311 capítulos
  Título Autor Editora Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta
Medium 9788597021875

8 Religião

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Para Hock (2002), um dos problemas com a definição do conceito de religião reside no fato de que o próprio conceito surgiu em um ambiente muito específico cultural e histórico que pertence predominantemente à história ocidental das ideias. Assim, quando tentamos aplicar o conceito de religião como um conceito universal a fenômenos em outros contextos históricos e culturais, nos encontramos com dificuldades inesperadas.

Devido à sua história e suas raízes profundamente incorporadas em certas necessidades humanas difíceis de especificar, a religião manifestou-se em inúmeras variantes. Assim, é pouco provável caracterizar todos os elementos ou denominadores comuns dos fenômenos ligados à religião. Por exemplo, James H. Leuba, psicólogo norte-americano, especialista no estudo das religiões, descobriu pelo menos 48 definições (ALATAS, 1977).

Segundo Sarah F. Hoyt (1912), a etimologia, explicada pelo gramático romano (século 4 a.D.) Sérvius: religio, id est metus ab eo quod mentem religet, dicta religio (religião, ou seja, medo; é considerada religião, o que une o espírito. Traduzido pelo atualizador), foi apoiada pelo filósofo cristão Lactâncius (aprox. 313 a.D.), que cita a expressão do célebre poeta romano Lucrécio (c. 96 a 55 a.C.): religionum animus nodis exsolvere (procuro desatar da mente os nós da religião), como prova da relação entre ligação e religião. Santo Agostinho, um dos mais famosos santos da Igreja Romana, adota essa definição e descreve a “verdadeira religião” como aquela que tem a intenção de reconciliar ou “reatar” a alma – que foi separada de Deus, ou se afastou Dele – com Deus.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580554373

Capítulo 10 - Abuso infantil

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

10

Abuso infantil

Que menino!

“Meninos!” Sopro o apito e, então, grito para o grupo de alunos do 3o ano perto do escorregador, “Por favor, saiam do caminho para que Justin possa descer com segurança”. Shawn, um dos meus alunos do 2o ano do ano passado, faz sinal positivo e grita: “Sem problema, Sra. Merritt”. Então, abre um grande sorriso e ele e seus amigos se afastam para o lado do escorregador.

Enquanto observo as crianças durante a supervisão do pátio, cuido para não ficar de costas para os brinquedos. Lembro-me de quando ainda não tinha me formado e uma de minhas amigas, Morgan, também professora em formação, não conseguiu evitar que uma criança pulasse de cima do escorregador e quebrasse o braço e a perna porque ela estava de costas falando com outros alunos. Quando chegou o momento de preencher o relatório oficial, ela não podia relatar nada, pois não havia visto nada. Mas não me entenda mal. Sei que professores não têm olhos nas costas, mas Morgan ainda tem problemas e se sente culpada por causa desse

Ver todos os capítulos
Medium 9788520441459

39. Vaidade: puro egocentrismo ou necessidade humana?

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

39. Vaidade: puro egocentrismo ou necessidade humana?

A vaidade é um sentimento que simplesmente tentamos negar que sentimos

“Quem se entrega à vaidade e não se entrega à meditação, com o tempo invejará aquele que se esforçou na meditação”

Provérbio budista

A palavra vaidade origina-se do latim vanitas, que significa qualidade do que é vão, fútil e ilusório. O dicionário Aurélio define vaidade como presunção, frivolidade e orgulho injustificado. No inconsciente coletivo da humanidade, a palavra vaidade significa o desejo imoderado de atrair admiração, atenção, elogios e homenagens.

No íntimo de cada um de nós, a vaidade é um sentimento que simplesmente tentamos negar que sentimos. Para isso, muitas vezes, somos capazes de forçar atitudes de desprendimento, tentando nos convencer de que não somos fracos ou pobres de espírito ao ponto de ficarmos cultuando nosso ego como um deus. Um deus mundano e cheio de fraquezas, como os deuses gregos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788520441459

5. Relacionamento é a base do sucesso na vida

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

5. Relacionamento é a base do sucesso na vida

Conceitos interdependentes de valorização humana

“Necessitamos uns dos outros para sermos nós mesmos.”

Santo Agostinho

Cada vez mais, empresas e profissionais vencedores vêm consolidando o sucesso em suas atuações por meio da qualidade das comunicações e dos relacionamentos que conseguem criar, manter e desenvolver com seus públicos de interesse.

Comunicação e relacionamento são dois conceitos interdependentes.

Para resolvermos problemas e superarmos desafios, nas mais diversas esferas da vida, necessitamos nos relacionar com nossos familiares, amigos, parceiros de trabalho e clientes.

Todo e qualquer relacionamento está baseado em um processo interativo, ou seja, na ação e na influência recíprocas entre as partes envolvidas.

