57 capítulos
Medium 9788580551020

18 Os impactos dos seres humanos no ambiente marinho

Peter Castro; Michael E. Huber Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

18

Os impactos dos seres humanos no ambiente marinho

O

s meios de comunicação oferecem notícias perturbadoras sobre a saúde dos oceanos. Histórias sobre aquecimento global, poluição, recifes de coral morrendo e o desaparecimento da vida marinha são muito familiares. Contudo, esta é só uma pequena amostra dos impactos antrópicos, ou dos efeitos das atividades humanas, no meio ambiente marinho (Fig. 18.1). Mais de

6,8 bilhões de pessoas vivem hoje em nosso planeta (ver Fig. 17.2), e o número de pessoas vivendo em um raio de até 100 km da costa é maior do que o número de pessoas que viviam no planeta inteiro em

1950! Em todo lugar, não apenas ao longo das áreas industriais, as pressões da civilização estão modificando o nosso mundo marinho.

A qualidade da água tem decaído, as pescarias estão em perigo, as

áreas de lazer estão em ameaça e novos riscos para a saúde estão se desenvolvendo.

MODIFICAÇÃO E DESTRUIÇÃO DE

HÁBITATS

A poluição, infelizmente, não é o único nem necessariamente o mais importante modo como afetamos o meio marinho. Atividades humanas como a dragagem, o despejo de silte ou lama, aterro ou mesmo o uso de explosivos alteram ou destroem hábitats, os locais onde os organismos vivem (Fig. 18.2). Os efeitos de tais alterações físicas são diretos e imediatos, ao contrário dos efeitos indiretos, como aqueles dos poluentes liberados em algum outro lugar. No entanto, os efeitos indiretos da destruição de hábitats podem ocorrer em áreas muito maiores, como quando áreas de berçário de peixes são destruídas.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715130

Capítulo 9 - A genética da especificação dos eixos em Drosophila 

Scott F. Gilbert; Michael J. F. Barresi Grupo A PDF Criptografado

9

A genética da especificação dos eixos em Drosophila 

Quais alterações no desenvolvimento fizeram esta mosca ter 4 asas, em vez de 2?

GRAÇAS, EM GRANDE PARTE, A ESTUDOS liderados pelo Laboratório de Thomas

Hunt Morgan durante as duas primeiras décadas do século XX, sabemos mais sobre a genética da Drosophila melanogaster do que qualquer outro organismo multicelular.

As razões devem-se tanto às próprias moscas como às pessoas que inicialmente as estudaram. A Drosophila é fácil de criar, resistente, prolífica e tolerante a diversas condições. Além disso, em algumas células das larvas, o DNA se replica várias vezes sem se separar. Isso deixa centenas de fitas de DNA adjacentes umas às outras, formando cromossomos politênicos (do grego, “muitas fitas”) (FIGURA 9.1). O DNA não usado

é mais condensado e marca mais escuro que as regiões de DNA ativo. Os padrões de bandas foram usados para indicar a localização física dos genes nos cromossomos.

O laboratório de Morgan estabeleceu uma base de dados de estirpes mutantes, bem como uma rede de troca onde cada laboratório podia obtê-las.

Ver todos os capítulos
Medium 9788536306605

Capítulo 4. Sub-reino Viridiplantae ou Chlorobionta

Bruno de Reviers Grupo A PDF Criptografado

Capítulo

4

Sub-reino Viridiplantae ou Chlorobionta

4.1. Generalidades

As Embryophyta e as algas verdes pertencem a um mesmo táxon monofilético: as

Viridiplantae. A posição das primeiras em relação às segundas, na árvore das Viridiplantae, faz com que as algas verdes sejam parafiléticas (ver Fig. 4.1). Não há, pois, uma terminologia formal para designá-las em separado: ou se engloba as Embryophyta e se fala de Viridiplantae, ou se utiliza um nome vernáculo (“algas verdes” é bem prático). O mesmo problema se apresenta aos zoólogos, com respeito aos “peixes”, pois não formam um grupo monofilético.

As Embryophyta são definidas pela presença de um arquegônio* e pela existência de um embrião. Elas não serão abordadas nesta obra.

Número de táxons

As algas verdes constituem um grupo gigantesco, compreendendo entre 550 e 570 gêneros, com 16.000 a 17.000 espécies (Reviers, 1993; Norton et al., 1996). Todavia, esse grupo apresenta um tamanho moderado, se comparado com as Embryophyta

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715130

Capítulo 22 - Regeneração

Scott F. Gilbert; Michael J. F. Barresi Grupo A PDF Criptografado

22

Regeneração

O DESENVOLVIMENTO NUNCA PARA. Ao longo da vida, nós continuamente geramos novas células sanguíneas, células epidérmicas e epitélio do trato digestório a partir de células-tronco. O processo recorrente mais próximo do desenvolvimento embrionário é a regeneração, a substituição de uma parte do corpo pelo animal adulto depois que o original foi removido. Quer seja a Fonte da Juventude de Ponce de Leon ou o super-herói Wolverine da Marvel, a regeneração é um processo que tem cativado a imaginação de escritores, artistas e similares de Hollywood. Felizmente, não é tudo ficção científica. O mais importante é que a regeneração capturou o fascínio dos cientistas que fizeram grandes progressos na dissecção dos mecanismos de desenvolvimento subjacentes à capacidade de algumas espécies de exibirem um potencial fantástico para a regeneração. Algumas salamandras adultas, por exemplo, podem desenvolver novos membros e caudas depois que esses apêndices foram amputados (nem Wolverine mostrou fazer isso – pelo menos neste universo!).1

Ver todos os capítulos
Medium 9788582715130

Capítulo 12 - Aves e mamíferos

Scott F. Gilbert; Michael J. F. Barresi Grupo A PDF Criptografado

12

Aves e mamíferos

Como este embrião de mamífero determina qual extremidade é a sua cabeça e qual

é a sua cauda?

ESTE CAPÍTULO FINAL SOBRE OS PROCESSOS INICIAIS DO DESENVOLVIMENTO estende o nosso levantamento do desenvolvimento de vertebrados para incluir os amniotas – os vertebrados cujos embriões formam um âmnio, ou saco de água

(i.e., répteis, aves e mamíferos). Aves e répteis seguem um padrão de desenvolvimento muito semelhante (Gilland e Burke, 2004; Coolen et al., 2008), e as aves são considerados pelos taxonomistas modernos como um clado reptiliano (FIGURA 12.1A).

O ovo amniota é caracterizado por um conjunto de membranas que, juntas, permitem ao embrião sobreviver em terra (FIGURA 12.1B). Primeiro, o âmnio, pelo qual o ovo amniota é nomeado, é formado no início do desenvolvimento embrionário e permite que o embrião flutue em um ambiente fluido que o protege da dessecação.

Outra camada celular derivada do embrião, o saco vitelínico, permite a absorção de nutrientes e o desenvolvimento do sistema circulatório. O alantoide, que se desenvolve na extremidade posterior do embrião, armazena resíduos. O córion contém vasos sanguíneos que trocam gases com o ambiente externo. Em aves e na maioria dos répteis, o embrião e suas membranas estão fechados em uma casca dura ou coriácea, dentro da qual o embrião se desenvolve fora do corpo da mãe. A clivagem dos ovos de aves e répteis, como os peixes ósseos descritos no último capítulo, são meroblásticas, com apenas uma pequena porção do citoplasma do ovo sendo usada para fazer as células do embrião. A grande maioria do grande ovo é composta de vitelo, que nutrirá o embrião em crescimento.

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos