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Capítulo 21 - Geleiras: O Trabalho do Gelo

GROTZINGER, John; JORDAN, Tom Grupo A PDF Criptografado

21

Geleiras: O Trabalho do Gelo

O gelo é uma rocha 䊏 598

Como as geleiras se formam 䊏 601

Como as geleiras se movem 䊏 603

As paisagens glaciais 䊏 609

Os ciclos glaciais e a mudança climática

618

A

Terra vista do espaço é delineada com as cores da água: vastos oceanos azuis, nuvens brancas em torvelinho e os brancos congelados do gelo sólido e da neve. O sistema Terra está continuamente movendo a água através da superfície planetária em padrões em constante mudança. Entre os principais reservatórios de água está o componente gelado do sistema – a criosfera – que aumenta e diminui mais visivelmente durante os ciclos climáticos. Em nenhum lugar as mudanças na criosfera são mais evidentes do que nos continentes.

Cerca de 10% da superfície terrestre atual estão cobertos por geleiras, sendo que quase toda essa superfície refere-se aos enormes mantos de gelo que cobrem a Groenlândia e a Antártida. Há 21 mil anos, o que é pouco tempo, os mantos de gelo cobriam uma superfície quase três vezes maior que a ocupada atualmente. E no próximo século, o aquecimento global pode derreter grandes partes dos mantos de gelo existentes, com efeitos sobre a sociedade humana em escala mundial. O nível do mar pode se elevar, submergindo as cidades costeiras. As zonas climáticas poderão migrar, fazendo com que as zonas úmidas transformem-se em desertos e vice-versa. Considerando tais ameaças, não há dúvida de que o conhecimento da criosfera da Terra – sempre um assunto científico interessante – é um objetivo absolutamente prático.

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Capítulo 1 - O Sistema Terra

GROTZINGER, John; JORDAN, Tom Grupo A PDF Criptografado

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O Sistema Terra

O método científico � 2

A Geologia como ciência � 3

Forma e superfície da Terra � 7

Descascando a cebola: a descoberta de uma Terra em camadas

A Terra como um sistema de componentes interativos � 13

Um panorama do tempo geológico � 17

9

A

Terra é um lugar único, a casa de milhões de organismos, incluindo nós mesmos.

Nenhum outro local que já tenhamos descoberto tem o mesmo delicado equilíbrio de condições para manter a vida. A Geologia é a ciência que estuda a Terra: como nasceu, como evoluiu, como funciona e como podemos ajudar a preservar os hábitats que sustentam a vida. Os geólogos buscam respostas a muitas perguntas básicas. De que material o planeta é composto? Por que existem continentes e oceanos? Como o Himalaia, os Alpes e as Montanhas Rochosas chegam a tamanha altura? Por que algumas regiões estão sujeitas a terremotos e erupções vulcânicas, enquanto outras não estão? Como o ambiente da superfície terrestre, e a vida contida nele, evoluiu ao longo de bilhões de anos? Quais são as prováveis mudanças no futuro? Acreditamos que as respostas a essas perguntas sejam fascinantes. Bem-vindo à ciência da Geologia!

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Capítulo 17 - O Ciclo Hidrológico e a Água Subterrânea

GROTZINGER, John; JORDAN, Tom Grupo A PDF Criptografado

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O Ciclo Hidrológico e a

Água Subterrânea

O ciclo geológico da água � 476

A hidrologia e o clima � 478

A hidrologia da água subterrânea � 483

A erosão pela água subterrânea � 493

A qualidade da água � 495

A água nas profundezas da crosta � 498

N

o poema “A Balada do Velho Marinheiro”, de Samuel Taylor Coleridge, há os seguintes versos: “Água, água, em todos os lugares, E nem uma gota para beber”.

Cerca de 71% da superfície terrestre são cobertos de água, mas apenas uma fração dessa água está disponível para consumo humano. Os humanos não podem sobreviver mais do que poucos dias sem água. Entretanto, o volume de água consumido pela sociedade moderna ultrapassa em muito o que precisamos para a mera sobrevivência física. Imensas quantidades de água são utilizadas na indústria, na agricultura e para necessidades urbanas, como sistemas de esgoto. A hidrogeologia está se tornando importante para todos nós à medida que há um aumento da demanda de um estoque limitado de água.

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Capítulo 20 - Costas e Bacias Oceânicas

GROTZINGER, John; JORDAN, Tom Grupo A PDF Criptografado

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Costas e Bacias

Oceânicas

Como as bacias oceânicas se diferenciam dos continentes

Os processos costeiros � 562

A modelagem das linhas de costa � 572

As margens continentais � 581

O relevo do assoalho oceânico profundo � 583

A sedimentação oceânica � 589

562

D

urante grande parte da história humana, os oceanos, que cobrem 71% da superfície da Terra, foram um mistério. As grandes populações que viveram à beira-mar conheciam bem as forças das ondas, a subida e descida das marés e os efeitos devastadores de tempestades violentas. Mas eles só podiam imaginar as forças que causavam esses processos. Sabemos agora que elas resultam de interações entre o sistema do clima e o sistema solar. As marés são causadas por interações gravitacionais entre a

Terra, o Sol e a Lua, e a arrebentação costeira e as tempestades resultam de interações entre a atmosfera e a hidrosfera.

E o mar profundo, que é invisível aos humanos sem o auxílio de ferramentas de observação remota? A natureza do assoalho oceânico além das águas costeiras mais rasas permaneceu um mistério até meados do século XIX. Em 1872, o Challenger1, um pequeno navio de guerra britânico convertido e equipado especificamente para o primeiro estudo científico dos mares, tornou-se o primeiro navio de pesquisa a explorar os oceanos de maneira científica. A expedição Challenger descobriu grandes áreas de colinas e planícies submersas, fossas extraordinariamente profundas e vulcões submarinos.

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Capítulo 8 - Relógios nas Rochas: Datando o Registro Geológico

GROTZINGER, John; JORDAN, Tom Grupo A PDF Criptografado

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Relógios nas Rochas:

Datando o Registro

Geológico

Reconstrução da história geológica usando o registro estratigráfico

A escala do tempo geológico: idades relativas 䊏 206

Medição do tempo absoluto com relógios isotópicos 䊏 210

A escala do tempo geológico: idades absolutas 䊏 214

Avanços recentes na datação do sistema Terra 䊏 216

200

O

s filósofos vêm se debatendo com a noção de tempo ao longo da história humana, mas até épocas bem recentes, eles tinham muito poucos dados para limitar suas especulações. A imensidão do tempo – o “tempo profundo”, medido em bilhões de anos – foi uma grande descoberta geológica que mudou nosso pensamento sobre como a Terra opera em termos de um sistema.

Os geólogos pioneiros como James Hutton e Charles Lyell levaram-nos a compreender que o planeta não era modelado por uma série de eventos catastróficos que ocorriam por meros milhares de anos, como muitos acreditavam. Em vez disso, o que vemos hoje

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