É como agirmos afetando e, ao mesmo tempo, sermos afetados pela reação do outro.

A abertura para a comunicação e o diálogo é um dos principais segredos para a concretização de relacionamentos produtivos e duradouros. O principal objetivo da comunicação é criar a conexão entre pessoas. Essas conectividades favorecem a superação de problemas, a conquista de metas e o vislumbre de novas oportunidades.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 14 - A chamada acumulação primitiva

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

14

A Chamada Acumulação Primitiva*

Já vimos como o capital produz a mais‑valia e como a mais‑valia produz um novo capital. Mas a acumulação do capital pressupõe a mais‑valia, como esta pressupõe a produção capitalista, e esta, por sua vez, a concentração nas mãos dos produtores de mercadorias de massas consideráveis de capital ou força de trabalho. Todo esse movi‑ mento parece, assim, mover‑se em um círculo vicioso, de onde não podemos sair a não ser pressupondo, anteriormente à produção capi‑ talista, uma acumulação primitiva que seria não o resultado, mas o ponto de partida ao modo de produção capitalista.

Essa acumulação primitiva desempenha na Economia Política quase o mesmo papel que o pecado original na Teologia. Adão comeu a maçã, e o pecado caiu sobre todo o gênero humano. Explicam‑nos a origem dessa acumulação por meio de um conto reportado a um passado longínquo. Certa vez, faz muito tempo, havia uma elite labo‑ riosa, inteligente e, sobretudo, econômica, e, por outro lado, um bando de preguiçosos que esbanjavam o que tinham e o que não tinham em festas e farras. A lenda do pecado original nos conta, é

Ver todos os capítulos
Medium 9788597021875

11 Cultura e Personalidade

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves Grupo Gen ePub Criptografado

Analisadas como fenômenos abrangentes, cultura e personalidade se constituem em respostas a necessidades globais: a primeira é a resposta às necessidades da sociedade que a produziu, a segunda é a resposta às necessidades da pessoa na qual se produziu. Estamos, portanto, diante de dois fenômenos que, embora possuam dinâmicas e leis próprias, guardam certa semelhança por terem como finalidade possibilitar o adequado funcionamento de outros dois fenômenos: a sociedade no caso da cultura e a pessoa humana no caso da personalidade (OLIVEN, 2009).

A temática referente às inter-relações de cultura e personalidade constitui um dos mais novos campos da Antropologia. Alguns estudiosos, de tendências mais radicais, acreditam mesmo que se possa dispensar a contribuição da Psicologia no desenvolver dos estudos antropológicos. Creem ainda que os antropólogos com orientação psicológica tenham uma ótica diferente ao explicar ou reinterpretar valores, padrões e instituições, que os distingue dos objetivos puramente antropológicos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 3 - Valor de uso e valor de troca – o trabalho socialmente necessário

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

3

Valor de Uso e Valor de Troca – O Trabalho

Socialmente Necessário*

A mercadoria é de início um objeto externo, uma coisa que satis‑ faz para seus proprietários uma necessidade humana qualquer. Toda a coisa útil, tal como o ferro, o papel etc., deve ser considerada sob um duplo aspecto: a qualidade e a quantidade. Cada uma é um conjunto de qualidades numerosas e pode ser útil às mais diversas finalidades. É a utilidade de uma coisa que lhe dá um valor de uso.

Mas essa utilidade não surge no ar. É determinada pelas proprieda‑ des físicas das mercadorias e não existe sem isso. A mercadoria em si, tal como o ferro, o trigo, o diamante etc., é, pois, um valor de uso, um bem.

O valor de troca aparece de início como a relação quantitativa pela qual os valores de uso de uma espécie se trocam pelos valores de uso de outra. Uma quantidade tal de mercadoria troca‑se regu‑ larmente por outra tal quantidade de outra mercadoria: é seu valor de troca – relação que varia com tempo e lugar. O valor de troca

Ver todos os capítulos
Medium 9788522474967

Parte 1 - D Tudo Começa no Briefing

PÚBLIO, Marcelo Abilio Grupo Gen PDF Criptografado

D

Tudo Começa no Briefing

Mas, depois de pronto, onde colocar o briefing?

Não há pão sem farinha, assim como não há projeto sem briefing. Mas, depois de pronto, onde está a farinha do pão?

Este capítulo aborda os seguintes tópicos:

�� Qual é a origem do termo briefing?

�� Como desenvolver um briefing?

�� Quais itens deve conter um briefing?

�� Qual é a importância do briefing para o projeto?

�� Onde colocá-lo depois de pronto?

�� Como manter um bom relacionamento com o cliente?

�� Como o briefing pode ajudar no desenvolvimento do projeto?

