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Capítulo 9 - Interações farmacorreceptor

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9.1 Tipos de ligações

Tipos de ligações

9 INTERAÇÕES FARMACORRECEPTOR

A condição para um fármaco afetar uma função do organismo é que ele estabeleça contato com uma estrutura própria deste.

Ligações covalentes

Dois átomos estabelecem ligação covalente se cada um compartilha pelo menos um elétron na nuvem eletrônica. Essa condição é representada por um traço nas fórmulas estruturais. A ligação covalente é “firme”, isto é, irreversível ou

“pouco reversível”. Poucos fármacos ligam-se covalentemente às estruturas biológicas. A ligação e, eventualmente, o efeito permanecem por um longo tempo – mesmo depois de o fármaco parar de ser administrado, o que torna difícil controlar o tratamento. Constituem exemplos os citostáticos alquilantes (p. 298) e os organofosforados (p. 310). As reações de conjugação

(p. 56), que ocorrem na biotransformação, também fazem ligações covalentes (p. ex., um ácido glicurônico).

Ligações não covalentes

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Capítulo 38 - “Venenos de prazer”

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38.1 Psicotomiméticos alucinógenos

38 “VENENOS DE PRAZER”

Psicotomiméticos

Os psicotomiméticos provocam alterações psíquicas semelhantes às manifestadas no curso da psicose, como distorção ilusória da percepção e alucinações. Essa experiência pode ser similar ao sonho, em caráter; sua transposição emocional ou racional é incompreensível ao observador.

O efeito psicotomimético é registrado de forma pictórica em uma série de retratos desenhados por um artista sob ação da dietilamida do ácido lisérgico (LSD, do inglês lysergic acid diethylamide). À medida que a “intoxicação” se instala, em ondas, ele relata que vê a face do retratado evoluir para caretas (grotescas) em tons roxo-azulados fosforescentes, variar de tamanho – aumentando e diminuindo como se fossem vistas por meio de lentes zoom em movimento –, criando a ilusão de mudanças abstrusas em proporção e sequências de movimento grotescos. A caricatura diabólica é percebida como ameaçadora (► Fig. 38.1A).

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Capítulo 6 - Eliminação dos fármacos

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6.1 O fígado como órgão excretor

6 ELIMINAÇÃO DOS FÁRMACOS

O fígado como órgão excretor

O fígado, como principal órgão da biotransformação de fármacos, recebe, a cada minuto, 1.100 mL de sangue pela veia porta e mais

350 mL pela artéria hepática. O fígado é rico em sangue, contendo cerca de 500 mL nos vasos e sinusoides. Devido ao aumento da seção transversal, o fluxo intra-hepático desacelera

(► Fig. 6.1A). Além disso, o endotélio especial dos sinusoides hepáticos (p. 40) permite a saída rápida da circulação – até mesmo de proteínas.

O endotélio descontínuo e perfurado permite um contato íntimo não convencional e trocas intensas de substâncias entre o sangue e o parênquima hepático, o que ainda é facilitado pelas microvilosidades que cobrem a superfície dos hepatócitos no espaço de Disse.

Os hepatócitos secretam líquido biliar nos canalículos biliares (em verde-escuro), os quais são completamente isolados do compartimento com sangue. A atividade secretora dos hepatócitos resulta em movimento dos líquidos para o espaço canalicular (► Fig. 6.1A).

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Capítulo 23 - Diuréticos

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23.1 Diuréticos: aspectos gerais

23 DIURÉTICOS

Diuréticos: aspectos gerais

Os diuréticos (saluréticos) promovem um aumento na eliminação de urina (diurese). Em sentido estrito, o termo aplica-se aos fármacos com ação renal direta. O aumento da eliminação de urina decorre principalmente da inibição da reabsorção de NaCl e água.

As principais indicações para os diuréticos são as seguintes:

Mobilização de edemas (► Fig. 23.1A). Edemas são inchamentos de tecidos determinados pelo teor excessivo de líquidos acumulado sobretudo no espaço extracelular (intersticial). Quando o diurético é administrado, o aumento da excreção renal de Na+ e água causa redução no volume plasmático com hemoconcentração. Como resultado, a concentração de proteínas plasmáticas aumenta e, com isso, a pressão oncótica também. Esta exerce uma força de atração sobre a água, a qual sairá do interstício para o leito capilar e a circulação sanguínea. O conteúdo de líquidos nos tecidos diminui, e os edemas regridem. A diminuição do volume plasmático e intersticial significa uma diminuição do volume de líquido extracelular (VLE). Dependendo da situação, a escolha recai sobre tiazídicos, diuréticos de alça, antagonistas da aldosterona e diuréticos osmóticos.

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Capítulo 20 - Antitrombóticos

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20.1 Tratamento das tromboses

20 ANTITROMBÓTICOS

Profilaxia e tratamento das tromboses

Após uma lesão vascular, são ativados a aglutinação das plaquetas (trombócitos) e o sistema de coagulação (► Fig. 20.1A) para, com plaquetas e moléculas de fibrina, formar um “tampão” que fecha a lesão e interrompe o sangramento

(homeostasia). A formação desnecessária de um coágulo intravascular – uma trombose – pode pôr a vida em risco. Se o coágulo se forma em uma placa ateromatosa na artéria coronária, há risco de infarto do miocárdio; um trombo em uma veia profunda nas pernas pode se desprender e ser levado para uma artéria pulmonar, causando embolia pulmonar; na fibrilação atrial, podem se formar trombos nas aurículas que, ao se desprenderem, alcançam artérias cerebrais e causam um AVE.

Para a profilaxia das tromboses, servem os fármacos que diminuem a coagulabilidade do sangue, bem como inibidores da aglutinação das plaquetas (p. 166), as quais participam da formação do trombo, sobretudo nas artérias.

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