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Capítulo 2. Divisão Glaucophyta

Bruno de Reviers Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

2

Divisão Glaucophyta

Número de táxons

São conhecidos três gêneros e quatorze espécies: Cyanophora (Fig. 2.1a), com três espécies; Glaucocystis (Fig. 2.1b), com dez; Gloeochaete (Fig. 2.1c, d), com uma espécie.

Caracteres derivados próprios

Os plastídios ainda possuem uma parede com mureína residual.

Estrutura vegetativa

GENERALIDADES. As Glaucophyta formam um pequeno grupo de algas unicelulares, autótrofas, isoladas ou às vezes coloniais. As formas monadais têm simetria dorsiventral, com a face dorsal arredondada e a face ventral achatada.

Cyanophora possui dois flagelos desiguais (Fig. 2.1a); Gloeochaete é imóvel, apresentando pseudocílios (Fig. 2.1c) (às vezes, interpretados como possíveis flagelos vestigiais), os quais possuem os nove pares de microtúbulos (típicos dos flagelos das algas eucariontes), mas são desprovidos do par de microtúbulos centrais. As células flageladas das formas monadais ou dos zoósporos são sempre desprovidas de estigma e biflageladas (Fig. 2.1). Cada um dos dois flagelos possui duas fileiras de uma fina penugem, semelhante àquela encontrada nas algas verdes. As quatro raízes microtubulares dos flagelos apresentam disposição cruciada (cruciate roots), como nas Chlorophyta e em Mesostigma (Streptophyta). Elas possuem MLS (= multilayered structure*; ver Capítulo 4, item 4.1: Classificação), como nas Streptophyta e em certas Chlorophyta: são em número de quatro, em Gloeochaete e Glaucocystis, e de dois, em Cyanophora (Kies & Kremer, 1990). A presença de raízes flagelares cruciadas e providas de MLS indicam, pois, que as Glaucophyta constituem a fase ancestral das

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Medium 9788582715130

Capítulo 25 - Desenvolvimento e meio ambiente: Regulação biótica, abiótica e simbiótica do desenvolvimento

Scott F. Gilbert, Michael J. F. Barresi Grupo A PDF Criptografado

25

Desenvolvimento e meio ambiente

Regulação biótica, abiótica e simbiótica do desenvolvimento

Por que os micróbios devem ser considerados parte importante do desenvolvimento normal?

FOI PENSADO POR MUITO TEMPO QUE O AMBIENTE desempenhava apenas um papel menor no desenvolvimento. Quase todos os fenômenos do desenvolvimento eram considerados “resultados” de genes nucleares, e aqueles organismos cujo desenvolvimento era significativamente controlado pelo meio ambiente eram considerados estranhezas interessantes. Quando os agentes ambientais desempenharam papéis no desenvolvimento, eles pareciam destrutivos, como os papéis desempenhados por teratógenos e disruptores endócrinos (ver Capítulo 24). No entanto, estudos recentes mostraram que o contexto ambiental desempenha papéis significativos no desenvolvimento normal de quase todas as espécies e que os genomas animais evoluíram para responder às condições ambientais. Além disso, existem associações simbióticas em que o desenvolvimento de um organismo é regulado pelos produtos moleculares de organismos de outras espécies.

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Medium 9788580551020

8 Peixes marinhos

Peter Castro, Michael E. Huber Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

8

Peixes marinhos

Um tipo de pargo-de-listras-azuis (Lutjanus kasmira) em um recife de coral no Oceano Índico.

P

eixes foram os primeiros vertebrados a aparecer, há mais de 500 milhões de anos. Os primeiros peixes provavelmente se desenvolveram a partir de invertebrados cordados não muito diferentes dos anfioxos ou das larvas de acídias, que ainda habitam os oceanos.

Assim que os peixes se fizeram presentes, uma alteração muito grande no ambiente marinho aconteceu, pois eles se alimentam de quase qualquer tipo de organismo marinho. Alguns organismos apresentados do Capítulo 5 ao 7, de bactérias a crustáceos, se utilizam dos peixes como suas casas, e muitos outros organismos os comem.

Os peixes são os organismos marinhos mais importantes economicamente e são uma fonte de proteína para milhões de pessoas.

Alguns são moídos para servir como fertilizante ou como ração de galinha; couro, cola, vitaminas e outros produtos são obtidos a partir deles; outros tantos são muito procurados por pescadores entusiastas;

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Medium 9788536306605

Capítulo 9. Divisão Dinophyta

Bruno de Reviers Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

9

Divisão Dinophyta

Número de táxons

Segundo Taylor (1990a), a divisão inclui 4.000 espécies, das quais a metade é fóssil, distribuídas em 550 gêneros (quase ¾ desses são fósseis).

Caracteres derivados próprios

Observa-se a presença de dois flagelos eucarióticos particulares. Também ocorre uma mitose particular com um fuso externo, e um dinocarion está presente na grande maioria desses organismos (ver Núcleo e mitose). N.B.: Os alvéolos do anfiesma (ver

Estrutura pericelular) foram considerados como um caráter derivado próprio dos Alveolata (Dinoflagellata + Ciliata + Sporozoa), aos quais deram o nome. No entanto, alvéolos semelhantes são encontrados nas Glaucophyta (Capítulo 2).

Estrutura vegetativa

GENERALIDADES. As Dinophyta são majoritariamente unicelulares (Fig. 9.1), ocorrendo algumas raras formas filamentosas (Dinothrix, Dinoclonium; Fig. 9.1y, z). Em sua grande maioria, são monadais (por exemplo, Amphidinium, Gymnodinium, Gyrodinium,

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Capítulo 1. Divisão Cyanophyta

Bruno de Reviers Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

1

Divisão Cyanophyta

Número de táxons

Calcula-se cerca de 150 gêneros e 2.000 espécies (Fott, 1971).

Caracteres derivados próprios

As cianobactérias possuem clorofila a (e não bacterioclorofila) e os fotossistemas I e

II (ao contrário das outras bactérias fotossintéticas), realizando, assim, a fotossíntese em presença de oxigênio. São também as únicas a possuírem ficobilissomos, com os pigmentos acessórios ficoeritrina, ficocianina e aloficocianina. Alguns desses caracteres encontram-se nos plastídios dos eucariontes originados das cianobactérias

(ver Reviers, 2002).

Estrutura vegetativa

CARACTERÍSTICAS GERAIS. Essas algas são conhecidas como “algas azuis” (bluegreen algae, para os anglófonos), devido à sua pigmentação, ou como “cianobactérias”, por serem procariontes. Os microbiologistas classificam as cianobactérias no reino das Eubacteria. São as únicas algas procariontes.

A estrutura vegetativa é do tipo cocóide (Fig. 1.1a, 1.11), colonial (Fig. 1.1b) ou filamentoso (Fig. 1.2 a 1.4). Os filamentos, sem a bainha de mucilagem, são denominados “tricomas”. Nas Rivulariaceae, a extremidade dos filamentos é afilada e constituída de células alongadas, estreitas, incolores, muito vacuoladas e que não têm capacidade de crescimento ulterior; essas estruturas são, às vezes, denominadas “pêlos” (Fig. 1.3c).

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