo derivado do latim* Adjetivo derivado do grego** Exemplo de distúrbio

Visão

Visual

Óptico

Anopsia

Audição

Auditivo

Acústico

Hipoacusia

Olfato

Olfatório

Ósmico

Hiperosmia

Tato

Tátil

Háptico

Anestesia

Paladar

Gustatório

-

Ageusia

* A observação parte, geralmente, do destinatário

** A observação parte, geralmente, do objeto

Um estímulo adequado para o sistema sensorial é captado por receptores sensoriais apropriados, geralmente por meio de alteração do potencial de membrana da célula receptora (potencial receptor ou potencial gerador). Esse processo é chamado transdução. A intensidade do potencial receptor é proporcional ao estímulo (codificação análoga). No próximo passo, o potencial receptor é codificado como potencial de ação. Esse processo é denominado transformação. A frequência dos potenciais de ação corresponde, então, à intensidade do potencial receptor (codificação digital) (Fig. 15.1, 15.2).

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