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Capítulo 10 - Fontes Naturais versus Antropogênicas de CH4: Um Exame Mais Minucioso

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Fontes Naturais versus Antropogênicas de CH4: Um Exame

Mais Minucioso

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Capítulo 9 mostrou que os níveis crescentes de metano nos últimos 5000 anos diferiam das tendências das setes interglaciais anteriores, quando as concentrações caíram. Embora a disseminação das atividades agropecuárias produtoras de metano coincidam com essa tendência do metano na contramão, parecendo ser uma explicação promissora para ela, o debate sobre essa questão ainda não está liquidado.

Este capítulo examinará mais de perto todas as possíveis fontes de metano

(Tabelas 10-1 e 10-2).

Fontes naturais de metano

Lembre-se, do Capítulo 2, de que as terras úmidas naturais são a principal fonte de emissões de metano e de alterações de longo prazo nas concentrações atmosféricas de CH4 (Figura 10-1). As evidências indicam que duas grandes regiões de terras úmidas naturais não podem ter sido responsáveis pelo aumento do CH4 nos últimos 5000 anos.

TABELA 10-1 Mudanças nas fontes naturais de CH4 nos

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Capítulo 7 - África, Austrália e Oceania

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África, Austrália e Oceania

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homem pré-industrial produziu uma ampla variedade de efeitos devido ao desmatamento de outras três regiões: os continentes da

África e Austrália e o grupo de ilhas no sudoeste e porção equatorial do Pacífico conhecido como Oceania. A África, o continente onde a espécie humana se originou, possui uma rica história de desmatamento, agricultura e pecuária, variando grandemente entre seu limite setentrional, no Mar Mediterrâneo, e sua estreita ponta meridional, principalmente por causa da grande gama de climas nesses 7000 quilômetros. Na Austrália, os povos pré-industriais jamais fizeram a transição para a agricultura tradicional, mas transformaram o entorno natural com incêndios, assim como os que chegaram muito mais recentemente à Nova Zelândia. Os povos que lentamente deixaram o sudeste da Ásia e passaram para as ilhas pacíficas da Oceania nos últimos milênios adaptaram e domesticaram muitos tipos de vegetais alimentícios, tendo diversos efeitos sobre o entorno natural dessas ilhas.

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Capítulo 13 - Mudanças de Paradigma

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Mudanças de

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m seu livro de 1962, A estrutura das revoluções científicas, Thomas

Kuhn contornou em grande medida a ideia de Karl Popper de que a ciência progride em estágios incrementais por meio de constantes teste e refutação. Em vez disso, Kuhn propos que a ciência avança em pequenos saltos, em que novas ideias substituem as antigas, separadas por intervalos de tempo mais longos, passados em um modo mais vegetativo ou mesmo lento que ele chama de “ciência normal”.

Nesses intervalos de ciência normal, uma explicação existente para um conjunto específico de fenômenos funciona bem o suficiente por um período suficientemente longo, tornando-se um pressuposto amplamente sustentado chamado de paradigma. Kuhn descreve um paradigma como uma combinação de conhecimentos, pressupostos gerais compartilhados, modelos conceituais, escolas de pensamento e uma “matriz disciplinar”. Na visão de

Kuhn, os livros-texto propagam os paradigmas existentes às sucessivas gerações de estudantes e futuros cientistas ao transmitir uma imagem falsamente ordenada do estado efetivo da ciência. O que por muitas vezes está ausente nos livros-texto é a sensação generalizada de drama do passado, quando as ideias estavam em conflito e os novos paradigmas estavam prestes a surgir.

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Capítulo 5 - China e Sul da Ásia

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China e Sul da Ásia

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or causa do seu grande porte, a Ásia se estende por muitas zonas climáticas e tipos de vegetação (Figura 5-1). Grande parte do continente não era favorável ao início da agricultura: a tundra que margeia a costa do Oceano Ártico; a floresta ártica (composta de lariços; também chamada de taiga) que cobre muito do resto da Sibéria e do extremo norte; a vasta região de estepes de pastagens semiáridas em todo o centro-sul da Ásia; e os desertos em partes do extremo sudoeste da Ásia. Áreas mais favoráveis

à agricultura incluíam as florestas decíduas temperadas ao longo da costa oriental do Pacífico e as florestas pluviais perenes e florestas sazonalmente mais secas dos trópicos orientais. Os dois países mais populosos do mundo atual, a China e a Índia, já tinham populações muito grandes no início da era histórica, em parte por causa dos climas favoráveis, em parte porque haviam se tornado centros de inovação agrícola no início da Revolução

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Capítulo 9 - Como Devem Ser Comparadas as Tendências dos Gases nos Períodos Interglaciais?

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Como Devem Ser

Comparadas as

Tendências dos

Gases nos Períodos

Interglaciais?

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s concentrações dos gases de efeito estufa subiram na parte posterior do interglacial atual, mas caíram durante as partes equivalentes dos interglaciais anteriores (recorde a Parte I, Capítulos 2 e 3). Quando o debate sobre as origens dessas tendências começou, a perfuração de testemunhos de gelo havia penetrado completamente apenas os três interglaciais

(chamados de estágios 5, 7 e 9) anteriores ao atual (chamado de estágio 1). As camadas de gelo que cobrem os interglaciais anteriores estavam dentro do alcance da perfuração em outros locais, mais ainda não tinham sido recuperadas. A perfuração subsequente por parte do Projeto Europeu de Testemunhos de Gelo na Antártida (EPICA) agora penetrou em diversos outros interglaciais (até o estágio 19) em um local chamado de Domo C. Essas perfurações mais recentes levam a sete o número de interglaciais anteriores disponíveis para exame.

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