O briefing é o documento que informa do ponto de vista do anunciante: seu mercado, seus concorrentes, seu produto/serviço, sua marca e seu público-alvo, além de indicar seu problema.

A palavra teve a sua origem na Segunda Guerra Mundial, sendo utilizada inicialmente pelo militares da aeronáutica. Para evitar o vazamento de informações e ainda assim informar o pessoal envolvido na missão, foram idealizadas reuniões

Ver todos os capítulos
Medium 9788580554373

Capítulo 21 - Morte

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

21

Morte

Querida Sra. Johnson

“Ok, pessoal”, diz a Sra. Plummer, nossa diretora, “vamos começar a reunião”. Nesse momento, a escola faz silêncio. Lori, a outra professora do 5o ano, olha para mim e murmura: “Graças a Deus”, apontando para seu relógio. Sorrio e concordo em voz baixa: “Eu sei”. Nós duas queremos sair cedo, para conseguir aproveitar a promoção de metade do ano no shopping.

Uma coisa que observo rapidamente é que a biblioteca está silenciosa demais.

Você conseguiria ouvir até mesmo um alfinete caindo no chão. Quando vejo a Sra.

Plummer erguer os olhos, quase entro em pânico. Ela é a mulher mais forte e serena que conheço. Fico chocada ao ver que seus olhos estão inchados e vermelhos, seu nariz também está vermelho e lágrimas correm soltas sobre suas bochechas. Tam­ bém observo que a maioria dos funcionários da secretaria, o pessoal da limpeza e até da cafeteria está presente, algo extremamente incomum, porque em geral somente os professores frequentam as reuniões da escola. Lori e eu nos olhamos e balançamos nossas cabeças. “Meu Deus”, penso. “O que será que está acontecendo?”

Ver todos os capítulos
Medium 9788597021875

16 Linguagem e Cultura: em um Contexto Antropológico

MARCONI, Marina de Andrade; PRESOTTO, Zélia Maria Neves Grupo Gen ePub Criptografado

“Sem linguagem não há homem e sem homem não há linguagem”
(ULMANN, 1991, p. 118).

A anterioridade da espécie humana, ou seja, sua condição primata, caracteriza-se pela ausência da fala. Quando ou como o homem se livra dessa condição, passando a expressar--se através da palavra, é uma indagação que a Arqueologia Pré-Histórica se empenha no sentido de encontrar respostas. Não apenas em relação ao fato fundamental da aquisição dos padrões da fala, mas, sobretudo, na capacidade de transmissão oral e simbólica dos conhecimentos e experiências adquiridos que tornou possível o advento da cultura humana.

O Homo sapiens nasceu mais bem aparelhado para aprender sua língua e, ao mesmo tempo, aprender sua cultura. Linguagem e cultura estão íntima e mutuamente relacionadas.

A natureza humana se completou a partir do desenvolvimento cerebral que capacitou o homem a emitir sons específicos para expressar seus pensamentos, sentimentos, necessidades e meios protetores. É de se supor que com essa evolução dos primeiros homens tenha surgido a reflexão, exteriorizada de formas diferenciadas, das quais se tem pouquíssimas evidências. Como saber, se não há fósseis de palavras!

Ver todos os capítulos
Medium 9788520441459

33. Crise financeira ou crise de valores humanos?

MATOS, Gustavo Gomes de Editora Manole PDF Criptografado

33. Crise financeira ou crise de valores humanos?

É o capital humano que garante o desenvolvimento e progresso de empresas, pessoas e países.

“O fator diferencial para o desenvolvimento é a qualidade do relacionamento interpessoal”

Will Schutz

Nós, profissionais de comunicação empresarial, já estamos acostumados com as ondas de crise que servem de justificativa para o corte abrupto dos recursos para projetos em nossa área. O contexto internacional de constante instabilidade financeira e econômica dos últimos anos é a expressão máxima do esgotamento de um modelo de desenvolvimento materialista e desumano.

O termo crise financeira é aplicado a uma variedade de situações nas quais instituições ou ativos financeiros se desvalorizam repentinamente.

Porém, o que podemos observar é que todo esse cenário de conturbação econômica e financeira expressa uma relação de causa e efeito muito clara: a busca desmedida do lucro gera a falta de medida dos ganhos para o bem comum.

Ver todos os capítulos
Medium 9788580554373

Capítulo 8 - Orientação sexual

Denise L. McLurkin Grupo A PDF Criptografado

8

Orientação sexual

Não é contagioso

“Minha festa será na Yoyo's Fantastic Playhouse”, diz Miriam empolgada, e meus outros alunos do 3o ano respondem, “Nooossa!”. Miriam continua: “Vai ter pizza, sorvete, bolo, balões e tudo mais”. Olho em volta e vejo rostos sorridentes.

Embora eu não conheça a Yoyo’s Fantastic Playhouse, ouvi comentários positivos sobre o lugar. Minhas sobrinhas e meus sobrinhos adoram as pequenas montanhas russas, os jogos e a comida. Quando Miriam termina de descrever a festa, pergunto:

“Alguma dúvida?”. Jose levanta a mão: “Você vai ganhar da sua mãe um monte de fichas para jogar vários jogos e ganhar um monte de tíquetes?”. Miriam balança a cabeça: “Sim. Eles me disseram que me darão 50 fichas para eu tentar ganhar o coelhão cor-de-rosa”. Novamente, todos dizem em coro, “Nooossa!”.

Olho para a turma e pergunto: “Alguma outra dúvida?”. Sarah levanta a mão,

“Quem você vai convidar?” Miriam olha em volta e diz: “Eu posso convidar toda a turma”. Eu lhe alcanço os convites que suas mães me entregaram nesta manhã para distribuir à turma. Quando ela começa a caminhar pela sala e entregar os convites,

Ver todos os capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 11 - Queda da taxa de lucro

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

11

Queda da Taxa de Lucro*

A constante diminuição relativa do número de operários emprega‑ dos deve influenciar de modo particular a taxa de lucro.

A finalidade das máquinas (do mesmo modo que a dos pro‑ gressos técnicos dos períodos anteriores) é economizar trabalho. A mesma quantidade, ou mesmo uma quantidade maior, de mercado‑ rias é produzida por um menor número de operários. O trabalho vivo, adquirindo um rendimento elevado, torna‑se mais produtivo.

Aumentar a produtividade: eis o alfa e o ômega de todo progresso econômico.

Porém, isso significa que um mesmo número de operários traba‑ lha uma quantidade sempre maior de matéria‑prima e de meios de trabalho. Se, por exemplo, graças à ajuda das máquinas, os operários podem fabricar dez vezes mais fio de algodão do que fabricavam antes no mesmo tempo, passam a necessitar dez vezes mais algo‑ dão, acrescentando‑se o corpo potente e precioso da máquina de um valor muito maior que o das antigas ferramentas dos artesãos.

Ver todos os capítulos
Medium 9788521635406

Capítulo 25 - O juro e o lucro do empreendedor

MARX, Karl Grupo Gen PDF Criptografado

capítulo

25

O Juro e o Lucro do Empreendedor*

O dinheiro – considerado aqui como expressão independente de um valor e quer essa exista efetivamente sob forma de dinheiro ou somente de mercadorias – pode, na produção capitalista, transfor‑ mar‑se em capital e tornar‑se, assim, de valor dado em um valor em condições de se acrescer. Ele permite ao capitalista tirar dos operários e se apropriar de certa quantidade de trabalho não pago. Adquire assim um novo valor de uso, aquele de fornecer lucro. Nessa quali‑ dade, torna‑se mercadoria, mas uma mercadoria de um tipo especial.

Quem quer que disponha de 5 libras (100 xelins) possui o poder de convertê‑los em 6 libras (120 xelins) se a taxa média de lucro anual =

20%. Se ceder por um ano essa soma a alguém que o emprega efe‑ tivamente como capital, ele lhe transfere o poder de produzir 1 libra

(20 xelins) de lucro. Devolvendo ao proprietário, no fim do ano, por exemplo, 5 xelins, isto é, uma parte do lucro produzido, o segundo paga apenas o valor de uso das 5 libras, o valor de uso de funcionar como capital. Essa parte do lucro chama‑se juro; o que não é senão um nome particular, uma rubrica especial para uma parte do lucro.

Ver todos os capítulos
Medium 9788522466023

Parte III - 8 A Sociologia Brasileira

FERREIRA, Delson Grupo Gen PDF Criptografado

8

A Sociologia Brasileira

8.1 A TEORIA DA DEPENDÊNCIA: FERNANDO HENRIQUE

CARDOSO

O recurso ao autoritarismo militar foi voltado para dar seguimento ao processo de modernização capitalista que, a partir daquele momento, devia ser implementado sob qualquer custo. O populismo havia esgotado, na visão dos mentores políticos, militares e empresariais do golpe, suas possibilidades de encaminhar tal modernização. Para essa concepção, desenvolvimento e insegurança eram incompatíveis; daí a imposição do novo lema ao país, que vinha sendo elaborado pela Escola

Superior de Guerra desde 1949, desenvolvimento e segurança. Como já disse Fernando Henrique Cardoso, 1

"os militares, apesar do autoritarismo e da truculência, modernizaram o país e instauraram em definitivo o capitalismo, inaugurando uma nova ordem capitalista que gerou transformações agudas na sociedade brasileira, integrando o país ao sistema de produção internacional, produzindo, para o bem e para o maL conseqüências sociais profundas".

Ver todos os capítulos

Carregar mais